Segunda, 24 Abril 2017 18:39

 

 

            No dia 19 de abril/17, nove trabalhadores rurais foram torturados e assassinados por homens encapuzados no Assentamento de Taquaruçu do Norte, em Colniza/MT. Como parte da tragédia anunciada que combina impunidade (vide massacre de Carajás, há 21 anos), latifúndio e criminalização das lutas sociais, desnuda-se o não-Estado de Direito àqueles que lutam por terra, trabalho e direitos sociais. De acordo com o Relatório sobre Conflitos no Campo 2016, da Comissão da Pastoral da Terra (CPT), somente em 2016 foram 61 assassinatos (o maior número registrado desde 2003). Considerando-se a totalidade dos conflitos por terra, pela água e trabalhista, 2016 alcançou os impressionantes números de 1.536 conflitos. Assim, a chacina de Colniza/MT vem a revelar, mais uma vez, a inação do Estado para assegurar, sequer, as mais elementares garantias constitucionais.

            Diante de mais essa tragédia que a todos os trabalhadores consterna, nós, abaixo assinados, vimos a público não somente manifestar nosso profundo pesar - e solidariedade a todos trabalhadores rurais - senão que exigir, além da punição dos verdadeiros responsáveis, também a efetividade dos direitos fundamentais individuais e coletivos que reconhecem dentre outros, a função social da propriedade e a livre associação.

       Direção da Adufmat-SSind. do ANDES/SN

Associação de Educação e Cultura Agroecológica Zumbis – AECAZ-Sinop/MT

            Centro Acadêmico de Ciências Sociais – CACIS/UFMT

            Centro Acadêmico de Geografia – CAGEO

            Centro Acadêmico de Saúde Coletiva – CASACO/UFMT

            Centro Acadêmico de Serviço Social – CASES/UFMT

            Fórum Teles Pires

            Frente Feminista da UFMT

            Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte – GPEA

            Instituto Caracol

            Laboratório de Estudos e Pesquisas da Diversidade da Amazônia Legal – LEAL-Juara/MT

            Levante Popular da Juventude

            Movimento Agroecológico Estudantil – M.A.E

            Movimento dos Atingidos/as por Barragens – MAB/MT

            PET-Conexões de Saberes ‘Diferentes Saberes e Fazeres na UFMT’

            Projeto Canteiros da Unemat-Sinop/MT

            Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso – SINDJOR/MT

            Sindicato dos Servidores Públicos da Educação Profissional e Tecnológica de Sinop/MT – SINPROTEC

 

21/04/2017

 

Quarta, 07 Dezembro 2016 10:34

 

CONVITE

 

Faz escuro, mas eu canto por que amanhã

vai chegar.

Vem ver comigo companheiro, vai ser lindo, a cor do

mundo mudar.... (Thiago de Mello).

  

Caros companheiros e companheiras

Nos dias 08 a 10 de dezembro estaremos realizando nosso XXI Encontro Estadual do MST/MT, no Centro de Formação Olga Benário Prestes, Várzea Grande – MT.

Será um momento rico em estudo, planejamento e organização da luta, com muita mística para enfrentarmos a conjuntura tão adversa.

Muito nos apraz à presença de todos/as, pois como diz o poeta a mudança é uma construção de muitas mãos, mas vai ser lindo ver essa mudança acontecer. Dessa forma será muito importante contar com a presença dos companheiros/as nessa construção, sendo que os dias serão de estudos e as noites haverá: jornada socialista (09/12), e noite de encerramento e confraternização (10/12).

   

Um grande abraço!

 

Coordenação Estadual MST/MT

 

Cuiabá MT, 01 de dezembro de 2016.

 

Segunda, 29 Agosto 2016 10:35

 

 

 

 

Circular nº 269/16

Brasília (DF), 26 de agosto de 2016

 

 

 

Àsseçõessindicais, secretariasregionais e aosDiretores do ANDES-SN

 

 

 

Companheiros,

 

 

Encaminhamos, anexa, NOTA DE SOLIDARIEDADE DA DIRETORIA DO ANDES-SN AOS DOCENTES DA UESB.

 

Semmaispara o momento, renovamosnossascordiaissaudaçõessindicais e universitárias.

 

 

 

 

 

 

Prof. Giovanni Frizzo

2º Secretário


 

NOTA DE SOLIDARIEDADE DA DIRETORIA DO ANDES-SN AOS DOCENTES DA UESB

 

A diretoria do ANDES-SN vem a público manifestar sua total e irrestrita solidariedade aos companheiros e companheiras docentes da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), bem como os demais manifestantes e trabalhadores que foram barbaramente reprimidos por seguranças do governador do Estado da Bahia, durante uma manifestação pacífica no ato de inauguração de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na cidade de Vitória da Conquista, no dia 22 de agosto de 2016.

