Sexta, 03 Dezembro 2021 14:09

Evento será realizado em Cuiabá nos dias 6, 7 e 8 de dezembro com apresentações de trabalhos, debates com convidados internacionais e feira de economia solidária; Confira a programação!

Na próxima semana, Cuiabá recebe a primeira edição da Mostra Científica de Povos Tradicionais, Quilombolas e Indígenas do estado de Mato Grosso. O evento, que será realizado em formato híbrido (presencial e online), terá início na segunda-feira (06), seguindo com uma extensa programação até a quarta-feira (08).

No formato presencial, o evento será realizado no espaço Dom Pedro Casaldáliga, na sede da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (ADUFMAT). Já no ambiente virtual, os participantes poderão acompanhar em tempo integral a Mostra via canal oficial do evento no Youtube.

A Mostra é destinada à comunidade externa, acadêmica, e a estudantes de educação básica que, em equipe e com a coordenação dos professores das escolas estaduais, desenvolvem pesquisas de iniciação científica que serão apresentadas ao público durante os três dias de evento presencialmente e em ambiente virtual. Os alunos inscritos na Mostra concorrerão a uma bolsa de Iniciação Científica Júnior do CNPq. No total, 40 bolsas foram disponibilizadas para serem pleiteadas pelos estudantes com trabalho enviado. Além dos jovens pesquisadores, grandes nomes nacionais e internacionais da educação participarão das mesas de debate durante o evento, entre as pesquisadoras estão Tereza Cunha, da Universidade de Coimbra, e Terezinha da Silva, ativista social em Moçambique.

Na abertura, o professor da Universidade de São Paulo (USP), Ariovaldo Umbelino Oliveira, ao lado do professor da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Evaldo Ferreira, darão as boas vindas aos participantes trazendo o diálogo sobre a iniciação à ciência e a importância do conhecimento aos Povos Tradicionais, Quilombolas e Indígenas.

Além da mesa de abertura, a programação conta ainda com outras mesas de debate durante os três dias de evento. No período da tarde, a programação fica por conta da apresentação dos trabalhos. Entre os debates e as apresentações de trabalhos, os participantes poderão fortalecer a Economia Solidária e Produção Orgânica de pequenos produtores do campo durante a feira popular e cultural que acontecerá nos três dias de evento, sempre das 8 às 20 horas.

Segundo a organizadora, professora Drª Lisanil Conceição Patrocínio Pereira, a Mostra é um importante espaço para socializar o conhecimento científico e cultural produzido por comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas, seja presencial ou em ambiente virtual. Para ela, que há 18 anos é docente na Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT),
"a mostra tem importância impar de aproximar a universidade das escolas públicas e particulares, e das redes de ensinos dos institutos federais com incentivo à iniciação científica”, afirmou.

O evento é realizado pela Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), com financiamento do CNPq para feiras de ciências e mostras científicas e conta com o apoio do mestrado em Geografia da UNEMAT, DeaD, FAINDI e ADUFMAT. A programação completa pode ser acessada no folder do evento.

SERVIÇO
EVENTO: I Mostra Científica de Povos Tradicionais, Quilombolas e Indígenas do estado de Mato Grosso
DATA: 6, 7 e 8 de dezembro de 2021
LOCAL:
Presencialmente: ADUNEMAT (UFMT)
Online: Canal do Evento no YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCiU9Ddx0iQ6qL1DaXME8CEw
*HORÁRIO: Integral (8h às 18h)

 

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO NA ÍNTEGRA 

I MOSTRA CIENTÍFICA DE POVOS TRADICIONAIS, QUILOMBOLAS E INDÍGENAS DO ESTADO DO MATO GROSSO

Cuiabá, 06 a 08 de dezembro de 2021

Dia 06.12.2021

8h30 / 9:00 – Abertura do evento, com a composição da mesa de autoridades.

