Quinta, 10 Novembro 2022 17:31

 

 

Em assembleia geral realizada nessa quinta-feira, 10/11, na Adufmat-Ssind, os docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) decidiram que o delegado da entidade votará pela permanência do Andes – Sindicato Nacional na CSP-Conlutas. Essa foi a pauta única da assembleia e será o tema central do 14º Conselho Extraordinário do Andes-SN (Conad Extraordinário), que ocorrerá em Brasília no próximo final de semana - 12 e 13/11. A CSP-Conlutas é a Central Sindical e Popular que o Movimento Docente ajudou a construir e à qual é filiado desde sua fundação, em 2004.

 

Já no início da assembleia, o professor Aldi Nestor de Souza, coordenador do Grupo de Trabalho Política e Formação Sindical (GTPFS) da Adufmat-Ssind lembrou do trabalho realizado pelo GT nos últimos meses, com o objetivo de contribuir com o debate da categoria. O grupo trouxe diversos textos com o tema “Organização e Filiação Sindical”, repletos de informações desde a construção da CSP-Conlutas, passando por análises dos debates propostos aos congressos e conselhos do Andes-SN, inclusive com a contribuição de docentes convidados (encontre aqui os textos publicados pelo GTPFS da Adufmat-Ssind). Além disso, no dia 11/10, o GT organizou um debate com as forças políticas que dialogam dentro do Andes-SN: CSP-Conlutas, Unidade Classista, CUT e Intersindical (assista aqui).

 

Em seguida, o professor falou um pouco sobre o Caderno de Textos que balizará o debate do 14º Conad Extraordinário, por meio dos Textos Resolução (TR), que são, em outras palavras, propostas que serão debatidas e aprovadas ou rejeitas pelos docentes. O texto de número 10, explicou, é uma proposta, assinada individualmente por ele e outros docentes da UFMT e de outras universidades, defendendo a permanência na CSP-Conlutas.  

 

“Nós observamos que as principais críticas à CSP-Conlutas estão relacionadas a erros de direção, que são frequentes, mas não são motivos para desfiliação. Além disso, todas as propostas dos cinco TRs apresentados que defendem a saída da CSP (são 12 TR’s no total), exceto a própria desfiliação, são possíveis de realizar fazendo parte da CSP. Os problemas apresentados não são da CSP, mas da própria capacidade de organização da classe trabalhadora”, afirmou.

 

O professor Breno dos Santos, que também assina um TR que será debatido no 14º Conad Extraordinário, de número 18, defendendo a saída da CSP-Conlutas, iniciou sua intervenção afirmando que o debate em questão é fundamental e saudando o trabalho do GTPFS. “Esse debate é de extrema importância e não é novo para nós, mas se intensificou nos últimos três ou quatro anos, fruto do nosso acúmulo sobre os desafios da classe e os limites da CSP-Conlutas. Um dos principais problemas que nós identificamos na CSP é o aparelhamento partidário e, por conta disso, há dificuldades de representação”, destacou.

 

Outras críticas apresentadas por docentes que defendem a saída da CSP - Conlutas foram divergências políticas com relação a posições sobre questões nacionais e internacionais.   

 

Para o professor Maelison Neves, no entanto, o debate central deveria ser não sobre os acertos e erros da central, mas sobre os desafios para a mobilização do Movimento Docente e da classe trabalhadora. “O que acontecerá, de fato, se, nesta conjuntura, o Andes-SN decidir sair da CSP-Conlutas? Eu concordo com todas as críticas, mas não enxergo outro espaço onde a gente possa construir, de fato, a organização da nossa classe. É neste contexto que nós estamos”, finalizou.   

 

Após diversas intervenções, foi aprovado o voto pela permanência na central por 15 votos favoráveis, quatro contrários e uma abstenção.

 

     

Vale destacar que a decisão da assembleia desta quinta-feira orientará apenas o voto do delegado indicado pela diretoria da Adufmat-Ssind, professor Leonardo Santos. As manifestações de toda a delegação durante o evento, sejam durante as plenárias ou durante os grupos mistos, poderão ser feitas livremente, considerando que os observadores da deleção, muitas vezes, estão organizados em coletivos políticos que apresentam e defendem suas posições nos Textos Resolução submetidos à análise da categoria no evento.  