O ANDES-SN tem combatido de forma firme e vigorosa todas as formas de criminalização dos movimentos sociais. É inaceitável que uma reivindicação de docentes, técnico-administrativos e estudantes por melhores condições de trabalho e em defesa da Universidades estaduais baianas seja tratada com tamanha brutalidade por parte de qualquer governo. Essa demonstração de desrespeito e violência do Governo da Bahia, que, em vez de dialogar, prefere agredir fisicamente e moralmente os docentes, é absolutamente inaceitável em um Estado democrático e de direito e deve ser denunciada e repudiada com todo vigor junto à sociedade brasileira.

Os projetos de Lei que atacam a liberdade e autonomia da prática docente (Escola sem Partido), a Lei antiterrorismo e os PLP 257 e a PEC 241, que objetivamimplementar um violento arrocho salarial, além da retirada dos direitos dos servidores públicos, são a expressão da contra reforma do Estado e de um conservadorismo abominável que, de várias formas e em várias frentes, procura sucatear os serviços públicos em prol dos interesses privados e criminalizar todos aqueles e aquelas que lutam e denunciam os ataques às liberdades e aos direitos sociais. Contra os ataques dessa natureza não devehavertrégua. Só a luta e a denúncia podem mudar esse quadro.

Os docentes da UESB não devem se intimidar ante mais este ato de criminalização de suas reivindicações, mas sim intensificar as lutas em curso. Além disso, a coragem e determinação dos docentes da UESB, mais um exemplo da vitalidade dos docentes que se encontram na base do ANDES-SN, renovam nossas forças em defesa do projeto de uma educação pública, gratuita, de qualidade, laica e socialmente referenciada. Estamos juntos, solidários e fortes na luta. Sigamos em frente sem temer o futuro.

Lutar não é crime!

 

Brasília, 25 de agosto de 2016.

 

 

Eblin Farage

Presidente do ANDES-SN

Segunda, 08 Agosto 2016 10:15

 

 

Representante da CSP-CONLUTAS no Mato Grosso do Sul e um diretor do ANDES-SN (VPR Pantanal) acompanharam uma comissão de trabalhadores que se encontram há meses na calçada do Centro Integrado de Atendimento ao Trabalhador (Casa do Trabalhador) em Três Lagoas-MS, em audiência com os procuradores no Ministério Público do Trabalho.

 

A reunião no MPT teve por objetivo denunciar o descaso das empresas de papel e celulose Fibria, Eldorado e terceiras, bem como do poder público local (Prefeitura e Câmara), para com os desempregados.

 

ENTENDA O CASO

Isenção de impostos federal, estadual e municipal, financiamento do BNDES, frouxidão com relação à fiscalização ambiental, infraestrutura de transporte, mão de obra barata e proximidade com centros consumidos do Sudeste. Esses elementos têm atraído para o município de Três Lagoas-MS diversas empresas, e fez a cidade despontar em reportagens (algumas pagas por empresários locais e ou o governo municipal) como uma das principais geradores de emprego no País e maior PIB do Estado. 

 

Em 2008 e 2012 duas indústrias gigantes do papel e celulose (Fibria e Eldorado) se instalaram no município do leste do Mato Grosso do Sul, atraídos pelos benefícios estatais. Os baixos salários, as condições de trabalho no setor florestal e a pouca ação da burocracia do Sindicato do Trabalhador Rural (ligado à CUT) motivou os trabalhadores deste setor à organizar o Sindicato do Trabalhador Florestal (SINTRAF) em 2015, ligado à CSP-CONLUTAS. As duas empresas demitiram todos os diretores do sindicado, que permanecem na luta pela reintegração.

 

Essas mesmas papeleiras Fibria e Eldorado anunciaram no primeiro semestre deste ano a ampliação das plantas industriais, o que as levará a se tornarem as duas maiores produtoras de celulose do mundo. O anúncio de que a ampliação geraria 40 mil vagas de emprego, mais a falsa propaganda institucional (da Prefeitura) de que o município cresce e gera empregos com altos salários, tem atraído milhares de trabalhadores, especialmente do Norte (Pará) e Nordeste (Maranhão, Bahia entre outros). Quando chegam, as vagas não estão à disposição. Sem dinheiro, esses companheiros ficam nas ruas contando com a solidariedade dos moradores locais.

 

Os operários denunciam que as vagas existem, mas não no montante propagado. Denunciam ainda que a seleção, coordenada pela agência pública de empregos CIAT (Casa do Trabalhador) e pelas empresas, desconsidera os trabalhadores que estão na fila, muitos morando na calçada há meses. Ao mesmo tempo em que a fila cresce com pessoas da cidade e imigrantes, as empresas trazem ônibus de trabalhadores contratados em outras cidades e não selecionam os que já estão cadastrados no CIAT.

 

Os operários denunciam também a tática do CIAT para tentar desmobilizá-los repassando a seleção diretamente às empresas terceirizadas. Com isso, os desempregados terão que percorrer, individualmente, as várias empresas, dificultando ainda mais a contratação.  

 

Como resultado da reunião com o MPT, este convocará as empresas, o município e os trabalhadores para audiência pública, na tentativa de encaminhar a solução para o problema.

 

A CSP-CONLUTAS e o ANDES-SN acompanha os trabalhadores, de forma solidária, e prepara ações de apoio e de mobilização.

 

Vitor Oliveira

VPR-Pantanal

Quarta, 13 Julho 2016 11:06

 

 

Roberto Boaventura da Silva Sá

Prof. de Literatura/UFMT; Dr. em Jornalismo/USP

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

No ápice da história de Portugal, ou seja, na saída da Idade Média para a Idade Moderna, a poesia portuguesa – tributária da primogênita “Cantiga da Ribeirinha” e demais cantigas trovadorescas, bem como dos audaciosos autos de Gil Vicente – navegou por “mares nunca dantes navegados”. Como poucos conseguiriam alhures, o poeta Luís Vaz de Camões cantou os grandiosos feitos de seu povo em Os Lusíadas, sua obra épica.

 

E sem preguiça, seu labor poético seguiu os cânones clássicos, herdados dos gregos e dos romanos. Nos 8.816 versos, dispostos em 1.102 estrofes, configuradas no esquema fixo das rimas (AB AB AB CC), inseridas em dez cantos, o poeta exalta Vasco da Gama, que liderara a descoberta do caminho marítimo para a Índia.

 

Junto com esse fio condutor, Camões descreve outros episódios da história de seu país. E exceto na parte final do Canto IV, no qual dá voz ao “Velho de Restelo”, que condena aquela empreitada portuguesa, ele, Camões, glorifica seu povo o tempo inteiro.

 

Já dentro do século XX, os portugueses ainda seriam brindados com outro poeta genial: Fernando Pessoa, que se desdobra em diversos heterônimos, como Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro. Um ser ímpar na literatura universal. 

 

Entre Camões e Pessoa, é mister lembrarmos ainda de, pelo menos, um romancista do século XIX: Eça de Queirós. Depois de Pessoa, seria imperdoável não mencionarmos a tão saudável quanto vital irreverência literária de José Saramago. As considerações desse ateu convicto sobre a cultura judaico-cristã são perturbadoras e insuperáveis. Muitas vezes sua prosa também mergulha fundo na poesia.

 

Portanto, o povo português, pelo menos no que diz respeito à produção literária, não tem do que reclamar. E, agora, também não têm do que reclamar quanto ao desempenho de sua seleção de futebol, que se tornou a mais nova campeã da Europa. 

 

Mas mais importante do que falar da vitória da seleção lusa de futebol é falar das cenas de comemoração do título. E dentre tais, há um destaque: aquela cena em que um garotinho português consola um choroso jovem francês que assistiu à derrota de sua seleção. Aquilo se aproximou, no plano das imagens reais, da construção de um lindo poema, pois a cena foi absolutamente lírica, imprevisível e plurissignificativa; foi uma puríssima manifestação da subjetividade humana, essencial para a concretização de um grande poema.

 

A preocupação e o respeito daquele pequenino lusitano com a dor do adversário, ainda que aquela dor pudesse ser nada perante as reais dores vividas na decante e cada vez mais excludente Europa, lhe fez proporcionar ao mundo inteiro – tão carente de humanidade – um gesto absolutamente humano e, por isso, verdadeiramente poético.

Depois disso, já nas ruas de Lisboa, em outro gesto significativo para este trágico momento político-econômico-social pelo qual passa a Europa, o ídolo mor dos lusitanos, Cristiano Ronaldo, não se esqueceu de oferecer aquele título também aos imigrantes que vivem em Portugal, dentre os quais, alguns fazem parte da seleção portuguesa. Logo, o atleta também foi poético, e daqueles que não perdem a oportunidade para expressar sua vertente mais engajada.

 

Quem diria! A Eurocopa 2016, que no início assistiu a tantas cenas de selvageria entre diferentes torcidas, fazendo-nos relembrar dos velhos digladiadores de priscas eras, acabou mergulhada em cenas poéticas, humanas, enfim; por isso, sempre necessárias para a construção de um futuro melhor para todos os povos.