Terça, 05 Maio 2026 14:14

 

 

Forças navais de Israel interceptaram as embarcações da missão humanitária Flotilha Global Sumud na última quarta-feira (29), nas proximidades da Grécia. O local fica a mais de 900 quilômetros de Gaza. De acordo com os organizadores da flotilha, 177 pessoas foram raptadas e 175 liberadas, sendo que dois ativistas, um deles brasileiro, seguem sequestrados e sob tortura.


Em nota, a organização da Flotilha informou que, além de capturar as embarcações, a Marinha de Israel bloqueou comunicações, canais de socorro e atuou de forma agressiva contra as e os ativistas que buscavam levar ajuda humanitária para Gaza. Cerca de 20 barcos tiveram a viagem interrompida. Mas a Flotilha segue com outras embarcações. 

O brasileiro Thiago Ávila e o palestino-espanhol Saif Abu Keshek, foram detidos e levados para prisão em Askalan, cidade na costa de Israel, próxima à fronteira Norte de Gaza. Os relatos são de que sofreram tortura e espancamentos. Os e as demais desembarcaram na quinta-feira (30), na ilha, e foram escoltados até a capital Heraklion, onde foram liberados. 

Além de Ávilla, os brasileiros Leandro Lanfredi e Mandi Coelho também estavam na Flotilha e chegaram nesta segunda-feira (4) ao Brasil. Diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro RJ), Leandro Lanfredi falou à Agência Brasil sobre a violência na abordagem das embarcações pelos militares israelenses.

"Tivemos 35 pessoas que foram hospitalizadas, que ficaram na Grécia, duas delas ficaram mais de 24 horas hospitalizadas. Nós temos o Thiago e o Saif que seguem detidos. Nós fomos sequestrados em águas internacionais. Mas foi só uma pequena amostra do que estão sofrendo Thiago e o Saif, e nem falar o que sofre o povo palestino, o que sofre o povo libanês", relatou Lanfredi.

Segundo o dirigente sindical, a ação israelense contou com a conivência das autoridades gregas. "A pior das violências que a gente sofreu aconteceu em águas gregas, quando vários foram espancados e por consequência disso depois hospitalizados. Quando a gente desceu depois desse espancamento, dava para ver a costa. Foi ali e com supervisão de três barcos gregos que diversos camaradas foram espancados. E, sob supervisão dos barcos gregos, avisados que seguiam Thiago e Saif presos, que esse barco pôde seguir rumo a Israel", denunciou.

Em nota conjunta emitida sexta-feira (1), os governos do Brasil e da Espanha condenaram, nos termos mais enérgicos, o sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do Governo de Israel.

“Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades de Israel, fora de sua jurisdição, é uma afronta ao Direito Internacional, acionável em cortes internacionais, e configura delito em nossas respectivas jurisdições. Os governos do Brasil e da Espanha exigem do governo de Israel o retorno imediato de seus cidadãos, com plenas garantias de segurança, e que se facilite o acesso consular imediato para sua assistência e proteção”, afirma a nota.


No domingo (3), Thiago Ávila e Saif Abu Keshek passaram por uma audiência e tiveram a prisão estendida por mais dois dias, até uma próxima audiência, nesta terça-feira (5). Ambos apresentavam ferimentos e relataram às advogadas terem sido vítimas de violência, ameaças de morte e detenção em condições que violam direitos internacionais. Os dois permanecem em greve de fome há seis dias, consumindo apenas água, em protesto contra o sequestro ilegal por Israel em águas internacionais. 

Conforme vídeo divulgado por Lara Souza, ativista e companheira de Ávila, a embaixada brasileira e a advogada responsável pelo caso informaram que foram apresentadas cinco acusações não formalizadas, colocadas apenas como “suspeitas” de associação ao terrorismo. Segundo a defesa, não foram apresentados embasamentos legais ou evidências que justifiquem tais alegações.

“Thiago é um ativista humanitário que, há mais de 20 anos, luta ao lado do povo palestino por sua emancipação. Ele não é e nunca fez parte de nenhum grupo terrorista. Organizar ações de ajuda humanitária não é colaborar com o inimigo em tempo de guerra: é um direito de um povo que sofre um genocídio há anos. Precisamos nos mobilizar para que o governo brasileiro exija a liberdade de seu cidadão, que foi sequestrado em águas internacionais e segue mantido preso sem qualquer acusação formal”, afirmou Lara.

Segundo estimativas do Ministério da Saúde de Gaza, confirmadas em janeiro por um integrante das Forças de Defesa de Israel, desde de outubro de 2023, mais de 72 mil palestinos e palestinas, sendo milhares crianças, já foram mortos por Israel e mais de 170 mil feridos.

O ANDES-SN repudia veementemente a interceptação ilegal das embarcações da Flotilha Global Sumud por Israel, a violência contra os tripulantes e o sequestro de Thiago Ávila e Saif Abu Keshek. O Sindicato Nacional se soma às demais vozes que exigem a libertação imediata dos dois ativistas, bem como a responsabilização do governo de Israel por mais esta ilegalidade, bem como por todos os crimes de guerra cometidos contra os povos palestino e libanês.

Fonte: Andes-SN (com informações da Agência Brasil e Agência Alma Negra)
Imagens: Flotilha Global Sumud

Terça, 05 Maio 2026 10:50

 

 

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Espaço Aberto é um canal disponibilizado pelo sindicato
para que os docentes manifestem suas posições pessoais, por meio de artigos de opinião.
Os textos publicados nessa seção, portanto, não são análises da Adufmat-Ssind.
 
