Segunda, 14 Dezembro 2020 17:48

 

Após o amplo debate sobre as situações internacional e nacional nos dois dias da reunião, a Coordenação Nacional da CSP-Conlutas aprovou na tarde deste sábado (12), uma resolução política, com análise da conjuntura e sobre as tarefas para a Central e a classe trabalhadora.

 

O texto destaca que a crise política, econômica e sanitária, o aumento da miséria, da fome, do desemprego e do rebaixamento das condições de vida, aponta para uma radicalização da luta de classes, na luta direta dos trabalhadores em resistência aos brutais ataques da burguesia e seus governos.

 

É tarefa da CSP-Conlutas intervir nesse processo com todas as suas forças, com base na mais ampla democracia operária e unidade de ação para lutar, no marco da independência de classe dos governos e dos patrões e do internacionalismo proletário.

 

Nesse sentido é dever nosso defender, divulgar e discutir as lutas em curso das diversas categorias com suas greves e mobilizações no sentido de unificá-las por suas reivindicações imediatas e pelo “Programa Emergencial da Classe Trabalhadora para enfrentar a crise econômica diante da decadência e degeneração do sistema capitalista”, processo esse que se iniciou em outubro em São Paulo, já atingiu o Amapá e, daqui para frente alcançará o resto do País.

 

Como parte da divulgação de seu programa emergencial junto a sua base, aos trabalhadores e à imprensa, é tarefa importante da CSP-Conlutas desenvolver campanha pela “vacinação já, para toda a população”, com garantia de produção em massa e com quebra de patentes e estatização de empresas farmacêuticas e químicas fornecedora de insumos. Além disso, aponta também que diante do caos social e sanitário que se apresenta, a defesa da vida pode nos colocar a necessidade de defender a construção da Greve Geral!

 

  • Cobertura da reunião da Coordenação Nacional, de 11 e 12 de dezembro:

 

 

 

 

 

 

Resolução Política:

 

 

CSP-Conlutas: Análise de Conjuntura, das lutas e dos desafios da classe trabalhadora brasileira

 

Fortalecer as lutas e a unidade de ação em defesa da vida, dos direitos de quem trabalha, do auxilio emergencial, quarentena geral com renda digna, geração de emprego, direitos, liberdades democráticas, terra, moradia, meio ambiente, povos originários, serviços e servidores públicos, combate a toda forma de opressão, machismo e racismo estrutural, em defesa da soberania nacional e para colocar para “Fora Bolsonaro e Mourão”.

 

Em nosso país já são quase 7 milhões de infectados pela pandemia da Covid 19, o que nos faz caminhar, dramaticamente e a passos largos, para 200 mil vidas perdidas pelo Coronavírus, subproduto direto da decadência do sistema capitalista mundial e de sua crise econômica e ambiental. A Comissão para assuntos Econômicos da ONU prevê para próximo período a maior crise humanitária desde a segunda guerra mundial, com 235 milhões de pessoas no mundo totalmente desprovidas de qualquer condição de sobrevivência e mais de 1 bilhão de famintos e desabrigados. Temos hoje no Brasil mais de 50% da população com idade para trabalhar, amargando subemprego, desemprego, fome e miséria.

 

Contra esse triste cenário – que tenciona, agrava e aumenta o racismo, o machismo, a LGBTfobia e a xenofobia – nós, da CSP-Conlutas, estamos ao lado de todas as lutas de resistência e enfrentamento de nossa classe. Nesses marcos, os nossos esforços de presença e permanência nas ações e espaços de unidade de ação continuarão sendo acompanhados da denúncia permanente da cúpula das direções burocráticas, conciliadoras e traidoras, preservando e garantindo, assim, a autonomia para seguir fortalecendo nossa Central, como alternativa de direção para o movimento para o fortalecimento das lutas em nosso país e o combate permanente às políticas que levam a desmobilização das massas, e negociações que entregam direitos históricos da classe trabalhadora.

 

Diante do entendimento das tarefas históricas da classe trabalhadora, confiantes da necessidade em afirmar nossa Central e reconhecendo os limites objetivos de nossas forças, nos empenharemos ao máximo pela construção da mais ampla unidade de ação, construída pela base das categorias e impulsionada na luta direta para enfrentar a grande polarização social colocada pela atual conjuntura. Tendo como “carro chefe” de nossa intervenção a defesa do “Programa Emergencial dos trabalhadores para tirar o pais da crise econômica e sanitária diante da degeneração do sistema capitalista”, e guiados pelo princípio da independência de classe e estratégia socialista, nosso desafio é seguir a luta para botar para fora o governo de ultradireita de Bolsonaro e Mourão sem nos confundir com qualquer alternativa política ou eleitoral de conciliação de classes. Para nossa Central, a CSP-Conlutas, os desafios da luta de classes que vivenciamos em 2020, seguem mais que atuais para 2021.

 

2020 – Pandemia aprofunda crise econômica e a polarização social

A crise brutal da economia capitalista no Brasil e no Mundo leva a todos ao desespero, à fome, à miséria e ao desemprego em massa. O custo da cesta básica está nas alturas e a carestia aumenta. O pequeno proprietário ou comerciante, também está arrochado sem poder pagar aluguel e outras despesas de seu pequeno negócio. São muitos aqueles que já vivem em completo desespero, pois percebem que logo engrossarão o exército de desempregados após a falência. A situação tende a piorar com a não prorrogação do Auxilio Emergencial, do qual dependem 67 milhões de brasileiros, a partir de janeiro, e contrasta com a política monstruosa aprovada no Senado Federal de auxílio permanente aos banqueiros que atualmente compromete 24% do PIB.

 

A crise econômica, que já se anunciava desde 2019, se aprofunda com a pandemia da Covid-19. O capitalismo nos levou a crise sanitária, provocando o surgimento do novo Coronavírus que, entre outras coisas, se explica pelos ataques constantes ao meio ambiente. Isso nos conduziu a terrível situação atual com quase 65 milhões de infectados pela pandemia e mais de 1,5 milhões de mortos em 188 países. Considerando as subnotificações, especialistas afirmam que essa tragédia pode ter uma proporção sete vezes maior.

 

A esperada segunda onda da Covid-19 já chegou muito forte e atinge todo o planeta. No Brasil, na verdade, ainda estamos diante do aprofundamento da primeira onda que vem infectando e matando. Necessário, portanto, políticas de isolamento social com quarentena geral para todos, com renda, testagem em massa para controle efetivo da pandemia. A única saída para se combater o coronavírus é a vacina, que, quando estiver disponível, dependerá de estrutura (injeções e insumos) e logística de vacinação para bilhões de pessoas e será uma das grandes lutas do período para garantir o acesso à vacina e a vida da classe trabalhadora e das populações periférica, mais exposta ao coronavírus.

 

O segundo ano de Bolsonaro na presidência é marcado por uma conjuntura de muita instabilidade política, econômica e sanitária. O governo genocida e negacionista de ultra direita de Bolsonaro se contrapôs a necessidade da quarentena geral com renda para salvar vidas, contando com a cumplicidade de todos os governos estaduais, que fizeram coro com a política implementada por Bolsonaro pelo fim do isolamento social, atendendo as necessidades do lucro das empresas contra a vida do povo pobre e trabalhador. Além disso, Bolsonaro transformou em caserna o Ministério da Saúde e deu aos militares a tarefa de desmontar o SUS, contra nossa reivindicação e luta por um SUS 100% público e estatal, fortalecido e ampliado, além da defesa da saúde mental como saúde pública com ampliação da assistência e da rede. Essa política é criminosa exatamente porque determina quem deve ou não morrer.

