Segunda, 13 Outubro 2025 15:25

 

A Adufmat-Ssind alerta, mais uma vez, que golpistas estão utilizando o nome e logo do sindicato para entrar em contato com docentes, afirmando que processos de interesse da categoria estão com pagamento liberado. A abordagem é sempre a mesma: os criminosos indicam um processo real, contato de um advogado de nome conhecido (nem sempre é o responsável pelo processo), indicando telefone e até o número da OAB. Ocorre que, mais uma vez se trata de golpe!

O sindicato lembra que NUNCA realiza este tipo de abordagem. Qualquer informação jurídica é transmitida durante as assembleias e reuniões presenciais com os advogados ou publicada no site oficial da entidade.

Como agir?

A orientação dos advogados da Adufmat-Ssind é de que, ao receber mensagem ou ligação com esse tipo de golpe, o docente denuncie o número utilizado ao aplicativo de mensagens, informe imediatamente ao sindicato, e registre Boletim de Ocorrência (é possível fazer isso por meio da Delegacia Virtual - DEVIR, utilizando login e senha do Gov.br). 

O sindicato também tomará providências nesse sentido. 

Lembre-se: em momento nenhum responda ou passe dados pessoais e informações aos criminosos. Na dúvida, recorra sempre aos canais oficiais de contato da Adufmat-Ssind: site www.adufmat.org.br; e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.; telefones (65) 99686-8732 e (65) 99696-9293. 

Abaixo, a mensagem dos golpistas encaminhadas por alguns docentes nesta segunda-feira. 13/10:

 

 

 

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Segunda, 13 Outubro 2025 14:46

 

Entre 2019 e 2025, o número de Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) passou de 42 para 88 

 

O monitoramento sobre as pressões e ameaças às terras indígenas na bacia do rio Juruena mostra o acelerado avanço de projetos hidrelétricos na região, com potenciais impactos sobre os territórios e modos de vida dos povos originários. O estudo, divulgado neste mês e assinado pela equipe da Operação Amazônia Nativa (OPAN), detalha um cenário de intensa concentração de empreendimentos, predominantemente Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs).

A análise, que abrange o período de janeiro de 2024 a julho de 2025, identificou um total de 185 aproveitamentos hidrelétricos na bacia do Juruena. Desses, 48% são CGHs e 39% são PCHs, evidenciando uma clara inclinação para projetos de menor porte, que, apesar da escala, não deixam de impor riscos significativos. O estudo aponta que 66% dos empreendimentos ainda se encontram na fase de planejamento, indicando um potencial de crescimento hidrelétrico considerável para os próximos anos.

Um dos pontos de maior preocupação é o crescimento das CGHs, cujo número na bacia mais que dobrou entre 2019 e 2025, saltando de 42 para 88 unidades. Essa expansão acelerada é diretamente associada à simplificação dos trâmites regulatórios promovida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2020, que dispensou esses empreendimentos de estudos mais aprofundados, como o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). Em vez disso, as CGHs frequentemente se submetem a um Relatório Ambiental Simplificado (RAS), considerado mais superficial e insuficiente para avaliar os riscos socioambientais em áreas sensíveis.

Rios mais ameaçados 

O estudo mostrou que a sub-bacia do Papagaio tem o maior número de empreendimentos em fase de planejamento (42) e concentra sequências de PCHs ao longo do rio Sacre. Essa disposição em cascata gera preocupações sobre a conectividade hídrica, a migração de espécies aquáticas e, consequentemente, os impactos sobre os povos indígenas que dependem desses ecossistemas para sua subsistência e cultura.

“O relatório mostra a celeridade preocupante no licenciamento de CGHs. Por exemplo, as CGHs Janeque e Santa Cândida, na sub-bacia do Papagaio e localizadas no rio Buriti, próximas a Terras Indígenas, obtiveram as Licenças Prévia (LP) e de Instalação (LI) em intervalos extremamente curtos”, ressaltou o indigenista e geógrafo Cristian Felipe Rodrigues Pereira.

O ritmo acelerado levanta sérias dúvidas sobre a profundidade das análises ambientais e, crucialmente, sobre a efetividade da consulta às comunidades indígenas, um direito fundamental garantido pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

“Essa situação contrasta com o tempo necessário para que as comunidades indígenas realizem seus próprios processos de deliberação coletiva, comprometendo o direito à consulta prévia, livre e informada”, avalia a advogada Mariana Lacerda.

Outro ponto crítico apontado é a dispensa de EIA/RIMA para a PCH Cristalina, localizada no rio Juruena. Este empreendimento está inserido em uma área com outros 20 projetos hidrelétricos, e a ausência de um estudo abrangente de impacto ignora os efeitos cumulativos e sinérgicos na região.

Quando o peixe falta

O estudo ressalta que povos como os Enawene Nawe já sofrem com a escassez de peixes, um problema que afeta não apenas a alimentação, mas também aspectos fundamentais de sua espiritualidade, como a realização do ritual Yaõkwa.

O ritual, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo Instituto Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN) e pela Unesco, encontra-se sob ameaça devido à redução de peixes no rio Juruena. O Yaõkwa, que se estende por aproximadamente sete meses, é fundamental no calendário cerimonial do povo Enawene Nawe, entrelaçando dimensões sociais, culturais, espirituais e ecológicas. Durante sua realização, os Enawene Nawe estabelecem uma conexão com os espíritos subterrâneos Yakairiti, oferecendo alimentos essenciais como peixe, sal vegetal, milho e mandioca, numa busca contínua pela manutenção da ordem cósmica e social.