 

 

A delegação da Adufmat-Ssind no 14º Conad Extraordinário é composta pelos docentes Onice Dall’Oglio (Sinop), Paula Alves (Araguaia), Breno Santos, Alair Silveira, Tomás Boaventura, Maria Luzinete, Waldir Bertúlio e Aldi Nestor de Souza, todos observadores, indicados pela assembleia geral realizada no dia 19/10, além do delegado indicado pela diretoria da entidade, Leonardo Santos.

 

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Sexta, 04 Novembro 2022 13:59

 


 
A Diretoria da Adufmat-Ssind, no uso de suas atribuições regimentais, convoca todos os sindicalizados para Assembleia Geral Extraordinária PRESENCIAL a se realizar:

Data: 10 de novembro de 2022 (quinta-feira)

Horário: 13h30 (Cuiabá) com a presença mínima de 10% dos sindicalizados e às 14h, em segunda chamada, com os presentes.

 
Pauta única:
 
1) Posição da Adufmat-Ssind em relação ao 14º Conad Extraordinário: CSP-Conlutas (clique aqui para ler o caderno de textos). 


A Assembleia será presencial e ocorrerá simultaneamente no auditório da sede de Cuiabá e nos campi do Araguaia e SINOP.



 
 
Cuiabá, 04 de novembro de 2022.
 
Gestão Colegiada Dom Pedro Casaldáliga

 

 

 

Quinta, 20 Outubro 2022 17:16

 

Professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) decidiram nessa quarta-feira, 19/10, em assembleia geral da categoria, quem fará parte da delegação que representará a Adufmat-Ssind no 14º Conselho Extraordinário do Andes-Sindicato Nacional (Conad), que será realizado entre os dias 12 e 13/11, em Brasília, para debater a permanência ou não na CSP-Conlutas. Além disso, os docentes debateram e tiraram encaminhamentos com relação aos temas conjuntura e cortes de orçamentos das universidades federais.

 

Na abertura da plenária, durante os informes, a diretoria falou sobre as atividades realizadas nos últimos meses como o Grito dos Excluídos, a eleição da subseção de Sinop, o lançamento do caderno II do GTPFS e dos debates presenciais que estão disponíveis nos canais oficiais da Adufmat-Ssind (clique aqui). Além disso, também foram citadas algumas produções da equipe de comunicação do sindicato, incluindo o último da campanha “Em defesa da UFMT”, sobre os efeitos dos cortes (assista aqui), entre outras atividades: plenária unificada das categorias (10/10), baile dos professores (15/10) e ato em defesa da educação (18/10). Nos próximos dias haverá em Sinop o baile dos professores (22/10) e um debate sobre os cortes de orçamento, ainda sem data definida.

 

O professor Roberto Boaventura solicitou a melhoria do layout do canal “Espaço Aberto”, questão que o diretor-geral da Adufmat-Ssind, Leonardo dos Santos, afirmou que já está em discussão.

 

A professora Raquel de Brito, diretora da Vice-presidência Regional Pantanal do Andes-SN (VPR Pantanal), comunicou que foi prorrogado o prazo para inscrições e submissão de textos para o 14º Conad até 21/10, e que entre os dias 06 e 09/12 o sindicato nacional realizará, simultaneamente, o II Seminário Internacional Educação Superior, o I Seminário Multicampia e Fronteira, e o I Festival de Arte e Cultura com o tema “Sem fronteiras, a arte respira lucha”, nas cidades de Foz de Iguaçu (PR), com atividades em Ciudad del Este (Paraguai) e Puerto Iguazú (Argentina).

 

A professora Alair Silveira questionou sobre a consulta que ficou de ser feita pela direção da Adufmat-Ssind à diretoria do Andes-SN, acerca dos procedimentos para apresentação de recurso ao Congresso do Andes-SN com relação à exclusão do quadro de sindicalizados do professor Reginaldo Araújo. A professora Marlene Menezes respondeu que já enviou e-mail informando que o sindicato construirá um Texto Resolução com os argumentos contrários à expulsão do diretor e solicitando informações quanto ao procedimento. Diante da ausência de resposta da direção nacional até o momento, a professora Alair reiterou a solicitação de que a Adufmat-Ssind reitere o pedido de informações ao Andes-SN.

 

Análise de conjuntura

 

O ponto de pauta Analise de Conjuntura teve início com o professor Vicente Ávila criticando o neoliberalismo. “O projeto neoliberal para a universidade pública é torná-la uma escola federal de baixo custo e que forme pessoas preparadas para aumentar a mais valia dos capitalistas. Querem que ela seja formadora de pessoal de nível técnico, mais barato, para aumentar a mais valia dos empresários”, afirmou.