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Juacy da Silva*

 

“Todos os dias, ataques cibernéticos fraudam famílias, interrompem serviços essenciais, drenam economias e disseminam materiais horríveis de abuso infantil.
A Convenção das Nações Unidas sobre os Crimes Cibernéticos oferece aos países uma nova ferramenta poderosa para prevenir e combater o crime cibernético — ao mesmo tempo em que protege os direitos humanos online. Que nenhum país — independentemente do tamanho ou nível de desenvolvimento — ficará indefeso contra o crime cibernético. Que a privacidade, a dignidade e a segurança devem ser respeitadas tanto offline quanto online. E que o multilateralismo ainda pode oferecer soluções, mesmo para os desafios mais complexos”. Parte do pronunciamento do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, em Hanói, por ocasião da assinatura da Convenção das Nações Unidas sobre o Crime Cibernético, em 25 de outubro de 2025.

As questões relacionadas com o mundo virtual, o mundo digital, o avanço da inteligência artificial e o poder das grandes corporações da área da tecnologia têm despertado a atenção tanto de governantes nacionais, universidades e centros de pesquisas, quanto de autoridades civis, militares e eclesiásticas mundiais e da opinião pública em geral.

O Papa Leão XIV, por exemplo, tem tornado a regulação das grandes empresas de tecnologia (big techs) e o impacto da inteligência artificial (IA) uma questão central do seu pontificado. Ele enxerga a tecnologia atual não apenas como ferramenta, mas como uma potência ética que pode ameaçar a dignidade humana, se não for controlada.

Para o líder máximo da Igreja Católica, com mais de 1,422 bilhão de fiéis ao redor do mundo e 182 milhões no Brasil, que, corajosamente, não tem se furtado ao debate de vários temas importantes e sensíveis, como a estupidez das guerras, a fome, a degradação ecológica, as migrações e a violência, entre outros, a tecnologia deve ser moldada para promover a dignidade humana, a paz e a segurança, não para substituir o ser humano ou gerar exclusão.

A falta de controle e regulamentação do mundo digital e as ações do crime organizado em dimensão global, onde os Estados nacionais (países soberanos) estão limitados em seus territórios, fazem com que a cooperação e os tratados internacionais sejam as únicas ferramentas tanto para combater a criminalidade cibernética, potencializada ainda mais com o advento da inteligência artificial, quanto para o enfrentamento ao poder e à influência dessas gigantes da tecnologia.

Sabemos como agem as chamadas “big techs”, grandes empresas de tecnologia, cujos patrimônio, lucro e poder são maiores do que o PIB (Produto Interno Bruto) de vários países.

Conforme dados recentes (2026), o valor do patrimônio das “big techs” em 2025 era de US$ 21,1 trilhões de dólares (18,9% do PIB mundial), valor superior ao PIB da China, o segundo maior PIB do mundo em 2025 (US$ 20,8 trilhões), e várias vezes o tamanho do PIB de países de renda média ou de baixa renda.

Só para termos ideia, o PIB do Brasil em 2025, classificado como a 11ª maior economia do mundo, foi de apenas US$ 2,7 trilhões de dólares, ou seja, o PIB do Brasil representa apenas 12,8% do patrimônio dessas grandes companhias de tecnologia, conforme dados oficiais do FMI, em relatório bem recente.

O poder e, muitas vezes, a prepotência com que agem essas gigantes da tecnologia, muitas vezes — ou quase sempre — também a serviço dos países onde estão localizadas ou sediadas, extrapolam em muito os limites meramente comerciais, colocando em risco não apenas os direitos dos consumidores nos países e no mundo, mas também a própria soberania nacional, principalmente em momentos críticos, de conflitos e guerras.

A vulnerabilidade tecnológica é um dos — ou talvez o maior — fatores de risco para a soberania e a defesa nacional em qualquer país, principalmente os dependentes dessas tecnologias, representando, na verdade, uma nova face da dependência do colonialismo moderno e da hegemonia absoluta das grandes potências.

De pouco adianta esse ufanismo, como às vezes é demonstrado ingenuamente por determinados setores em nosso país, de que o Brasil é uma “potência alimentar”, somos os maiores produtores de “commodities” do mundo, temos grandes reservas de minérios, um grande potencial de petróleo e gás natural, um imenso território, a maior floresta tropical do mundo (ao longo de décadas vítima de um desmatamento desenfreado), esquecendo que exportamos produtos in natura, matéria-prima barata, que não agrega valor nem gera emprego e, no “verso da moeda”, somos um grande importador de tecnologia. Pouco diferimos em relação ao período colonial antigo.

Somos um dos maiores importadores e usuários de tecnologia e ocupamos a 52ª posição entre as 139 economias analisadas na edição 2025 do Índice Global de Inovação (IGI), lançado recentemente pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

O Brasil, por exemplo, é extremamente dependente do suporte tecnológico e do uso dessas plataformas e corre um grande risco de colapso nacional em caso de embates ou conflitos com países em que essas “big techs” estão localizadas, como, por exemplo, nos Estados Unidos, na Europa, na China ou em outros países asiáticos, podendo entrar em colapso em vários setores, como nas telecomunicações, energia, trânsito e transportes, no sistema econômico em geral, na própria gestão pública e também na gestão das empresas privadas em geral.

Diariamente, as pessoas se deparam com notícias sobre verdadeiros embates e conflitos de interesses entre países “soberanos” e essas gigantes da tecnologia, como foi o caso ocorrido em 2024/2025 entre o governo brasileiro e Elon Musk, magnata, proprietário de uma rede de empresas de tecnologia.