A plena execução do Yaõkwa depende da saúde dos rios e da presença de peixes migratórios, uma vez que a pesca coletiva de barragem é um componente do rito. Contudo, desde a instalação do Complexo Energético do Juruena – composto por oito PCHs das empresas Bom Futuro e Amaggi –, iniciado em 2007, os Enawene Nawe têm testemunhado um declínio acentuado na abundância de pescado. Espécies antes comuns, como piau, pacu, matrinxã, jaú, pintado e cachara, tornaram-se raras, impactando severamente não só a dieta alimentar tradicional, mas também a continuidade de seus rituais sagrados.

“Diante dessa carência, os Enawene Nawe têm sido forçados a adquirir peixes de tanques e represas para a manutenção dos rituais, sendo que a pesca coletiva de barragem é um dos principais componentes do rito. Esta situação evidencia não apenas os danos ambientais causados pelas hidrelétricas, mas também a fragilidade das medidas de compensação e salvaguarda cultural frente à magnitude dos grandes empreendimentos”, afirma o indigenista Ricardo Carvalho.

Dados do estudo 

A metodologia do boletim envolveu a coleta e análise de dados de fontes públicas como a Aneel, Diários Oficiais (DOE e DOU), o Sistema Integrado de Monitoramento e Licenciamento Ambiental (Simlam) e o Geoportal de Mato Grosso. A análise territorial por sub-bacia hidrográfica permitiu identificar padrões de concentração e ritmo de implantação dos projetos, revelando que as sub-bacias do Papagaio e do Rio do Sangue concentram grande parte dos empreendimentos em fase de planejamento.

O estudo também alerta para um cenário de crescente pressão sobre as terras indígenas na bacia do Juruena, impulsionado pela expansão hidrelétrica. A agilidade nos licenciamentos, a potencial subestimação de impactos e a fragilização do direito à consulta prévia são pontos que demandam atenção urgente de órgãos ambientais, do poder público e da sociedade civil para garantir a proteção dos territórios e dos direitos dos povos indígenas.

A dinâmica de avanço dos empreendimentos hidrelétricos na bacia do Juruena, impulsionada pela simplificação regulatória para CGHs, também chama a atenção e aponta para um futuro com consolidação de grandes usinas.

Conforme o estudo, os impactos sinérgicos e cumulativos sobre os ecossistemas aquáticos já são evidentes, com redução da superfície de água e crescimento expressivo de áreas irrigadas. Para mitigar esses efeitos, recomenda-se a adoção de instrumentos como a Avaliação Ambiental Integrada (AAI), o fortalecimento dos Comitês de Bacia Hidrográfica (CBHs), visando a um planejamento e gestão mais sustentáveis dos recursos hídricos. Além da construção de um Plano de Recursos Hídricos específico para a bacia do Juruena para orientar um uso justo, eficiente e equilibrado da água na região.

Acesse o estudo completo sobre pressões e ameaças às Terras Indígenas na Bacia do Rio Juruena aqui: Link: https://amazonianativa.org.br/pub/boletim-de-pressoes-e-ameacas-as-terras-indigenas-na-bacia-do-rio-juruena/ 

 

Fonte: Opan

Segunda, 13 Outubro 2025 14:05

 

 

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Espaço Aberto é um canal disponibilizado pelo sindicato
para que os docentes manifestem suas posições pessoais, por meio de artigos de opinião.
Os textos publicados nessa seção, portanto, não são análises da Adufmat-Ssind.
 
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JUACY DA SILVA*

 

“Sonhemos com um mundo mais justo e mais humano, sem vencidos e nem vencedores, sem oprimidos e nem opressores, um mundo onde a paz esteja sempre presente.” — Dom Helder Câmara.

Esta semana é muito importante, pois estaremos celebrando seis eventos significativos para a sustentabilidade em nosso país e no mundo. Ontem, 12, além de ter sido o Dia de Nossa Senhora Aparecida, figura central da fé católica e Padroeira do Brasil, também foi o Dia do Engenheiro Agrônomo e da Engenheira Agrônoma, profissionais que, ao longo das últimas décadas ou século, no mundo inteiro, mas principalmente no Brasil, vêm encabeçando e conduzindo uma verdadeira revolução no sistema agrícola brasileiro, possibilitando que nosso país se tornasse o maior produtor de grãos, de proteína animal e de commodities, e também em tantas outras culturas e práticas sustentáveis em nosso país.

Na quarta-feira, 15 de outubro, é dedicado à luta de milhões de professoras e professores, mesmo não sendo devidamente reconhecidos, mal pagos e trabalhando em condições adversas — inclusive enfrentando violência dentro das salas de aula ou violência por parte de instituições públicas que deveriam oferecer-lhes condições adequadas de trabalho digno —, continuam fazendo da educação um instrumento de libertação de educandos e, ao mesmo tempo, ensejando uma jornada criativa, contribuindo sobremaneira para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, únicas condições para, verdadeiramente, garantir nossa soberania popular e nacional, nossa independência e fortalecer nossas instituições, nossa democracia e nosso Estado Democrático de Direito, colocando o Brasil em uma posição de destaque no cenário internacional.

Aqui cabe um destaque: todos os países que hoje são potências mundiais, como China, EUA, Alemanha, ou já ocuparam esta posição, como Reino Unido, Japão, França e outros mais, durante décadas a fio, decidiram que a Educação, a Ciência e a Tecnologia fossem — ou continuem sendo — suas prioridades máximas, suas estratégias para conquistar e manter objetivos nacionais que as colocassem no topo do “ranking” mundial do desenvolvimento e da qualidade de vida. O que, lamentavelmente, nossos governantes, nas três esferas de governo, com raras exceções, ainda não entenderam e, por isso, não valorizam os profissionais que se dedicam a esta jornada e, muito menos, uma educação pública de qualidade e universal.

Ao estabelecer os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável em 2015 — mesmo ano em que foi firmado o Acordo de Paris, para o combate efetivo das mudanças climáticas, e também da publicação da Encíclica Laudato Si', sobre a Ecologia Integral, pelo Papa Francisco —, a ONU enfatiza o papel da Educação e da Igualdade de Gênero em todas as sociedades e nações, como podemos ver nos ODS 4 e 5, que estabelecem a necessidade de: assegurar uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade de aprendizagem ao longo da vida para todos, e, alcançar a igualdade de gênero e empoderar as mulheres e meninas.

Também neste 15 de outubro é o Dia do Educador e da Educadora Ambiental, outra missão fundamental para, através de uma educação ambiental/ecológica crítica, estimular as pessoas — tanto nas escolas, universidades e centros de ensino superior quanto em todos os demais setores, como igrejas, clubes de serviço, associações profissionais, empresariais, instituições públicas, movimentos sindicais e comunitários —, repito, a missão de educadores e educadoras ambientais é estimular as pessoas a mudarem suas formas de produzir e consumir, transformarem hábitos e estilos de vida que impactam negativamente o princípio da sustentabilidade ambiental.

Todas as formas de degradação dos biomas, de destruição da biodiversidade, de poluição das águas, dos solos e do ar; o desmatamento, as queimadas, que direta ou indiretamente impactam negativamente a vida no planeta, bem como tantas outras, como o consumismo, o desperdício e a obsolescência, geram impactos negativos sobre o meio ambiente, representando o que o Papa Francisco sempre enfatiza: que a degradação e destruição de nossa Casa Comum, o Planeta Terra, decorrem de hábitos e estilos de vida que representam os paradigmas de uma Economia da Morte, paradigmas esses que precisam ser substituídos por outros que nos conduzam a uma Economia da Vida (agroecologia e economia solidária, por exemplo).

Para substituir tais paradigmas, é fundamental que haja uma mudança profunda de hábitos e estilos de vida, como a própria ONU insiste ao definir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, com destaque para o ODS 12, que estabelece: “Garantir padrões de consumo e de produção sustentáveis”.

Finalmente, na quinta-feira, 16 de outubro, é o Dia Mundial da Alimentação (fome zero, desperdício zero), outro objetivo estabelecido pela ONU no contexto do ODS 2: “Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável”.

O Dia Mundial da Alimentação foi estabelecido em 1979, na 20ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). A primeira celebração ocorreu em 1981, e a data é comemorada anualmente em 16 de outubro para marcar o aniversário de fundação da FAO em 1945, que neste ano completa 80 anos e uma grande história de realizações voltadas para a sustentabilidade do planeta, para a Justiça Social e a Equidade.

O tema do Dia Mundial da Alimentação em 2025 é: "De Mãos Dadas por Alimentos Melhores e um Futuro Melhor". A celebração global, organizada pela FAO, destaca a necessidade de colaboração entre governos, organizações públicas e privadas e as comunidades para criar sistemas agroalimentares mais justos, sustentáveis e saudáveis. Outro tema localmente utilizado é: “Alimentação, territórios e resistência”, focando nos diferentes modos de produzir alimentos, de comer e viver no Brasil, valorizando, inclusive, os saberes e estilos de vida ancestrais.

Neste contexto das comemorações do Dia Mundial da Alimentação em 2025, ao longo da próxima semana serão realizados diversos eventos em Roma, sede da FAO, para celebrar esses 80 anos da FAO, refletir sobre a caminhada que vem sendo feita para tanto combater a fome e a miséria quanto desenvolver sistemas de produção agropecuária que respeitem a sustentabilidade, os limites e direitos do planeta e, ao mesmo tempo, produzam alimentos — em quantidade e qualidade — saudáveis, orgânicos, tão importantes para a saúde humana. Enfim, para uma população mundial que já supera 8,2 bilhões de pessoas e deverá ultrapassar 8,5 bilhões de bocas em 2030, podendo atingir 9,8 bilhões de habitantes em 2050.

Para que isso seja possível, é fundamental o apoio dos diversos governos, inclusive do Brasil, tanto à agricultura capitalista, voltada para o mercado internacional quanto, e principalmente, à agricultura familiar, de base agroecológica, que cumpre um grande papel tanto no que concerne à geração de oportunidades de trabalho e renda, quanto voltada, fundamentalmente, para o mercado interno. E, neste particular, é importante que os temas da reforma agrária e da economia solidária sejam recolocados, com a importância que lhes cabe na agenda nacional e na definição das políticas públicas nacionais, estaduais e locais.

Outros dois temas, assuntos importantes a serem celebrados nesta semana, são o Dia da Agricultura e o Dia Mundial da Erradicação da Pobreza.

O Dia da Agricultura é celebrado anualmente em 17 de outubro, constituindo-se em uma ótima oportunidade para refletirmos sobre a evolução dos sistemas produtivos e também sobre como algumas práticas agropecuárias são nocivas para o meio ambiente, para a vida e a saúde humanas, como, por exemplo, as questões da degradação dos solos, do desmatamento, da poluição do ar e das águas, o uso abusivo e indiscriminado de agrotóxicos e o uso da alimentação como arma de guerra, como tem acontecido no caso das guerras em Gaza, na Ucrânia, no Sudão e Sudão do Sul, e em tantas outras guerras e conflitos armados.

O Dia Mundial da Erradicação da Pobreza é celebrado anualmente em 17 de outubro. Este dia foi estabelecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1992 e serve para lembrar a mobilização de 100.000 pessoas contra a pobreza e a fome que aconteceu em Paris, em 1987. O dia é um convite à reflexão sobre as desigualdades e à busca por ações que garantam que todos tenham a oportunidade de viver com dignidade.

Além disso, a erradicação da pobreza é um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, como parte da Agenda 2030 da ONU, na busca de um mundo melhor, com justiça, paz desarmada (como tem enfatizado o Papa Leão), equidade e sustentabilidade.

Pelo que vemos, esta é uma semana superimportante, com diversos temas fundamentais para redefinirmos os rumos de nosso desenvolvimento nacional, através de um PROJETO DE PAÍS, com justiça em todas as dimensões, principalmente: Justiça Ambiental, Justiça Climática, Justiça de Gênero, Justiça Social, Justiça Racial e, nunca — jamais — nos esquecermos da Justiça Intergeracional, como resposta à indagação: “Qual o futuro, qual a herança vamos deixar para as próximas gerações?”

 

*Juacy da Silva, professor fundador, titular e aposentado da Universidade Federal de Mato Grosso, sociólogo, mestre em Sociologia, ambientalista, articulador da Pastoral da Ecologia Integral – Região Centro Oeste. E-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.; Instagram @profjuacy 

Segunda, 13 Outubro 2025 08:08

 

Na manhã da última quarta-feira (8), o ANDES-SN se reuniu com o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), José Geraldo Ticianeli, também reitor da Universidade Federal de Roraima (UFRR), para tratar de temas urgentes relacionados à defesa da educação pública.

 

Fotos: Eline Luz / Imprensa ANDES-SN

 

O encontro contou com a presença de Cláudio Mendonça, presidente do Sindicato Nacional, e de Sérgio Barroso, 1º tesoureiro, e teve como objetivo fortalecer o diálogo e articular ações conjuntas entre entidades.

Na pauta, temas como a perseguição política de setores da extrema direita contra docentes e comunidade acadêmica, o orçamento de 2026 para as Instituições Federais de Ensino Superior, as comissões de heteroidentificação e a Lei das Cotas Raciais em concursos públicos (Lei nº 12.990/2014).

Segundo Cláudio Mendonça, o encontro foi fundamental para reafirmar o compromisso com a defesa das universidades públicas diante do crescimento das ameaças e da violência contra docentes. “Abordamos o aumento dos casos de violência contra a comunidade acadêmica, o que exige uma posição mais firme em defesa da educação pública. Informamos que nosso sindicato tem acompanhado de perto inúmeros casos, mas destacamos que é necessário que as administrações superiores adotem ações mais enérgicas para resguardar toda a comunidade acadêmica, que vem sendo atacada — de dentro e de fora — por setores neofascistas. Manifestamos ainda nossa preocupação com o fato de que, em 2026, tais ações violentas tendem a se intensificar”, afirmou.

O presidente da Andifes, por sua vez, reconheceu o esforço do ANDES-SN e informou que tem dialogado com a Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o tema, sinalizando uma abertura para uma ação conjunta entre as entidades.

Comissões de heteroidentificação e Cotas

Durante a reunião, os diretores do Sindicato Nacional também apresentaram suas preocupações sobre a composição das comissões de heteroidentificação. Mendonça reiterou que as administrações superiores devem garantir a efetividade da Lei nº 12.711/2012, alterada pela Lei nº 14.734/2023, assegurando a diversidade das bancas.

Em relação à Lei das Cotas Raciais em concursos públicos, o presidente do ANDES-SN destacou que o sindicato atua como amicus curiae na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1245/2025, que questiona a adoção de sorteio para aplicação de cotas raciais em concursos públicos e processos seletivos da União, de universidades e de outros órgãos e entidades da administração pública federal.

Para o ANDES-SN, o sorteio trata-se de um mecanismo de fraude que busca "limitar artificialmente" o alcance das ações afirmativas. “É evidente o crescente descumprimento da Lei de Cotas, o que representa um retrocesso frente ao papel do Estado brasileiro em enfrentar, de forma objetiva, a realidade de um país majoritariamente negro, onde apenas 20% dos docentes se autodeclaram negros/as”, afirmou.

 

 

Orçamento


Outro ponto abordado no encontro foi o orçamento das universidades para 2026, que, segundo o presidente do Sindicato Nacional, evidencia uma década de desfinanciamento da educação pública. “O orçamento previsto é 53% menor que o de 2014. Isso, somado ao avanço de políticas de ajuste fiscal, tende a agravar ainda mais o quadro de precarização e adoecimento docente. É preciso que o ANDES-SN e a Andifes, em articulação com outros aliados, pressionem juntos por mais recursos para as IFE”, destacou Mendonça.

A Andifes informou que negocia um aumento no orçamento — de R$ 6 bilhões para R$ 8 bilhões — e reforçou a importância de mobilização junto ao Congresso Nacional para evitar cortes adicionais.

De acordo com Cláudio Mendonça, a reunião foi essencial para debater, articular e enfrentar os desafios que atingem as instituições federais de ensino superior. “Houve uma demonstração clara da disposição da Andifes em construir, por meio de um diálogo fraterno e franco com o ANDES-SN, agendas que contribuam para o enfrentamento dos desafios que assolam nossas instituições. Fomos informados de que há um esforço contínuo da entidade pela extinção da lista tríplice, o que consideramos um avanço na democratização das universidades”, avaliou.