 

Trata-se de uma forma de perpetuação do genocídio, histórico, contra a nossa classe e, mais duramente, contra a população negra e pobre da periferia, que é a que mais morre, seja de covid-19, de fome ou de bala. A letalidade do coronavírus sobre a população indígena em nosso país já ultrapassou todos os casos registrados nos demais países da América do Sul, conforme denúncia feita pela APIB. A defesa da vida dos nossos povos originários e comunidades tradicionais, junto a nossa ação contra a política de destruição do meio ambiente, mantendo e impulsionando a campanha e as lutas contra o Marco Temporal, precisa ser colocada no topo de nossas bandeiras e lutas políticas. O território tem sido alvo constante de ataques dos de cima, através da depredação, dos despejos, da especulação imobiliária e das operações policiais genocidas. Outra parcela da população alvo do governo Bolsonaro é a de idosos (as), seja pelo aumento da violência contra pessoa idosa que aflorou nessa Pandemia, seja pelos ataques constantes aos benefícios previdenciários, além de serem vítimas de repugnantes declarações públicas às quais expressamos todo nosso repúdio. Os(as) aposentados(as), diante da crise econômica e sanitária, com o aumento do desemprego e a ausência de alternativa de sobrevivência para os trabalhadores (as) informais, tem na sua grande maioria, garantido de forma precária o sustento das famílias. Frente a está realidade é urgente a garantia do 14° salário para este setor.

 

Mesmo diante da pandemia, os trabalhadores foram atacados pelo governo Bolsonaro, com a cumplicidade do Congresso Nacional, na Reforma da Previdência e na Reforma Trabalhista. Agora, a Reforma Administrativa aponta contra os direitos e salários dos servidores e, principalmente, contra o serviço público. Estamos diante, também, de acentuado e acelerado projeto de privatizações, implementado por Bolsonaro e Guedes, vendendo estatais a preço barato, em um esquema de muita corrupção, tudo em busca de um “equilibrado estado mínimo e não social” que honre os pagamentos da dívida pública com os banqueiros e o FMI, em detrimento dos interesses e necessidades dos trabalhadores e do povo pobre do nosso país. O lema que vale no sistema capitalista é para os patrões tudo e para os trabalhadores nada, e a PL 3877/2020 que propõe legalizar a “remuneração sem limite da sobra de caixa dos bancos, pelo Banco Central- PL conhecido como Bolsa Banqueiro (que inclusive é de autoria do senador Rogério carvalho PT/SE) é mais um capítulo da história de exploração e ataque à classe trabalhadora.

 

Bolsonaro continua se isolando e se desgastando, assistindo seus índices de rejeição aumentarem, como vimos na derrota de seus candidatos nas eleições de 2020. Por essa razão, Bolsonaro tem buscado reequilibrar um pouco a situação, seja em decorrência da sua rendição diante da negociata com o Centrão (mostrando ser tão corrupto como os demais governos anteriores), seja porque, na prática, a maioria da oposição parlamentar não faz uma luta consequente para de botá-lo para Fora. Bolsonaro se resguardou do desgaste evitando declarações provocativas, o que foi acompanhado pelo impacto da concessão do auxílio emergencial.

 

Isolamento social até a vacinação com garantia dos empregos e de uma renda básico nacional

Como afirmamos no PLANO EMERGENCIAL DA CLASSE TRABALHADORA temos que “garantir renda básica à todas as pessoas desempregadas e de baixa renda, os de maior vulnerabilidade econômica à fim de que ninguém tenha que se expor à ameaça do contagio para não passar fome”. O aprofundamento da pandemia hoje demonstra que só com a vacinação em massa da população é possível conter o contágio e a erradicação da Covid-19. A luta maior da nossa classe neste momento é para que todas as atividades não essenciais se mantenham, que se mantenham os empregos, ou voltem à quarentena até a vacinação em massa da população.

Mesmo com a pequena retomada de setores da economia no terceiro trimestre e o aumento de 7,7% do PIB em relação ao do segundo trimestre, o desemprego medido pelo IBGE aumentou. A contratação temporária do quarto trimestre não mudará o quadro futuro. Muitas funções estão desaparecendo e a tendência, que já vinha há muitos anos de substituição da mão de obra pela automação e robotização, não só aumentou na pandemia, mas cresceu, como nunca, o investimento em novas tecnologias, o que elevará drasticamente a substituição dos trabalhadores, tanto na indústria, como na agricultura e nos setores de serviços, onde o grande exemplo é o setor bancário.

Quanto a vacinação, será fundamental que as prioridades sejam de fato, dos trabalhadores da área da saúde, todos: médicos, enfermeiros, técnicos, como tem sido anunciado, mas também os funcionários da limpeza, segurança, administrativos, isto é, todos aqueles que trabalham nos ambientes da área de saúde. Defendemos ainda que o trabalho presencial das atividades não essenciais somente após a vacinação. Os Grupos de riscos como idosos, comorbidades, além dos trabalhadores das áreas essenciais que nunca pararam durante a pandemia, como os carteiros, alimentação e inúmeros outros.

 

Por fim, para nós que militamos no Movimento Sindical e trabalhadores em geral, esta certamente é a luta mais dramática que a maioria de nós já viveu e precisamos nós dar conta disto, pois trata-se da ameaça à vida de milhões de trabalhadores pela doença ou pela fome. O capitalismo poucas vezes deixou tão visível, a sua verdadeira face cruel, como nesta pandemia. Desmascarar este sistema e apontar a Revolução Socialista como única saída é a nossa tarefa maior.

 

Trabalhadores reagem à guerra social

A partir de abril/2020 assistimos nas ruas do país importantes atos de vanguarda dirigidos pelas torcidas organizadas, antifascistas e antirracistas, pelas liberdades democráticas. Iniciamos julho com o “breque dos apps”, que foi um processo nacional de luta dos entregadores de aplicativos, que superaram todas as dificuldades de organização e incidiram como importante expressão de reação de nossa classe. Uma série de levantes de comunidades buscando resistir aos despejos feitos em plena pandemia, determinando a necessidade de fortalecer a campanha “Despejo Zero”!

 

Vimos a luta dos trabalhadores em serviços essenciais, que se mobilizaram por condições de trabalho, EPIs e pela vida, contra a morte em massa dos trabalhadores. Nos correios trabalhadores realizaram uma poderosa greve de 35 dias contra a retirada de direitos e contra a privatização da empresa. Lutas que têm obtido vitórias, mesmo que parciais, como os químicos de SJC que conseguiram testagem em massa em empresas e a não redução de salários e direitos. As vitoriosas greves dos metalúrgicos da Renault e dos funcionários do Metrô mais uma vez mostram que o caminho é a luta direta. Os petroleiros, metalúrgicos da Embraer, que lutaram por salários e contra o processo de privatização. Os metalúrgicos da MWL que, em uma greve de mais de 40 dias, resistiram heroicamente contra o fechamento da fábrica e exigiram o pagamento de salários. A educação que derrotou o Bolsonaro na manutenção do Fundeb, adiou o Enem e vêm lutando incessantemente contra o retorno às aulas presenciais, reforçando a bandeira, ESCOLAS FECHADAS, VIDAS PRESERVADAS em vários estados e municípios, contra a política genocida dos governos estaduais e federal que cedem à pressão dos interesses do setor privado e de seus lucros.

 

Importante destacar a Frente e as mobilizações da campanha Fora Bolsonaro, além das várias jornadas e dias de lutas em 2020, constituindo passos fundamentais da unidade dessa luta que, apesar de importante, esteve muito aquém do que poderia ter sido. Infelizmente a cúpula dirigente de grandes organizações, como PT, CUT, CTB, Força Sindical e outros setores do movimento, na prática não mobilizaram quase nada nesses dias.

 

Contra o racismo e em defesa das liberdades democráticas ameaçadas por Bolsonaro, vimos surgir as mobilizações do movimento “Vidas negras importam”, alimentadas pela força dos processos dessa luta nos Estados Unidos, a partir do brutal assassinato de Floyd pela polícia. O resultado importante dessa luta reside na espetacular derrota do ultradireitista Trump na eleição presidencial americana de 03/11. No Brasil, as torcidas organizadas e a juventude negra se puseram em atos contra o terrível aumento do genocídio da população negra. Recentemente, na véspera do Dia da Consciência Negra (20/11), mobilizações de protesto se espalharam pelo país, quando seguranças de uma loja do Carrefour em Porto Alegre (RS) espancaram e levaram à morte o homem negro, João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, em flagrante ato de racismo. Os casos de espancamento nas abordagens violentas de policiais nas periferias do país são diários, o assassinato recente das primas Emilly e Rebeca crianças negras de 4 e 7 anos no RJ, o assassinato do menino negro Miguel de apenas 5 anos em Recife pelas mãos da patroa de sua mãe, e tantos outros casos que demonstram a gravidade do racismo estrutural no Brasil o que torna urgente nossa Central ter como eixo de suas lutas o combate sistemático ao racismo estrutural e elaborar políticas de reparação histórica  e afirmativas para serem incorporadas às pautas das categorias e movimentos, além das já exigidas ao poder público.

 

A luta contra o machismo e o feminicídio denunciou fortemente e violência doméstica, abusos e os assassinatos de mulheres, que aumentou muito com a situação de isolamento provocada pela pandemia. Atos marcaram o início de novembro por justiça à Mari Ferrer. Mulheres de todo país foram às ruas protestar contra o caso que chocou o país devido à impunidade no julgamento, em que o empresário André de Camargo, acusado por estupro, foi absolvido.

 

Agora temos a mobilização do funcionalismo público federal que se prepara para enfrentar a Reforma Administrativa (PEC 32) do governo Bolsonaro, demostrando que a situação está polarizada e que a classe está disposta a lutar e resistir contra os ataques.

 

Continuamos lutando contra os ataques e exigindo a quarentena Geral para todos com renda e salário, sempre atentos aos cuidados de isolamento e distanciamento impostos pela pandemia. Mais do que nunca é necessário o fortalecimento dessas lutas e um programa estratégico emergencial que mostre o caminho, quais as tarefas e se coloque como alternativa para a classe trabalhadora diante da profunda crise do sistema capitalista.

 

A CSP-Conlutas esteve colada a esses processos e nossa tarefa é continuar junto à classe trabalhadora na defesa de seus direitos e reivindicações contra os patrões e seus governos. Em 2020, nossa Central ocupou papel de destaque, em um balanço muito positivo, na tarefa de impulsionar as lutas dos trabalhadores em defesa dos direitos e da vida.

 

Macapá, um sinal: Crise, decadência e explosão social

Uma situação de barbárie e caos social vem atingindo Amapá desde quando uma subestação de energia em Macapá pegou fogo. A população vive as graves consequências do apagão, que atingiu 14 dos 16 municípios do estado. E falta total ou parcial de energia, água, internet, alimentos, combustível e outros itens de necessidade básica. É um absurdo o que acontece no Amapá, ainda mais se considerarmos que estamos em meio à pandemia do Coronavírus! Isso é fruto do descaso do governo e da ganância das grandes empresas privadas. Bolsonaro, Mourão, Waldez, Clécio e Alcolumbre são responsáveis por esse crime contra a população amapaense. O problema está longe de ser resolvido e são eminentes os riscos de novos apagões.

 

Como parte da campanha de solidariedade SOS Amapá, uma delegação da CSP-Conlutas e entidades esteve em Macapá de 25 à 28 de novembro, para uma série de atividades e debates de propostas para enfrentar a crise, em defesa dos trabalhadores e da população mais pobre. A programação incluiu reunião com a Defensoria Pública, uma plenária sindical e popular com sindicatos e movimentos sociais e visitas em comunidades. O objetivo foi apresentar e debater o Programa Emergencial dos Trabalhadores para combater a crise no Amapá, elaborado pela CSP-Conlutas juntamente com outras entidades como o Andes-SN, Adufpa, Sindufap, Sindicato dos Rodoviários do Amapá e Sindicato dos Servidores do Ministério Público Estadual.

 

Diante da grave crise instalada no estado, não se trata apenas de reestabelecer o fornecimento de energia. É preciso discutir a raiz dos problemas que levaram esse caos à população, que é a privatização do setor energético e a destruição dos serviços públicos. Para pôr fim à crise são necessárias medidas efetivas em defesa dos trabalhadores e do povo pobre. Não há saída da crise sem falarmos da reestatização do setor energético em todo o estado; sem garantir indenização às famílias que perderam tudo com o apagão; sem garantir um auxilio emergencial para os trabalhadores, mais pobres e pequenos comerciantes; sem garantir isenção de tarifa de energia a todas as famílias com renda de até três salário mínimos, por pelo menos seis meses, entre outras reivindicações

 

A delegação da CSP-Conlutas com as entidades também se reuniu com o Ministério Público do Amapá para que seja avaliada a possibilidade, com a máxima celeridade, de convocação de uma audiência pública. O contato com os gestores públicos tem também o objetivo de apurar responsabilidades e saber sobre as medidas realizadas e as providências adotadas para ressarcir os prejuízos aos amapaenses.

 

Eleições municipais 2020: Bolsonaro, o maior derrotado!

Em meio a toda essa crise porque passa o Brasil hoje, ocorreram as eleições para prefeitos e vereadores. Um primeiro balanço obvio é que os elementos de descontentamento com o governo levaram a que Bolsonaro e seus candidatos fossem fragorosamente derrotados – como Crivella no Rio de Janeiro e Russomano em São Paulo. Vale ressaltar também que o PT – Partido dos trabalhadores sofre importante derrota (além de ver reduzido em 28% o número de prefeitos, que foi de 254 para 183, pela primeira vez em sua história não elege prefeito de nenhuma capital).