O referido magnata é dono da SpaceX, empresa que opera a Starlink, a maior constelação de satélites do mundo, e de outras mais, inclusive no ramo da inteligência artificial, que atuam nesta área e em plataformas, com destaque para a “X”, antigo Twitter.

Conforme matéria publicada pela Agenda Estado de Derecho, em 13 de novembro de 2024: “O embate recente entre Elon Musk e o Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil evidencia a urgência de regulamentar redes sociais, ressaltando a tensão entre a soberania nacional e o poder das grandes empresas de tecnologia. Este artigo aborda a legislação brasileira sobre internet, seus pontos cegos e os impactos políticos envolvidos”.

A celeuma ou embate, um verdadeiro conflito de interesses que extrapola o mero campo comercial e tem implicações de política externa e internacional, entre uma empresa transnacional, uma das gigantes big techs, que teimava em não respeitar uma decisão da mais alta Corte do país (Brasil), tornou-se pública e durou meses.

A Agência Estado de Derecho sintetiza, em matéria de autoria de Caio Machado, da seguinte forma: “A disputa teve início em resposta da empresa de Musk a ordens que o STF expediu com relação aos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília. Sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, o STF intensificou investigações sobre a disseminação de desinformação e o possível financiamento de grupos extremistas nas redes sociais. No âmbito dos Inquéritos 4781 (inquérito das fake news) e 4874, que investigam os atos antidemocráticos, Moraes emitiu ordens judiciais determinando o bloqueio de perfis nas redes sociais, incluindo contas no Twitter. Essas decisões basearam-se na Lei 12.965 (o Marco Civil da Internet). A ‘big tech’ se recusou, inicialmente, a cumprir uma decisão do STF, um precedente perigoso em relação à soberania nacional.”

Diante dos constantes conflitos de interesse, tanto em relação aos usuários dessas plataformas quanto em relação ao poder que os países têm em disciplinar questões nesta área, surgem iniciativas privadas, particulares, buscando a defesa dos consumidores.

Este é o caso de uma ONG, recém-criada no Brasil com este propósito, de apoiar e defender os consumidores em decorrência dos conflitos que surgem diariamente nesta área. O lema desta ONG é bem significativo: “Sua voz importa. Seus direitos também”.

Em matéria publicada no portal G1 (Rede Globo) de hoje, 05 de maio, Dia das Comunicações e do nascimento de seu patrono, o Marechal Rondon — figura lendária e de alta relevância tanto para as Forças Armadas quanto para Mato Grosso (nascido em Mimoso, Santo Antônio do Leverger, no Pantanal) e para a causa indígena —, uma ex-servidora de uma dessas big techs no Brasil acaba de criar uma ONG para dar apoio gratuito a quem tiver seus direitos de usuário dos serviços das plataformas dessas gigantes da tecnologia violados, possibilitando a realização de denúncias (sigilosas e gratuitas), buscando garantir seus direitos de usuário e consumidor.

De acordo com a mesma, sua razão de ser, enfim, de existir, indica como esta luta é importante: “A CTRL+Z é uma organização social brasileira que enfrenta o modelo de operação das big techs. Nossas estratégias incluem investigar e expor abusos, mover ações judiciais estratégicas e mobilizar pessoas — transformando indignação em ação organizada e efetiva pela responsabilização das gigantes de tecnologia e pela transformação do setor de tecnologia visando o bem-estar coletivo”.

Compartilho aqui o link do site desta ONG https://ctrlz.org.br/add/, ressaltando que os serviços de apoio desta ONG são totalmente gratuitos, contando, inclusive, com parcerias com escritórios de advocacia especializada.

Vale a pena conferir. Esta é uma forma, também, de defendermos a democracia, o Estado de Direito, a soberania nacional e os direitos humanos em sua plenitude!

 

*Juacy da Silva, professor fundador, titular, aposentado da Universidade Federal de Mato Grosso, sociólogo, mestre em Sociologia, ambientalista, ativista social e articulador da Pastoral da Ecologia Integral – Região Centro Oeste.
E-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.; Instagram @profjuacy

Segunda, 04 Maio 2026 17:51

 

 

 

Reunião tratou de apoio a estudantes refugiados, cooperação acadêmica e cultural, além da defesa da liberdade.
Fotos: Bruna Yunes / Imprensa ANDES-SN
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O ANDES-SN esteve presente, na manhã desta quarta-feira (29), na Embaixada da Palestina, em Brasília (DF), para reafirmar seu compromisso de solidariedade ao povo palestino e se apresentar formalmente ao novo embaixador da Palestina no Brasil, Marwan Jebril.

O Sindicato Nacional foi representado pela encarregada de Relações Internacionais e 1ª vice-presidenta, Caroline Lima; pela 1ª secretária, Jacqueline Lima; e pelas 1ª e 2ª vice-presidentas da Regional Planalto, Lívia Gomes dos Santos e Muna Muhammad Odeh, respectivamente.

Durante a reunião, foram debatidas iniciativas de apoio a estudantes palestinas e palestinos no Brasil, especialmente aqueles e aquelas em situação de refúgio. Relatos apresentados indicam dificuldades de integração, como barreiras linguísticas, adaptação cultural e acesso a condições adequadas de moradia e permanência estudantil. Também foi destacada a experiência de um projeto que trouxe estudantes da Palestina ao país, cuja execução evidenciou a necessidade de políticas institucionais mais estruturadas para garantir suporte contínuo.


Outro ponto discutido foi a possibilidade de realização, no Brasil, de uma exposição fotográfica na capital federal e, também, em outros estados, com o objetivo de dar visibilidade à situação do povo palestino. O embaixador solicitou o apoio do ANDES-SN para viabilizar a iniciativa.

A reunião também abordou a importância de fortalecer a cooperação acadêmica internacional, incluindo parcerias com universidades palestinas, como a Universidade de Birzeit, uma das principais instituições de ensino superior da Palestina, além de iniciativas voltadas à reconstrução do sistema educacional em Gaza, severamente impactado pelos conflitos.

No campo político e jurídico, foi manifestada preocupação com a crescente judicialização de manifestações públicas em defesa do povo palestino no Brasil. Um dos casos citados foi a condenação, em primeira instância, de José Maria de Almeida, presidente do PSTU, a dois anos de reclusão em regime aberto por declarações feitas em ato realizado em 2023, em São Paulo, contra os ataques de Israel à Faixa de Gaza. Ainda cabe recurso da decisão.

Solidariedade e mobilização

O ANDES-SN reafirmou seu compromisso histórico com a luta pela autodeterminação do povo palestino. Além de buscar mecanismos concretos de apoio a estudantes e demais pessoas refugiadas, o Sindicato Nacional incentiva as seções sindicais a implementarem ações relacionadas à campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), por meio de atividades como debates, palestras e mobilizações. A entidade também defende que as Instituições de Ensino Superior (IES) públicas, institutos federais e Cefets sejam espaços comprometidos com os direitos humanos, livres de qualquer forma de apartheid.


“Tivemos a oportunidade de conhecer o novo embaixador, Marwan Jebril, e dialogar sobre a necessidade de cobrar do Estado brasileiro políticas efetivas de acesso e permanência para estudantes refugiados em nossas universidades. Na ocasião, o ANDES-SN reafirmou seu compromisso em contribuir e apoiar o povo palestino. Além das ações no âmbito do Sindicato Nacional, como a garantia de passagens e o apoio à vinda de estudantes refugiados palestinos ao país — algo que está em curso desde 2025 —, ampliamos o diálogo com a Embaixada da Palestina para fortalecer iniciativas que apresentem ao povo brasileiro a história, a resistência, a memória e a cultura palestina. Reafirmamos, ainda, a luta do nosso sindicato na defesa da autodeterminação do povo palestino”, destacou a encarregada de Relações Internacionais e 1ª vice-presidenta do ANDES-SN, Caroline Lima.

Fonte: Andes-SN

Segunda, 04 Maio 2026 17:03

 

Representantes do sindicato integraram atividades internacionais, levaram doações e participaram de atos com trabalhadores de diversos países


Conforme deliberação de assembleia, entre os dias 23/04 e 02/05, o diretor-geral da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat-Ssind), professor Breno Santos, e a professora Lélica Lacerda, militante de base da seção sindical, participaram de uma jornada internacional de solidariedade ao povo cubano e de defesa da Revolução Cubana.

A atividade ocorreu a partir de deliberação do 44º Congresso do ANDES-SN, que indicou a participação do sindicato nacional e de suas seções sindicais nas mobilizações do 1º de Maio, Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora. Durante a agenda em Cuba, os representantes da Adufmat-Ssind manifestaram solidariedade diante do cenário de intensificação do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos à ilha.

Formação sindical internacional

A programação incluiu a participação em uma formação sindical promovida pela Central de Trabalhadores de Cuba (CTC), no Centro de Formação “Lázaro Peña”, em Havana. A atividade reuniu mais de 100 participantes de diversos países da América Latina, fortalecendo o intercâmbio entre organizações sindicais.

 



Entrega de doações

Como parte da ação solidária, a delegação da Adufmat-Ssind levou quatro malas com doações, incluindo medicamentos e alimentos. Os itens foram destinados a clínicas, hospitais, escolas, asilos e instituições de acolhimento em Havana e região, sob coordenação da CTC. Segundo os participantes, muitos desses produtos enfrentam dificuldades para chegar ao país em razão das restrições econômicas.

 



Participação no 1º de Maio

No dia 1º de Maio, os docentes participaram das mobilizações do Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora em Havana. A marcha reuniu centenas de milhares de pessoas na capital cubana e milhões em todo o país, com concentração na tradicional Tribuna Anti-imperialista.

 



Conferência internacional encerra programação

Encerrando a agenda, no dia 02/05, foi realizada a Conferência de Solidariedade Internacional, também organizada pela Central de Trabalhadores de Cuba. O encontro reuniu mais de mil lideranças sindicais e representantes de movimentos sociais e de juventude de diferentes países.

Durante a conferência, representantes sindicais cubanos manifestaram interesse em ampliar o diálogo e a cooperação com entidades brasileiras, incluindo o ANDES-SN e suas seções sindicais.

As atividades foram concluídas com um simpósio internacional promovido pela Federação Sindical Mundial (FSM), que debateu temas relacionados à soberania dos povos e à unidade da classe trabalhadora no cenário global.

Avaliação da participação

Por meio de aplicativo de mensagens, a delegação da Adufmat-Ssind afirmou que volta dessa grandiosa experiência com uma convicção ainda maior de que só haverá soberania popular no Brasil se toda a América Latina for igualmente soberana, e que a Revolução Cubana segue sendo um farol fundamental para os povos de luta do mundo. Para os docentes, defender a Revolução Cubana e suas conquistas é defender a humanidade e a classe trabalhadora!

 

  

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Segunda, 04 Maio 2026 16:52

 

 

A publicação também registrou alta no número de prisões, casos de humilhação e cárcere privado


Dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) registraram que, em 2025, houve aumento de 100% no número de assassinatos, em comparação com o ano retrasado – de 13 para 26 ocorrências. Esses e outros panoramas são apresentados pelo relatório Conflitos no Campo Brasil 2025, lançado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) nessa segunda-feira (27), em Brasília (DF). 

A publicação registrou dois massacres no ano passado – que, na compreensão da CPT, ocorrem quando há mais de três mortes em uma mesma ocasião, localidade e espaço de tempo, em ataques concentrados de forças públicas ou privadas. Um caso aconteceu no estado do Pará; o outro, em Rondônia.   

O relatório revela ainda que os fazendeiros foram os principais agentes envolvidos nos casos de assassinatos em 2025. Dos 26 registros, 20 – ou cerca de 77% – são atribuídos, direta ou indiretamente, a esse grupo, na condição de mandantes ou executores. 

O levantamento também aponta que 1.991 pessoas foram resgatadas do trabalho escravo rural em 2025, em 159 casos registrados, um aumento de 5% quando comparado ao ano anterior. A Campanha Permanente da CPT “De Olho Aberto para não Virar Escravo” registrou, ainda, 1.007 pessoas resgatadas em 122 casos de trabalho escravo urbano, em forte crescimento (+60%). 

Um dos casos mais emblemáticos do ano passado ocorreu na obra de construção de uma usina de etanol no Mato Grosso, no município de Porto Alegre do Norte, onde 586 pessoas foram resgatadas. Aliciados nas regiões Norte e Nordeste do país, os trabalhadores dormiam em quartos precários e superlotados, sofriam com a ausência frequente de água e energia e má alimentação. A ação foi deflagrada após um incêndio no local, que atingiu o principal alojamento dos trabalhadores. Além desse caso, houve, também no Mato Grosso, o resgate de 20 pessoas em uma fazenda de corte e empilhamento de madeira, totalizando 606 resgates no estado.

Entre as atividades econômicas com mais trabalhadores resgatados estão construção de usina (586), lavouras (479), cana-de-açúcar (253), mineração (170) e pecuária (154). Trata-se de setores que historicamente concentram os maiores registros de trabalho escravo, com destaque recorrente para as lavouras e a pecuária.

Queda em conflitos

A 40ª edição do relatório também dá conta de uma queda no registro das ocorrências de conflitos no campo (de 2.207, em 2024; para 1.593, no ano passado) e uma diminuição no número de vítimas, também nesse mesmo período (isto é, de 1.181 para 581 indivíduos).

A respeito das ocorrências de violências, também houve diminuição: em 2024, foram notificados 1.548 casos e, no ano passado, 978, o que representa um recuo de, aproximadamente, 37%. Contudo, o relatório denuncia o aumento nos registros de prisões (de 71 para 111), casos de humilhação (de 5 para 142) e cárcere privado (de 1 para 105) nesse mesmo período. 

“A alta dos casos de humilhação e cárcere, por exemplo, se dão pela ação arbitrária da polícia militar do estado de Rondônia, que em novembro de 2025, no contexto da operação Godos, interrompeu uma reunião pública com cerca de 100 famílias sem-terra, despejadas de seus acampamentos, e servidores do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar)”, explica Gustavo Arruda, documentalista do Centro de Documentação Dom Tomás Balduino (Cedoc/CPT).

Ele ainda acrescenta que “o aumento dos casos de prisões também se dá por conta de ações pontuais da força do Estado sob comunidades: neste caso, é reflexo da polícia do estado da Bahia, que prendeu cerca de 24 povos originários da TI (Terra Indígena) Barra Velha; e da polícia militar de Rondônia, que, também no ano passado, realizou diversas operações de perseguição a integrantes da Liga dos Camponeses Pobres (LCP)”.

 

Fonte: CPT (com edição do ANDES-SN)

Segunda, 04 Maio 2026 14:51

 

O ANDES-SN participou, na última terça-feira, 28 de abril, da 1ª Reunião Ordinária da Mesa Setorial de Negociação Permanente no âmbito do Ministério da Educação (MSNP/MEC). A entidade foi representada por Fernanda Maria Vieira, secretária-geral, e Lívia Gomes dos Santos, 1ª vice-presidenta da Regional Planalto do Sindicato Nacional.

Fotos: Eline Luz / Imprensa ANDES-SN


O encontro teve como pauta única o debate sobre a Democratização das Instituições Federais de Ensino Superior, considerando o capítulo XXV da Lei nº 15.367/2026, que estabelece critérios para a nomeação de dirigentes de instituições de ensino superior. Sancionada em 30 de março deste ano, a legislação acaba com a lista tríplice nos processos de eleição de reitoras e reitores das universidades federais.

Conforme Lívia Santos, essa mudança na legislação é uma importante conquista para a democratização das Ifes, pois extingue um mecanismo da época da ditadura, que abria espaço para processos de intervenção nas universidades, fenômenos vivenciados recentemente, durante o governo de Jair Bolsonaro.  No entanto, lembrou a docente, ainda é necessário que seja regulamentado o processo de escolha de dirigentes.

“Debateu-se a importância de avançarmos na construção democrática e reafirmarmos o papel do corpo social das IES [Instituições de Ensino Superior] na construção do projeto de universidade socialmente referenciada e democrática. Para isso, foi instituído um GT com as entidades da educação para que sejam definidos os critérios e procedimentos. O governo pediu um prazo de 10 dias para apresentar a proposta do GT e a composição, bem como a minuta que será o ponto de partida da discussão dessa regulamentação”, contou a diretora do ANDE-SN.


Ainda segundo a 1ª vice-presidenta da Regional Planalto, o Sindicato Nacional indicou a necessidade de se convidar o movimento estudantil para participar dos debates do GT e construção das regulamentações. “O ANDES-SN defende que o reitor e o vice-reitor sejam escolhidos por meio de eleições diretas e voto secreto, com a participação, universal ou paritária, de todos os docentes, estudantes e técnico-administrativos; defende ainda que o processo se dê sem interferência externa, como uma das formas de garantir a autonomia didático científica, administrativa, de gestão financeira e patrimonial das instituições”, afirmou.

Apesar da reunião ter sido convocada com ponto de pauta único, as entidades presentes na reunião cobraram do governo outros temas, destacando principalmente alguns dos pontos dos acordos firmados como resultado da greve da Educação Federal em 2024 e que ainda não foram cumpridos, principalmente a questão do ponto de docentes do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT).

Controle de ponto do Magistério EBTT

Com a assinatura do Acordo de Greve nº 10/2024, o governo federal garantiu efetuar a revisão do Decreto 1590/95, para revogar o controle de ponto de docentes da carreira EBTT, garantindo isonomia de tratamento entre docentes federais. “Trata-se de uma luta antiga que reconhece na manutenção do controle uma aberração jurídica na medida em que mantem-se critérios distintos do magistério federal”, afirma Lívia.

 

 

No entanto, a minuta produzida após conclusão dos trabalhados do grupo de trabalho formulado para isso está parada na Casa Civil, aguardando assinatura. Durante a reunião, foi informado que o Ministério de Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) produziu uma exposição de motivos, retirando a competência para alteração do Decreto 1590/95 para o Ministro da Educação, o que, conforme informado, possibilita acelerar a mudança.

“A pauta agora está, mais uma vez, com o novo ministro da Casa Civil e se torna imperioso que as categorias do setor da Educação se reúnam e venham a pressionar mais uma vez a Casa Civil para que encaminhe e reconheça com rapidez a competência do MEC para esse tema de pauta, para que possamos reverter uma das políticas mais marcadamente desiguais dentro da carreira do magistério Federal”, destacou a diretora do ANDES-SN.

Clique aqui e assista ao vídeo

 

Fonte: Andes-SN

Quinta, 30 Abril 2026 18:10

 

 

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Espaço Aberto é um canal disponibilizado pelo sindicato
para que os docentes manifestem suas posições pessoais, por meio de artigos de opinião.
Os textos publicados nessa seção, portanto, não são análises da Adufmat-Ssind.
 
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Juacy da Silva*

 

“A era dos combustíveis fósseis está chegando ao fim. O Sol está nascendo para uma nova era de energias limpas; o fim da era dos combustíveis fósseis está chegando; é imparável; os países que se agarram aos combustíveis fósseis não estão a proteger suas economias, estão a sabotá-las, aumentando os custos, enfraquecendo a energia renovável, que já é mais rentável”. A era do aquecimento global acabou, a era da ebulição global chegou. Basta de queimar nosso futuro”. António Guterres, Secretário-Geral da ONU, em diversos momentos 2024-2025.

A transição energética mundial é um desafio urgente, que não pode ser postergado, tendo em vista o agravamento da crise climática decorrente do aumento da produção e uso de combustíveis fósseis, responsáveis pela emissão de mais de 80% das emissões de gases de efeito estufa, a principal causa da crise climática.

Sem abandonar o uso dos combustíveis fósseis, todas as demais providências ou ações para reduzir o aquecimento global, que provoca a crise climática e suas consequências, tornam-se praticamente de efeitos reduzidos, pois estaríamos agindo apenas sobre os 20% das demais origens/causas, deixando de lado o que, de fato, está destruindo o planeta.

Embora o tema dos combustíveis fósseis fosse abordado timidamente em COPs anteriores, a primeira vez que uma proposta clara e robusta para o fim do uso de todos os combustíveis fósseis ("phase-out") foi colocada em pauta e rejeitada no documento final, gerando grande controvérsia, foi na COP27, em Sharm el-Sheikh, Egito (2022).

Na COP30, em novembro de 2025, em Belém, novamente este assunto foi rejeitado, principalmente pelos países que mais poluem o planeta, que mais emitem gases de efeito estufa decorrentes do uso de combustíveis fósseis, inclusive o Brasil.

A posição do Brasil tem sido extremamente contraditória: de um lado tem um discurso oficial de sustentabilidade e, de outro, tenta “cacifar” a Petrobras, cujo objetivo estratégico é tornar-se a 4ª maior empresa produtora de petróleo e gás natural do planeta.

Para tentar minimizar esta postura contraditória, buscando um equilíbrio entre um discurso de sustentabilidade em relação à Amazônia e a sua matriz energética escudada em fontes de energia sustentável, de outro lado continua explorando e produzindo petróleo a partir do pré-sal e também na exploração na área setentrional da foz do Amazonas.

A chamada “derrota” em Belém, na COP30, deu-se quando, ao final daquela Conferência, o documento final que foi aprovado em 22 de novembro de 2025 omitiu qualquer menção explícita à "eliminação gradual" (phase-out) ou ao "fim dos combustíveis fósseis" (petróleo, carvão e gás natural).

Esta resistência é uma demonstração clara e cabal de que os países que mais poluem e destroem o planeta, principalmente os integrantes do G20, com destaque para os cinco maiores — China, Estados Unidos, Índia, Rússia e União Europeia — e, com exceção da União Europeia, são os que mais resistem e boicotam uma transição energética justa e longe do uso de combustíveis fósseis.

Os relatórios mais recentes de monitoramento de emissões indicam que China, Estados Unidos, Índia, Rússia e União Europeia (UE), juntos, continuam a ser os maiores emissores mundiais, representando coletivamente mais de 60% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE).

Com base em dados preliminares de 2025, os países do G20 continuam a ser os maiores emissores globais de gases de efeito estufa, sendo, portanto, os grandes responsáveis por cerca de 75% a 80% das emissões globais de gases de efeito estufa.

De acordo com dados estatísticos recentes (2025), entre os anos de 2000 até 2025, as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera aumentaram em mais de 50%, passando de 25,5 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente para 38,6 bilhões de toneladas.

Em 1972, por ocasião da 1ª Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, o volume mundial de emissões de gases de efeito estufa foi de 16,2 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente; em 1992, quando da ECO-92, no Rio de Janeiro, passou para 22,7 bilhões de toneladas; em 2015, quando foi aprovado o Acordo de Paris, foi de 35,2 bilhões de toneladas.

A proeminência da presença dos combustíveis fósseis ao longo dos últimos 75 anos pode ser constatada pela participação percentual dos mesmos nas matrizes energética e elétrica mundial. Em 1970, essas fontes representavam em torno de 85% a 90% da matriz energética mundial e, em 2025, continuavam representando 81% da mesma, ou seja, em 75 anos a redução foi de apenas poucos pontos percentuais. Se esta mesma tendência se mantiver, vamos precisar de mais de um século para esta transição e, neste contexto, a temperatura média da Terra deverá exceder 3º ou 4º graus centígrados, inviabilizando todas as formas de vida no planeta, inclusive a vida humana.

O uso das fontes renováveis, como energia solar, eólica, biocombustíveis, hidrelétrica, marés, nuclear e outras, representava apenas 19% da matriz energética mundial em 2025, indicando que, longe de romper com a dependência dos combustíveis fósseis, as energias renováveis ainda não conseguiram representar uma alternativa concreta.

Em torno e em defesa do uso dos combustíveis fósseis existem grandes e poderosos interesses econômicos e grandes “lobbies” que interferem nas estruturas do poder e nas políticas públicas nos diversos países, como é o caso dos subsídios aos combustíveis fósseis.

Com base nos dados mais recentes disponíveis para o início de 2026, os subsídios aos combustíveis fósseis no mundo continuam a atingir níveis recordes globais, superando significativamente os investimentos em energias limpas.

As estimativas indicam que os subsídios globais (incluindo custos ambientais não cobrados) ultrapassaram US$ 7 trilhões em 2024 e mantêm-se nessa escala ou podem superar significativamente este montante em 2026, podendo atingir US$ 7,6 trilhões.

O Brasil também não foge à regra e continua subsidiando o uso de combustíveis fósseis. Em 2023 foram concedidos nada menos do que R$ 80 bilhões como subsídios a este setor, caindo para R$ 47 bilhões em 2024, tendo passado para R$ 49,2 bilhões em 2025.

Em consequência das guerras na Ucrânia e das ações dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, promovendo instabilidade no Oriente Médio, para evitar repercussões econômicas, fiscais e inflacionárias, o governo federal e os estados estão reduzindo impostos sobre combustíveis fósseis, na verdade subsídios diretos e indiretos; o custo dos mesmos em 2026 poderá superar o montante dos subsídios concedidos a este setor em 2015, podendo chegar a mais de R$ 60 bilhões.

Apesar dos sucessivos fracassos de diversos países e organizações não governamentais em “pautarem” uma data limite a partir da qual o mundo abandonaria o uso de combustíveis fósseis, isso não impede que este objetivo seja mantido, principalmente para efeito de mobilização da opinião pública mundial.

Ao longo de vários anos, tendo sido intensificado ultimamente, diversos movimentos ambientalistas, alguns governos e até mesmo organizações internacionais, com apoio da ONU e suas agências, têm realizado fóruns de debates, seminários e outros eventos para despertar a opinião pública mundial em relação à importância e à necessidade de continuar esta luta pelo fim dos combustíveis fósseis, como a maneira mais eficiente, efetiva e eficaz de promovermos uma transição energética justa, segura e necessária.

A transição energética, com a substituição total dos combustíveis fósseis por uma nova matriz energética e também uma nova matriz elétrica mundial, em todos os países, é o único caminho que podemos construir se realmente desejamos cumprir o Acordo de Paris, evitando que a temperatura média do planeta exceda 1,5º ou, no máximo, 2º graus centígrados, acima dos quais os impactos econômicos, sociais, políticos, ecológicos e humanos serão catastróficos.

Há poucos dias (24–29 de abril de 2026) foi realizado um grande evento em Santa Marta, na Colômbia, a “1ª Conferência da Transição pelo Fim dos Combustíveis Fósseis”, com apoio dos governos da Colômbia e da Holanda, outros países e diversas organizações não governamentais que lutam por uma transição energética justa, colocando um ponto final no uso dos combustíveis fósseis.

Apesar do fracasso da COP30 em relação ao fim do uso de combustíveis fósseis, esta histórica conferência, que pela primeira vez consegue reunir os principais atores que propugnam por uma transição energética sem combustíveis fósseis, reconhece a necessidade de implementar uma transição energética nesta dimensão e direção e, ao mesmo tempo, estimular mudanças significativas e mais urgentes.

A transição energética, com abandono total do uso dos combustíveis fósseis, de uma maneira justa, ordenada e planejada, é o único caminho para que todos os países possam entrar em um novo patamar de desenvolvimento, garantindo sustentabilidade, sistemas produtivos baseados em “carbono zero”, respeito ao meio ambiente e, também, garantindo soberania energética, desenvolvimento integral e integrado, justiça climática e justiça intergeracional.

Não existe sustentabilidade ecológica, nem redução das consequências da crise climática enquanto o mundo estiver dependente dos combustíveis fósseis, cuja produção e uso atendem apenas aos interesses de uma minoria e alimentam a chamada “Economia da Morte”, mencionada pelo Papa Francisco ao longo de seu magistério.

Concluindo, gostaria de mencionar que o Papa Leão XIV, seguindo as exortações do Papa Francisco, tem exortado os cristãos em geral, os católicos em particular e fiéis de outras religiões quanto à necessidade de refletirmos mais criticamente em relação aos males causados pelos combustíveis fósseis.

Vejamos o que nos tem exortado Leão XIV: “Os combustíveis fósseis pertencem ao passado; o futuro deve ser alimentado por energia limpa e renovável. A criação está clamando em inundações, secas, tempestades e calor insuportável; somos guardiões da criação, não rivais pelos seus despojos. Já é evidente que a nossa Terra está a cair na ruína, enquanto alguns governos atendem demasiadamente às temerárias e enganosas empresas de combustíveis fósseis”.

Se o mundo continuar extremamente dependente dos combustíveis fósseis como principal fonte de energia, como tem acontecido ao longo dos últimos cem anos, subjugado pelos grandes interesses econômicos nacionais e internacionais, ditando as regras da “economia da morte”, ignorando os “gemidos” da Terra, dos pobres e das futuras gerações, o planeta Terra, “Nossa Casa Comum”, corre um sério risco de não haver um amanhã de sustentabilidade, de paz e justiça.

Este é o sentido, o significado e a esperança da luta pelo fim imediato dos combustíveis fósseis. Cabe a nós este enfrentamento, aqui, agora, a partir de cada território e cada iniciativa!

 

*Juacy da Silva, professor fundador, titular, aposentado da Universidade Federal de Mato Grosso, sociólogo, mestre em Sociologia, ambientalista, ativista social e articulador da Pastoral da Ecologia Integral – Região Centro Oeste.
E-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.; Instagram @profjuacy

Quinta, 30 Abril 2026 18:06

 

A Diretoria do ANDES-SN repudia com veemência a absurda condenação de José Maria de Almeida, presidente do PSTU, por ter se posicionado com firmeza contra o assassinato em massa do povo Palestino, que vem sendo perpetrado pelo estado sionista, assassino e genocida de Israel.

Trata-se de uma decisão marcadamente arbitrária e antidemocrática, que desvela o comprometimento do nosso sistema de justiça com o Estado Genocida de Israel.  Tal condenação é mais uma medida que busca criminalizar aquelas e aqueles que têm a coragem de denunciar os horrores que estão sendo cometidos na Faixa de Gaza.

A defesa do povo palestino e do estado palestino e as críticas ao sionismo do estado de Israel não podem ser compreendidas como discurso de ódio, ao contrário, são resistências ao ódio expresso na política de morte implementada atualmente na Faixa de Gaza, pelo estado sionista de Israel, sobre o beneplácito das grandes potências do mundo, que silenciam diante da barbárie desse genocídio.

A Diretoria do ANDES - Sindicato Nacional manifesta sua mais irrestrita solidariedade ao companheiro José Maria de Almeida e a toda a militância do PSTU, ao tempo em que repudia essa condenação ilegal e exige a sua imediata reversão, para que se reestabeleça a verdadeira justiça. 

Palestina Livre!
Parem com o Genocídio!
BDS Brasil!
Justiça para ZéMaria!

 



Brasília, 29 de abril de 2026. 

Diretoria do ANDES - Sindicato Nacional 

Quinta, 30 Abril 2026 11:57

 

A Diretoria da Adufmat-Ssind, no uso de suas atribuições regimentais, convoca todos os sindicalizados para Assembleia Geral Ordinária PRESENCIAL a ser realizada na sede da Adufmat-Ssind, em Cuiabá, e nas subsedes de Sinop e Araguaia:

 

Data: 06 de maio de 2026 (quarta-feira)

Horário: 13h30 (Cuiabá) com a presença mínima de 10% dos sindicalizados e às 14h, em segunda chamada, com os presentes.

 

Pauta:

1. Informes;
2. Informes qualificados das atividades em Cuba;
3. Análise de Conjuntura;
4. Eleição da delegação para o 69º Conad.
5. 2º Seminário de Questões Organizativas do ANDES;
6. Análise da proposta de paralisação de um dia, a cada dois meses, até que o Acordo de Greve (10/2024) seja totalmente cumprido.

 

A Assembleia será presencial e ocorrerá simultaneamente no auditório da sede da Adufmat-Ssind, em Cuiabá, e nas subsedes dos campi de Sinop e Araguaia.

 

 

Cuiabá, 30 de abril de 2026

Gestão Adufmat é pra lutar!

Quarta, 29 Abril 2026 15:12

 

A Adufmat-Ssind informa que, por conta de problemas no fornecimetno de água, o expediente na sede do sindicato foi suspenso na tarde desta quarta-feira, 29/04.
 
Esperamos retomar as atividades normalmente a partir da quinta-feira, 30.
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