 

Em seguida, Ávila tocou em duas questões que pautaram, também, outras análises durante o debate de conjuntura: a fome e as eleições. “Eu temo que essa diferença que está aparecendo nas pesquisas, que é pouca, pode ser tirada num país no qual 33 milhões de pessoas passam fome e algumas centenas de gente com muito dinheiro apoiam o Bolsonaro. Isso é um alerta para o risco muito alto da compra de votos”, disse.

 

O professor Maelison Neves interveio em seguida, afirmando que o debate ali realizado não estava sendo sobre quem vai ganhar as eleições, mas sobre como será o futuro de um país, cujo cenário já é de devastação.

 

Para o professor Aldi Nestor de Souza, o bolsonarismo é forte nas periferias, porque, embora articulem pouco, se dedicam a falar de dois temas centrais por meio das igrejas, que seriam “Deus” e “família”, temas que a chamada esquerda não aborda com tanta facilidade.

 

A professora Alair Silveira alertou que é preciso pensar o que vai ser no período pós eleição, independentemente de quem ganhar. “A diferença entre os dois candidatos é de regime e não de projeto societário. O neoliberalismo não está sendo questionado. Fizemos um ato ontem, que foi bonito, interessante, mas foi pela defesa do Lula e não pela defesa da universidade e contra os cortes de orçamento. Que o PT e o PSDB não têm diferença de projetos está comprovado, inclusive, pela formação da chapa Lula-Alckmin”, declarou.

 

O professor Tomás Boaventura falou do medo que os apoiadores de Lula estão enfrentando para adesivar os carros, pelas agressões dos bolsonaristas, e se emocionou ao falar da “barbárie da fome”.

 

Para o professor Wanderlei Pignati, os partidos e movimentos de trabalhadores devem realizar auto avaliações, questionando como estão, por que as mudanças na relação com as bases foram alteradas nos últimos anos.

 

Cortes de orçamentos

 

Com relação aos cortes de orçamentos das universidades federais, o professor Leonardo dos Santos realizou uma introdução ao tema lembrando que, além de todo o debate realizado na análise de conjuntura, em que ficaram explícitos os ataques à universidade, também caracteriza este período o ataque aos servidores com a PEC 32 (Reforma Administrativa) e não reajuste dos salários.

 

Após o debate os presentes encaminharam a construção de uma campanha com baners e outros materiais espalhados pelos campi da UFMT, valorizando o serviço público e a recomposição do orçamento. Foi formada uma comissão para pensar a campanha, composta pelos professores Alair Silveira, Maelison Neves, Leonardo dos Santos, Wanderlei Pignati, Clarianna Silva e representante da VPR Pantanal.

 

Além disso, os docentes aprovaram: fazer um debate com especialista sobre a questão do orçamento; realizar uma nova plenária das entidades com docentes, estudantes e técnicos nos três campi; convidar o reitor da UFMT para expor a situação atual do orçamento da universidade; e dialogar com os trabalhadores terceirizados.

 

14º Conad Extraordinário

 

Neste ponto de pauta, o professor Aldi Nestor de Souza, coordenador do Grupo de Trabalho Política de Formação Sindical da Adufmat-Ssind (GTPFS) lembrou que o GT está preparando e divulgando uma série de materiais para subsidiar a categoria para o debate que será realizado no 14º Conad Extraordinário. Os boletins e o vídeo com debate realizado entre as forças políticas do Andes-SN estão publicados na página da Adufmat-Ssind.

 

“Esse debate tem uma importância muito grande, porque vai debater a continuidade da filiação ou desfiliação da central, nesta conjuntura que nós acabamos de analisar”, ressaltou o docente.  

 

Após as discussões os indicados para a delegação foram os professores: Onice Dall’Oglio (Sinop), Breno Santos, Alair Silveira, Tomás Boaventura, Maria Luzinete, Waldir Bertúlio, Aldi Nestor de Souza e Leonardo dos Santos (como delegado, pela diretoria). Será assegurada a participação de um docente do Araguaia, caso haja interesse.     

 

Também ficou decidido que a Adufmat-Ssind convocará nova assembleia, após a publicação do Caderno de Textos do 14º Conad Extraordinário, com pauta única, para tirar a posição do sindicato com relação à permanência ou não do Andes-SN na CSP-Conlutas.

    

 

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Sexta, 14 Outubro 2022 00:00

 

 

 
A Diretoria da Adufmat-Ssind, no uso de suas atribuições regimentais, convoca todos os sindicalizados para Assembleia Geral Ordinária PRESENCIAL a se realizar:

Data: 19 de outubro de 2022 (quarta-feira)

Horário: 13h30 (Cuiabá) com a presença mínima de 10% dos sindicalizados e às 14h, em segunda chamada, com os presentes.

 
Pauta:
 
1) Informes;

2) Análise de conjuntura;

3) Cortes e contingenciamentos do orçamento das universidades;

4) Escolha da delegação para o 14º Conad Extraordinário.  


A Assembleia será presencial e ocorrerá simultaneamente no auditório da sede de Cuiabá e nos campi do Araguaia e SINOP.



 
 
Cuiabá, 14 de outubro de 2022.
 
Gestão Colegiada Dom Pedro Casaldáliga

 

 

Segunda, 10 Outubro 2022 10:30

 

Clique no arquivo anexo abaixo para ler o documento. 

Sexta, 30 Setembro 2022 17:13

 

Tomou posse nessa sexta-feira, 30/09, a nova diretoria da Subseção da Adufmat-Ssind em Sinop. A chapa “Adufmat Viva para Resistir” foi eleita na segunda-feira, 26/09 e estará à frente da entidade até 2023.

 

Durante a Assembleia, a professora Clarianna Silva, representando a Comissão Eleitoral, afirmou que foi uma eleição tranquila, com apenas uma chapa inscrita e sem interposição de qualquer recurso. “Eu gostaria de agradecer à chapa, aos docentes que participaram do processo como um todo e aos funcionários da Adufmat-Ssind. Foi um processo tranquilo, sem recursos, e a chapa foi eleita com 62 votos, nenhum nulo e nenhum em branco”, declarou a docente.  

 

Depois, os membros da nova direção da subseção se apresentaram: a professora Pacífica Pinheiro Lima Neta, coordenadora geral, é docente do curso de Enfermagem, assim como a professora Sônia Vivian de Jezus, coordenadora-tesoureira. A professora Claudia dos Reis, coordenadora-secretária, leciona no Instituto de Ciências Naturais, Humanas e Sociais, e os professores Handrey Borges Araujo, coordenador de Comunicação, e Ricardo da Silveira Carvalho, coordenador de Planejamento, estão lotados no Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais.  

 

Ao parabenizar os colegas, o professor Leonardo dos Santos, diretor geral da Adufmat-Ssind, falou sobre as lutas da categoria e na confiança da construção coletiva histórica do sindicato. “A mobilização da categoria está cada vez mais difícil, a luta coletiva está desacreditada. O desencanto, em vista dos ataques dos últimos anos, nos coloca numa posição defensiva e desesperada. Mas a construção desse futuro só é possível pelas mãos da classe trabalhadora. Eu sei que a Adufmat-Ssind continuará pautando nossos projetos de profissão, universidade e país, que são bastante diferentes do que nós temos hoje. Parabéns aos colegas e contem com a gente para tudo o que for possível”, concluiu.  

 

Nesse sentido, a primeira demanda apresentada pela direção da subseção foi formação política. “Nós estamos aqui com o intuito de ajudar, de colaborar, mas também de aprender. Por isso, nossa primeira demanda é, justamente, o curso de formação sindical da Adufmat-Ssind”, falou a coordenadora geral da subseção, professora Pacífica Pinheiro.

 

Por se tratar de uma eleição extemporânea, a nova direção local iniciará seu trabalho imediatamente.

 

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Quarta, 28 Setembro 2022 14:53

 

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

 

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DA ADUFMAT- Ssind

 


 
A Diretoria da Adufmat-Ssind, no uso de suas atribuições regimentais, convoca todos os sindicalizados para Assembleia Geral Extraordinária PRESENCIAL a se realizar:

Data: 30 de setembro de 2022 (sexta-feira)

Horário: 15h30 (Cuiabá) com a presença mínima de 10% dos sindicalizados e às 16h, em segunda chamada, com os presentes.

 
Pauta única:
 
1) Posse da diretoria eleita para a Subseção da Adufmat-Ssind em Sinop, “Adufmat viva para Resistir” (2022-2023)

 


A Assembleia será presencial e ocorrerá simultaneamente no auditório da sede de Cuiabá e nos campi do Araguaia e SINOP.



 
 
Cuiabá, 28 de setembro de 2022.
 
Gestão Colegiada Dom Pedro Casaldáliga

 

Quinta, 01 Setembro 2022 14:33

 

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DA ADUFMAT- Ssind


A Diretoria da Adufmat-Ssind, no uso de suas atribuições regimentais, convoca todos os sindicalizados para Assembleia Geral Extraordinária PRESENCIAL a se realizar:

 

Data: 05 de setembro de 2022 (segunda-feira)

Horário: 13h30 (Cuiabá) com a presença mínima de 10% dos sindicalizados e às 14h, em segunda chamada, com os presentes.


Pontos de Pauta:

1) Informes;
2) Análise de Conjuntura;
3) Atividades do sindicato nos campi e democracia interna;
4) Edital para o processo eleitoral da subseção da Adufmat-Ssind em Sinop.


A Assembleia será presencial e ocorrerá simultaneamente no auditório da sede de Cuiabá e nos campi do Araguaia e SINOP.



Cuiabá, 01 de setembro de 2022.

Gestão Colegiada Dom Pedro Casaldáliga

Quinta, 28 Julho 2022 19:42

 

 

Na assembleia geral realizada nessa quinta-feira, 28/07, pelos docentes da Universidade Federal de Mato Grosso associados à Adufmat-Seção Sindical do Andes Sindicato Nacional, a categoria aprovou a elaboração de recurso ao Congresso do Andes-Sindicato Nacional, questionando, em forma de Texto Resolução, o método que levou à exclusão de professor da Adufmat-Ssind do quadro de sindicalizados do Andes-SN. Entre os pontos de pauta, além dos informes do Conad, estavam ainda informes, análise de conjuntura, reajuste dos planos da Unimed, atividades do sindicato nos campi e democracia interna, e cortes de orçamentos na UFMT.

 

Durante os informes, a diretoria da Adufmat-Ssind falou que o Baile dos professores deste ano já está sendo organizado, e será no dia 15/10. Será o primeiro depois do início da pandemia, em 2020. A diretoria afirmou, ainda,  que está confirmada a presença do professor Ricardo Antunes para debater o Mundo do Trabalho e o Movimento Docente, como atividade de retorno das aulas do próximo semestre letivo. Houve ainda o informe de que o sindicato garantiu a participação do professor Waldir Bertúlio na Jornada de Lutas realizada em Brasília este mês, e que o docente representará a entidade na Comissão Nacional de Mobilização do ANDES no próximo período, para ajudar a construir mais uma mobilização em Brasília nos próximos dias.

 

A professora Marlene Menezes fez informes sobre o processo dos 3,17% (URV). Na próxima terça-feira (02/08), haverá uma reunião entre os professores interessados e a Assessoria Jurídica responsável pela ação para explicar todas as dívidas. O sindicato fará convocação oficial divulgando local e horário.

 

O professor Aldi Nestor informou que não participou de evento voltado para a Educação promovido pelo setor empresarial porque testou positivo para covid-19. No entanto, destacou outra questão grave no mesmo sentido: pela primeira vez, empresas patrocinam, financiam o seminário pedagógico estadual, ao mesmo tempo em que as entidades que constroem a educação pública ficaram ausentes. “Isso reflete, de certa forma, o contexto de esvaziamento de significados que vivenciamos dentro da universidade. É uma conjuntura bastante complicada”, afirmou.

 

O professor aposentado Vicente Ávila utilizou o espaço dos informes para dizer que a professora Maria Adenir Peraro está cotidianamente trabalhando com a documentação do sindicato, que isso é uma conquista e deve ser preservada. Assim, sugeriu que o sindicato insira um artigo no Regimento, quando possível, determinando que os arquivos da Adufmat-Ssind sejam revisados anualmente.

 

A mesa agradeceu a contribuição histórica e a militância da professora Peraro que, coincidentemente, estava aniversariando nesta quinta-feira.

 

Conjuntura

 

O professor Aldi Nestor de Souza abriu o ponto de pauta sobre a conjuntura, destacando a alta da inflação, isto é, o aumento de preço dos produtos, especialmente os alimentícios. Citando alguns dados, criticou a concentração da produção de grãos nas mãos de poucos grupos financeiros, que regulam os preços conforme seus interesses.

 

Para o professor Maelison Neves, no modo de produção atual, a concentração se eleva em escala, e a mercantilização sobre o que antes não era mercadoria se impõe sobre os trabalhadores. Dessa forma, a crise reconhecida popularmente não é passageira, como tenta fazer parecer a grande mídia, mas tende a ser a normalidade da vida da classe trabalhadora até que esse modelo de sociedade seja superado.