 

Do ponto de vista das urnas, a expressão distorcida da consciência da classe determina uma vitória para a centro direita liberal tradicional do País, o que não impediu que uma parcela dessa votação fosse canalizada para partidos de esquerda que, mesmo apresentando limites em suas propostas, capitalizaram a indignação de parte da população com governos e politicas atuais. Entretanto frente a brutal crise do capitalismo é impossível avançar em medidas de defesa da classe sem um enfrentamento superior com o regime da democracia burguesa. No entanto, vale destacar o fato de que essas candidaturas foram capazes de canalizar o sentimento do povo, conseguindo assim transformar em votos e garantir a eleição de bancadas importantes de vereadores e o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (PSOL) também pela expressiva votação de Guilherme Boulos (PSOL) em São Paulo. Teve importante votação Manuela D’Avila (PCdoB) em Porto Alegre, considerando que o PCdoB governa e já governou estados e municípios aplicando os mesmos planos de ajustes e se incorporou definitivamente aos partidos da ordem, assim como o PT. O resultado eleitoral demonstra por um lado que existe um espaço à esquerda, uma busca das massas a saídas para sua situação de penúria, e por outro uma grande crise de direção e muita instabilidade do regime democrático burguês. Nesse marco, também vale registrar a importância das candidaturas do PSTU que, como afirmam, optou em defender um programa próprio pautando na defesa do socialismo nesse processo de eleição municipais, o que também fortalece a resistência de nossa Classe.

 

Nossas tarefas

A crise política, econômica e sanitária, o aumento da miséria, da fome, do desemprego e do rebaixamento das condições de vida, aponta para uma radicalização da luta de classes, na luta direta dos trabalhadores em resistência aos brutais ataques da burguesia e seus governos. É tarefa da CSP-Conlutas intervir nesse processo com todas as suas forças, com base na mais ampla democracia operária e unidade de ação para lutar, no marco da independência de classe dos governos e dos patrões e do internacionalismo proletário.

 

Nesse sentido é dever nosso defender, divulgar e discutir as lutas em curso das diversas categorias com suas greves e mobilizações no sentido de unifica-las por suas reivindicações imediatas e pelo “Programa Emergencial da Classe Trabalhadora para enfrentar a crise econômica diante da decadência e degeneração do sistema capitalista”, processo esse que se iniciou em outubro em São Paulo, já atingiu o Amapá e, daqui para frente alcançará o resto do País.

 

Como parte da divulgação de seu programa emergencial junto a sua base, aos trabalhadores e a imprensa, é tarefa importante da CSP-Conlutas desenvolver campanha pela Vacinação Já! para toda a população, com garantia de produção em massa e com quebra de patentes e estatização de empresas farmacêuticas e químicas fornecedora de insumos

 

É muito importante a demarcação do programa emergencial como alternativa para as lutas de nossa classe, tanto na conjuntura atual como a médio e longo prazo, principalmente para a disputa da consciência da nossa classe. E, diante do caos social e sanitário que se apresenta a defesa da vida pode nos colocar a necessidade de defender a construção da Greve Geral!

 

Nossas propostas para salvar vidas

  1. Aumento do auxílio emergencial e seguro desemprego digno a todos que não tiverem emprego! Nenhuma ajuda permanente aos banqueiros. É escárnio ao povo brasileiro!
  2. Pagamento do 14° salário para aposentados.
  3. Estabilidade no emprego e redução da jornada, sem redução de salário e direitos!
  4. Em defesa da vida, 30 dias de quarentena e renda digna para todos!
  5. Plano emergencial de obras e empregos públicos nas áreas de moradia popular, saúde, saneamento, educação e cultura! Ninguém quer viver de auxílio ou seguro para sempre!
  6. Redução e congelamento dos preços dos alimentos, combustíveis e gás de cozinha. Isenção de tarifas públicas e alugueis para os desempregados!
  7. Chega de vender o brasil. Não às privatizações e reestatização de todas as empresas privatizadas!
  8. Educação pública, gratuita e de qualidade! Volta às aulas só com vacina! Escolas Fechadas, VIDAS Preservadas
  9. Não à reforma administrativa que destrói empregos dos servidores e serviços públicos!
  10. Pela demarcação e titulação das terras indígenas e quilombolas e pela reforma agrária já!
  11. Por políticas afirmativas para os setores oprimidos da classe trabalhadora que combatam a violência, a discriminação e as desigualdades. Nossas vidas importam!
  12. Suspensão imediata do pagamento da dívida pública, acompanhada da realização da auditoria da dívida! Por uma frente de países devedores que rompa com o FMI, pare de pagar a dívida para garantir quarentena total, renda básica de pelo menos 1 salário mínimo para se proteger da Covid-19
  13. Taxação e confisco das grandes fortunas e suspensão da remessa de lucros ao exterior. Aplicar todos esses recursos em defesa da vida, manutenção e geração de emprego, renda e direitos!

Fora Bolsonaro e Mourão Já!

 

Plano de lutas

 

– Dar seguimento ao desenvolvimento de nossa campanha do Programa Emergencial em toda a sua dimensão já definida por nossa Central, inclusive promovendo atualizações e adaptação à luz de cada realidade;

– Seguir a campanha específica do programa emergencial adaptado para o Amapá;

– Incorporar-se aos fóruns e iniciativas em defesa do SUS, começando pelas mobilizações do próximo dia 15;

– Dar início, imediato, a um chamado e movimentação na busca de, em unidade de ação com outras organizações nacionais e internacionais, pela construção de um dia Nacional e/ou Internacional de luta em defesa da ampla e urgente garantia de acesso a vacinação em massa e quebra de todas as patentes na produção de vacina;

– Ter iniciativas e incorporar-se a todos os processos de unidade de ação já em curso na luta em defesa da manutenção e ampliação de políticas públicas em defesa dos programas de saúde mental;

– Seguir fortalecendo todos os fóruns de servidores e calendários unitários da luta contra a reforma administrativa;

– Além da defesa do Programa Emergencial, fortalecer a defesa junto às organizações do movimento que, frente ao caos provocado pela crise econômica e sanitária e a postura genocida da maioria dos governantes, necessitamos seguir discutindo a necessidade da construção de uma greve geral em defesa da vida;

– Desde já iniciar nossa intervenção nas mobilizações do 28 de fevereiro, dia Internacional contra a LER-DORT;

– Nos territórios, devemos manter e impulsionar a campanha e as lutas contra o Marco Temporal e fortalecer a campanha “Despejo Zero”;

– Manter nosso empenho e integração desde agora em todas as movimentações de Construção das manifestações do 8 de março, dia Internacional da mulher;

– Se empenhar no fortalecimento de nossa intervenção nas lutas do dia 28 de abril, dia Internacional em homenagem às vítimas de acidente de trabalho;

– Retomar e fortalecer nossa campanha contra as privatizações em geral e desenvolver políticas específicas em defesa dos Correios, Petrobrás, Eletrobrás e Bancos Públicos.

 

Fonte: CSP-Conlutas

Quinta, 03 Dezembro 2020 19:05

 

Professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) se reuniram em assembleia geral da Adufmat-Ssind nessa quinta-feira, 03/12, para debater e deliberar sobre a conjuntura e o processo de sucessão da diretoria do sindicato, além de trocar informações sobre as atividades mais recentes de interesse da categoria. A pedidos, foram incluídos outros três pontos de pauta no início da plenária, acerca da Portaria 1030/2020 do Ministério da Educação (retorno das aulas presenciais), reunião da Coordenação da CSP-Conlutas nos dias 11 e 12/12, e a posição política da Adufmat-Ssind sobre a Comissão Especial para Acompanhamento da Flexibilização da universidade (CEAF).

 

Análise de Conjuntura

 

“Um minuto de silencio pelos mortos... próxima pauta”. A frase foi citada por participantes da assembleia dessa quinta-feira em referência a como as discussões estão se dando nos conselhos da UFMT. As questões internas tomaram a maior parte do debate sobre a conjuntura, destacando-se o endurecimento das pessoas com relação às questões humanas que envolvem o contexto extraordinário da pandemia, agravados ainda pelos transtornos da flexibilização do ensino.

 

Durante a plenária, muitos docentes relataram problemas apresentados nos espaços virtuais, com estudantes ou mesmo colegas. O professor Reginaldo Araújo afirmou que registrou um boletim de ocorrência recentemente, porque alguém utilizou seu nome e informações pessoais para participar e fazer intervenções num debate de campanha para escolha de diretor da UFMT campus Araguaia, do qual ele não participou.  

 

A professora Lélica Lacerda avaliou que a categoria, assim como toda a classe trabalhadora, precisa alimentar sua disposição pra a luta e, nesse sentido, as ações da comunicação do sindicato pretendem incentivar. Já está em circulação uma campanha contra a Reforma Administrativa nos outdoors de Cuiabá, assim como o programa Pulso Cerrado, com diversas informações e programação musical online e na rádio comunitária do CPA (105,9 FM). Esse ano, o sindicato enviará um planner no lugar da agenda, que terá o tema “contra atacar”. Além disso, o sindicato pretende realizar uma Live de final de ano com o sociólogo José de Souza Martins, para analisar a conjuntura política e econômica, e as perspectivas para 2021.

 

Não houve nenhum encaminhamento de assembleia relacionado à conjuntura.

 

Portaria 1030/2020 do MEC

 

A comunidade universitária teve de enfrentar essa semana o Decreto Lei 1030/2020 do Ministério da Educação, determinando o retorno presencial das aulas em fevereiro de 2021. Os docentes iniciaram a discussão sobre o tema fazendo a leitura da nota do ANDES-SN, na qual o sindicato nacional afirma que o Governo Federal ainda nega a gravidade da pandemia, ignora a ciência e age a favor do vírus. Por isso, a resposta ideal à Portaria seria uma Greve da Educação.  

 

Também foram lembradas as posições de reitorias que se posicionaram contrárias à Portaria em estados como a Bahia, Goiás, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, entre outros. Esses posicionamentos públicos pesaram sobre a decisão do Governo de anunciar a revogação da Portaria no mesmo dia da sua publicação.

 

Na UFMT, a Reitoria não se posicionou, mas o Conselho Universitário (Consuni), por meio de nota, demonstrou preocupação com a ausência de debate, pontuando: "Diante do ato normativo federal, este Conselho Universitário reafirma que a autonomia universitária e os seus espaços colegiados são uma conquista inegociável e fundamental para o exercício dos princípios democráticos e a defesa do estatuto científico da UFMT, em sua missão acadêmica no Estado de Mato Grosso".

 

Após o debate o encaminhamento foi divulgar amplamente o material elaborado pelo sindicato nacional e manter a vigilância com relação ao tema, pois até aquele momento da assembleia não havia registros sobre a efetiva revogação da Portaria.

 

Processo de sucessão da diretoria da Adufmat-Ssind

 

A diretoria do sindicato se mostrou receosa com o possível atraso para a abertura das discussões do processo de sucessão da diretoria da Adufmat-Ssind, por conta do período de final de ano e da pandemia, que volta a ganhar força em todo o país. No entanto, a categoria decidiu iniciar as discussões no início de fevereiro, como de praxe, para analisar as condições e decidir sobre um formato seguro para eleição ou mesmo a prorrogação do mandato.

 

Reunião da Coordenação da CSP-Conlutas

 

A Adufmat-Ssind tem direito a indicar três delegados para a reunião da Coordenação da CSP-Conlutas, que será realizada nos dias 11 e 12/12, e terá entre os pontos de pauta o debate sobre a construção do 5° Congresso da CSP-Conlutas. Após exposição das informações sobre o assunto, a diretoria do sindicato indicou os nomes da professora Lélica Lacerda e Maria Luzinete, e plenária indicou o nome do professor Waldir Bertúlio para representarem a entidade.

 

Posição política da Adufmat-Ssind sobre a Comissão Especial para Acompanhamento da Flexibilização

 

O ponto de pauta foi solicitado por um docente que se sentiu assediado diante da posição da Comissão ante uma denúncia feita por entidade estudantil. De acordo com o docente a flexibilização está ocasionando denúncias vazias, inclusive apócrifas, em redes sociais. Assim, o professor solicitou uma manifestação pública em seu favor por parte do sindicato.

  

O professor Marcus Cruz, presente na assembleia e membro do Conselho relatou que não há denúncias sobre o professor na Comissão, e que a mesma não tem função de ouvidoria, apenas acompanha e encaminha eventuais denúncias.

 

O diretor geral do sindicato, Aldi Nestor de Souza, se declarou solidário ao docente, e afirmou que o sindicato entrou em contato com o Consepe, que também afirmou não haver nenhuma denúncia contra o professor.  

 

De acordo com o diretor geral, a posição do sindicato ainda está sendo construída, porque a partir dos contatos feitos ainda não há elementos para afirmar que a Comissão tenha ferido os espaços apropriados à discussão da universidade ou agido como uma espécie de ouvidoria. “A partir dos nossos contatos, nós conseguimos apurar que a Comissão não tem controle sobre as denúncias, ela tem o papel de encaminhar eventuais demandas. A elaboração de uma nota pela entidade sobre o assunto ainda é uma possibilidade, mas nos falta elementos”, disse Souza.

 

Após amplo debate foi decidido levar os documentos da Comissão para o Observatório da Flexibilização, criado por docentes, estudantes e técnicos administrativos para que, assim, construído um documento contundente contra a flexibilização.    

 

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Quarta, 02 Dezembro 2020 09:59

 

 
 
Adufmat-Ssind, Sintuf-MT e DCE Cuiabá continuam o debate sobre "os efeitos da flexibilização sobre a comunidade acadêmica da UFMT" em plenária conjunta nessa quarta-feira, 02/12, às 14h.
 
  
O encontro será por meio da Plataforma Google Meet, e será possível participar clicando no link https://meet.google.com/tdr-zbgd-xqw (link atualizado).

Sexta, 27 Novembro 2020 17:59

 

Nessa quarta-feira, 25/11, docentes e estudantes se reuniram em plenária conjunta para debater os problemas da flexibilização do ensino na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) durante a pandemia. A reunião, que começou com diversas denúncias, terminou com uma série de sugestões de ações para enfrentamento nos próximos dias.

 

Entre os principais problemas relatados ainda estão a falta de estrutura adequada aos estudantes e docentes, além das barreiras que prejudicam o aprendizado efetivo à distância. Os presentes lembraram que, durante a campanha, a atual Reitoria prometeu ao menos as condições adequadas, internet, e até dinheiro, mas até o momento, nem isso garantiu.

  

De acordo com os relatos, a Casa do Estudante do Jd. Itália, por exemplo, está sem acesso à internet desde outubro de 2019, e os estudantes não conseguem participar com qualidade das aulas ou mesmo buscar atividades complementares. “Não é justo solicitar aos estudantes que foram para suas casas que retornem com a CEU nessas condições”, defenderam os representantes da Casa, rejeitando qualquer proposta “hibrida” de flexibilização – com aulas presenciais e remotas.  

 

Após o debate, docentes e estudantes decidiram criar um Observatório da Flexibilização para centralizar dados concretos acerca dos problemas relatados, como a evasão e o calendário de flexibilização, - esse último documentado por coordenadores de cursos da universidade no processo 23108087326/2020-92, além de materializar outras denúncias.

 

A ideia é que o Observatório seja um instrumento paritário, com participação igualitária de docentes, estudantes e técnicos administrativos. Matheus Padula, Tulio Henrique e Wesley da Mata são os discentes que se candidataram a representar os estudantes. Lélica Lacerda, Clarianna Silva e Bartolomeu Ribeiro de Souza se disponibilizaram a representar os docentes. O Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos (Sintuf-Ssind) será convidado, pois não havia representantes da categoria na plenária no momento da votação.

 

Os participantes também debateram sobre o pedido de vistas do processo que será debatido no Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão, a possibilidade de iniciar campanhas em conjunto, bem como solicitar manifestação das unidades.

 

As reuniões e assembleias unificadas devem ser mantidas até o retorno das atividades presenciais. A próxima já está marcada para quarta-feira, 02/12, às 14h.

 

Alerta docente!

 

Além dos problemas causados pela Flexibilização – até o momento, não obrigatória -, os docentes da UFMT estão em alerta com relação a outras frentes de ataque orquestrados pela Reitoria.

 

A Resolução 158/10 é um dos exemplos. Além de ignorar o debate colocado pela categoria desde 2016, a Administração tem tentado legitimar, por meio de consultas via e-mail, a recusa a direitos conquistados e adquiridos para docentes que não preencherem pontos no Plano Individual de Atividades (PIA). Vale destacar que os docentes que trabalham em Regime de Dedicação Exclusiva têm contrato de 40h semanais, o que, por si só, deve garantir a efetivação dos direitos. A demanda pelo preenchimento superior às 40h no PIA, que partiu da própria categoria, deve servir para demonstrar, além de trabalho extra, que a universidade deve garantir concursos para novos docentes pela alta demanda.  

 

Alerta também às consultas da Pró-reitoria de Ensino de Graduação a coordenadores de cursos sobre a possibilidade de impor a flexibilização do ensino a partir de 2021. Com isso, a Reitoria quer justificar, mais a frente e mais uma vez, que tomou decisões de forma democrática, o que não é verdade.

 

Alerta novamente às discussões sobre os direitos à progressão e aprovação dos relatórios de estágio probatório durante a pandemia. Por uma questão de segurança, a ausência da sala de aula não pode ser motivo de qualquer prejuízo à categoria. Essa tem sido a defesa do sindicato.

 

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind  

 

 

Quinta, 26 Novembro 2020 20:56

 

A diretoria do ANDES-SN se reuniu, nesta quarta-feira (25), com representantes das seções sindicais cujas instituições sofreram intervenção do presidente da República na nomeação de reitores. Até o momento, já são dezoito universidades, institutos federais e cefet nessas condições (veja lista abaixo).


O encontro, em plataforma virtual, contou com a presença da Assessoria Jurídica Nacional e também com membros da diretoria nacional eleita no início do mês e que será empossada na próxima semana.


Os diversos relatos dos representantes de seções sindicais apontaram que, embora em cada instituição o processo de intervenção por parte do governo federal tenha características próprias, essa prática vem se configurando como uma estratégia política sistemática. O ataque à autonomia e democracia nas instituições tem impacto não só administrativo, mas na vida acadêmica e nas relações internas.


Muitos docentes fizeram relatos de perseguições a professores, estudantes e técnicos que se posicionam contrários às gestões interventoras, com processos administrativos, denúncias anônimas às ouvidorias e até ao ministério público. Além disso, por não terem representatividade junto aos conselhos universitários, em algumas instituições reitores têm atropelado as deliberações dos órgãos colegiados e até alterado a configuração dos mesmos.


Diante desse cenário, e com a perspectiva de que essa situação siga se perpetuando no próximo ano, os docentes apontaram uma série de encaminhamentos para nacionalizar a luta em defesa da autonomia universitária e respeito aos processos democráticos internos às instituições.  


Foram propostas a realização de uma audiência pública no Congresso Nacional, a consolidação de um dossiê para registro histórico e ampla divulgação da realidade vivenciada nas IFE, reunião com ministros do Supremo Tribunal Federal - onde já há ao menos duas ações contra a intervenção do presidente na escolha de reitores aguardando julgamento -, panfletos em defesa da gestão democrática, uma ampla campanha publicitária de abrangência nacional e a organização de um dia nacional de paralisação em defesa da democracia e autonomia das instituições. Esses encaminhamentos serão discutidos com a nova diretoria, que assume na próxima terça-feira (1), e levados para a reunião do Setor das Instituições Federais de Ensino (Ifes), prevista para o início de dezembro.

"A reunião foi boa, porque teve participação significativa das seções sindicais nas quais as instituições de ensino estão sob intervenção e, a partir da ausculta de cada experiência local e do que já foi feito até agora, foi possível apontar alguns encaminhamentos. Importante também o fato de que a reunião contou com a participação da diretoria eleita, que vai buscar viabilizar a mobilização necessária para barrar mais esse ataque do governo Bolsonaro à autonomia das nossas instituições", avalia Antonio Gonçalves, presidente do ANDES-SN.


Ele ressalta que essa não é uma luta pontual. "Essa pauta permeia a história do Sindicato Nacional, mas deve ganhar força e ser incrementada, diante da prática sistemática do atual governo federal em desrespeitar a decisão da comunidade acadêmica, gerando com isso conflitos políticos e também insegurança jurídica, tanto do ponto de vista da Constituição Federal, de seu artigo 207, mas também do ponto de vista da gestão pública, que deve ser democrática e transparente. O governo falha nisso ao utilizar essa prática [de intervenção] de forma recorrente", conclui.


O que o ANDES-SN defende
Historicamente, o ANDES-SN luta em defesa da autonomia universitária, prevista no artigo nº 207 da Constituição Federal, e pelo fim da lista tríplice enviada ao Ministério da Educação e ao Presidente da República para confirmação da nomeação. Para o Sindicato Nacional, o processo de decisão sobre a escolha de reitores deve ser iniciado e concluído no âmbito de cada instituição de ensino.

Confira abaixo a lista de universidades, institutos federais e Cefet onde já houve intervenção federal na escolha de reitores, seja pela indicação de nomes que não estavam em primeiro na lista enviada ao MEC, ou pela indicação, por parte do presidente, de nomes que não participaram do processo de escolha nas instituições:

1) Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF)

2) Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB)

3) Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS)

4) Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)

5) Universidade Federal do Ceará (UFC)

6) Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)

7) Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB)

8) Universidade Federal do Semi-Árido (UFERSA)

9) Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)

10) Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)

11) Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

12) Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa)

13) Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

14) Universidade Federal do Piauí (UFPI)

15) Universidade Federal Sergipe (UFS)

16) Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC)

17) Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN)

18) Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro (CEFET-RJ)

 

Fonte: ANDES-SN

Segunda, 16 Novembro 2020 12:35

 
 

 
A Diretoria da Adufmat-Ssind, no uso de suas atribuições regimentais, convoca todos os sindicalizados para Assembleia Geral Ordinária a se realizar:
 
Data: 19 de novembro de 2020 (quinta-feira)
Horário: às 13h30 com a presença mínima de 10% dos sindicalizados e às 14h, em segunda chamada, com os presentes.

Pauta:

1- INFORMES;
2- ANÁLISE DE CONJUNTURA;
3- RESOLUÇÃO 158;
4- PLANO DE LUTAS PELA APROVAÇÃO DAS PROGRESSÕES E ESTÁGIOS PROBATÓRIOS NA UFMT;
5- CONAD ESPECIAL- POSSE DA NOVA DIRETORIA DO ANDES.

 
A Assembleia será online, e o link poderá ser solicitado, mediante identificação, pelo whatsapp (65) 99661-7890 com o Sérvulo.
 
 

 
Cuiabá, 16 de novembro de 2020.
 

Aldi Nestor de Souza
Diretor Geral da ADUFMAT-Ssind

 

Domingo, 15 Novembro 2020 10:09

 

A diretoria que estará à frente do ANDES-SN, entre 2020 e 2022, será empossada em 01 de dezembro, no 10º Conad Extraordinário. O encontro, que será realizado via internet, terá como tema “Posse da Diretoria do ANDES-SN para o Biênio 2020-2022”, e não será publicado caderno de textos. A plenária única de posse acontecerá das 16 às 18 horas.

Devido à pandemia da Covid-19, os eventos presenciais do Sindicato Nacional estão suspensos desde março deste ano. O distanciamento social, imposto como medida de prevenção contra a transmissão da doença, também levou ao adiamento das eleições para a diretoria do ANDES-SN, biênio 2020/2021. O processo eleitoral, inicialmente previsto para maio, foi realizado no início de novembro, em formato telepresencial, conforme deliberado no 9º Conad Extraordinário. A Chapa 01 – Unidade para Lutar: em defesa da educação pública e das liberdades democráticas foi eleita com 55,11% dos votos.

Os delegados e as delegadas do 10º Conad Extraordinário deverão ser escolhidos em assembleia geral, ou como esta definir. Será permitida a participação de um delegado e até dois observadores por seção sindical. Excepecionalmente nesta edição não haverá apresentação ou recebimento de contribuições, pois um caderno de textos não será publicado. 

O credenciamento, prévio e digital, deverá ser feito pelas seções sindicais no site http://credenciamento.andes.org.br. A documentação regimental para a inscrição poderá ser enviada, também pelo site, entre os dias 13 e 27 de novembro. Confira aqui mais informações. 

 

Fonte: ANDES-SN

Terça, 10 Novembro 2020 12:38

 

Na tarde dessa segunda-feira, 09/11, a Adufmat-Ssind retomou sua rotina de assembleias gerais, após um período realizando plenárias não deliberativas em razão da pandemia - com apenas duas exceções. Conforme o edital de convocação, os pontos de pauta debatidos na assembleia online foram: informes, análise de conjuntura e campanha de comunicação contra a Reforma Administrativa.    

 

Durante os informes, a diretoria fez repasses sobre a primeira edição do Programa Pulso Cerrado, que será exibido sempre aos sábados, às 10h30, pelas contas oficiais do sindicato no Facebook e Youtube, e transmitido pela Rádio Comunitária do CPA-FM, em Cuiabá, frequência 105,9 (clique aqui para ouvir a primeira edição).

 

Também houve informe sobre o ato “Na rua por Mari Ferrer e por todas nós”, realizado na manhã de sábado para denunciar mais uma evidência do machismo estrutural. Durante a audiência de acusação de estupro, o julgamento foi sobre a vítima, mais uma vez violentada pela defesa do estuprador, com anuência dos representantes do Poder Judiciário (saiba mais aqui).

 

Ainda durante os informes a categoria falou sobre a vitória da Chapa 1 nas eleições do ANDES - Sindicato Nacional, realizada entre os dias 03 e 06/11, e algumas ações que serão tomadas após avaliação do ato do Dia do Servidor Público – Breque da Reforma Administrativa – que ocorreu no dia 28/10.

 

Análise de conjuntura

 

Para balizar as ações dos docentes, a análise de conjuntura é ferramenta fundamental, pois possibilita compreender de forma ampla os problemas a serem enfrentados e suas causas. Nesse sentido, as avaliações trouxeram como elemento importante a derrota de Donald Trump nos Estados Unidos da América, compreendida como um processo de mobilização popular contra as ideias conservadoras.

 

Da mesma forma, movimentos no Chile, Argentina, Bolívia, entre outros países latinos também apontam reações populares de rejeição aos projetos conservadores e até mesmo às políticas neoliberais.

 

A desigualdade social, no entanto, aumentou ainda mais durante a pandemia. Os mais ricos acumularam ainda mais, enquanto a chamada classe média e os mais pobres empobreceram. A crise neoliberal, que avança sobre direitos por meio das reformas, levou o Brasil novamente ao mapa da fome.

 

E o projeto segue: além das reformas, nos últimos dias, o Senado aprovou a proposta que determina a “autonomia” do Banco Central de governos, o que acendeu mais um alerta aos trabalhadores, já que, se a proposta avançar, o Mercado Financeiro terá ainda mais liberdade de atuação na instituição que define a política monetária do país.   

 

Por isso, a solidariedade da classe entre as diversas entidades e movimentos sociais de trabalhadores foi citada pelos presentes na assembleia como alternativa indispensável de superação da crise, da pandemia, do modo de produção capitalista. “Nós por nós”, definiram alguns docentes, relacionando a mobilização internacional contra o conservadorismo e as políticas neoliberais com as lutas nacionais e locais contra a Reforma Administrativa. Na Universidade Federal de Mato Grosso, particularmente, a luta também será para a construção de uma Resolução justa alternativa à 158/10 (distribuição dos encargos docentes), bem como a garantia de que os professores em estágio probatório concluam seus relatórios sem prejuízos em decorrência da pandemia.

 

Ao final, os docentes encaminharam a solicitação de mais uma reunião com a Reitoria para defender a aprovação automática do estágio probatório e das progressões e a elaboração de um documento ao Consepe; a denúncia das empresas que se recusaram a publicar as campanhas de outdoor contra a Reforma Administrativa em Cuiabá; a cobrança formal de providências da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), no sentido de garantir aumento do orçamento, que não aceitem cortes; intensificação do uso de faixas nos arredores dos campi, com fixação de material permanentemente; e a realização uma atividade para debater assuntos do sindicato com os professores do campus da UFMT Araguaia.