9:00 – Conferência de abertura

Iniciação a ciência e importância do conhecimento aos Povos Tradicionais, Quilombolas e Indígenas

Professor Doutor: Ariovaldo Umbelino Oliveira - USP

Professor Doutor:  Evaldo Ferreira - UNEMAT 

10:00 – Mesa

Juventude e Educação Popular: Desafios para a Decolonização do Pensamento.

Professora Doutora: Tereza Cunha – Universidade de Coimbra

Professora Doutora: Terezinha da Silva- Activista social em Moçambique

Coordenação: Profa. Dra. Waldineia Antunes Alcântara Ferreira – UNEMAT.

14:00 as 18:00 horas.

Apresentação dos trabalhos inscritos no evento que concorrem a Bolsa de Iniciação Científica Júnior do CNPq.

Coord.: Profa. Euzemar Fátima Lopes Siqueira

Dia 07.12.2021

8:00: Apresentação cultural

9:00 - 10:00h:

Mesa 02: Educação e transformação social: histórias de vidas

Professora Doutora: Claudirene Andrade Ribeiro –Juíza do Trabalho.

Ana Maria Di Renzo – Doutora em literatura e ex-Reitora da Unemat

Lúdio Cabral – Médico sanitarista e Deputado Estadual pelo PT/MT

Coord.: Profa. Dra. Irenilda Ãngela dos Santos– UFMT.

14:00 as 16:00 horas.

Apresentação dos trabalhos inscritos no evento que concorrem a Bolsa de Iniciação Científica Júnior do CNPq.

Coord.: Profa. Sônia Gonçalina Pereira

16:10 às 18:00 horas.

Noite: Percurso no espaço cultural de Cuiabá.

Dia 08.12.2021

A questão agrária na mídia jornalística em Mato Grosso.

Mestranda: Jânia Cebalho - UNEMAT

Professor Doutor: Silvio Simione - UFAC

Professor Doutor: Cornélio Silvano Vilarinho Neto - UFMT

Professor Doutor: Cleiton Normando Fonseca- UFMT

Professor Doutor:  Evaldo Ferreira - UNEMAT 

Coordenação: Profa. Dra. Lisanil C. Patrocínio - UNEMAT

14:00 as 18:00 horas.

Relato de experiências de ex-bolsistas júnior do CNPq e que hoje fazem curso de graduação em universidades públicas.

Coord.: Profa. Rosilene Rodrigues Maruyama 

Roda de conversa sobre Educação em tempos de Pandemia e experiências científicas em escolas de Educação Básica.

Coord.: Profa. Dra. Lisanil C. Patrocínio.

Todos os dias das 8:00 as 19:00h haverá Feira da Economia Solidária e Produção Orgânica (pedimos que tragam dinheiro para comprar os produtos da agricultura familiar).

 

 

Fonte: Divulgação

Quarta, 06 Outubro 2021 14:59

 

I Fórum Nacional de Educação Superior Indígena e Quilombola. Foto: Regis Guajajara/ Mídia Índia

Centenas de estudantes indígenas e quilombolas se reúnem em Brasília (DF), desde segunda-feira (4) até sexta-feira (8), no I Fórum Nacional de Educação Superior Indígena e Quilombola. O encontro tem como tema “Os desafios do acesso e permanência de quilombolas e indígenas no ensino superior brasileiro”. Cerca de 700 estudantes participam da atividade e estão acampados na Fundação Nacional de Artes (Funarte).

O objetivo da atividade é somar forças contra os retrocessos que, atualmente, são impostos à educação superior indígena e quilombola. O I Fórum Nacional de Educação Superior Indígena e Quilombola teve início com rituais e roda de cantos e, nos dias seguintes, mesas de debates, assim como a realização de uma marcha pelas ruas da capital federal. 

Foto: Verônica Holanda / Cimi

Na terça-feira (5), representantes indígenas e quilombolas participaram de audiência pública na Câmara dos Deputados sobre o direito à educação e o acesso à permanência nas instituições de ensino superior. Mais cedo, cerca de 700 estudantes marcharam até o Congresso Nacional para ecoar a luta por uma educação pública de qualidade e pela permanência dos povos tradicionais nas universidades. Nessa quarta (6), a programação do Fórum segue com o debate sobre mulheres e o protagonismo na contemporaneidade indígena e quilombola.

