Sexta, 04 Outubro 2019 17:34

 

Os dias 02 e 03 de outubro foram de luta nacional em defesa da educação pública e gratuita, entre outros direitos sociais, como a aposentadoria e assistência social, e de repúdio ao programa Future-se. Após a convocação das entidades nacionais, diversas categorias de trabalhadores realizaram atividades para alertar a população sobre os ataques históricos aprofundados por Bolsonaro e seu grupo político.

 

Em Cuiabá, a música eternizada por Raul Seixas em 1980, de título “Aluga-se”, deu a linha da aula pública realizada na Praça Ipiranga na tarde de quinta-feira (03). Na letra, Raul e o colega Cláudio Roberto Azevedo ironizam o fato de as riquezas do país – uma das maiores economias do mundo – já naquela época não servirem à população, mas aos interesses internacionais desenhados pelo capital. “A solução é alugar o Brasil!”, sugerem os autores, afirmando que está tudo “free”, tudo pronto, é só pegar e levar.

 

A intenção da aula pública foi, portanto, explorar as contradições desse modelo. “São 55 milhões de brasileiros abaixo da linha da pobreza e três milhões na miséria extrema, segundo o IBGE. São 70 milhões de refugiados mundo afora. O 1% mais rico da população detém 82% da riqueza mundial. Nos Estados Unidos, país mais avançado do capitalismo, o presidente comemorou no twitter o fato de os miseráveis terem passado de 43 para 41 milhões. O governo federal brasileiro anunciou que pretende vender 17 estatais, incluindo a Eletrobrás. O ministro Onyx Lorenzoni garantiu que a ideia é privatizar tudo. Num momento em que se tem a miséria no meio da rua, em que há tantos refugiados, em que a vida está privada de tudo, por que alguém acredita que privatizar ainda mais pode ser uma saída?, questionou o professor Aldi Nestor de Souza, diretor geral da Adufmat-Seção Sindical do ANDES, um dos expositores da aula.       

 

Para o docente, tudo indica que a população precisa discutir outros modelos de organização social, que não a atual. “Esse momento que nós estamos passando é um fragmento da história, um detalhe. A ideia de que tudo pode virar mercadoria é um lapso na história da humanidade, porque essa forma de organização social é muito recente. Nós não temos motivo algum para acreditar que é isso mesmo, que esse é o fim da história. Além de ser um tempo curto, os exemplos de miséria absoluta em que as pessoas vivem demonstram que nós temos quase que a obrigação de pensar que outra forma de organizar a vida é possível. Privatizar é absurdo quando nós já temos pessoas privadas de tudo”, afirmou.

 

O ato político cultural unificado foi realizado na Praça Alencastro, em frente a Prefeitura da capital mato-grossense. Além da Adufmat-Ssind, representantes do Sindicato dos Trabalhadores Técnicos-administrativos (Sintuf-MT), do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) e o professor do curso de Serviço Social da UFMT, Leonardo Santos.

 

Santos lembrou a aprovação em primeira instância da Reforma da Previdência no Senado e afirmou que a luta dos trabalhadores só será efetiva quando todos os que perderem o acesso aos direitos sociais caminharem juntos. “Nossa luta só será efetiva quando o conjunto de trabalhadores, sobretudo os que atuam no setor privado - mais atacados pela Reforma Trabalhista e perseguidos na sua organização - se juntarem nessa luta. Apesar de o momento ser difícil, a história não chegou ao fim. A humanidade e o Brasil já passaram por momentos mais dramáticos. Há pouco mais de 50 anos, este ato não seria possível, porque as forças da repressão, o DOI-CODI, estariam prendendo todos nós. A classe trabalhadora brasileira, com seus coletivos e movimentos sociais que mantém a sociedade viva, pulsante, sobreviveu, reagiu e deu respostas, como eu sei que nós daremos agora”, disse o docente.    

 

Além da aula, as apresentações de artistas locais trouxeram mais reflexões sobre a realidade de um país que menospreza as periferias e massacra a classe trabalhadora enquanto privilegia os ricos.

 

O ato foi organizado pelas entidades que compõem o Fórum Mato-grossense em Defesa da Educação: União Estadual dos Estudantes, Sintep-MT, Adufmat-Ssind, Sintuf-MT, DCE e ANDES VPR Pantanal. Contribuíram com o evento os artistas Gê Lacerda e o percussionista moçambicano Heminio Nhamtumbo, os mc’s Slow e Hiuri, a representante do Slam do Capim Xeroso, Sol, além das drags queens da Parada da Diversidade Sexual de Cuiabá.    

 

No dia 02, as atividades dos trabalhadores da Educação, como os que atuam na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), foram internas, com paralisação das atividades acadêmicas, distribuição de panfletos dentro e fora da universidade e diálogo direto com a população nas ruas.

 

Confira aqui algumas IMAGENS da mobilização.

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

 

 

 

 

 

                               

   

Terça, 01 Outubro 2019 13:32

Conforme decisão da assembleia geral da categoria nessa segunda-feira, 30/01, que votou pela adesão à Greve Nacional da Educação, com paralisação e mobilização por 48h, nos 2 e 3/10,  segue abaixo a programação que será realizada em Cuiabá, dentro e fora do campus.

 

Lembramos que a participação de todas e todos é imprescindível!

 

Segunda, 30 Setembro 2019 19:13

 

Na quarta e quinta-feira, dias 02 e 03/10, as aulas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) serão novamente nas ruas. Atendendo à convocação do ANDES - Sindicato Nacional, os docentes decidiram, em assembleia geral realizada nessa segunda-feira, 30/09, paralisar as atividades acadêmicas por 48h e dialogar com a população sobre o que o governo neoliberal de Bolsonaro está fazendo com a educação pública.

 

A mobilização segue a lógica de outras centenas realizadas anteriormente para denunciar o desmonte, conforme avaliaram os presentes durante a análise de conjuntura. Depois de tantos cortes e ataques políticos às universidades públicas e servidores com base, inclusive, em informações falsas, Bolsonaro e sua equipe pretendem enfiar goela abaixo um pseudo projeto para isentar o Estado de sua obrigação de garantir à população um dos seus direitos fundamentais: educação. O Future-se significa o aprofundamento da lógica de mercado nas universidades públicas de tal forma que sua função social seja totalmente esfacelada. Por esse motivo, já foi oficialmente rejeitado por quase metade das instituições federais de ensino superior do país. Até o momento, nenhuma das 63 universidades se declarou favorável à proposta.

 

“O ministro da Educação esteve recentemente num encontro nacional promovido pela educação privada e iniciou seu discurso dizendo que só o fato dele estar ali já significava muito. Pela primeira vez um ministro da educação se reuniu com gestores do ensino superior privado num evento como aquele. Está claro que ele quer economizar dinheiro com a educação superior pública, utilizando o Future-se, para investir recursos públicos no setor privado”, avaliou o diretor geral da Adufmat-Ssind, Aldi Nestor de Souza.

 

A professora Lélica Lacerda defendeu que a categoria se mantenha organizada e articulada com outros movimentos sindicais e sociais para fortalecer a luta, pois a situação deve se agravar ainda mais. “Não há margem para conciliação de classe. Ou os trabalhadores se impõem, ou a burguesia vai se impor”, afirmou, destacando que a paralisação nacional de 48h também está sendo construída pelos trabalhadores da educação básica e fundamental de todo o país, numa Greve Nacional da Educação.  

 

Ao final dos debates, os docentes tiraram uma comissão para organizar as atividades que serão realizadas nos dois dias. Elas deverão ser acordadas também com os técnicos administrativos e estudantes, que também já decidiram aderir à mobilização nacional. As 48h de mobilização devem ser repletas de panfletagens, intervenções, aulas públicas e, no dia 03, as categorias vão realizar mais um grande ato unificado.

 

Os docentes também decidiram, nessa segunda-feira, sugerir o dia 15/10 às entidades envolvidas na construção da assembleia universitária da UFMT como uma possível data para a realização da plenária. A ideia é marcar o Dia dos Professores justamente com a discussão sobre os ataques à universidade e o repúdio ao Future-se. Além disso, conforme encaminhamento, a Adufmat-Ssind deverá encaminhar aos conselhos universitários a data da assembleia, fazendo um apelo para que os conselhos ratifiquem o espaço, instância máxima de deliberação da instituição.  

O ponto de pauta "Fora Bolsonaro! Fora Bolsonaro?" foi suspenso devido ao horário e será debatido na próxima assembleia geral da categoria. 

 

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind     

Quinta, 26 Setembro 2019 10:24

 

A Diretoria da Adufmat-Ssind, no uso de suas atribuições regimentais, convoca todos os sindicalizados para Assembleia Geral Ordinária a se realizar:
 
Data: 30 de setembro de 2019 (segunda-feira)
Local: AUDITÓRIO DA ADUFMAT 
Horário: às 13h30 com a presença mínima de 10% dos sindicalizados e às 14h, em segunda chamada, com os presentes.

Pontos de Pauta:
 
 
1 – Informes;

2 – Análise de Conjuntura;

3 – Paralisação da Educação dias 02 e 03 de outubro;

4 – Fora Bolsonaro! Fora Bolsonaro?
 
 
 
 
 
  
 
 
 

Cuiabá, 25 de setembro de 2019.


Aldi Nestor de Souza
Diretor Geral da ADUFMAT-Ssind

Segunda, 23 Setembro 2019 11:37

 

Entidades dos trabalhadores da Educação e de estudantes estão convocando uma Greve Nacional de 48 horas para os dias 2 e 3 de outubro. A mobilização é uma resposta aos ataques do governo Bolsonaro à educação pública no país.

 

A convocação feita pelas entidades nacionais do setor ANDES-SN, Fasubra e Sinasefe ganhou o apoio das centrais sindicais, UNE e ANPG (Associação Nacional de Pós-graduandos).

 

A situação na Educação pública está se agravando a cada dia, fruto não só dos cortes orçamentários que vêm sendo feitos pelo governo de ultradireita de Bolsonaro, mas também dos vários ataques às universidades, aos trabalhadores da Educação, aos estudantes, à ciência e à pesquisa no país.

 

São milhares de alunos que tiveram bolsas de estudos suspensas; institutos federais de ensino estão prestes a fechar as portas; universidades estão sem condições básicas para funcionar; o governo vem ferindo a autonomia das entidades, impondo interventores na direção das instituições; reformas administrativas atacam salários e direitos dos trabalhadores; o ensino sofre perseguição e censura, entre diversos outros ataques.

 

A luta contra o projeto Future-se, que na prática significa a total mercantilização do ensino e a privatização da educação pública, estará no centro dos protestos.

 

A proposta das organizações é que nas primeiras 24h da greve sejam realizadas atividades nas universidades e instituições de ensino, inclusive abrindo as portas das escolas para a sociedade. No segundo dia (3), a realização de manifestações em todo o país.

 

Desde já, a orientação é a realização de assembleias em todo o país para a construção desta greve nacional.

 

No dia 3, a data também deve concentrar mobilizações dos petroleiros em todo o país. A data é o aniversário da Petrobras, e os trabalhadores vão aproveitar para denunciar e protestar contra o avanço do projeto de privatização.

 

Representantes do Andes, Fasubra e Sinasefe avaliam como estão os preparativos para a Greve Nacional.

 

Adriana Stella, da Fasubra, ressalta a necessidade de realizar uma forte luta nacional da educação e unificar com outras categorias.

 

“A greve dos trabalhadores dos Correios demonstra que é preciso e possível enfrentar os ataques do governo Bolsonaro. A forte atuação do setor da Educação nos diversos atos que aconteceram no país este ano também são determinantes.  É preciso construir nas bases um forte processo de organização da greve e devemos nos apoiar na disposição de luta demonstrada nas mobilizações da Educação, com destaque para a mobilização na Universidade Federal de Santa Catarina que já dura há quase dez dias”, disse Adriana.  “O momento pede a unificação das lutas”, reafirmou a dirigente.

 

 

Segundo Rodrigo Medina, vice-presidente da Regional São Paulo do ANDES-SN, “estamos na iminência de um colapso completo na ciência no Brasil, o que impacta no desenvolvimento econômico do País, agravando ainda mais a crise econômica e a soberania nacional”.

 

“As lutas em defesa da Educação têm demonstrado os ganhos mais significativos na capacidade de mobilização, haja vista as grandes manifestações de 15 e 30 de maio, a construção da greve geral de 14 de junho, o ato da educação em Brasília de 12 de julho e a greve nacional da educação de 13 de agosto e prosseguindo em grau crescente”, avaliou.

 

Davi Lobão, coordenador do Sinasefe, também destaca que a Greve Nacional da Educação acontecerá em meio a outras importantes mobilizações de outras categorias, como os trabalhadores das estatais que estão lutando contra as privatizações, e que o momento é de unidade para defender a soberania nacional e a educação pública, gratuita e de qualidade.

 

Fonte: CSP-Conlutas

 

Segunda, 23 Setembro 2019 11:13

 

Devemos juntar trabalhadores dos Correios, petroleiros, Educação, servidores, juventude e enfrentar Bolsonaro e Mourão!

 

Os trabalhadores dos Correios deram início neste dia 11 a uma greve nacional em defesa de seus empregos, salários, direitos e contra a privatização da estatal. Pela primeira vez, os 36 sindicatos ligados às duas federações da categoria deflagraram a Greve no mesmo dia, com uma fortíssima adesão em todo o país.

 

É a primeira categoria nacional que sai em Greve Nacional contra a política privatista do governo de ultradireita de Bolsonaro/Mourão e sua mobilização precisa ter o apoio ativo e solidariedade de todos os trabalhadores. A vitória dos funcionários dos Correios é uma vitória de toda nossa classe.

 

Vale destacar que a mobilização ocorre num momento de duros ataques do governo aos trabalhadores, seus direitos e suas organizações. Para impor seu projeto de submissão ao imperialismo dos EUA e a serviço dos interesses de ruralistas, banqueiros e grandes empresários, Bolsonaro e Mourão já demonstraram que estão dispostos a tudo. Como destruir os direitos trabalhistas, as formas de organização dos trabalhadores, a Amazônia e o meio ambiente e entregar o patrimônio e as riquezas nacionais.

 

Os Crimes da Vale S/A, privatizada a preço de banana, em Mariana e em Brumadinho/MG, destruiu o Rio Doce, Córrego do Feijão, Rio Paraopeba e matou 280 trabalhadores. Esta é a pior face do capitalismo, pois fica evidente que a política das privatizações com sua ganância sem limites, não só explora a classe trabalhadora, pela sua força de trabalho, mas ataca os seus direitos básicos de sobrevivência, assassina parte da nossa classe, e também destrói o meio ambiente, que tanto precisamos para sobreviver no nosso planeta terra.

 

Os Correios, como disse o próprio Bolsonaro, é a primeira estatal da lista de privatizações. Mas também estão na mira a Petrobrás, Eletrobrás, bancos públicos e várias outras empresas. Até mesmo o desmonte da Educação Pública, bem como os cortes nos orçamentos nas áreas sociais estão a serviço dessa política, que visa garantir lucros ao setor privado e que vai prejudicar a população, principalmente a classe trabalhadora e os mais pobres.

 

Os funcionários dos Correios foram os primeiros a dar início a uma paralisação nacional. Mas petroleiros também estão em mobilização. Também em Campanha Salarial, enfrentam a ofensiva da Petrobras e do governo para retirar direitos e impor o avanço da privatização.

 

Trabalhadores da Educação e estudantes tem protagonizado várias lutas no último período contra os ataques do governo, com grandes manifestações como a recente greve nacional da Educação básica. Nesta última semana foram os estudantes da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) que também iniciaram uma greve por tempo indeterminado contra os cortes e o programa Future-se. É diante desse cenário, que a reivindicação de uma Greve Nacional da Educação ganha força e a data de 2 e 3 de outubro começa a se desenhar para a mobilização.

 

Metalúrgicos também estão em luta pela Campanha Salarial. Servidores públicos estão sob ataque do governo que prepara demissões e redução de salários.

 

A Reforma da Previdência ainda tramita no Senado e foi piorada com a ampliação das mudanças nas aposentadorias para estados e municípios o que vai afetar duramente o funcionalismo e professores.

 

O próximo dia 20 está sendo convocado internacionalmente com um dia de Greve Global pelo Clima, para denunciar os efeitos das mudanças climáticas no planeta, fruto das ações dos governos. No Brasil, a mobilização ganhou força, principalmente diante do governo Bolsonaro que estimula o desmatamento e a devastação do meio ambiente em prol dos interesses de ruralistas, do agronegócio, madeireiros ilegais e garimpeiros.

 

A data está sendo chamada também como dia de mobilização e paralisação em alguns estados, unificando o funcionalismo federal, estadual e municipal.

 

O momento exige unidade para lutar! É preciso unificar todas as categorias, principalmente as que estão em processos de luta, ameaçadas pelas privatizações e retirada de direitos de Bolsonaro/Mourão, para enfrentar esses ataques.

 

A CSP-Conlutas defende que, mais do que nunca, é preciso e possível preparar um dia nacional de lutas e paralisações unificado e é um absurdo que as direções do movimento ainda não o tenham feito. Chamamos as demais centrais e as direções das categorias em luta a organizar urgentemente essa ação. Partindo da Greve dos Correios podemos, inclusive, tomar o próximo dia 20 de setembro para realizar essa luta.

 

São diversos os setores em mobilização é hora de as direções cumprirem o papel que lhes é devido. Dia 20 de setembro, Unificar as lutas, Contra os ataques do Gov. Bolsonaro PSL. Pela construção de uma nova Greve Geral. Vamos juntos!

 

SEN – Secretaria Executiva Nacional

 

Central Sindical e Popular CSP-Conlutas

 

São Paulo, 13 de setembro de 2019

 

Segunda, 23 Setembro 2019 10:47
 

Em nove meses de desgoverno no qual permaneceram sob ataques constantes, os professores, alunos e técnico-administrativos colecionaram demonstrações não apenas do fato de estarem sob fortes ameaças, mas, também, da sua força de resistência e capacidade de mobilização.

A indicação do ANDES-SN, Fasubra Sindical e Sinasefe para realização da greve de 48 horas, nos dias 02 e 03 de outubro, conseguiu o apoio das centrais sindicais reunidas em plenária nos dias 14 e 15 de setembro, na sede da Central única dos Trabalhadores, em São Paulo. 

Rodrigo Medina, Vice-Presidente da Regional São Paulo do ANDES-SN, destaca a importância das centrais sindicais apoiarem o calendário de greves da Educação. “O Sindicato Nacional participou ativamente na construção deste calendário. Para nós é um ganho quantitativo importante, marcando o acúmulo de forças neste momento em que assistimos o recrudescimento do autoritarismo político e ataques inéditos aos direitos sociais”.

Ainda segundo o vice-presidente “as lutas em defesa da Educação têm demonstrado os ganhos mais significativos na capacidade de mobilização, haja vista as grandes manifestações de 15 e 30 de maio, a construção da greve geral de 14 de junho, o ato da educação em Brasília de 12 de julho e a greve nacional da educação de 13 de agosto, e prosseguindo em grau crescente. Estamos na iminência de um colapso completo na ciência no Brasil, o que impacta no desenvolvimento econômico do País, agravando ainda mais a crise econômica e a soberania nacional”, conclui Rodrigo Medina.

Assembleias em todo o país debaterão a construção desta greve nacional contra os ataques à educação, contra o desmonte do Estado, e principalmente contra o famigerado projeto do Future-se.

 

Fonte: ANDES-SN 

Terça, 10 Setembro 2019 16:43

 

Estudantes da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) aprovaram nesta terça-feira (10) greve por tempo indeterminado contra o Future-se. Estão reivindicando a revogação da MP 95 (teto dos gastos), garantia de assistência de indígenas e quilombolas na universidade, a realização de uma GREVE Nacional da Educação, rejeição total do Projeto Future-se, sem nenhuma renegociação e a realização do concurso da Comcap. Também foi aprovado o apoio á luta contra a privatização dos trabalhadores dos Correios e da todo apoio à greve desses trabalhadores.
Além disso, os estudantes aprovaram o Fora Governo Bolsonaro e o ministro da Educação, Abraham Weintraub.

 

Os estudantes da UFSC são os primeiros do país a decidirem pela greve geral na universidade. Por todo o país, as instituições federais sofrem com os bloqueios de recursos feitos em maio pelo governo federal.

 

Em torno de 70 cursos de graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) deliberaram greve.

 

A mobilização dos estudantes da UFSC supera as que antecederam o primeiro grande ato em defesa da educação, no dia 15 de maio, em número e radicalidade. Naquele momento, chegou a próximo de 60 o número de cursos que aderiram a pauta e o encaminhamento geral era apenas o de paralisação por um dia. A pauta que percorre hoje em todos os cantos da UFSC é de Greve por tempo indeterminado.

 

Na segunda-feira (2), a Comunidade Universitária da UFSC deliberou Estado de Greve na maior Assembleia Geral dos últimos anos – com cerca de 5 mil pessoas.

 

 

O debate traçado na Assembleia Geral da UFSC foi que todas as categorias (estudantes, professores e técnicos) promovessem assembleias para debater a adesão à Greve rumo à construção de uma Greve de toda a UFSC na tentativa de impulsionar uma Greve Nacional da Educação.

 

A análise que tem perpassado os debates internos, nas diversas assembleias, é que apenas uma Greve Nacional pode fazer frente a um enfrentamento tão grande como é a tentativa de consolidação do desmonte do Ensino Superior Público.

 

Pós-Graduação

Nesta quarta-feira (11), a Associação de Pós-Graduandos convoca a todos os discentes de pós para assembleia geral, que irá ocorrer no Centro de Convivência.

Pelo menos cinco programas de pós-graduação já deliberaram greve ou estado de greve. Além desses, outros dez programas estão deliberando a pauta nos próximos dias.

 

Professores

A Associação de Professores da UFSC (Apufsc) está realizando uma reunião nesta tarde de terça-feira (10). Se a proposta dor aprovada, devem realizar uma assembleia ao final da tarde no Auditório do EFI.

 

Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs)

 

Os TAEs da UFSC se reunirão em Assembleia na próxima quinta-feira (12), às 14h no Hall da Reitoria. Nos dias 14 e 15 de setembro, por convocação da Federação de Sindicatos do Trabalhadores em Universidades Brasileiras (FASUBRA-Nacional), ocorrerá Plenária Nacional em Brasília.

 

A lista de cursos abaixo foi publicada pela UàE (Ufsc à Esquerda) dos cursos que já estavam em estado de greve e dos que já haviam aprovado que hoje em assembleia votariam pela greve:

1 – Administração
2 – Agronomia (estado de greve)
3 – Animação
4 – Antropologia
5 – Arquitetura e Urbanismo
6 – Arquivologia
7 – Arquivologia (estado de greve)
8 – Artes Cênicas
9 – Biblioteconomia
10 – Biologia

11 – Ciência e tecnologia de alimentos

12 – Ciência e tecnologia Joinville
13 – Ciências Sociais
14 – Cinema
15 – Design (greve a partir do dia 10)
16 – Design de Produto
17 – Direito
18 – Economia (estado de greve até 10/09)
19 – Educação do campo – Turma litoral Griod’ meiembipe
20 – Educação Física (estado de greve)
21 – Enfermagem
22 – Eng. aeroespacial Joinville
23 – Eng. automotiva Joinville
24 – Eng. Civil (a favor da greve estudantil a partir de 10/09 e nova Assembleia 09/09 às 18h
25 – Eng. civil de infraestrutura Joinville
26 – Eng. de aquicultura
27 – Eng. de controle e automação
28 – Eng. de Energia Araranguá
29 – Eng. de Produção Civil, Produção elétrica e produção mecânica (a favor da greve, segunda haverá outra asssembleia)
30 – Eng. de transportes e logística Joinville
31 – Eng. ferroviária e metroviária Joinville

32 – Eng. mecatrônica Joinville
33 – Eng. naval Joinville

34 – Eng. química e de Alimentos
35 – Eng. Sanitária e Ambiental
36 – Engenharia Civil
37 – Engenharia da Computação Araranguá
38 – Engenharia de Produção
39 – Engenharia Elétrica e Engenharia Eletrônica
40 – Farmácia (Paralisação até 05/09 – Greve aprovada em assembleia)
41 – Filosofia
42 – Física
43 – Fisioterapia Araranguá
44 – Fonoaudiologia
45 – Geografia
46 – Geologia
47 – História (estado de greve)
48 – Jornalismo
49 – Letras Alemão (Estado de Greve)
50 – Letras Espanhol (Estado de Greve)
51 – Letras Francês (Estado de Greve)
52 – Letras Inglês (Estado de Greve)
53 – Letras Italiano (Estado de Greve)
54 – Letras Libras (Estado de Greve)
55 – Letras Português (Estado de Greve)
56 – Matemática
57 – Matemática Blumenau
58 – Medicina Araranguá
59 – Museologia (estado de greve)
60 – Nutrição
61 – Oceanografia
62 – Odontologia (09/09)
63 – Pedagogia
64 – Psicologia
65 – Química
66 – Química Blumenau
67 – Relações Internacionais (estado de greve)
68 – Secretariado executivo (estado de greve)
69 – Serviço Social (estado de greve)
70 – Tecnologias da Informação e Comunicação
71 – Zootecnia

Há ainda quatro cursos (Engenharia Mecânica, Ciências da Computação Trindade, Engenharia de Materiais, Sistemas de Informação) que não se sabe qual foi o encaminhamento em assembleia.

 

(Luiz Costa – Redação UFSC à Esquerda – 10/09/2019)

 

Fonte: CSP-Conlutas

 

Sexta, 06 Setembro 2019 17:42

 

Nessa sexta-feira, 06/09, os professores da Universidade Federal de Mato Grosso representados pela Adufmat-Ssind realizaram nova assembleia, convocada para debater acerca dos temas: informes, aumento da Unimed; recomposição da Comissão de Ética; e eleição para reitor da UFMT.

 

Durante os informes, a diretoria do sindicato divulgou a atividade que será realizada no 07/09, parte da agenda do Grito dos Excluídos: será às 15h, na Praça do CPA II.

 

Além disso, os docentes estarão na Praça Santos Dumont (avenida Getúlio Vargas, em Cuiabá) a partir das 8h, distribuindo material informativo para a população, durante o desfile de 07 de setembro.  

 

A diretoria falou, ainda, sobre as medida anunciadas pela Reitoria essa semana para conter os gastos da universidade, suspendendo o funcionamento do RU, do Ligeirinho, do atendimento no Hospital Veterinário aos finais de semana, a jornada contínua dos técnicos, entre outros. Em reunião realizada na Adufmat-Ssind um dia depois do anúncio, as entidades que representam a comunidade acadêmica decidiram reivindicar a suspensão das medidas integralmente (leia aqui). A reunião com a Reitoria está marcada para a próxima quinta-feira (12/09), às 15h.

 

Um professor da base informou que está participando da construção um movimento nacional de pesquisadores e pós-graduandos, chamado Pró Ciência Brasil, que visa, junto a SBPC, fortalecer a luta em defesa da universidade pública.

 

Reajuste da Unimed

 

O professor Carlos Emílio, membro da comissão formada para debater o reajuste anual da Unimed, apresentou o processo de negociação entre sindicato e empresa. De início, a solicitação da Unimed foi de reajustar os valores dos contratos acima de 100%, proposta recusada imediatamente pelas categorias – Adufmat-Ssind e Sintuf-MT. A segunda tentativa da empresa foi reajustar em 60%, também recusado pelas entidades, que trabalharam contrapropostas sempre menores a 10%. Após muitas rodadas de negociação, as partes chegaram a um denominador comum, condicionando o acordo ao prazo de cinco anos. Seria um reajuste escalonado de 15% em 2019, 16% em 2020, 17% em 2021, 18% em 2022 e 19% em 2023.

 

Questionado por um docente se havia necessidade do reajuste, o representante da comissão esclareceu que a Unimed é uma empresa, ela comercializa serviços de saúde e, diante disso, a comissão considera que fez um bom acordo, dentro das possibilidades. “A comissão não economizou tempo e esforços para chegar nesse número”, afirmou Emílio.

 

Ao final, a proposta foi aprovada, com nove abstenções.

 

Comissão de Ética

 

Por sugestão do professor Eliel Ferreira, diretor da Adufmat-Ssind na Subseção do Araguaia, o ponto de pauta foi transferido para uma próxima assembleia, devido ao esvaziamento dos campi, que estão em férias.  

  

Eleição para reitor da UFMT

 

O professor José Domingues manifestou preocupação com o fato de o governo federal não estar respeitando as decisões das instituições de ensino superior, a partir da nomeação de candidatos à Reitoria que não foram os escolhidos pelas comunidades acadêmicas nas consultas universitárias. Para o docente, nesse momento político difícil, é preciso mostrar a cara dos futuros candidatos desde já, realizando debates públicos.

 

Domingues defendeu que o modelo de consulta realizado na UFMT, durante sua gestão na Adufmat-Ssind, no início dos anos 2000, pode servir de exemplo.  

 

No debate, a visita do ministro da Educação a Cuiabá nessa quinta-feira (05) apareceu. Em sua passagem pela capital mato-grossense, Weintraub foi recebido com protestos, rivalizou com a reitora da UFMT, mentiu sobre salário e carga horária docente, e orientou professores que fazem parte do movimento conservador Docentes Pela Liberdade (DPL) a “costurarem” com parlamentares locais para que consigam indicar algum candidato para entrar na lista tríplice dos indicados à Reitoria no ano que vem.

 

Os docentes ironizaram as declarações do ministro: queremos trabalhar apenas 8h e receber a complementação salarial a qual ele se refere. A declaração não é só mentirosa, mas foi considerada criminosa pelos docentes, uma vez que visa confundir a população sobre um serviço custeado por ela e que, portanto, a ela deve satisfações. Além do ensino, os professores das universidades desenvolvem atividades de pesquisa e extensão. Todo o trabalho é registrado no chamado Plano Individual de Atividades (PIA). Limitar o trabalho docente à 8h de aula é uma atitude maldosa.

 

A proposta de realizar os debates foi aprovada.

 

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Terça, 27 Agosto 2019 16:24

 

 

O Setor das Instituições Federais de Ensino (Ifes) do ANDES-SN indicou, após reunião realizada neste final de semana (24 e 25 de agosto), a necessidade de de uma greve nacional da educação, de 48 horas, em setembro. Para discutir a construção e a adesão à paralisação, seções sindicais deverão realizar nova rodada de assembleias até dia 10 de setembro.

"O ANDES-SN irá levar esse indicativo para dialogar com as entidades nacionais da educação, na perspectiva de realizar a paralisação na penúltima ou última semana de setembro", pontuou Mariana Trotta, 1ª vice-presidente da Regional Rio de Janeiro do ANDES-SN e da coordenação do Setor das Federais.  

Mariana reafirmou ainda a importância de construir a resistência ao ataque brutal aos dos direitos conquistados pela classe trabalhadora nos últimos tempos. “Estamos vivendo uma conjuntura de ataques aos nossos direitos. Ataques à educação pública - com os cortes no orçamento e o Future-se – além do projeto de reforma da Previdência, por isso é fundamental nesse momento a construção de ações unitárias com os segmentos do setor da educação e os esforços que o ANDES-SN está envidando para construir uma greve nacional da educação de 48 horas”, completou.

Segundo a diretora do Sindicato Nacional, também foi aprovada a realização de um dia de universidade de portas abertas antes da paralisação. A próxima reunião do Setor das Ifes está agendada para dia 12 de setembro. Outras informações em breve.

 

Fonte: ANDES-SN