Fonte: Andes-SN

Sexta, 10 Outubro 2025 15:00

*Atualizada às 16h59 para atualização do valor do ingresso de acompanhante.
**Atualizada às 09h19 do dia 13/10 para inclusão de regras de compra. 
***Atualizada às 15h56 do dia para incluir política de distribuição de convites para crianças de até 12 anos.  

 

Chegou o mês de outubro e, com ele, o esperado Baile dos Professores da Adufmat-Ssind. 

A festa deste ano será no dia 24/10 (sexta-feira), a partir das 21h, no Hotel Fazenda Mato Grosso. 

Os convites começarão a ser entregues a partir da próxima terça-feira, 14/10, na sede provisória do sindicato (Rua 32, número 08, sala 02, Boa Esperança - ao lado da Alaska Sorveteria. Horário: das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30). 

Vale lembrar que, conforme os anos anteriores, os convites são limitados, nominais e instransferíveis, e cada docente sindicalizado terá direito a um convite gratuito, sendo permitida a compra de outros convites pelo valor de R$ 100,00. 

Convites para crianças de até 12 anos também serão gratuitos. 

Para garantir que o maior número possível de sindicalizados participe, até o dia 21/10, cada associado, no ato da retirada, poderá comprar apenas um convite de acompanhante. Após o dia 21/10, a quantidade de compra de convites será ilimitada. 

Sexta, 10 Outubro 2025 11:38

 

A Diretoria da Adufmat-Ssind, no uso de suas atribuições regimentais, convoca todos os sindicalizados para Assembleia Geral Ordinária PRESENCIAL a ser realizada na subsede de Sinop, mas também na sede, em Cuiabá, e na subsede do Araguaia:

 

Data: 16 de outubro de 2025 (quinta-feira)

Horário: 13h30 (Cuiabá) com a presença mínima de 10% dos sindicalizados e às 14h, em segunda chamada, com os presentes.

 

Pauta:

1. Informes;
2. Informes qualificados sobre os 28,86%;
3. Análise de conjuntura e mobilização contra a Reforma Administrativa;
4. Política de multicampia na UFMT.

 

A Assembleia será presencial e ocorrerá simultaneamente no auditório da subsede da Adufmat-Ssind em Sinop e nos campi de Cuiabá e Araguaia.

 

 

Cuiabá, 10 de outubro de 2025

Gestão Adufmat é pra lutar!

Sexta, 10 Outubro 2025 10:46

 

Conforme edital de seleção publicado em 18/09 e retificado em 08/10, a Adufmat-Ssind divulga os currículos aprovados e os horários de cada candidato(a) para a etapa de entrevista presencial (dia 15/10 a partir das 14h). 

Por decisão da comissão avaliadora, a disposição dos nomes e horários das entrevistas foi feita por ordem alfabética:

 

Catarina Lana Marques Pereira - entrevista às 14h

Graziela Maria Godwin Egbuna - entrevista às 14h40

Louane dos Santos Oliveira - entrevista às 15h20

Rafael Lisboa Costa - entrevista às 16h

 

As entrevistas serão realizadas no dia 15/10, no endereço provisório da Adufmat-Ssind: Valentina's Office Center, Rua 32 n° 08, sala 02, Bairo Boa Esperança - ao lado da Alaska Sorveteria (clique aqui para ver a localização). 

 

 

Quinta, 09 Outubro 2025 15:28

 

 

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JUACY DA SILVA*

 

A “eleição”, enfim, a escolha do Cardeal Robert Prevost, norte-americano de nascimento e peruano por naturalização, para suceder o Papa Francisco, que não era bem aceito, “engolido” pelos conservadores católicos, foi, sem dúvida, uma surpresa diante das apostas que todos os “vaticanistas” e a mídia católica ou secular do mundo inteiro faziam.

Tão logo eleito, a primeira surpresa foi a escolha do nome do novo Papa, Leão XIV, demonstrando de forma clara o seu desejo de dar continuidade ao magistério de Leão XIII, o Papa que “revolucionou” a Igreja ao colocar no centro do magistério a questão das injustiças que eram cometidas contra os trabalhadores no final do século XIX, com a publicação da Encíclica Rerum Novarum, em 15 de maio de 1891, colocando a Igreja entre as duas grandes correntes de pensamento, de ideologias e de organização dos sistemas produtivos e de relações de trabalho: de um lado o capitalismo e, de outro, o marxismo.

Ao publicar a Rerum Novarum, Leão XIII estabelecia as bases para o magistério social da Igreja, o que, desde então, passou a ser a DSI – Doutrina Social da Igreja, que vem sendo aperfeiçoada até os dias de hoje, como, por exemplo, quando o Papa Francisco inseriu a Laudato Si’ no contexto da DSI.

Assim, há mais de 130 anos a Igreja vem “navegando” entre o capitalismo desumano que se iniciava e, em boa parte, ainda permanece até hoje, e o marxismo/comunismo, ideologia que se fortalecia na Europa até sua chegada ao poder pela Revolução Bolchevique, na Rússia, em 25 de outubro de 1917.

Desde então até a atualidade, a Igreja Católica, sob a liderança de diferentes Papas, alguns mais conservadores e outros mais “liberais” ou quase revolucionários, tem “transitado” neste caminho do meio, o que, em termos políticos, tem sido considerado a “terceira via”, bem complicada de equilibrar-se sem sofrer ataques de ambos os lados.

Cada Papa, por diferentes razões, procura deixar sua marca, seu legado ou suas “pegadas” na história milenar da Igreja Católica, sempre atentos aos desafios tanto teológicos, filosóficos, éticos e morais quanto premidos pela dureza da realidade econômica, social, política e ideológica do mundo, onde a Igreja está inserida e precisa sempre ser “o sal da terra e a luz do mundo”, conforme os Evangelhos e a mensagem do Cristo Ressuscitado.

O Papa Francisco marcou seu magistério por ter abraçado a causa da ecologia integral, a misericórdia, a amizade social, a defesa intransigente dos pobres e a necessidade de a Igreja ter uma nova cara, através da sinodalidade, do profetismo e da caridade, voltada para praticar de fato a opção que a mesma fez, principalmente pelas reformas aprovadas pelo Concílio Vaticano II, que, diga-se de passagem, jamais foram engolidas pelos setores conservadores da Igreja, incluindo um dos subprodutos do mesmo, que foi a Teologia da Libertação e a ênfase na “opção preferencial pelos pobres”.

Assim, a escolha/eleição de Leão XIV, em um certo momento, animou os setores conservadores, que expressaram a esperança de que o mesmo iria “abolir” ou deixar de lado as linhas mestras do magistério de Francisco, considerado muito liberal, esquerdista ou até quase comunista, segundo alguns setores extremamente conservadores da Igreja que, volta e meia, flertam com o pensamento e as ações da extrema-direita política e ideológica.

Mas isso não aconteceu. Leão XIV tem demonstrado seu grande apreço pela figura, pelo legado e pelo magistério do Papa Francisco, tanto em relação às questões da ecologia integral, quanto no que concerne à figura dos pobres e excluídos, e também o compromisso de conduzir a Igreja pelos caminhos da sinodalidade, de uma Igreja pobre, sem opulência, ao lado dos pobres; e também uma Igreja profética, que não comunga com a violência, com as guerras, com formas de discriminação e racismo.

Logo ao ser escolhido Papa, Leão XIV começou a “dar” pistas de como será o seu magistério, como, por exemplo, em diversas homilias, em pronunciamentos públicos ao receber diferentes pessoas, inclusive chefes de Estado e pessoas simples, ou gente da própria Igreja, pertencentes à hierarquia eclesiástica e também leigos e leigas, engajados ativamente em pastorais, organismos e movimentos da Igreja.

Em matéria publicada pela Agência Ecclesia em 18 de maio de 2025, poucos dias após a eleição do novo Papa, a mesma assim afirmava: “O Papa Leão XIV disse hoje desejar uma Igreja ‘unida’ para responder aos desafios colocados pelas desigualdades e os conflitos que marcam a humanidade.”

E aí transcreve as palavras de Leão XIV: “No nosso tempo, ainda vemos demasiada discórdia, demasiadas feridas causadas pelo ódio, pela violência, pelos preconceitos, pelo medo do diferente, por um paradigma econômico que explora os recursos da terra e marginaliza os mais pobres”, disse, na homilia da Missa que marca o início oficial do seu ministério petrino. E continua: “Nós queremos ser, dentro desta massa, um pequeno fermento de unidade, comunhão e fraternidade.”

Em diferentes momentos, Leão XIV tem deixado bem claro seu pensamento e suas exortações tanto aos católicos quanto aos demais cristãos, a todos os fiéis de outras religiões e também aos donos do poder (governantes), bem como aos empresários, de que devemos lutar por “uma paz desarmada”, por uma cultura da paz, pelo fim das guerras, dos conflitos armados, pelo respeito à ecologia integral e pela dignidade dos pobres, marginalizados e excluídos.

Apenas para clarear esta “linha” de argumentação, podemos nos referir, por exemplo, à sua carta aos Reitores de Universidades Católicas da América Latina sobre a importância do compromisso da Igreja e das instituições de ensino católicas com a defesa da ecologia integral.

Outro exemplo: no recente encontro ocorrido há poucos dias em Castel Gandolfo, em 1º deste mês de outubro de 2025, na celebração dos dez anos da publicação da Encíclica Laudato Si’, diante de representantes da Igreja e de autoridades públicas, incluindo o ex-governador da Califórnia e a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente e das Mudanças Climáticas do Brasil, denominado Elevando/Espalhando Esperança (em inglês Rising Hope), Leão XIV foi claro ao afirmar que “É preciso passar dos discursos ambientalistas a uma conversão ecológica”, enfatizando que esta conversão ecológica precisa ser não apenas individual, mas, fundamentalmente, seguindo o pensamento e palavras do Papa Francisco, “ser uma conversão comunitária/coletiva”, a começar dentro da própria Igreja, o que, infelizmente, ainda não tem acontecido, apesar dos dez anos da publicação da Laudato Si’.

Em seu discurso perante os participantes do evento, Leão XIV foi claro ao recordar a herança espiritual e pastoral deixada por Francisco e convidou todos a redescobrir a ecologia integral como caminho de unidade, paz e esperança.

E, no último dia 04 deste outubro de 2025, ou seja, há poucos dias, Leão XIV publicou sua primeira Exortação Apostólica “Dilexi Te” – Sobre o Amor para com os Pobres, aprofundando seu pensamento sobre este tema importante e transcendental para a vida e o magistério da Igreja.

Esta é uma Exortação razoavelmente longa, enfatizando os fundamentos bíblicos, dos santos e doutores da Igreja e também enfatizando as causas estruturais da pobreza e como a Igreja precisa estar ao lado dos pobres.