 

Já o professor aposentado José Airton de Pauta defendeu que um dos principais problemas do Brasil é a gestão da Dívida Pública, que consome mais de 50% de todo o valor arrecadado pela União anualmente e destina a banqueiros (saiba mais aqui). Para o docente, o combate a essa gestão deve estar na centralidade da luta da categoria.   

 

Para a professora Alair Silveira, a correlação de forças da luta de classes só pode ser analisada se observados os movimentos do capital e também da classe trabalhadora. Um dos problemas identificados pela docente é a concentração de esforços no processo eleitoral. “Isso é uma falácia, é da própria dinâmica do capital. Esse movimento por parte deles é esperado, mas o que nós, enquanto professores, estamos fazendo para enfrentar isso?”, provocou.  

 

O diretor de Comunicação da Adufmat-Ssind, Leonardo Santos, problematizou como o que era exceção tem virado regra, não só na América Latina, mas em todo o mundo. “O avanço do capital é notável, entra em outra fase nos últimos anos, destruindo o pouco que restava, e encontra uma população ‘desarmada’, porque apostou num projeto de conciliação de classe e, inclusive, se mantém apostando”, afirmou. O docente concluiu sua intervenção dizendo que há questões internas e externas que precisam ser pensadas, com a intenção de reconstruir um movimento unitário de trabalhadores que não seja pautado pela questão eleitoral.   

 

A professor Adriana Pinhorati afirmou que as discussões sociais, que devem começar na escola, estão sendo minadas também dentro da universidade. Lembrou das investidas para retirar disciplinas como Geografia e História da grade curricular, e criticou o processo de “curricularização”, que impõe à universidade a adoção, por exemplo, da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Caso a instituição não o faça, seus cursos podem não ser recomendados pelo MEC. “Essas intervenções têm dificultado, por exemplo, a realização de debates sobre a fome nas escolas, porque o material didático não aborda”, apontou.  

 

Os presentes aprovaram, ao final do debate, a continuidade das mobilizações, com participação nas atividades previstas para 11/08 (em defesa da Democracia), 19/08 (Parada LGBTQIAPN+) e 10/09 (Grito dos Excluídos), além da realização de um debate sobre os 200 anos de independência do país e a formação brasileira, proposta durante na assembleia pela professora aposentada da UFMT, Enelinda Scalla.

 

Reajuste dos planos da Unimed

 

A Unimed encaminhou documento relativo ao reajuste anual dos planos intermediados pela Adufmat-Ssind, previsto para 01/08. O percentual assumido no último Termo Aditivo assinado entre o sindicato e a empresa é de 18%, mas a Unimed apresentou uma nova proposta, de elevar o percentual para 21,45%, o que causou preocupação entre os docentes.

 

A Assessoria Jurídica do sindicato emitiu parecer no sentido de que o que deve ser cumprido são os 18% acordados no Termo Aditivo.

 

Após o debate, que abordou a importância de observar a saúde como um direito e os interesses mercadológicos (e, por vezes, antiéticos) das empresas que lucram em cima da venda do acesso à saúde, os presentes decidiram: formar uma comissão para negociar com a Unimed; contratar assessoria especializada para estudar o caso; fazer um levantamento entre os usuários dos problemas que estão ocorrendo com a Unimed; estudar o interesse da categoria de procurar outros planos de saúde; e defender o reajuste de, no máximo, 18%, conforme previsto do aditivo. Os professores Marlene Menezes, Sirlei Silveira e José Airton de Paula foram indicados para compor a comissão que fará a negociação com a Unimed representando a Adufmat-Ssind.    

 

Repasses do 65º Conad

 

A diretora de Assuntos de Aposentadoria da Adufmat-Ssind, Marlene Menezes, começou a fazer o relato do que ocorreu no 65º Conad. Ela lembrou que a entidade aprovou demonstrar seu repúdio e indignação com relação a como o Andes-SN procedeu com relação ao processo que resultou na exclusão do professor Reginaldo Araújo da base de sindicalizados do Andes-SN.

 

O professor Maelison Neves relatou que o Conad teve a missão de discutir temas que não foram vencidos no Congresso em Porto Alegre. Na sua perspectiva, um dos debates mais evidenciados pelo Conad foi a luta contra o Reuni Digital. As questões etnicorraciais e de gênero também foram atualizadas, assim como os debates de conjuntura, que permearam a questão eleitoral e o caráter classista do sindicato, e que, de certa forma, a TR5, que trazia a proposta de exclusão de Araújo, representou todo esse debate. Neves afirmou que o plenário aprovou a entrega do material escrito para todos, mas houve reclamações de que algumas partes do material estavam faltando, e que talvez isso tenha ocorrido pela defesa de que uma das partes envolvidas não estava presente e, portanto, não deveria ser exposta. Sobre esse tema, o professor relatou que os debates foram acalorados, demonstrando divergências sobre método e mérito.

 

A professora Alair Silveira falou sobre o debate em torno da carta, apresentada por um dos Textos Resolução, propondo que um manifesto assinado pelo Andes-SN fosse enviado ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Em resposta à essa proposta, os grupos mistos encaminharam duas sugestões: enviar o documento a todos os candidatos, exceto o atual presidente e, uma terceira proposta, de apresentar a carta apenas às candidaturas identificadas como no campo da esquerda. Venceu a segunda proposta, que tem sido criticada em âmbito nacional por algumas Seções Sindicais. “O clima presente em todos os ambientes do Conad envolvia a questão dos Textos Resolução números 5 e 19 e a questão do Lula, e não as lutas do Andes-SN”, frisou Silveira.         

 

Para a diretora da Adufmat-Ssind, Maria Luzinete Vanzeler, também membro da delegação enviada ao Conad, o evento ficou com os “restos do Congresso” realizado no início do ano em Porto Alegre e, por isso, as questões não foram bem discutidas. Vanzeler também destacou a polarização do apoio ao Lula e a TR5. “As pessoas estavam preparadas para votar, não para debater as questões. Nós estamos nos perdendo no debate classista e priorizando a questão identitária, que, sim, estão dentro da formação da classe, mas a gente se desmancha em vez de unir o todo. Foi isso que eu vi no Conad”, afirmou.

 

O professor Vicente Ávila pediu a leitura de sua carta de apoio ao professor Reginaldo Araújo, que será disponibilizado em breve, a seu pedido, no Espaço Aberto da Adufmat-Ssind.     

 

Com relação ao caso específico da exclusão do professor Reginaldo Araújo do quadro de sindicalizados, Alair Silveira destacou que o problema central continua sendo o que a assembleia de 23/06 da Adufmat-Ssind abordou: não houve, de maneira consistente, uma averiguação das denúncias.

 

A professora, que ajudou na elaboração da defesa de Araújo, relatou três pontos centrais de fragilidades constatadas no relatório de acusação, que seriam, primeiro, a presunção de que a denúncia é procedente pelo simples fato de ser de uma mulher contra um homem; segundo, de estabelecer a relação hierárquica entre patrão e empregado como condição definitiva para constatação de assédio, sem atentar de fato à definição do que seja assédio; e, por fim, ausência da devida análise documental da denúncia de apropriação indevida de parte do salário da funcionária.   

 

Depois de citar outras contradições do relatório e o ambiente hostil do 65º do Conad, Silveira afirmou que “não desejaria essa experiência nem para um inimigo, e que o fato serviu para mostrar que a classe não é mais central no Andes-SN, mas o sexismo e as questões identitárias”.

 

A professora Clarianna Silva, de Sinop, discordou de Silveira, afirmando que a situação dentro do Andes-SN demonstra a realidade das mulheres brasileiras, que sofrem cotidianamente o machismo, e que a geração atual não aceita mais isso. No entanto, com relação ao mérito, a professora disse ainda não se sentir segura para avaliar.  

 

O professor Aldi Nestor de Souza criticou o sindicato nacional, no sentido de que deveria ter tratado a questão em âmbito administrativo, como uma questão menor, pois enquanto a expulsão de um dos sindicalizados está tomando a energia do movimento, “o mundo está desabando, e as pessoas estão passando fome”.

 

A professora Sirlei Silveira se disse preocupada com os rumos do sindicato. “Em que pese todos os erros, nós não podemos desqualificar o nosso sindicato, porque ainda é uma das nossas ancoras em defesa dos direitos dos trabalhadores”, afirmou.

 

A docente relatou que a proposta de desligamento de Araújo foi a terceira na história do Andes-SN, com apenas uma efetivada de fato, e que a sansão de exclusão só deve ocorrer por infração gravíssima, e não a nível de punição que qualquer um dos sindicalizados esteja sujeito a cometer. “Quando li o relatório fiquei mais preocupada ainda, porque foi difícil identificar o objeto do desligamento. São muitos erros de condução processual por parte da comissão formada pelo Andes-SN. Dirigentes desconhecem as questões organizativas e sindicais, estatutos e outros regimentos que determinam nossas ações. A direção nacional conduz mal a investigação das denúncias, o processo de contratação na VPR. São muitos erros, e erro em cima de erro é acúmulo de problemas. Por outro lado, a defesa escrita do professor Reginaldo, em vários momentos confessa atitudes que o incriminam, como instalar uma câmera e, a partir de sua observação, decidir sobre a vida de uma funcionária com mais de 15 anos de Casa”, disse.

 

Após uma longa intervenção, a professora disse, ainda, que a categoria também deve assumir sua parcela de culpa. “A culpa é nossa, dos sindicalizados, que se afastam, que não se atentam às questões organizativas, que não fazem o enfrentamento político, que passam a mão na cabeça. Nós não podemos continuar errando, fechando os olhos para os nossos estatutos, nossas deliberações e, fundamentalmente, para os nossos princípios”. Por fim, concluiu dizendo que a Adufmat-Ssind não poderia desacatar a decisão do Conad, por existir como uma Seção Sindical do Andes-SN, cabendo a ela, se assim compreendesse, recorrer ao Congresso do Andes-SN.

 

O professor Maelison Neves disse compreender que o direito de defesa não foi desrespeitado, mas que seria possível, sim, problematizar o direito à “ampla defesa”. Num exercício de “dosimetria”, identificaria a defesa numa posição intermediária. “O que me incomoda realmente nisso tudo é ter que acreditar ou na versão dela ou não versão dele. Se eu acredito na versão dela, se havia um envolvimento anterior, eu coloco em xeque o processo seletivo. Se eu acredito na versão dele, de envolvimento depois do processo seletivo, está configurado o assédio. Eu ouvi o áudio e li a transcrição, aqueles elementos são gravíssimos. A Adufmat-Ssind não deverá se insurgir contra a deliberação do Conad”, defendeu.      

 

Novamente a professora Alair Silveira se inscreveu para pontuar algumas questões da defesa, como a questão da acusação de apropriação indevida, desmontada pela lógica matemática; como a contratação das câmeras, que não foi uma decisão individual, mas coletiva, conforme consta em ata. “A questão é, por que a direção nacional não viu os vídeos? Por que homologou uma demissão e uma contratação, se desconfiava delas? As denúncias da funcionária também dizem respeito à atual diretoria, por que não se fala nada sobre isso? Eu não estou dizendo que o Reginaldo não tem culpa, mas que é injusta a forma como esse processo tem se dado. O que aconteceu no Conad foi um linchamento político, e este Andes eu não reconheço”, concluiu.

 

Ao final do debate, os presentes aprovaram que a Adufmat-Ssind deve informar ao Andes-SN que apresentará um recurso da decisão do Conad ao Congresso, em forma de TR, questionando o método do processo.    

 

Atividades do sindicato nos campi e democracia interna

 

Com relação a este ponto de pauta, a professora Clarianna Silva fez um pedido: que fosse remetido para uma próxima assembleia geral, porque o campus de Sinop não teria mais ninguém para debate-lo. Além disso, a docente sugeriu, e foi acatado pela diretoria, que este ponto de pauta será o primeiro a ser debatido na próxima assembleia.

 

Ainda sobre Sinop, a professora aceitou compor a comissão para realização de eleição para representação local, junto aos professores Maelison Neves e Alair Silveira, todos indicados pela assembleia dessa quinta-feira.    

 

Cortes de orçamentos na UFMT

 

O ponto de pauta sobre os cortes de orçamentos na UFMT também foi remetido para a próxima assembleia, devido ao horário avançado.

 

 

 

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Quinta, 21 Julho 2022 10:54

 

A Diretoria da Adufmat-Ssind, no uso de suas atribuições regimentais, convoca todos os sindicalizados para Assembleia Geral ordinária PRESENCIAL a se realizar:

Data: 28 de julho de 2022 (quinta-feira)

Horário: 13h30 (Cuiabá) com a presença mínima de 10% dos sindicalizados e às 14h, em segunda chamada, com os presentes.


Pontos de Pauta:

1) Informes;

2) Análise de Conjuntura;

3) Reajuste Plano Unimed;

4) Repasses CONAD;

5) Atividades do sindicato nos campi e democracia interna;

6) Cortes de orçamentos na UFMT.


A Assembleia será presencial e ocorrerá simultaneamente no auditório da sede de Cuiabá e nos campi do Araguaia e SINOP.


Cuiabá, 21 de julho de 2022.

Gestão Colegiada Dom Pedro Casaldáliga