Arlindo Baré, representante do Encontro Nacional de Estudantes Indígenas (Enei), destacou a importância do Fórum, da mobilização permanente diante da escalada de retrocessos, inclusive na Educação Pública. “Os estudantes que aqui estão entenderam o chamado, que o tema é importante. Dando sequência às manifestações dos acampamentos ‘Luta Pela Terra’ e ’Luta Pela Vida’, em seguida à II Marcha Nacional das Mulheres Indígenas, agora chegou a hora da juventude mostrar sua força e somar nessa luta”, disse.

Izabel Garcia, do Movimento Negro Unificado (MNU), destacou a resistência e a participação do povo negro na Universidade. “Sempre estivemos na luta pelas políticas públicas, principalmente nas políticas de Educação. Não podemos parar, nós somos resistência, nós somos quilombo, somos parte desse povo brasileiro”, reafirmou Izabel.

Estudantes estão reunidos na Funarte, no Eixo Monumental, zona central de Brasília.Foto: Regis Guajajara/ Mídia Índia

O acampamento é organizado pelos estudantes indígenas e quilombolas, com o apoio de organizações como a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq), Movimento Negro Unificado (MNU), União Nacional dos Estudantes (UNE), entre outras entidades.

As ações dessa semana dão sequência às manifestações iniciadas desde maio desse ano, que reuniram, em Brasília (DF), mais de 15 mil indígenas, de 176 povos de todas as regiões do país, na luta por seus direitos e na resistência aos retrocessos impostos pela política anti-indígena do governo Bolsonaro e da bancada ruralista do Congresso Nacional.

Leia também:

Acampamento da II Marcha Nacional das Mulheres Indígenas reúne 5 mil mulheres indígenas

Indígenas de 117 povos iniciam novo acampamento em Brasília (DF)

 

Fonte: ANDES-SN (com informações do Cimi e Apib. Foto da capa: Verônica Holanda | Cimi)

Quinta, 30 Setembro 2021 12:14

O governo federal não vai cumprir a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito do cronograma completo de metas e orçamento para a titulação de terras quilombolas no país. A posição da Corte pretendia garantir a proteção das comunidades durante a pandemia. O prazo de 15 dias, segundo determinação do ministro Edson Fachin, venceu em 16 de setembro. A titulação, de responsabilidade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), é a última etapa do processo de reconhecimento de um território tradicional.

A decisão do ministro repara os danos causados pelo Estado a esse grupo populacional, principalmente durante a pandemia da Covid-19, com base em uma ação movida pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), que contou com o apoio de partidos de esquerda e do Movimento Terra de Direitos (TDD).

De acordo com dados da Conaq, apenas 162 das 3.477 comunidades quilombolas já reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares (FCP) detêm a titularidade total ou parcial das terras, o equivalente a menos de 5%. Atualmente, há cerca de 1,8 mil processos tramitando no Incra. A organização ainda estima que ainda existam outros 2,5 mil territórios não reconhecidos pela Palmares.

A União, representada pela Fundação Cultural Palmares (FCP) e pelo Incra, por sua vez, argumentou que a decisão “extrapolou de maneira evidente o comando judicial que pretende cumprir e os próprios pedidos formulados na petição inicial, circunstância que não é amparada pela retroalimentação decisória dos processos estruturais, a qual deve ocorrer dentro dos limites temáticos da ação”, diz o trecho do texto.

Além disso, o posicionamento afirma que a determinação se baseou em “uma incompreensão fática quanto à suspensão dos processos de titulação e sobre o processo de elaboração das [Relatórios Técnicos de Identificação e Delimitação], determinando a confecção de cronograma e o estabelecimento de metas em um formato absolutamente incompatível com a realidade do fluxo desse procedimento”, completa. O documento ainda pontua que a União tem pretensão de elaborar os relatórios, bem como as metas e orçamentos solicitados pelo ministro Edson Fachin, mas com o prazo de 2021 a 2023.

Fachin e os demais ministros da Corte já tinham determinado, em fevereiro, que o governo Bolsonaro elaborasse um plano nacional de enfrentamento da pandemia da Covid-19 voltado à população quilombola, com providências e protocolos sanitários para assegurar a eficácia da vacinação na fase prioritária. O governo ignorou as reivindicações das organizações e apresentou plano frágil de enfrentamento à Covid-19 nos quilombos. 

Cerca de 75% da população quilombola vive, atualmente, em situação de extrema pobreza, dispondo de precário acesso às redes de serviços públicos, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Neste quadro, apenas 15% dos domicílios têm acesso à rede pública de água e 5% à coleta regular de lixo, e em 89% dos domicílios o lixo doméstico é queimado. Só 0,2% estão conectados à rede de esgoto e de águas pluviais.

Resultado já era esperado pela Conaq
“Sabemos que algo concreto é difícil de acontecer, ainda mais diante do contexto que enfrentamos com os dois órgãos. Se até hoje, que já existe decisão do STF, eles não fizeram, não é agora que vamos acreditar que farão. Mas com certeza iremos pressionar”, disse Vercilene Dias, assessora jurídica da Conaq e da Terra de Direitos.

A Conaq ainda destaca que, desde o início do mandato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), apenas três comunidades quilombolas no Brasil tiveram acesso ao título coletivo da área onde residem: Paiol de Telha, em Reserva do Iguaçu (PR), Invernada dos Negros, em Campos Novos (SC), e Rio dos Macacos, em Simões Filho (BA). Todas elas só conseguiram finalizar o longo processo de regularização dos territórios após moverem ações na justiça.

“A titulação e regularização das terras quilombolas é a proteção territorial, pois é a partir disso que se garante a segurança jurídica das comunidades”, finaliza a assessora jurídica da Conaq e da Terra de Direitos.

Fonte: ANDES-SN (com informações de Terra de Direitos e Alma Preta Jornalismo)

 

 

Quinta, 07 Junho 2018 11:26

 

Estudantes indígenas e quilombolas de universidades federais estão sem receber suas bolsas-permanência, de R$ 900, desde o início do ano. A denúncia foi realizada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e pelo movimento indígena - que realizou protesto em frente ao Ministério da Educação (MEC) no dia 22 de maio para cobrar o pagamento das bolsas e se reuniu com representantes da pasta no dia 29.

 

Emmanuel Tourinho, presidente da Andifes, afirmou que 2,5 mil estudantes que entraram nas instituições federais este ano estão sem receber os recursos. A bolsa é paga diretamente pelo Ministério da Educação (MEC), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) por meio de um cartão de benefício. Para quem já era estudante até o ano passado, os pagamentos estão mantidos. O MEC confirmou a situação e disse só há previsão de regularização no segundo semestre.

 

Protesto indígena

Na tarde do dia 22 de maio, em Brasília, uma delegação de 50 acadêmicos indígenas na Bahia cobrou providências do Ministério da Educação (MEC) diante a paralisação do Programa Bolsa Permanência. Acadêmicos indígenas e quilombolas de universidades federais contavam com auxílio financeiro desde 2013.

 

No último dia 29, em reunião com uma delegação de 20 estudantes indígenas vindos das cinco regiões do país, o ministro da Educação, Rossieli Soares, confirmou os cortes, com a justificativa de que a pasta trabalha com rombo de quase R$ 11 milhões no Programa Bolsa Permanência. Rossilei informou ainda que o MEC dispõe apenas de 800 vagas anuais para atender os estudantes indígenas e quilombolas.

 

No entanto, a quantidade não atende nem um terço da demanda. De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC), no primeiro semestre de 2018, as universidades federais receberam matrículas de 2500 indígenas e quilombolas. 

 

A proposta apresentada pelo MEC é de que fosse criado um Grupo de Trabalho composto pelos próprios indígenas e quilombolas, para discutir o corte de cerca de 4 mil vagas anuais da Bolsa Permanência. A equipe teria a missão de “cunhar critérios” para estabelecer quem receberia a bolsa. A proposição foi repudiada sob a argumentação de que “não irão legitimar a retira de direitos e a exclusão dos próprios parentes”.

 

“Pedir para criar uma comissão para que quatro pessoas resolvam o problema do Governo? Não aceitaremos. É uma maneira que o MEC está arrumando de diminuir o acesso de indígenas e quilombolas ao ensino superior”, comentou Marcley Pataxó. Em carta, os estudantes caracterizam que proposta fere os direitos dos povos. 

 

Para o coordenador Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (Mupoiba), Kâhu Pataxó, o MEC legitima o racismo sistemático do Estado brasileiro contra os povos indígenas e quilombolas. “É uma dívida histórica negada mais uma vez. Não aceitamos. Procuraremos outras formas para resolver essas violências”, sustenta o acadêmico de direito. 

 

“Nos oferecem 800 vagas para situação que temos vivido, com estudantes sofrendo pressões por não saber onde irão dormir no próximo mês. Além de enfrentarmos o racismo no ambiente universitário, a permanência é afetada porque o Estado brasileiro não cumpre seu papel de dar condições inclusivas”, relatou Kâhu.

 

“Diziam que a PEC do Congelamento não iria afetar a população. Já estamos sentindo os efeitos dessa política do Governo Temer. É uma política feita contra os povos indígenas”, lembrou Kahû ao citar a Emenda Constitucional do Teto de Gastos Públicos que impõe um teto orçamentário pelos próximos 20 anos.

 

Audiência no Senado
“Os nossos alunos, sem suporte, não conseguem permanecer na universidade, não conseguem acompanhar as atividades acadêmicas”, afirmou o presidente da Andifes, que participou, no dia 30 de maio, de audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado para tratar da crise financeira nas universidades federais.

 

A reitora da Universidade de Brasília (UnB), Márcia Abrahão Moura, que participou do debate, disse que a instituição tem usado recursos da arrecadação própria para pagar a esses estudantes. “Hoje está se tornando gravíssima a assistência estudantil. Estamos conseguindo atender apenas àqueles que têm menos de R$ 250 de renda per capita. Os que ganham mais não conseguimos atender. O que vai acontecer com esse estudante? Ele vai evadir-se da universidade”, afirmou.

 

A Lei de cotas estabelece que 50% das vagas das universidades federais e das instituições federais de ensino técnico de nível médio sejam reservadas a estudantes de escolas públicas. Dentro da lei, há reserva de vagas para pretos, pardos e indígenas, de acordo com a porcentagem dessas populações nas unidades federativas.

 

Avaliação
Cláudia Durans, 2ª vice-presidente do ANDES-SN e uma das coordenadoras do Grupo de Trabalho de Política de Classes para Questões Étnico-raciais, de Gênero e Diversidade Sexual (GTPCGEDS) do Sindicato Nacional, critica duramente o corte das bolsas.



“É um absurdo. Nós tivemos uma conquista, que é a possibilidade do acesso dos estudantes e quilombolas à universidade brasileira, que historicamente excluiu essas populações e não os contemplou. O acesso tem que ser acompanhado por políticas de permanência e cortar as bolas significa que esses estudantes não conseguirão seguir em seus cursos. São setores bastante empobrecidos por conta do processo histórico”, afirmou.

 

“Esse governo continua pagando a dívida pública e segue privilegiando os grandes empresários e o agronegócio. Retirando dos pobres para dar para os ricos. Nós temos que levantar uma mobilização no país para combater esses cortes e para derrubar a Emenda Constitucional 95. E o caminho para isso é a Greve Geral. Só o povo unido vai derrubar o projeto de Temer e dos grandes latifundiários e empresários”, completou Cláudia Durans.

 

Fonte: ANDES-SN (com informações de Agência Brasil e CIMI. Imagem de CIMI)