Em outra ocasião, pretendo refletir melhor e com maior profundidade sobre o sentido e o significado desta Exortação Apostólica de Leão XIV, principalmente para o agir pastoral da Igreja, com ênfase na dimensão sociotransformadora que a mesma nos estimula a refletir e a agir.

Transcrevo aqui um trecho da referida Exortação Apostólica, para aquilatarmos o que Leão XIV nos exorta, nos orienta e nos estimula a agirmos, como cristãos em geral e como católicos em particular:

“A condição dos pobres representa um grito que, na história da humanidade, interpela constantemente a nossa vida, as nossas sociedades, os sistemas políticos e econômicos e, sobretudo, a Igreja. No rosto ferido dos pobres encontramos impresso o sofrimento dos inocentes e, portanto, o próprio sofrimento de Cristo. Ao mesmo tempo, deveríamos falar, e talvez de modo mais acertado, dos inúmeros rostos dos pobres e da pobreza, uma vez que se trata de um fenômeno multifacetado; na verdade, existem muitas formas de pobreza: a daqueles que não têm meios de subsistência material; a pobreza de quem é marginalizado socialmente e não possui instrumentos para dar voz à sua dignidade e capacidades; a pobreza moral e espiritual; a pobreza cultural; aquela de quem se encontra em condições de fraqueza ou fragilidade, seja pessoal, seja social; a pobreza de quem não tem direitos, nem lugar, nem liberdade”.

Ao aprofundar a reflexão sobre os pobres e a pobreza, Leão XIV foge das propostas e sugestões assistencialistas, paternalistas e manipuladoras, porquanto deixa clara a natureza estrutural da pobreza, demonstrando que tanto a pobreza quanto os pobres e suas formas de vida, longe da dignidade humana, têm causas, raízes nas estruturas sociais, políticas e econômicas e, assim, para combatermos a pobreza e a exclusão, a Igreja precisa estar, realmente, de fato, e não apenas por palavras, ao lado e com os pobres, promovendo e advogando ações sociotransformadoras profundas, pois este é ou deve ser o caminho que a Igreja deve trilhar.

Vejamos, nas palavras de Leão XIV, esta exortação a todos nós, aqui e agora:

“Devemos empenhar-nos cada vez mais em resolver as causas estruturais da pobreza. É uma urgência que ‘não pode esperar’; e não apenas por uma exigência pragmática de obter resultados e ordenar a sociedade, mas também para curá-la de uma mazela que a torna frágil e indigna e que só poderá levá-la a novas crises. Os planos de assistência, que acorrem a determinadas emergências, deveriam considerar-se apenas como respostas provisórias. A falta de equidade é a raiz dos males sociais. Com efeito, muitas vezes constata-se que, realmente, os direitos humanos não são iguais para todos”.

Para finalizar esta reflexão, não poderia deixar de transcrever o rumo que Leão XIV nos indica em termos de nossa religiosidade engajada, pavimentando o caminho, principalmente para as ações das pastorais sociais, dos movimentos e organismos da Igreja que propugnam por um agir profético e não apenas uma religiosidade intimista ou subjetiva.

Assim, enfatiza Leão XIV:

“Portanto, mesmo correndo o risco de parecer ‘estúpidos’, é tarefa de todos os membros do Povo de Deus fazer ouvir, ainda que de maneiras diferentes, uma voz que desperte, denuncie e se exponha. As estruturas de injustiça devem ser reconhecidas e destruídas com a força do bem, através da mudança de mentalidades e também, com a ajuda da ciência e da técnica, através do desenvolvimento de políticas eficazes na transformação da sociedade. É preciso recordar sempre que a proposta do Evangelho não é apenas a de uma relação individual e íntima com o Senhor. Ela é mais ampla: ‘é o Reino de Deus’ (cf. Lc 4,43); trata-se de amar a Deus, que reina no mundo. Na medida em que Ele conseguir reinar entre nós, a vida social será um espaço de fraternidade, de justiça, de paz, de dignidade para todos. Por isso, tanto o anúncio como a experiência cristã tendem a provocar consequências sociais. Procuremos o seu Reino”.

Fica bem claro, pois, nas palavras deste “novo” Papa, que a Igreja, além de sinodal, deve ser também uma Igreja em saída, rumo às periferias materiais e existenciais, onde estão os pobres e excluídos, que dialoga com o mundo, com as demais instituições nacionais e internacionais, com a academia, com as universidades – locus do desenvolvimento da ciência e da tecnologia –, com as demais religiões e movimentos que lutam por um mundo melhor, com justiça, em “paz desarmada”, ao lado dos pobres, oprimidos e injustiçados.

Esta é a Igreja que Leão XIV deseja: sinodal, em saída, samaritana e, também, profética.

 

 

*Juacy da Silva, professor fundador, titular e aposentado da Universidade Federal de Mato Grosso, sociólogo, mestre em Sociologia, ambientalista, articulador da Pastoral da Ecologia Integral – Região Centro Oeste. E-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.; Instagram @profjuacy  

Quinta, 09 Outubro 2025 09:19

 

Com a ampliação do debate sobre os temas do fim da escala 6x1 e da redução da jornada de trabalho, o Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Rede de Estudos e Monitoramento da Reforma Trabalhista, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre o Trabalho do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB), juntamente com o site “Democracia e Mundo do Trabalho em Debate”, organizaram um dossiê com artigos que abordam as temáticas sob diferentes aspectos.

De acordo com a chamada para artigos divulgada em março deste ano, “o objetivo é estimular o debate e abrir espaço para novas visões e diferentes abordagens sobre essas questões. O propósito principal é construir argumentos que contribuam para reforçar a agenda do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho sem redução de salários. Assim, são bem-vindos artigos e/ou ensaios fundamentados em argumentos e reflexões que auxiliem na formulação de estratégias sociais para fortalecer as iniciativas de mobilização em andamento em torno dessas pautas”.

Os artigos que compõem o dossiê serão divulgados semanalmente, no mesmo dia, por um conjunto de sites para ampliar o alcance do material. Nesta quinta-feira (9), é divulgado o primeiro artigo do dossiê, intitulado “Mercantilização financerizada da Educação, Ensino Superior a Distância e jornadas de trabalho jamais vistas”, de autoria de Roberto Leher e Amanda Moreira da Silva. Confira aqui o artigo.

ANDES-SN na luta contra a jornada 6x1 

A luta pelo fim da jornada 6x1 e pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário são pautas do Plebiscito Popular por justiça tributária. O Plebiscito Popular é organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, em articulação com entidades de movimentos sindical e social, como o ANDES-SN. 

Para reforçar a divulgação de conteúdos relacionados às pautas do plebiscito e que contribuam com esses debates, o Sindicato Nacional se somou as demais entidades e canais de notícia que divulgarão os conteúdos do dossiê. Acompanhe!

Fonte: ANDES-SN

Quarta, 08 Outubro 2025 11:15

 

De 25 a 31 de outubro de 2025, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) será palco da Semana do Servidor Público, uma programação especial promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado de Mato Grosso (SINTUF-MT) e pela Associação dos Docentes da UFMT (ADUFMAT).

Com o apoio da PROGEP, da Faculdade de Educação Física (FEF) e da SASS, a semana reunirá momentos de integração, saúde, esporte, formação e cultura, reafirmando a importância dos servidores públicos na defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade.

A Semana do Servidor é um ato de valorização e reconhecimento dos servidores públicos que, todos os dias, constroem a universidade com trabalho, dedicação e compromisso. 

Veja a programação: 

25/10 (sábado) — III Jogos dos(as) Servidores(as) da UFMT

A Semana do Servidor abre com o III Jogos dos(as) Servidores(as), um dos momentos mais aguardados do calendário da UFMT. A atividade é uma parceria entre a Supervisão de Desporto e Recreação da FEF, do SINTUF-MT e da ADUFMAT, e tem como objetivo estimular a prática esportiva, a saúde e a convivência entre todas as categorias da comunidade universitária — técnicos, docentes, terceirizados, estagiários e jovens aprendizes.

Local: Quadras externas e piscina da Faculdade de Educação Física (FEF)
Horário: Manhã e Tarde
Inscrições: de 8 a 20 de outubro
Link da Inscrição: https://forms.gle/KZYSbNYoZBz2akWj6

Modalidades: Futsal (masculino e feminino); Vôlei de quadra misto; Vôlei de areia (duplas); Biribol; Tênis de mesa; Truco (duplas); Bozó (duplas); Queimada. 

Premiação: Individual: R$ 100,00 + medalha; Dupla: R$ 200,00 + medalhas; Equipe: R$ 300,00 + medalhas. 

O evento contará com café da manhã (água, café, frutas, sanduíches e biscoitos) e atividades recreativas para as crianças.

O Regulamento Geral dos Jogos estabelece as regras de participação, critérios de inscrição e funcionamento das competições, assegurando a transparência e a integração entre os setores da universidade. (Regulamento Geral do Jogos dos (as) Servidores (as) da UFMT

28/10 (terça-feira) — Plenária “Não à Contrarreforma Trabalhista”

O SINTUF-MT e a ADUFMAT realizam uma plenária unificada em defesa do serviço público, com o tema “A reforma administrativa: ataque aos serviços públicos e às universidades”. A atividade faz parte da mobilização nacional contra os retrocessos trabalhistas e reforça o papel dos sindicatos na luta pela valorização do servidor público.

Local: a definir
Café de recepção: 8h às 9h
Mesa de debate: 9h às 11h30
Transmissão ao vivo pelos canais do SINTUF e da ADUFMAT no YouTube

29/10 (quarta-feira) — Homenagem aos Servidores

Em parceria com o SINTUF e a ADUFMAT, a PROGEP organiza no Teatro Universitário uma manhã cultural com palestras, homenagens e apresentações artísticas. A reitora Marluce Souza e Silva fará uma fala especial sobre “O papel do servidor público na universidade”, seguida da entrega de portarias de elogio e sorteio de brindes.

30/10 (quinta-feira) — Dia da Saúde no SINTUF

Com o apoio da SASS, o SINTUF e a ADUFMAT promovem uma manhã voltada à promoção da saúde e do bem-estar.

Local: Sede do SINTUF-MT
Horário: 8h às 11h30

Atividades: Café da manhã coletivo; Aferição de pressão e glicemia; Orientações com nutricionistas; Exercícios com música e alongamento; Palestra “Trabalhar sem adoecer: enfrentando o burnout e o assédio”. 

31/10 (sexta-feira) — Happy Hour de Encerramento

Para encerrar a semana, o SINTUF e a ADUFMAT promovem um Happy Hour com karaokê e show de talentos.

Local: Sede do SINTUF-MT
Horário: 18h às 22h
Comidas: pastel, caldos e espetinhos;
Bebidas: disponíveis a preço de custo; 

Certificados e reconhecimento

Os participantes das atividades dos dias 28 e 29 de outubro receberão certificados de participação emitidos pela PROGEP, reconhecendo o evento como atividade de formação.

 

Fonte: Sintuf-MT