Terça, 24 Fevereiro 2026 11:25

 

 

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar, nesta terça-feira (24), os acusados de planejar o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (Psol-RJ) e de seu motorista, Anderson Gomes, em março de 2018, no centro do Rio de Janeiro (RJ). As sessões estão marcadas para 9h e 14h. Também foi marcada uma outra para a manhã de quarta-feira (25), a partir das 9h.

 

 

A Ação Penal (AP) 2434, em tramitação Federal, refere-se ao processo que apura o envolvimento de Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ); João Francisco Brazão, “Chiquinho”, ex-deputado federal; Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro; e Ronald Paulo de Alves, ex-policial militar, que viraram réus por duplo homicídio qualificado e pela tentativa de homicídio da assessora da vereadora, Fernanda Chaves. O ex-assessor do TCE Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, responde, juntamente com os irmãos Brazão, pelo crime de organização criminosa.

Competência do STF

A Constituição Federal prevê que crimes dolosos (intencionais) contra a vida são de competência do Tribunal do Júri. Contudo, quando envolvem autoridades com prerrogativa de foro, a própria Constituição estabelece o julgamento por tribunal competente.  O processo chegou ao Supremo em razão do suposto envolvimento de Chiquinho Brazão, que, à época da investigação, exercia o mandato de deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro.

Desde 2023, o STF restabeleceu a competência das Turmas para processar e julgar ações penais envolvendo autoridades com foro no Tribunal, com exceção do presidente e do vice-presidente da República, dos presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, dos ministros da Corte e do procurador-geral da República, cuja competência permanece no Plenário. Como o relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes, integrante da Primeira Turma, a ação será julgada por esse colegiado.

A decisão pela absolvição ou condenação será tomada por maioria de votos. Em caso de condenação, o colegiado decidirá a pena a ser aplicada.

O crime

Em 14 de março de 2018, Marielle e Anderson foram baleados dentro do carro, na região central do Rio de Janeiro. Fernanda Chaves também estava no veículo, mas não foi atingida. 

Inicialmente, as investigações sobre o homicídio foram conduzidas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Em 2023, a Polícia Federal também passou a atuar no caso, por determinação do Ministério da Justiça. 

Em junho de 2024, por unanimidade, a Primeira Turma do STF recebeu a denúncia apresentada pela PGR, que apontou os irmãos Brazão como mandantes do crime. Eles são acusados de ter planejado o assassinato em razão da atuação política de Marielle, que dificultaria a aprovação de propostas legislativas voltadas à regularização do uso e da ocupação de áreas comandadas por milícias no Rio de Janeiro.

A dupla teria contado com o apoio de Rivaldo Barbosa, que, segundo a PGR, teria se encarregado de dificultar as investigações, utilizando-se de sua posição de comando na Polícia Civil do Rio de Janeiro para assegurar a impunidade dos mandantes.

Já o policial militar Ronald Paulo de Alves, conhecido como Major Ronald, teria monitorado as atividades de Marielle e fornecido aos executores informações essenciais para a consumação do crime. Por sua vez, Robson Calixto Fonseca é acusado de integrar a organização criminosa junto aos irmãos.

O colegiado considerou que, a partir do acordo de colaboração premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, autor dos disparos, foram colhidos elementos de prova – incluindo depoimentos e documentos – suficientes para a abertura da ação penal.

Condenação dos executores

Em uma decisão histórica para a justiça brasileira, o 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou, no dia 31 de outubro de 2024, os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.

A sentença fixou a pena de Ronnie Lessa, executor dos disparos, em 78 anos e 9 meses de prisão. Já Élcio de Queiroz, que conduziu o veículo utilizado na emboscada, recebeu a pena de 59 anos e 8 meses. Ambos foram condenados por duplo homicídio triplamente qualificado — por motivo torpe, emboscada e recurso que dificultou a defesa das vítimas —, além de responderem por receptação de veículo roubado.

Além das penas, a sentença prevê que os condenados deverão pagar, conjuntamente, uma pensão até os 24 anos a Arthur, filho de Anderson, além de R$ 706 mil de indenização por dano moral para cada uma das vítimas — Arthur, Ághata Arnaus, Luyara Franco, Mônica Benício e Marinete Silva -, e arcar com as custas processuais. Ambos não poderão recorrer em liberdade.

Marille vive

Mulher, negra, LGBTI+, nascida e criada na Favela da Maré (RJ), Marielle elegeu-se em 2016 vereadora na capital fluminense como a quinta candidata mais votada da cidade e a segunda mulher mais votada para o legislativo em todo o país, recebendo 46 mil votos. Sua atuação parlamentar foi marcada pela defesa dos direitos da população negra e periférica, pelo enfrentamento ao racismo, ao machismo e à LGBTI+fobia, além da denúncia sistemática da violência de Estado e das desigualdades sociais que atingem, de forma mais dura, as comunidades populares.
 
Assista aqui o julgamento ao vivo pelo canal do STF no YouTube.

 

Fonte: Andes-SN 

Segunda, 23 Fevereiro 2026 17:14

 

Na próxima sexta-feira, 27 de fevereiro, às 19h, no Auditório da Adufmat-Ssind, o sindicato realizará uma Mesa de Debate para discutir os impactos do bloqueio econômico imposto à Cuba e a necessidade de fortalecer a solidariedade internacional diante do recrudescimento das políticas imperialistas.

O bloqueio, mantido há décadas pelos Estados Unidos e agravado nos últimos anos, tem provocado sérias consequências ao povo cubano, especialmente no acesso a medicamentos, insumos hospitalares e bens essenciais. Trata-se de uma medida que afeta diretamente as condições de vida da população e que precisa ser debatida com profundidade política e histórica.

Os convidados para a Mesa são as professoras Dra. Maria Auxiliadora César – UnB/Coordenadora da Casa Brasil-Havana (https://nescuba.cdtc.unb.br/-) e Dra. Lélica Lacerda – Serviço Social/UFMT, e Whilber Rafael Nascimento Ribeiro – Coordenador Geral do DCE. 

O evento será um espaço de reflexão, análise crítica e fortalecimento da luta anti-imperialista.

Por solicitação da professora Maria Auxiliadora, disponibilizamos o link para a Campanha de Solidariedade – CULTIVAR, dedicada ao povo cubano e visa arrecadar recursos para a compra urgente de medicamentos:

O Instituto Cultivar, que organiza a campanha, recebe doações via PIX:

???? CNPJ / Chave PIX: 11.586.301/0001-65

Em caso de dúvidas, o contato é pelo e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.


Adufmat-Ssind

Segunda, 23 Fevereiro 2026 15:51

 

 

Conforme edital de seleção publicado em 09/02/2026, a Adufmat-Ssind divulga as INSCRIÇÕES HOMOLOGADAS E SELECIONADAS PARA ENTREVISTA NESTA TERÇA-FEIRA, DIA 24/04/2026, COMO PARTE DO PROCESSO SELETIVO PARA ASSISTENTE DE SUBSEÇÃO EM SINOP:



SÂMELA LAUANE BENTES DA SILVA

Selecionada para entrevista

08 as 09hs*

LUIZE MIRANDA MUNIZ DE AGUIAR CUSTODIO

Selecionada para entrevista

09 as 10hs*

JENNIFER ELAINE GROTH COUTO

Selecionada para entrevista

10 as 11hs*

JULIENI BIANCHI MORAIS

Selecionada para entrevista

13 as 14hs*

LARISSA PEREIRA DOS SANTOS

Selecionada para entrevista

14 as 15hs*

LEIANE DA SILVA ASSIS

Desclassificado na análise curricular comparativa.

 

POLIANNY GONÇALVES DE LIMA

Desclassificado na análise curricular comparativa.

 

EMANUELE CRISTINA FARIA MENDES

Desclassificado na análise curricular comparativa.

 

LETICIA STEFANIE ARAÚJO TOBIAS DO NASCIMENTO

Desclassificado na análise curricular comparativa.

 

RAYLANDER ALMEIDA DOIA

Desclassificado na análise curricular comparativa.

 

LEANDRO JOSE DE OLIVEIRA

Desclassificado na análise curricular comparativa.

 

AMANDA LOPES MAGALHÃES

Desclassificado na análise curricular comparativa.

 

AARON LIMA CÂMARA DA SILVA

Desclassificado na análise curricular comparativa.

 

GILSON VILACA GAZZIERO

Desclassificado na análise curricular comparativa.

 

THIAGO KAISER THOMAS

Desclassificado na análise curricular comparativa.

 

EDSON LAERTE KOHNLEIN CASADO

Desclassificado na análise curricular comparativa.

 

GUSTAVO HENRIQUE SANTOS FREITAS

Desclassificado na análise curricular comparativa.

 

 

As entrevistas serão realizadas conforme cronograma na sub-sede da Adufmat, no campus da UFMT em Sinop.

 

Cuiabá (MT), 23 de fevereiro de 2026

Segunda, 23 Fevereiro 2026 11:40

 

 

Foto: Cámara de Diputados Argentina

 

Trabalhadoras e trabalhadores da Argentina realizaram uma greve geral em todo o país, nessa quinta-feira (19), contra a Reforma Trabalhista proposta pelo presidente de extrema direita Javier Milei. Mesmo diante da paralisação em diversos setores e das mobilizações nas ruas de Buenos Aires e outras cidades do país, o projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados por 135 votos favoráveis e 115 contrários.

 

Foto: CTA Autónoma

 

Representantes das centrais sindicais - Confederação Geral do Trabalho (CGT) e Central dos Trabalhadores Argentinos (CTA) –, que convocaram a greve, denunciaram que a proposta representa um profundo retrocesso nos direitos históricos da classe trabalhadora argentina.

O texto precisará retornar ao Senado, onde havia sido aprovado na última quinta-feira (12), após alterações feitas pelos deputados e pelas deputadas. Uma das alterações feitas na Câmara foi a exclusão do dispositivo que previa a redução de 50% do salário em casos de acidentes ocorridos fora do ambiente de trabalho.

 

Docentes também participaram da manifestação. Foto: Conadu

 

Entre os ataques aos direitos trabalhistas que permaneceram no texto estão a ampliação da jornada diária de trabalho para até 12 horas e dos períodos de experiência de três para 12 meses, a redução no pagamento de indenizações por demissão e a possibilidade de pagamento de salários com bens ou serviços em vez de dinheiro e de salário por produtividade. A reforma de Milei também ataca as férias dos trabalhadores e das trabalhadoras, limita o direito de greve em todas as atividades consideradas essenciais e acaba com multas por trabalho informal, além de outras alterações. 

A reforma integra o pacote de medidas liberais apresentado pelo governo Milei desde o início do mandato, marcado por cortes nos gastos públicos, desregulamentação econômica e enfrentamentos com o movimento sindical. A expectativa do governo é concluir a tramitação e sancionar o texto final até 1º de março.

 

Foto: Conadu

 

Violência policial

Durante os atos nas imediações do Congresso, o governo acionou as forças de segurança para conter os protestos. A violenta repressão deixou dezenas de pessoas feridas e detidas pela polícia argentina.

Organizações de direitos humanos e dirigentes sindicais denunciaram o uso desproporcional da força e afirmaram que a repressão busca intimidar o movimento social. Para as centrais sindicais, a resposta do governo reforça a escalada autoritária diante da resistência popular às reformas.

Foto: CTA Autónoma

 



Fonte: Andes-SN (com informações de agências de notícias)

Segunda, 23 Fevereiro 2026 11:36

 

 

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Espaço Aberto é um canal disponibilizado pelo sindicato
para que os docentes manifestem suas posições pessoais, por meio de artigos de opinião.
Os textos publicados nessa seção, portanto, não são análises da Adufmat-Ssind.
 

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Juacy da Silva* e Priscilla Alyne Sumaio**

 

"A justiça social é um direito de todos e todas. Vamos construir um presente e um futuro mais inclusivo e justo." – António Guterres, Secretário-Geral da ONU.


Justiça social não é uma dádiva concedida pelos poderosos, mas o resultado das lutas populares ao longo da história humana. É o princípio que busca garantir equidade, igualdade de direitos e oportunidades, além de uma distribuição justa de recursos, renda, riqueza, trabalho, terra, moradia, saúde e educação para todas as pessoas, independentemente de origem, raça, gênero, classe social, religião, cor da pele ou condição econômica ou social. Ela visa combater as desigualdades, todas as formas de violência e promover a dignidade humana por meio de políticas públicas que garantam a cidadania e a inclusão social, econômica, política e cultural.


A justiça social combate a exploração das pessoas, especialmente de trabalhadores e trabalhadoras, os privilégios das elites e dos detentores do poder, todas as formas de discriminação, racismo e xenofobia, e propugna por uma sociedade e um mundo que tenham como fundamentos a equidade, a liberdade e a plenitude humana.


A luta pela justiça social tem atravessado séculos e milênios, sempre enfrentando todas as formas de injustiças, opressão, violência e estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais que geram preconceitos, discriminação, exclusão, pobreza, conflitos e muito sofrimento, principalmente para as pessoas e grupos mais vulneráveis em todas as sociedades e tempos.


Para ressaltar a importância dessa luta, a ONU – Organização das Nações Unidas – instituiu o Dia Mundial da Justiça Social, aprovado pela Assembleia Geral em 26 de novembro de 2007, através da Resolução 62/10, estabelecendo que este dia especial seja celebrado anualmente em 20 de fevereiro.
A primeira celebração do Dia Mundial da Justiça Social ocorreu em 2009 e, desde então, a ONU, bem como suas agências especializadas, principalmente a OIT – Organização Internacional do Trabalho – promovem inúmeros eventos em diversos países.


A cada ano, é escolhido um tema especial em torno do qual as celebrações são organizadas, destacando tanto os progressos alcançados nessa luta quanto apontando caminhos para que a justiça social seja o centro das políticas públicas em todos os países, especialmente naqueles onde a opressão, a exploração dos trabalhadores, formas aviltantes de discriminação e práticas culturais reforçam os mecanismos de exclusão de grupos minoritários ou de segmentos demográficos, como mulheres, meninas, crianças, idosos, pessoas com deficiência ou grupos religiosos.


Em 2025, o tema definido pela ONU para o Dia Mundial da Justiça Social foi "potenciar e preencher as lacunas para a justiça social", destacando a necessidade de eliminar as barreiras sociais, econômicas, políticas e culturais que impedem o acesso a oportunidades justas para todas as pessoas, classes sociais e grupos.


Também no ano passado, foi enfatizado que, para alcançar a justiça social, é fundamental defender a ecologia integral, enfrentar as mudanças climáticas e combater as diversas formas de degradação ambiental, que impactam desproporcionalmente os pobres e excluídos.


Vale destacar a exortação do Papa Francisco, na Encíclica Laudato Si, ao afirmar que "o grito da terra é também o grito dos pobres, dos excluídos e dos injustiçados" em todos os países. São eles que mais sofrem com os desastres naturais, que na verdade são provocados pela exploração desenfreada e pela falta de respeito aos direitos dos trabalhadores, consumidores e das futuras gerações.


O tema central para as celebrações do Dia Mundial da Justiça Social em 2026, a ser celebrado em 20 de fevereiro, é "Reforçar uma transição justa para um futuro sustentável". Este ano, as celebrações abordarão desafios contemporâneos como as mudanças climáticas, transições econômicas, desigualdades sociais, conflitos armados e guerras que destroem não apenas bens materiais, mas também milhões de vidas humanas, principalmente entre populações civis, forçando deslocamentos demográficos, provocando desemprego, fome e deixando imensas massas humanas sem moradia.
Em 2015, a ONU aprovou 17 Objetivos Globais e 169 metas concretas para nortear as políticas públicas dos países e que também deveriam servir de base para ações públicas e privadas em níveis subnacionais (regionais e locais). Esses são os ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – e foi estabelecido o ano de 2030 como marco referencial, a chamada Agenda 2030.


Diversos desses objetivos estão diretamente relacionados com a luta por justiça social, e sua implementação faz parte de práticas que podem reduzir as injustiças sociais e econômicas, avançando para um patamar onde a justiça social seja o farol a ser seguido.


A grande maioria dos ODS aponta para a busca e concretização da justiça social, tais como: erradicação da pobreza; acabar com a fome; garantir o acesso universal à saúde de qualidade e promover o bem-estar das famílias excluídas; garantir educação pública de qualidade, socialmente referenciada; promover a igualdade de gênero; garantir acesso à água potável e saneamento básico (incluindo coleta de lixo) a todas as famílias; garantir acesso a fontes de energia renováveis e acessíveis; promover o crescimento econômico com emprego decente e salário justo aos trabalhadores; reduzir as desigualdades sociais e econômicas dentro dos países e entre os países; tornar as cidades inclusivas e sustentáveis, com mobilidade e qualidade de vida para toda a população; e garantir padrões de consumo sustentáveis.


A garantia de que esses objetivos possam e devam ser atingidos depende tanto das lutas populares quanto de mudanças profundas nos sistemas políticos e econômicos, reduzindo o domínio do capital sobre o trabalho e garantindo que os sistemas políticos sejam democráticos, permitindo a plena participação do povo, que deve definir os parâmetros das políticas públicas fundamentadas na justiça social.


Para finalizar, gostaríamos de destacar o posicionamento do Papa Francisco sobre a questão da justiça social, quando ele afirma: "O empenho contra a pobreza, a fome e as desigualdades é uma prática da justiça social. Os recursos devem ir para hospitais e escolas, não para as armas, como está acontecendo... Terra, teto e trabalho são direitos sagrados, pelos quais vale a pena lutar."

 

*Juacy da Silva, professor fundador, titular e aposentado da Universidade Federal de Mato Grosso, sociólogo, mestre em Sociologia, ambientalista, articulador da Pastoral da Ecologia Integral Região Centro-Oeste. E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. Instagram: @profjuacy 

**Priscilla Alyne Sumaio, Professora doutora em Linguística, docente da Universidade Federal de Goiás (UFG), com atuação nas áreas de Libras, Línguas Indígenas de Sinais e Ensino. Pesquisadora no campo das línguas indígenas de sinais, com trabalhos voltados à documentação, descrição e valorização das línguas e culturas de povos indígenas surdos. Atua na formação de professores, na defesa dos direitos linguísticos e na promoção de uma educação intercultural. E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.   

Sexta, 20 Fevereiro 2026 15:21

 

 

Conforme edital de seleção publicado em 09/02/2026, a Adufmat-Ssind divulga as INSCRIÇÕES HOMOLOGADAS PARA O PROCESSO SELETIVO DA ADUFMAT (ASSISTENTE DE SUBSEÇÃO Sinop):

 

AARON LIMA CÂMARA DA SILVA

Homologada

AMANDA LOPES MAGALHÃES

Homologada

CHRISTOPHER DAVIS APOLIANO DA SILVA

Não homologada (Falta documentação: currículo)

EDSON LAERTE KOHNLEIN CASADO

Homologada

EDUARDO FILIPPI JUNIOR NASCIMENTO

Não homologada (Falta documentação: documentos pessoais e currículo)

EMANUELE CRISTINA FARIA MENDES

Homologada

GILSON VILACA GAZZIERO

Homologada

GUSTAVO HENRIQUE SANTOS FREITAS

Homologada

JENNIFER ELAINE GROTH COUTO

Homologada

JULIENI BIANCHI MORAIS

Homologada

KENIA ALVES DE SOUZA

Não homologada (Falta documentação: formulário de inscrição e documentos pessoais não são da candidata)

LARISSA PEREIRA DOS SANTOS

Homologada

LEANDRO JOSE DE OLIVEIRA

Homologada

LEIANE DA SILVA ASSIS

Homologada

LETICIA STEFANIE ARAÚJO TOBIAS DO NASCIMENTO

Homologada

LUIZE MIRANDA MUNIZ DE AGUIAR CUSTODIO

Homologada

POLIANNY GONÇALVES DE LIMA

Homologada

RAYLANDER ALMEIDA DOIA

Homologada

SÂMELA LAUANE BENTES DA SILVA

Homologada

THALIA DOS SANTOS

Não homologada (Falta documentação: currículo)

THIAGO KAISER THOMAS

Homologada

 

 

 

Cuiabá (MT), 20 de fevereiro de 2026

Sexta, 20 Fevereiro 2026 14:30

** Por conta das fortes chuvas, a assembleia convocada para a quarta-feira (25/02) foi adiada para a quinta-feira (26/02).  

 

A Diretoria da Adufmat-Ssind, no uso de suas atribuições regimentais, convoca todos os sindicalizados para Assembleia Geral Ordinária PRESENCIAL a ser realizada na sede e subsedes da Adufmat-Ssind:

 

Data: 26 de fevereiro de 2026 (quinta-feira)

Horário: 13h30 (Cuiabá) com a presença mínima de 10% dos sindicalizados e às 14h, em segunda chamada, com os presentes.

 

Pauta:

1. Informes;

2. Análise de conjuntura;

3. Caderno de textos do 44° Congresso do ANDES-SN. 

 

A Assembleia será presencial e ocorrerá simultaneamente no auditório da sede de Cuiabá e nos campi do Araguaia e SINOP.

 

Cuiabá, 20 de fevereiro de 2026

Gestão Adufmat é pra lutar!

Sexta, 20 Fevereiro 2026 11:06

 

 

O Senado da Argentina aprovou, na noite do dia 11/02, a proposta de Reforma Trabalhista apresentada pelo governo de Javier Milei. A medida foi aprovada por 42 votos a 30, mas ainda será analisada e votada pela Câmara dos Deputados para entrar em vigor.

 

Foto: CTA Autónoma

 

A votação ocorreu em um clima de forte tensão social. Do lado de fora do Congresso Nacional, em Buenos Aires, milhares de manifestantes se reuniram para protestar contra a reforma, considerada por amplos setores do movimento sindical e da sociedade argentina um grave retrocesso nos direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores. E a mobilização continua. 

Docentes universitários participaram ativamente das manifestações, somando-se a sindicatos e movimentos sociais na defesa dos direitos trabalhistas, do financiamento da educação pública e de condições dignas de trabalho e de vida.

 

Foto: TeleSur

 

O projeto governista altera aspectos centrais da legislação trabalhista vigente sob o argumento de “modernizar” as relações de trabalho e impulsionar a economia. Entre os pontos mais controversos estão o afrouxamento das regras de contratação, a redução das indenizações por demissão e a ampliação do período de experiência para novos empregados. Além disso, o texto limita o direito de greve, permite o fracionamento das férias e introduz outras mudanças classificadas pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) como um retrocesso social.

Entidades sindicais e organizações sociais alertam que a proposta representa um ataque direto às conquistas históricas da classe trabalhadora, ao fragilizar vínculos empregatícios e reduzir garantias legais.

As mobilizações contra a reforma se intensificaram e o governo se utilizou das forças policiais para reprimir as e os manifestantes. Segundo balanços divulgados por organizações sociais, mais de 300 pessoas ficaram feridas e ao menos 70 foram detidas durante os protestos.

A agenda neoliberal do presidente Javier Milei já eliminou cerca de 300 mil postos de trabalho formais, impactando especialmente setores como a construção civil, a indústria e as economias regionais.

Fonte: Andes-SN (com informações da Telesur e edição e acrescimo de informações da Adufmat-Ssind)

Sexta, 20 Fevereiro 2026 11:03

 

 

Entre os dias 30 de março e 2 de abril, o ANDES-SN promove a Semana de Memória de Lutas, com o tema “Democracia, Autonomia e Luta Antirracista”.

De acordo com a Circular 55/2026, a iniciativa tem como objetivo dar visibilidade às lutas históricas do Sindicato Nacional, acumuladas ao longo de seus 45 anos de existência, e reafirmar seu compromisso com a defesa da democracia, da autonomia universitária, dos direitos trabalhistas e do enfrentamento ao racismo estrutural. A proposta é fortalecer a memória coletiva do movimento docente como ferramenta política para a resistência a projetos autoritários e de defesa das liberdades públicas.

Segundo Fernanda Mendonça, 1ª vice-presidenta da Regional Sul e da coordenação do Grupo de Trabalho de História do Movimento Docente (GTHMD) do ANDES-SN, a definição do período para a realização da Semana de Memória de Lutas tem um contexto político por estar inserida no marco temporal do golpe empresarial-militar de 1964. “A rememoração desse acontecimento constitui um exercício de reflexão crítica sobre os impactos autoritários que ainda incidem sobre as instituições, os direitos sociais e a vida democrática brasileira”, afirmou. 

Ao longo da semana, o ANDES-SN orienta que as seções sindicais realizem atividades políticas, formativas e de mobilização, além de promoverem a produção e a divulgação de materiais relacionados ao tema. A defesa da autonomia universitária e a luta antirracista aparecem como eixos centrais da programação, entendidas como dimensões indissociáveis da defesa da democracia e da missão pública das instituições de ensino superior.

A Circular 55 reforça ainda a importância de que as seções sindicais enviem à Secretaria do ANDES-SN registros das atividades realizadas, bem como materiais que sistematizem as lutas desenvolvidas durante a semana em defesa da democracia, da autonomia universitária e do enfrentamento ao racismo nas universidades, institutos federais e cefets. As contribuições podem ser enviadas até o dia 6 de abril, por meio de formulário eletrônico.

Além disso, o Sindicato também indica o envio de levantamentos sobre os trabalhos das Comissões da Verdade nas instituições de ensino superior, assim como registros de iniciativas de desomenagem e de revogação de títulos honoríficos concedidos a agentes e apoiadores da ditadura, com o objetivo de contribuir para a construção de uma memória institucional comprometida com a justiça, a verdade e a reparação histórica.

Por fim, a diretora do Sindicato Nacional enfatiza a relevância da constituição de GTHMD nas seções sindicais para o “acúmulo e a reflexão crítica sobre as trajetórias de luta do ANDES-SN, fortalecendo a identidade sindical e assegurando a transmissão intergeracional da memória do movimento docente”.

Acesse aqui a Circular 55/2026 para mais informações

 

Fonte: Andes-SN 

Sexta, 20 Fevereiro 2026 10:49

 

 

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Espaço Aberto é um canal disponibilizado pelo sindicato
para que os docentes manifestem suas posições pessoais, por meio de artigos de opinião.
Os textos publicados nessa seção, portanto, não são análises da Adufmat-Ssind.
 
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Roberto Boaventura da Silva Sá
Dr. em Ciências da Comunicação/USP
Docente aposentado da UFMT
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            Em 2002, semanas antes de Lula ter sido eleito presidente da República pela primeira vez, defendi uma tese na Eca/USP sobre a campanha eleitoral de 89, quando o ex-operário/ex-sindicalista perdera o pleito para Collor, um empresário da comunicação e declarado representante das elites. Assim que os trabalhos da minha defesa foram encerrados, um dos docentes da banca examinadora, que, por coincidência, era assessor de Lula na campanha eleitoral então em curso, me perguntou se, em caso de vitória petista, minha tese teria a mesma aplicabilidade.
            Sim. Respondi.
            O professor, doravante, identificado por K, sem se despedir de ninguém, retirou-se da sala, não me deixando sequer explicar que o meu “sim” tinha como lastro e ponto de partida a “Carta ao Povo Brasileiro”, assinada por Lula, em junho/2002, assegurando que, em caso de sua vitória, os contratos nacionais e internacionais seriam respeitados. Leia-se: submissão às cartas dadas pelo capital.
            Assim, sem nunca atrapalhar interesses das elites e, como contrapartida, para o povão, oferecer políticas compensatórias, como as cotas, p. ex., que jamais mexerão em estruturas sociais, Lula, com as benções e (a)braços do status quo, foi eleito por mais duas vezes; agora, almeja o quarto mandato. Sendo assim, ao invés da esperança, na verdade, foi aquela assinatura – que continua a ter valor de “palavra empenhada”, bem como ter tido como seu vice um empresário (José Alencar) – o que, de fato, venceu o medo. O resto é material pra jingle de campanha ou para algum novo samba-enredo no porvir.
            Mas por que o professor K me fez aquela pergunta, já fora da arguição?
            Penso que esperava por uma resposta negativa que o mantivesse crendo no PT e em seu mito mor, prestes a se tornar, como de fato ocorreu, presidente da República.
            De minha parte, o que defendi que instigou a curiosidade política de K?
            Começo respondendo pelo título de meu trabalho: “A Revista Veja na Campanha Eleitoral de 1989: anúncios publicitários como extensão de textos jornalísticos”.
            Para contextualizar, o motivo desse meu trabalho surgiu por conta de um anúncio da Philips, em Veja de 30/04/86, ano do início da Constituinte/88. Ali, apresentava-se a lâmpada a vapor sódio (Son Phillips). Em seu título, à lá fake news de bolhas hodiernas, sem nenhum dado concreto, lia-se: “O prefeito da esquerda gasta mais que o da direita”.
            No texto explicativo do “produto lâmpada”, havia indução ao voto a candidatos da direita. Detalhe: em 86, o país elegeu, além de governadores, os senadores e deputados federais que elaboraram nossa atual Constituição; logo, o termo “prefeito” foi o despiste às leis para induzir os (e)leitores a votarem em políticos conservadores.
            Em suma, defendi que a mídia brasileira, com destaque à Veja e à Globo, em 89, escolhera Collor de Mello – um falso “caçador de marajás”, envolto ao cinismo moral – para derrotar o lulopetismo. Para isso, esses veículos – com base na recorrente tríade “Deus/Pátria/Família”, essência do conservadorismo, que escalou para o golpismo – serviram como norteadores de ações por parte de praticamente todos da elite.
            De sua parte, a publicidade inaugurava nova forma de atuação discursiva, nutrindo-se das pautas jornalísticas para promover primorosas peças, não publicitárias stricto sensu, mas de propaganda eleitoral, e sem que assim fosse identificada; logo, antes, ou mais do que vender um produto, pretendia-se impor uma ideia, um estilo de vida, uma opção político-partidária, um determinado candidato. O jogo foi pesado. Desonesto.
            Como exemplo disso, destaco o anúncio/propaganda da Biocolor: “Vamos colorir este país”, numa referência direta a Collor. Neste caso, por conta de enunciado inequivocamente explícito, o TSE impediu sua continuidade. Todavia, outros tantos anúncios continuaram a atuar na mesma agenda conservadora, mas com sutilezas discursivas (verbais e não verbais) que só análises muito cuidadosas poderiam auxiliar o (e)leitor a compreender o complexo processo de indução subjetiva. Em suma, a persuasão passou a ser feita de forma sofisticadíssima; e a sofisticação, por ser sutil, é sempre mais eficaz do que o dito de forma explícita.
            E, aqui, “entro” no desfile da Acadêmicos de Niterói, que, ao homenagear Lula, impôs ao país discussões que passariam sem bocas no trombone. Agora, não dá mais, pois, como é materializado num intertexto – à lá Chico Buarque –, já passou “...nessa avenida mais um samba popular”; aliás, este é um dos únicos versos poeticamente bem elaborados no “samba-enredo” daquela escola. Nos demais, salvo uma ou outra alusão pouco mais criativa, tudo se encontra no plano do referencial/denotativo, como nas crônicas históricas, só que tudo disposto em versos, ainda que de rimas tão pobres quanto previsíveis. Claro que para algum “crítico” mais apaixonado, a própria pobreza dos versos e das rimas poderia estar dialogando com a origem do homenageado. De qualquer forma, paradoxalmente, essa fragilidade poética não tirou a beleza da criação do empolgante “samba-enredo”, que, reafirmo, não passa de uma bela e bem elaborada crônica histórica.
            Mas essa beleza, sendo predominantemente denotativa, e não conotativa, como deveria ser, pois letras musicais estão no mesmo balaio de poemas propriamente ditos, levou a escola ao explícito em todos os demais quesitos; assim, metáforas visuais cederam lugar a encenações primárias e apelativas, a começar pela segunda parte da Comissão de Frente: artisticamente, um teatro de segunda linha. O rebaixamento era previsível.
            Indignada, em sua autodefesa, a Acadêmicos está dizendo que “a arte não é para os covardes”.
            Concordo e ainda acrescento: nem para aventureiros, principalmente quando o financiamento tem quinhão do erário. E só para arrematar, não há arte de qualidade que se sustente no plano da denotação, do referencial; e faltou conotação à Acadêmicos; logo, faltou-lhe o essencial: o artístico. E se lhe faltou a essência naquele desfile, ao que, exatamente, assistimos?
            Para manter minha coerência, que tento mantê-la em quaisquer circunstâncias, e me lembrando novamente do questionamento do professor K, respondo dizendo que o desfile da Acadêmicos de Niterói está na mesma lógica do anúncio da Biocolor, acima comentado, mas com muito mais abrangência de público atingido. Assim, em algum momento, por meio de alguma medida, por menor que seja, o TSE terá de se posicionar, até para a manutenção de algum verniz às leis eleitorais vigentes, pois, se esteve ausente o predomínio da subjetividade da arte, sobrando manifestações referenciais, algo foi apresentado para além de uma homenagem artístico-cultural a alguém.
            Mas pasmem!!! Tudo poderia ter sido pior! Não foi porque a direção editorial da Globo, em protocolo especial, solicitou aos profissionais envolvidos na transmissão que evitassem mostrar e/ou comentar qualquer gesto explícito que pudesse ser caracterizado como propaganda política; que os planos abertos, como os de sobrevoos de drones ou da câmera em plongée, prevalecessem sobre os closes e sobre os planos em contra-plongée. Agora, realmente, quem quiser pode dizer: “isso (e também aquilo) a Globo não mostra”.
            No caso, não mostrou mesmo, o que, aliás, é condenável em termos de trabalhar com a realidade. Seja como for, sorte de Lula. Sorte do PT. Sorte de todos aqueles, dentre os quais me incluo, que não gostariam de ver de volta à presidência da República alguém que possa representar o extremismo da direita golpista deste país, afinal, como dizem Carlos Lyra e Vinícius de Moraes, “acabou o nosso carnaval...// E, no entanto, é preciso cantar/ Mais que nunca é preciso cantar...”