 

Campanha de Comunicação contra a Reforma Administrativa

 

Com relação à campanha de comunicação da Adufmat-Ssind contra a Reforma Administrativa, após apresentação de todos os processos que levaram ao conceito da campanha, os docentes entenderam que o foco será demonstrar os prejuízos da Reforma não só aos servidores públicos, mas a todos os trabalhadores, com materiais e peças publicitárias espalhas pelas redes sociais, pela universidade e pela cidade – regiões centrais e periféricas.

 

A Tesouraria do sindicato informou que, diante da previsão de que a campanha seja executada durante cerca de seis meses, a Adufmat-Ssind se comprometeu a investir R$ 15 mil por mês, totalizando R$ 100 mil.

 

A proposta foi aprovada pela plenária e será apresentada a outros sindicatos de trabalhadores do estado, que deverão somar forças e recursos para dar a maior visibilidade possível à campanha.

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

 

 

Quarta, 04 Novembro 2020 09:29

 

A Diretoria da Adufmat-Ssind, no uso de suas atribuições regimentais, convoca todos os sindicalizados para Assembleia Geral Ordinária a se realizar:
 
Data: 09 de novembro de 2020 (segunda-feira)
Horário: às 13h30 com a presença mínima de 10% dos sindicalizados e às 14h, em segunda chamada, com os presentes.


Pontos de Pauta:
 
1- Informes;
2- Análise de Conjuntura;
3- Campanha de Comunicação Contra a Reforma Administrativa.

 
A Assembleia será online, e o link poderá ser solicitado, mediante identificação, pelo whatsapp (65) 99661-7890 com o Sérvulo.
 
 
 

Cuiabá, 04 de novembro de 2020.

 


Aldi Nestor de Souza
Diretor Geral da ADUFMAT-Ssind

Sexta, 30 Outubro 2020 18:31

 

Embora mereçam, os servidores públicos brasileiros já disseram que não querem parabéns pelo trabalho que se mostrou fundamental durante a pandemia. O trabalho dos servidores municipais, estaduais e federais é muito anterior à Covid-19, e a recompensa exigida por todos os anos de dedicação continua sendo apenas respeito; dignidade.

 

Por isso, nesse 28/10, servidores de todas as esferas se reuniram em Cuiabá para dizer não à Reforma Administrativa, articulada entre o governo Bolsonaro e a Câmara Federal para reduzir salários, cargos e direitos dos trabalhadores do serviço público e da população em geral.

 

A proposta, que é parte do plano de “desestatização” de Bolsonaro, prevê a eliminação de cargos e instituições públicas, o fim da estabilidade dos servidores e, com isso, ameaça a própria existência dos serviços públicos. Mais uma vez, quem sai perdendo, é toda a sociedade.

 

Para denunciar a ameaça, os servidores mato-grossenses se encontraram, no início da tarde, no estacionamento da Assembleia Legislativa de Mato Grosso para percorrer a cidade, em carreata, até a Prefeitura Municipal de Várzea Grande. Já na concentração denunciaram legisladores estaduais, que aprovam leis que retiram direitos da população, em acordos com governos municipal e federal. No entanto, seus próprios privilégios continuam intactos. Políticos, militares de alta patente e os cargos mais bem remunerados do Poder Judiciário não serão atingidos pela reforma.

 

 

 

Cartazes questionaram o discurso de políticos durante o Breque da Reforma Administrativa em Cuiabá

 

Durante o percurso, representantes das entidades dialogaram com a população. “Bilionários têm renúncias fiscais absurdas, é por isso que falta tudo no estado de Mato Grosso. Porque nós renunciamos um terço da Receita, mais de R$ 8 bilhões de uma receita de R$ 20 bilhões, para grandes produtores do Agronegócio não pagarem tributos. Aí eles produzem soja com isenção fiscal, e a gente vai lá e compra óleo a R$ 10. Eles exportam gado sem pagar ICMS, sem pagar imposto sobre exportação, e a gente tem a carne mais cara do Brasil. A gente dá renúncia fiscal para o arroz lá de Primavera, e paga o arroz a R$ 30, porque eles exportam 99% da produção. Então está na hora da gente mudar essa realidade. Está na hora de tirar esses núcleos de poder que bancam a política de Mato Grosso e mostrar para a sociedade quem são os verdadeiros cupins da administração pública”, disse o secretário geral do Sindicato dos Profissionais da Área Meio do Poder Executivo (Sinpaig), Antônio Wagner de Oliveira.

 

Já o representante dos estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso, diretor do Diretório Central (DCE), Victor Pedra, destacou a importância dos servidores. “O servidor público é cuspido, mas nesse momento, quem salva o povo é o povo. São os serviços públicos a solução: o SUS, a ciência, a universidade. São os serviços públicos que nos salvam de uma tragédia ainda maior. Mas não é assim que pensam os banqueiros, os latifundiários e os políticos servientes ao capital. Eles nos disseram que a Reforma Trabalhista ia gerar emprego, mas só gerou miséria e perda de direitos. Disseram que a Reforma da Previdência ia fazer o país decolar, e a única coisa que decolou foi a pobreza da população”, afirmou.   

 

Para avançar na luta, os manifestantes ressaltaram a importância da organização dos trabalhadores. “Nós temos que lutar hoje, ir para as ruas, conversar com o colega que as vezes não se deu conta de que é trabalhador. Muitas vezes a pessoa tem um carro, uma casa, e quando falam em instituir imposto sobre grandes fortunas, acha que é mais um tributo, acha que não pode. Mas imposto sobre grandes fortunas é para milionários e bilionários, existe lá na Constituição. A Constituição já tem mais de 30 anos, e quando foi instituído esse imposto sobre grandes fortunas, que poderia ser revertido em recursos para a saúde, assistência social?”, questionou o diretor secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Servidores Públicos Estaduais da Carreira dos Profissionais de Desenvolvimento Econômico e Social (Sindes), Carlos Wagner Ribeiro.

 

A professora da Universidade Federal de Mato Grosso, base da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat-Ssind), Raquel Brito, ressaltou que o discurso de acabar com os privilégios do setor público é uma falácia. “A Reforma Administrativa não atinge os juízes, as Forças Armadas. Atinge nós que estamos com o povo, mais do que nunca, nesse momento da pandemia. Nós que estamos buscando lutar por saúde, por educação, por assistência, por direitos trabalhistas, pela Previdência Social. Ela atinge quem está na ponta dos serviços públicos, as enfermeiras, as assistentes sociais, as professoras. Não atinge o auxílio paletó. Por isso nós estamos aqui dizendo não à Reforma Administrativa, da Previdência, Trabalhista”.

 

A representante estudantil Juli Tacanã, que também estava no carro de com, conclamou a população para a organização coletiva, única alternativa para conseguir barrar os ataques cotidianos. “O que os governantes deram para nós? Nada! Todos os direitos que nós temos foram conquistados porque a população lutou. Não passa um dia que os governos Bolsonaro, Mauro Mendes, não tiram direitos nossos. Nós temos que nos organizar, porque a eleição vai acabar e quem vai sofrer as consequências dessas políticas somos nós.   

 

Saiba mais sobre a 2ª carreata dos servidores públicos nessa quarta-feira. Assista aqui o vídeo do Breque da Reforma Administrativa, e veja aqui a GALERIA DE IMAGENS.

 

 

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind