ATUALIZADA: Transição ou Transação? Sindicato promove debate sobre o futuro da mineração e a defesa dos territórios
O auditório da Adufmat-Ssind recebeu, nos dias 10 e 11/06, militantes e pesquisadores que realizaram profundas e necessárias reflexões acerca dos rumos do chamado “desenvolvimento” brasileiro. Sob o título "Minerais Estratégicos, Energia e Sustentabilidade", o seminário teve como centralidade uma pergunta essencial: vivemos uma verdadeira transição energética ou estamos diante de uma mera transação que prioriza o lucro em detrimento da vida e do meio ambiente?
Organizado pelo Grupo de Trabalho de Política Agrária, Urbana e Ambiental (GTPAUA), o evento reuniu vozes da academia e de movimentos sociais para confrontar a lógica da exploração mineral. Na abertura, o professor Charles Trocate, da coordenação nacional do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), trouxe para o centro da roda a luta pelo controle do subsolo e a defesa dos territórios. Complementando a urgência do tema, o representante da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), Edmar Rodrigues Kajejeu, expôs as cicatrizes deixadas pela mineração nas terras indígenas de Mato Grosso.
A financeirização da natureza e o "Capitalismo Verde"
O professor José Gilberto de Souza (UNESP) trouxe uma análise sobre o que chamou de "financeirização da natureza". Segundo o docente, o neoliberalismo capturou o conceito de sustentabilidade, chamou de "capitalismo verde", mas concretamente, a natureza é tratada como um ativo financeiro. Ele destacou exemplos alarmantes, como a perfuração de mais de 250 metros de profundidade em busca de água em São Paulo e o avanço da retirada de minerais em Terras Indígenas.
Para o professor, esse debate exige, de início, um olhar atento para a dimensão ontológica do ser. "Se você não conhece o ser, você não sabe com quem está lidando. Se não olhar para o ser, você não enxerga o território", afirmou. O docente defendeu, ainda, que a universidade é a instituição que tem o papel crucial de realizar a crítica desses processos.
Agroecologia como Projeto Político
Representando o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Valdeir Souza apresentou a agroecologia não apenas como técnica, mas como uma síntese entre as ciências agrárias e sociais voltada para a transformação social e o próprio socialismo. O coordenador ressaltou que, na avaliação do MST, a agroecologia é um projeto político fundamental tanto para dentro quanto para fora do campo.
Souza também falou sobre as contradições vividas nos assentamentos e apontou desafios de sobrevivência das famílias e a pressão pela titulação privada da terra, que segue uma lógica privatizante muitas vezes apoiada pela sociedade, mas que dificulta a resistência coletiva.
“A reforma agrária realizada hoje, no Brasil, é feita para dar errado. Quando a gente vai para um assentamento, nosso objetivo principal é saber se a pessoa está viva e se permanece na terra. Nós realizamos o processo de luta permanente e de formação permanente, sim, mas sabemos que, na prática, ninguém vai ser socialista passando fome”, afirmou.
Ele enfatizou que o acesso à educação em todos os níveis e a Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária (JURA), realizada todos os anos pelas universidades do país, são caminhos essenciais para romper com essa estrutura.
Para aqueles que não puderam comparecer ou desejam rever as discussões, as gravações completas dos debates já estão disponíveis no canal da Adufmat-Ssind do Youtube. Confira:
Clique aqui para assistir à Mesa do dia 10/06, com o professor Charles Trocate (MAM) e Edmar Rodrigues Kajejeu (FEPOIMT)
Clique aqui para assistir à Mesa do dia 11/06, com o professor José Gilberto de Souza (UNESP) e Valdeir Souza (MST)
Luana Soutos
Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind
Adufmat-Ssind convida para Mesa: ABAIXO O BLOQUEIO CRIMINOSO! Cuba e a urgência da luta anti-imperialista
Na próxima sexta-feira, 27 de fevereiro, às 19h, no Auditório da Adufmat-Ssind, o sindicato realizará uma Mesa de Debate para discutir os impactos do bloqueio econômico imposto à Cuba e a necessidade de fortalecer a solidariedade internacional diante do recrudescimento das políticas imperialistas.
