Segunda, 24 Agosto 2020 19:37

 

Entidades que participaram do ato mundial Stop Bolsonaro em Cuiabá, realizado neste domingo, 23/08, na Feira do Porto, avaliam positivamente o movimento. “Foi um momento importante de contato com a população, de conversa com vendedores ambulantes, feirantes e pessoas que consomem os produtos vendidos na tradicional Feira do Porto”, disse um dos participantes, professor Reginaldo Araújo, representante regional da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior - Sindicato Nacional (ANDES-SN).

 

Os organizadores do Stop Bolsonaro afirmam que houve registros de manifestações em 77 municípios brasileiros e cerca de 20 países.

 

 

Em Cuiabá, 15 pessoas utilizando máscaras, higienizando as mãos e mantendo distanciamento, entregaram material informativo e máscaras para tentar proteger a população de uma doença que já matou 115 mil pessoas no país em apenas cinco meses. Entre as críticas apontadas pelo movimento, está o fato de o governo federal gastou apenas 30% dos recursos para combater a Covid-19. Os manifestantes declararam que a recepção foi boa, de modo geral, mas também houve quem reagisse de forma hostil. “O tempo que nós ficamos lá reflete a situação do país, uma divisão de opiniões, muito embora nosso diálogo não fosse favorável nem contrário ao presidente. Nossa crítica não é pessoal, nós tentamos mostrar para a população que o governo federal poderia ter evitado tantas mortes, mas preferiu implementar políticas genocidas”, afirmou Araújo.

 

O grupo que organizou o ato reúne diversas entidades, como Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat-Ssind), Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro, além do próprio ANDES-SN, entre outros, e pretende continuar realizando atividades de conscientização da população, pois as críticas às escolhas do governo federal vão além das adotadas para combater as mortes pela Covid-19.

 

 

Leia, abaixo, o manifesto distribuído no ato desse domingo, 23/08.   

 

PAREM BOLSONARO!

 

Neste domingo, dia 23 de agosto, várias cidades do mundo protestam. A política negacionista e genocida de Bolsonaro já matou mais de 112 mil brasileiros só de covid-19, atingindo principalmente pessoas negras, povos indígenas e população mais precarizada e vulnerável.

 

Além disso, nesses dois anos de governo, o que se viu foi a destruição do Meio Ambiente, pelas queimadas e desmatamento da Amazônia, do Cerrado e do Pantanal; a destruição dos direitos sociais e ataques às liberdades democráticas, pela Reforma da Previdência e Reforma Trabalhista; as invasões de terras e extermínio de indígenas e quilombolas, pelo despejo das famílias no Assentamento P.A. Flexas (Cáceres) e pela “PLC da invasão” aprovada pela Assembleia Legislativa de MT que facilita a regularização do roubo de terras quilombolas e indígenas pelos donos do agronegócio.

 

Com relação à preservação da vida das mulheres, as políticas são contrárias. O fundamentalismo religioso é utilizado para culpar, massacrar e privar ainda mais de direitos, como vimos no caso da criança estuprada desde os seis anos no Espírito Santo. Infelizmente, não é um caso isolado. Durante a pandemia por covid-19, o Ministério da Família, dirigido por Damares Alves (PP), gastou apenas 2 mil reais em apoio às vítimas de violência doméstica que aumentou mais de 400% só aqui em Mato Grosso, por exemplo.

 

Por todos estes terríveis crimes de responsabilidade, Bolsonaro já foi, inclusive, denunciado no Tribunal Penal Internacional, em Haia, envergonhando mais uma vez o Brasil e seu povo.

 

A iniciativa internacional #StopBolsonaro está articulada com a Campanha Nacional pelo #ForaBolsonaro, que une a maioria das Centrais Sindicais, partidos de esquerda e importantes movimentos sociais.

 

Bolsonaro se auto declara o novo, mas o ciclo autoritário dos representantes do seu governo brasileiro traz consigo a velha estratégia de destruição e necropolítica - políticas que determinam quem vai viver ou morrer - com requintes de crueldade contra a população mais empobrecida, povos indígenas e da floresta, cujo crime é viver em sintonia com a natureza e seus recursos, sem esgotá-los ou destruí-los, predisposição natural.

 

Se você concorda que o dinheiro não está acima de tudo, que a vida é mais importante, participe desse movimento!

 

 

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind