Quarta, 22 Dezembro 2021 13:40

Projeto de agroecologia da UFMT Sinop é selecionado para expor no Museu do Amanhã Destaque

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Começou na sexta-feira, 17/12 e vai até 12/06/22 a Exposição “Fruturos - Tempos Amazônicos”, do Museu do Amanhã, que terá como foco a apresentação da grandeza, da biodiversidade e do conhecimento presentes no maior bioma tropical do mundo: a Amazônia. A mostra, que propõe novas descobertas sobre a relação entre a floresta e o clima, e evidencia o caráter urgente de sua conservação, selecionou cerca de 20 projetos para representar a proposta, entre eles o Gaia Rede de Cooperação para Sustentabilidade, que nasceu no campus da UFMT Sinop.

 

“Foi muito especial para nós essa indicação. Vários projetos foram sugeridos aos curadores por jornalistas que entraram em contato para descobrir as iniciativas no bioma. A ideia é mostrar as realidades desse bioma na perspectiva da sustentabilidade”, explicou a coordenadora do Gaia Rede de Cooperação para Sustentabilidade, Rafaella Felipe. Em outubro deste ano o Projeto recebeu uma Moção de Aplauso da Câmara de Vereadores de Sinop pelo trabalho realizado.

 

Desde 2019, o Projeto tem plantado a semente da Agroecologia na região norte de Mato Grosso. O público alvo são agricultores urbanos, periurbanos e rurais, assentados da reforma agrária, além de acadêmicos e estudantes da instituição, Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Escola Técnica de Sinop e comunidade em geral (saiba mais aqui).

 

O Projeto Gaia é executado pela UFMT, UNEMAT, Embrapa e Escola Técnica Estadual de Sinop e tem apoio do REDD Early Movers Mato Grosso (REM MT), uma premiação dos governos da Alemanha e do Reino Unido, por meio do Banco Alemão de Desenvolvimento (KFW) ao Estado do Mato Grosso, pelos resultados na redução do desmatamento nos últimos anos (2006-2015). O Programa REM MT beneficia aqueles que contribuem com ações de conservação da floresta, como os agricultores familiares, comunidades tradicionais e os povos indígenas, e fomenta iniciativas que estimulam a agricultura de baixo carbono e a redução do desmatamento, a fim de reduzir emissões de CO² no planeta, é coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e tem como gestor financeiro o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). 

 

Tema da Exposição, a Amazônia está presente em oito países e ocupa quase metade do Brasil. Mais de 30 milhões de pessoas e milhares de espécies de plantas compõem sua cobertura. Para tentar representar essa, que é uma das regiões mais biodiversas do globo, o Museu do Amanhã também apresentará objetos construídos a partir do reaproveitamento de peças de outras mostras e também confeccionados por artesãos indígenas de diferentes regiões do país.

 

A proposta inclui, ainda, que os visitantes possam se sentir parte da floresta a partir da ambientação, que trará atividades interativas, elementos que revelam a diversidade da Amazônia e a atmosfera sonora da região. “Conduzida por uma narrativa temporal, a mostra se conecta às vivências de milênios, séculos e décadas que coabitam a Amazônia hoje, além de destacar as perspectivas de futuro. As seções abordarão temas como fauna, flora, povos e cultura, oferecendo informações acerca do cotidiano das populações locais, das tradições perpetuadas e das múltiplas linguagens utilizadas”, afirma a organização no material de divulgação da Mostra.

 

 

A exposição trará, ainda, uma perspectiva atualizada sobre o bioma, destacando também sua diversidade social. Para isso é preciso mostrar os desafios atuais da Amazônia, os diferentes cenários que se configuram a partir do modelo capitalista de desenvolvimento socioeconômico e a proposta de um novo modelo que seja baseado na ciência, nos saberes tradicionais e no compromisso com a floresta em pé, refletindo sobre as diversas formas de viver, conviver e criar na região, como faz o Gaia Rede de Sustentabilidade. 

 

A exposição destacará ainda o contexto político, a partir das transformações desenfreadas que atropelaram as leis ambientais ao longo dos anos, a urbanização desordenada, além de atividades ilegais de mineração e grilagem.

 

O Museu do Amanhã é um museu de ciências aplicadas que explora as oportunidades e os desafios que a humanidade terá de enfrentar nas próximas décadas a partir das perspectivas da sustentabilidade e da convivência. Inaugurado em dezembro de 2015 pela Prefeitura do Rio de Janeiro, já recebeu mais de 4 milhões de visitantes desde a sua inauguração.

 

 O horário de funcionamento é de terça a domingo, das 10h às 18h (última entrada às 17h). Para visitar o Museu, o uso da máscara de proteção é obrigatório, além da apresentação do comprovante de vacinação contra a Covid-19.

 

Clique aqui para obter mais informações sobre a Exposição Fruturos-Tempos Amazônicos

 

 

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Ler 207 vezes Última modificação em Quinta, 23 Dezembro 2021 14:16