O bloqueio, mantido há décadas pelos Estados Unidos e agravado nos últimos anos, tem provocado sérias consequências ao povo cubano, especialmente no acesso a medicamentos, insumos hospitalares e bens essenciais. Trata-se de uma medida que afeta diretamente as condições de vida da população e que precisa ser debatida com profundidade política e histórica.
Os convidados para a Mesa são as professoras Dra. Maria Auxiliadora César – UnB/Coordenadora da Casa Brasil-Havana (https://nescuba.cdtc.unb.br/-) e Dra. Lélica Lacerda – Serviço Social/UFMT, e Whilber Rafael Nascimento Ribeiro – Coordenador Geral do DCE.
O evento será um espaço de reflexão, análise crítica e fortalecimento da luta anti-imperialista.
Por solicitação da professora Maria Auxiliadora, disponibilizamos o link para a Campanha de Solidariedade – CULTIVAR, dedicada ao povo cubano e visa arrecadar recursos para a compra urgente de medicamentos:
O Instituto Cultivar, que organiza a campanha, recebe doações via PIX:
???? CNPJ / Chave PIX: 11.586.301/0001-65
Em caso de dúvidas, o contato é pelo e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
Adufmat-Ssind
Regulação da IA e das corporações digitais, desinformação, arte e comunicação sindical foram debatidos em evento do ANDES-SN
Direito à Comunicação, desinformação, novas tecnologias de informação, dependência das plataformas digitais, o papel da arte e cultura como ferramentas de luta foram alguns dos temas abordados no VIII Encontro Nacional de Comunicação e Arte do ANDES-SN, realizado de 6 a 9 de novembro, em Niterói (RJ). A atividade refletiu sobre os desafios para a comunicação sindical e ocorreu simultânea ao III Festival de Cultura e Arte do Sindicato Nacional, na Universidade Federal Fluminense (UFF), sob organização da Associação de Docentes da UFF (Aduff Seção Sindical).

Durante os três dias de evento, os painéis trouxeram ricos e aprofundados debates sobre temas urgentes na pauta da comunicação e como todas as demais lutas e pautas se encontram no direito à comunicação, uma vez que a ausência de uma comunicação plural, diversa, acessível, livre dos oligopólios favorece os discursos hegemônicos que vilipendiam os demais direitos da classe trabalhadora.
Na sexta-feira (7), as e os mais de 50 participantes, entre jornalistas e docentes das mais diversas seções sindicais, acompanharam a mesa “Redes Sociais, desinformação e comunicação sindical”. Já no segundo dia (8), foram temas “Arte, formação crítica e construção das nossas lutas” e “A urgência da regulação das big techs e a luta pelo direito à comunicação”. No último dia (9), o encontro foi encerrado com um debate sobre “Inteligência Artificial, plataformização e mundo do trabalho”.

“Toda a programação desse evento foi feita com profunda conexão com o movimento social da área de comunicação. A perspectiva classista impõe que o nosso sindicato construa cada vez mais lutas em conexão com movimentos sociais, que têm tanta amplitude e tanta centralidade”, observou Diego Marques, encarregado de Imprensa e Divulgação do ANDES-SN.
O diretor do Sindicato Nacional lembrou que o Sindicato Nacional voltou a construir organicamente o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e convidou as seções sindicais a participarem desse espaço. “O FNDC tem atuação nos estados, tem organização estadual, e é muito importante que as nossas seções sindicais possam se engajar no Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação em todos os estados e participar cada vez mais desse debate”, reforçou.

Diego ressaltou que todas as pautas da categoria docente vão demandar uma disputa de hegemonia e de consciência na sociedade, na qual a luta pelo direito à comunicação, pela democratização da comunicação é muito central. “Essa não é uma pauta que pode continuar sendo secundarizada no nosso sindicato, e por isso fica esse convite da coordenação para a categoria se integrar cada vez mais nessa luta”, afirmou.
III Festival de Cultura e Arte do Sindicato Nacional
Todas as atividades foram intercaladas por apresentações artísticas que compuseram a programação do III Festival de Cultura e Arte do Sindicato Nacional. “Nós tivemos muitos debates interessantes. Acho que no próximo período, nós vamos avançar muito também em algo que é uma demanda, que é a reflexão sobre o lugar da arte nas nossas lutas sindicais”, acrescentou Marques.
Além das apresentações de samba, com a roda de samba “Terreiro da Vovó”, charme, com o grupo “André Stheel”, as e os participantes puderam assistir e participar de uma batalha de rimas de hip hop com o grupo “Batalha da UFF” (Buff).
O grupo de teatro “Laboratório Brecht” apresentou cenas da peça “Ambientes de negócio”, ainda em construção, e trouxe, às e aos presentes, uma reflexão sobre os impactos na mineração predatória no meio ambiente e os dez anos do crime da Vale em Mariana (MG).

Também foram exibidos o curta “A multicampia nas universidades amazônicas”, produzido pela Associação de Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua Seção Sindical), e o primeiro episódio da série “Folha Corrida”, que aborda a colaboração operacional e material do grupo Folha à repressão, durante a ditadura militar-empresarial. Segundo a docente da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Flora Daemon, uma das pesquisadoras responsável pela série documental, o material serviu de base para que o Ministério Público Federal abrisse um inquérito contra o grupo Folha.

O festival teve ainda a exposição “Arte urbana e imaginário público - o espanto estético mexicano”, da professora Ceane Simões, da Universidade Estadual do Amazonas, com quadros compostos através da técnica de fotografia térmica e colagem. O encerramento do VIII Encontro de Comunicação e Arte e do III Festival de Cultura e Arte se deu com apresentação do grupo Capoeira Brasil, do Mestre Paulinho Sabiá.
Angélica Miranda, vice-presidenta da Associação de Professores da Universidade Federal do Rio Grande (Aprofurg Seção Sindical do ANDES-SN) destacou a importância do debate sobre a arte, reforçando-a como um instrumento de luta contra-hegemônica. “Para a sociedade, a arte é mostrada como entretenimento, na verdade a história a consolida como uma ferramenta de luta política, como forma de comunicação que fortalece as disputas ideológicas. É possível afirmar que a arte e a política entrelaçam-se no contexto sindical, onde a arte fortalece a comunicação e a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras”, refletiu a docente.
Para ela, a arte permite que ideias e reivindicações ganhem forma visual, ampliando o alcance das mensagens que chegam na sociedade, bem como aos sindicalizados e às sindicalizadas. “A arte como instrumento de luta, promove a união e denuncia as injustiças e opressões, torna-se assim, um instrumento para fortalecer lutas e conquistas coletivas”, afirmou.
Oficinas
Além das atividades artísticas e dos painéis de debates, as e os docentes e profissionais de comunicação se dividiram e participaram em duas das quatro oficinas oferecidas no evento. Técnicas de vídeo, da concepção à edição, produção de vídeo documentário, audiodescrição para as redes sociais e teatro do oprimido garantiram também, a possibilidade momentos de aprendizagem e troca entre as e os participantes.
Sabrina de Ramos, que atua como analista de mídias na Associação de Professores da Universidade Federal do Paraná (Apufpr Seção Sindical), avaliou a experiência como bastante produtiva. “As contribuições dos painéis e oficinas desempenham um papel formativo para nós, profissionais da comunicação. Participei das oficinas de vídeo e audiodescrição para redes, que serão muito bem aproveitadas para aprimorar os nossos meios de comunicação na Apufpr SSind.”, disse.

A jornalista ressaltou ainda a importância da convivência com profissionais de outras seções sindicais e do Sindicato Nacional. “O encontro foi uma ótima oportunidade para criar vínculos e trocas com jornalistas das outras associações docentes. Foi muito bom ouvir os colegas da área e descobrir como produzem em cada seção. Isso tudo é bem importante para o fortalecimento e unidade da equipe e da comunicação da entidade sindical”, concluiu.
O Encarregado de Imprensa e Divulgação do ANDES-SN também reforçou que a riqueza e relevância das atividades, que, além de importantes reflexões, trouxeram tarefas para a entidade no próximo período. “Foram três dias de muito afeto, muitas trocas e debates importantíssimos. Tivemos a oportunidade, por exemplo, de acumular sobre algumas das tarefas mais cruciais do nosso tempo. Pensamos sobre a necessidade urgente de regular as grandes corporações digitais, sobre os desafios colocados pela emergência da inteligência artificial, inclusive no que se refere ao avanço da plataformização da educação e as complexidades da incorporação da inteligência artificial nas salas de aula”, avaliou.
“Pudemos também ter um debate riquíssimo sobre o lugar da arte e da cultura, não apenas no nosso sindicato, mas também nas nossas universidades e no conjunto da sociedade. Saímos desse encontro fortalecidos e fortalecidas, com a certeza de que a comunicação e a arte desempenham um papel fundamental nas lutas do nosso sindicato e do conjunto da classe trabalhadora”, concluiu.
Fonte: Andes-SN | Fotos: Eline Luz
CONVITE | Debate "Que autonomia queremos? Conselhos democráticos ou burocráticos?"
A Adufmat-Ssind e o Andes-Sindicato Nacional convidam, ainda, toda a comunidade acadêmica da UFMT para o debate "Que autonomia queremos? Conselhos democráticos ou burocráticos?", que será realizado na terça-feira, 08/07, às 14h, presencialmente, no auditório do Instituto de Educação (IE).
Novamente, a convidada para provocar reflexões sobre o tema será a professora da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Ana Luisa A. de Oliveira. Graduada em Agronomia e doutora em Desenvolviento Rural, em abril deste ano foi a primeira docente negra aprovada pelo sistema de cotas da instituição.
Na ocasião, a docente partilhará das experiências na Univasf e de outras universidades, para que os presentes possam localizar os desafios que a própria UFMT ainda deve enfrentar e superar em sua democracia interna para o cumprimento efetivo dos direitos da comunidade.
Data: 08/07 (terça-feira)
Horário: 14h
Local: Auditório do IE e também online no Facebook da Adufmat-Ssind (clique aqui).
CONVITE | Evento Sou Docente Antirracista: por uma política de reparação das vagas de docentes cotistas
A Adufmat-Ssind e o Andes-Sindicato Nacional convidam toda a comunidade acadêmica da UFMT para o evento "Sou Docente Antirracista: por uma política de reparação das vagas de docentes cotistas", que será realizado nesta segunda-feira, 07/07, às 14h, presencialmente, no auditório do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS).
A convidada para provocar reflexões sobre o tema é a professora da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Ana Luisa A. de Oliveira. Graduada em Agronomia e doutora em Desenvolviento Rural, em abril deste ano foi a primeira docente negra aprovada pelo sistema de cotas da instituição.
Na ocasião, a professora apresentará resultados de pesquisa que denuncia equívocos na implementação da Lei de Cotas nos concursos da UFMT e apontará ações necessárias para a reparação da oferta de vagas.
Em junho deste ano foi sancionada a Lei 15.142/25, que amplia e atualiza a política de cotas no serviço público federal vigente desde 2014. Com a nova legislação, 30% das vagas em concursos públicos e seleções temporárias serão reservadas para pessoas negras, indígenas e quilombolas.
O evento será gratuito e aberto a todos os interessados.
ATUALIZADA - Debate: Conjuntura, a Luta Sindical e o fim da Escala 6X1 - PARTE 2
A Adufmat-Ssind convida toda a categoria e demais interessados para continuar o debate sobre "Conjuntura, a Luta Sindical e o fim da Escala 6x1", com a contribuição do professor Sérgio Lessa, docente da Universidade Federal de Alagoas e membro do conselho editorial da revista Crítica Marxista.
O evento, que começou na quinta-feira, 20/03, no auditório do ICHS, terá uma continuação neste sábado, 22/03, a partir das 14h, ainda no auditório do ICHS.
ATUALIZADA - Debate: COVID, Novas Pandemias e o Agronegócio - 18/03 às 19h, no ISC
Atualizada às 17h50 do dia 26/03/25 para inclusão do link da gravação do evento*
O modelo produtivo do agronegócio representa riscos para o surgimento de novas pandemias?
Na próxima terça-feira, 18/03, às 19h, o auditório do Instituto de Saúde Coletiva (ISC/UFMT) recebe o professor Allan Campos Silva (USP) para um debate essencial sobre o tema. Ele é tradutor e prefaciador do livro "Pandemia e Agronegócio: Doenças Infecciosas, Capitalismo e Ciência", do biólogo e epidemiologista norte-americano, Rob Wallace.
A obra explora uma relação analisada por Wallace há cerca de 20 anos: o aumento desenfreado do confinamento de animais para produção de alimentos em locais onde compartilham raça, idade e sistema biológico, cenário de total desequilíbrio e, consequentemente, perfeito para o desenvolvimento de microrganismos, contágios e mutações.
Geógrafo, doutor em Geografia Humana com ênfase em Geografia da População, do Trabalho e da Saúde, o professor Allan Campos Silva, que também é membro da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), se dedica á pesquisas relacionadas aos temas saúde pública, agronegócio, modernização brasileira, doenças ocupacionais infecciosas, migrações e refúgio.
Com apoio da Pós-Graduação em Geografia, Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Instituto de Saúde Coletiva e Aufmat-Ssind, este evento presencial busca ampliar o debate sobre as conexões entre modelos produtivos e a emergência de pandemias, como a COVID-19.
O evento será gratuito e aberto a todos os interessados. Acompanhe online aqui
Consulta Informal para a Pró-reitoria UFMT Sinop - Regras gerais para o debate entre os candidatos
Documento elaborado pela Comissão de Consulta Informal para a Pró-reitoria da UFMT Sinop
Art. 1º É de responsabilidade da Comissão de Consulta aprovar as regras do debate, os mediadores e garantir a oportunidade de apresentação imparcial dos candidatos.
Art. 2º A Comissão de Consulta conduzirá os trabalhos de forma a conter as manifestações inoportunas, interromper as falas e até mesmo, caso necessário, cancelar o debate.
Art. 3º Cada candidato será informado durante sua fala duas vezes antes de encerrar o tempo limite de término da fala, sendo o primeiro aviso um minuto antes do final e o segundo trinta segundos.
Art. 4º O mediador não permitirá que o tempo seja ultrapassado.
Art. 5º O debate será pautado pela ética e pelo decoro acadêmico. Caso o(a) candidato(a) falte com o decoro e a ética, o(a) mesmo(a) terá o direito de participação no bloco suprimido.
Art. 6º Não serão permitidas acusações pessoais.
Art. 7º Poderão sentar-se à mesa e fazer uso da palavra, no limite do tempo estabelecido para cada intervenção, somente o(a) candidato(a) a Pró-Reitor(a) de Campus.
Art. 8º O debate ocorrerá em cinco (5) blocos:
a) Primeiro bloco – Apresentação dos candidatos
b) Segundo bloco – Perguntas das entidades
c) Terceiro bloco – Pergunta entre os candidatos
d) Quarto bloco – Perguntas da Plateia
e) Quinto bloco - Considerações finais das chapas
Art. 9º No primeiro bloco, depois de sorteada a ordem das intervenções dos candidatos, cada um terá cinco minutos para a apresentação da sua candidatura. O sorteio será feito antes do início do debate para saber a ordem de apresentação das candidaturas na presença dos candidatos(as).
Art. 10. No segundo bloco cada entidade representativa (ADUFMAT, SINTUF e Conjunto de Centros Acadêmicos do Campus de Sinop) terá dois minutos para fazer uma única pergunta a ser respondida. Os(as) candidatos(as) terão cinco minutos para respondê-las.
Art. 11. No terceiro bloco, os(as) candidatos(as) fazem as perguntas entre si. Um(a) candidato(a) fará uma pergunta em um minuto e trinta segundos para um(a) dos(as) candidatos(as) concorrentes, que terá dois minutos para responder a referida pergunta. O(a) candidato(a) que realizou a pergunta terá direito a réplica e o(a) candidato(a) questionado(a) terá direito a tréplica de um minuto. A ordem será feita através de sorteio antes do começo do bloco.
Art. 12. No quarto bloco, o público faz perguntas aos(as) candidatos(as). A plateia terá direito a 9 perguntas (3 de cada segmento), sendo cada pergunta dirigida ao(à) candidato(a) escolhido(a) e terá duração de um minuto. O(a) candidato(a) terá três minutos para responder.
I - O mediador informará no início do debate o número de pessoas que participarão com perguntas no debate, com limite de 9 intervenções.
II - Cada participante que deseje fazer uma pergunta deverá fazer a inscrição do seu nome e depositá-la na urna do seu seguimento.
III - Será realizado o sorteio de três inscrições de cada urna.
IV - Caso o inscrito sorteado não esteja presente, perderá seu direito a pergunta e será realizado novo sorteio.
Art. 13. No quarto bloco, o(a) candidato(a) poderá receber no máximo 3 (três) perguntas.
Art. 14. O quinto e último bloco será o de considerações finais. Cada candidato(a) disporá de cinco minutos para expor suas considerações. A ordem dos(as) candidatos(as) será sorteada antes do começo do bloco.
Art. 15. A comissão entregará 1 (uma) cópia desta decisão aos(as) candidatos(a) no início do debate.
Art. 16. Os pedidos de informações, bem com as demais informações podem ser solicitadas através do e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
Sinop, 11 de fevereiro de 2025.
Docentes da UFMT decidem sobre consultas para Pró-reitorias dos campi e indicam delegação para o 43º congresso do Andes-SN
Na última quinta-feira, 14/11, diretoria e base da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat-Ssind) se reuniram em assembleia geral para debater e decidir sobre os pontos de pauta convocados: consulta para pró-reitora dos campi e indicação de delegados para o 43º Congresso do Andes – Sindicato Nacional, instância máxima de deliberação da categoria, que será realizado em janeiro de 2025.
Durante os informes, a professora Lélica Lacerda, membro do Grupo de Trabalho Política de Classe para Questões Étnico-raciais, de Gênero e Diversidade Sexual (GTPCEGDS) lembrou que há um edital aberto até o dia 24/01, para publicação de artigo escrito, relato ou cadastro para entrevista com o objetivo de fortalecer a rede de solidariedade política contra a violência praticada contra mulheres (saiba mais aqui) – na ocasião, a professora sugeriu parceria entre os grupos de trabalho da Adufmat-Ssind para realização deste projeto.
O professor Maelison Neves anunciou que, entre os dias 03 e 06/12 haverá a Segunda Semana da Agroecologia, com feiras e debates sobre o tema na Adufmat-Ssind. O sindicato informará a programação assim que a organização disponibilizá-la.
Conjuntura
O debate sobre conjuntura envolveu, entre outros temas, a questão climática, até mesmo pelo encontro do G20 que está ocorrendo no Rio de Janeiro. O professor José Domingues de Godoi Filho ressaltou que o evento não é capaz de trazer resoluções ao problema, de fato, e avaliou que a Adufmat-Ssind precisa aumentar sua luta nesse sentido, ocupando o espaço dentro do debate ambiental em Mato Grosso. Como membro do Grupo de Trabalho Políticas Agrárias, Urbanas e Ambientais (GTPAUA), sugeriu que a Adufmat-Ssind inicie uma grande campanha.
Também membro do GT, a professora Irenilda Santos alertou que parlamentares mato-grossenses estão propondo a reclassificação dos biomas do estado (PLC 18/2024). “É importante destacar, para quem não está acompanhando, que essa proposta da campanha saiu do GTPAUA, porque a Assembleia Legislativa de Mato Grosso está forçando a barra para aprovar um projeto que simplesmente transforma todo o estado em cerrado, e isso pode arrasar, literalmente, tudo o que resta, tudo, tudo, tudo! É importante que a gente se faça presente, que acompanhe diuturnamente, nesse período, entre um semestre e outro, o que está rolando na assembleia, pedindo audiência pública e fazendo uma campanha mais específica mesmo, transformando isso numa luta mais coletiva, para que as pessoas entendam a importância do Cerrado, inclusive, e principalmente, para a questão hídrica que é tão importante para nós todos, da qual nossa vida depende, e que Cuiabá já está sofrendo um problema hídrico seríssimo, com tendência a piorar. Se o Cerrado é dizimado, aí é que desanda de vez, e acho que pouca gente sabe disso e faz essa relação”, pontuou.
Consulta para pró-reitoria de campi
A mesa iniciou o debate sobre as consultas para pró-reitoria dos campi fazendo uma contextualização. O diretor geral da Adufmat-Ssind, Maelison Neves, lembrou que, até 2015, as pró-reitorias dos campi eram consideradas cargo de confiança e as nomeações eram feitas diretamente pela Reitoria, conforme sua escolha, seguindo a legislação. Porém, a partir da greve de realizada naquele ano, quando os debates sobre democracia interna se intensificaram, houve um acordo entre as categorias e a Reitoria para que esta indicação também fosse realizada pelas mãos da comunidade. “A greve de 2015 fez uma pressão grande no sentido que a indicação fosse referendada pela comunidade. A reitora, à época, Maria Lúcia Cavalli, aceitou a questão”, explicou Neves.
Segundo o docente, esta prática, no entanto, ainda não foi consolidada e, diante de alguns equívocos dos processos realizados recentemente - inclusive com a quebra de paridade durante a escolha da Pró-reitoria do campus de Várzea Grande -, a categoria sentiu necessidade de avançar nesse sentido.
Concordando com Neves, a professora Alair Silveira destacou que é preciso atentar ao procedimento, pois ele não é um mero detalhe; muito pelo contrário, é justamente o procedimento que pode garantir a impessoalidade do processo.
Após o debate, que contou com a participação efetiva de docentes dos campi de Cuiabá, Araguaia e Sinop, ficou decidido que: 1) o sindicato formará uma comissão com representantes de todos os campi, não restringindo a participação, mas prezando o envolvimento do GTMulticampia, para realizar o debate e sugerir propostas, que serão apreciadas em nova assembleia, inclusive estabelecendo critérios mínimos para participação ou retirada do sindicato do processo de consulta; 2) o sindicato convocará uma assembleia para discutir a representação da Adufmat-Ssind nos órgãos superiores da UFMT – ou seja, nos conselhos.
Vale destacar que a Adufmat-Ssind tem direito aos assentos, mas decidiu se retirar há alguns anos, diante da compreensão de que a participação não representava exercício democrático efetivo, mas apenas a legitimação de escolhas com as quais, muitas vezes, a entidade discordava frontalmente.
Delegação para o 43º Congresso do Andes-SN
O 43º Congresso do Andes-SN será realizado entre os dias 27 e 31/01/24, na cidade de Vitória-ES. Com o tema “Só o ANDES-SN nos representa: dos locais de trabalho às ruas contra a criminalização das lutas”, centenas de docentes de todo o país encaminharão sobre os assuntos mais relevantes para organização e luta da categoria no próximo período (saiba mais aqui).
Representando a Adufmat-Ssind, foram indicados como delegados, na assembleia desta quinta-feira, os docentes Lélica Lacerda, Clarianna Silva, Waldir Bertúlio, Irenilda Santos, Maria Luzinete Vanzeler, Elizabete Jeanne Santos, José Domingues de Godoi Filho, Aldi Nestor de Souza, Marlene Menezes e Adriana Pinhorati – que apontou a preferência por ser observadora, mas será a última delegada, dentro das dez vagas de direito da Adufmat-Ssind, caso o Araguaia não indique representação no prazo de sete dias, a contar da data da assembleia.
Vale ressaltar que, conforme estabelecido em assembleia anterior, a delegação deverá se reunir para debater, em assembleia convocada para este fim, os textos resoluções que serão apreciados no congresso e, como de costume, servirão de base para as decisões. O prazo estabelecido pelo Andes-SN para envio de textos é 10/12; ou seja, o caderno de textos só será publicado após este período e, portanto, o debate sobre o mesmo deverá ocorrer entre dezembro e janeiro.
Luana Soutos
Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind











