Sexta, 15 Julho 2022 16:30

Docentes analisam conjuntura política no 65º Conad Destaque

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Para balizar as avaliações e encaminhamentos dos três dias de trabalho do 65º Conselho do Andes-SN (Conad), docentes de todo o país contribuíram para a atualização da análise de conjuntura.

 

A abertura da Plenária do Tema I foi feita pela presidente do Andes-SN, Rivânia Moura, apresentando o texto com análise de conjuntura da Diretoria. A leitura é de que, a partir do cenário internacional, o Brasil continua sendo impactado pela crise capitalista e pacto burguês, levando adiante a contrarrevolução permanente de ataques aos direitos sociais e trabalhistas. Assim, a tarefa do sindicato continua sendo, entre outras coisas, lutar contra a PEC 32 (Reforma Administrativa), contra as opressões de gênero, raça e sexo, e construir uma greve geral de trabalhadores.

 

As professoras Eleonora Ziller (AdUFRJ) e Nicole Pontes (Aduferp) apresentaram o texto com título “O que a conjuntura impacta na vida docente: remover o governo criminoso de Bolsonaro para reconstruir e transformar o Brasil”, que aborda, entra outras coisas, a defesa da participação do Andes-SN na Conferência Nacional Popular da Educação (Conape).

 

A tese “Lutar pelo poder popular! Pelo socialismo e o internacionalismo! Fora Bolsonaro! Construir a universidade popular!”, foi defendida pelo professor Luis Acosta (AdUFRJ). Ele iniciou lembrando que este ano será comemorado 200 anos da independência do Brasil e 100 anos do Partido Comunista Brasileiro, parte importante da história de organização da classe trabalhadora, pois demonstra a disposição de construção de outra sociedade. O texto reivindica, ainda, a luta pela Memória, Verdade e Justiça, que transformou lutadores em mártires na ditadura militar. Por fim, os autores do texto reivindicam a independência de classe, afirmando que a luta dos trabalhadores não se esgota nas eleições, mas a construção de propostas como: uma Lei de Responsabilidade Social, referenciada pelas propostas da classe trabalhadora; um Projeto de Educação que deve incluir uma Universidade Popular, além de uma grande greve, ao menos do setor da Educação.

 

A professora Alair Silveira (Adufmat-Ssind) defendeu a tese “Nas Ruas ou nas Urnas?”, criticando a tendência de defesa da candidatura de Lula como alternativa a um novo Governo Bolsonaro e o esforço da Diretoria do Andes-SN em transformar a importante luta contra as opressões em ferramenta de perseguição entre os próprios militantes da categoria. “Não há quem discorde da tragicidade deste governo, que é intolerante, perseguidor. No entanto, há discordâncias sobre o porquê a classe está como está, e como deve agir para avançar, para sair disso. Eleições não devem ser prioritárias. ‘Fora presidentes’, insígnias que usamos desde o Governo Collor, esvazia o debate central contra o projeto societário. Da mesma forma, as cisões criadas entre a categoria, a partir da opção de centrar no debate das opressões no lugar da classe, só nos enfraquece”, afirmou.

 

As defesas foram seguidas por debate aberto entre os presentes sobre os temas apresentados, e a Plenária I foi finalizada sem encaminhamentos. Para saber mais sobre as análises, leia o Caderno de Textos e o Caderno Anexo do 65º Conad.

 

 

Ao final, a delegação da Adufmat-Ssind apresentou o segundo caderno produzido pelo Grupo de Trabalho de Política e Formação Sindical (GTPFS) local, intitulado "Capital e Trabalho: ofensivas e resistências". O trabalho reúne análises acerca da identificação e sistematização de toda a legislação contrária aos interesses dos trabalhadores aprovadas nos últimos anos.   

 

Ainda no período noturno dessa sexta-feira, os docentes se concentrarão nos textos dos temas II (Plano de Lutas Geral e dos Setores) e III (Questões Organizativas e Financeiras) nos Grupos Mistos. 

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Ler 245 vezes Última modificação em Sexta, 15 Julho 2022 18:02