Quarta, 24 Junho 2015 17:39

Na Adufmat, professor Ivo Tonet fala sobre a crise do capital e luta de classes

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A atividade realizada nessa quarta-feira, 24/06, pelo Comando de Greve Local da Adufmat, teve a exposição do Prof. Dr. Ivo Tonet, da Universidade Federal de Alagoas, acerca do tema “A crise contemporânea e os impactos na Educação”. 

O professor, que trabalha na perspectiva marxiana, afirmou que a crise é real e nos afeta tanto no aspecto econômico, quanto político, social e cultural. “Essa é uma crise mundial indiscutível, mas não se trata de um defeito do modelo capitalista. Ela é inerente ao sistema e, diferentemente das outras, está tão forte que abala os fundamentos do próprio Capital”. 

Em sua leitura, as contradições entre Capital e Trabalho se intensificam em momentos de crise. No entanto, a classe trabalhadora, desorganizada e fragilizada, acaba ainda mais prejudicada.     

Com relação ao setor da Educação, Tonet ressaltou a intensificação do conservadorismo e do produtivismo acadêmico como impactos da crise.       

Mas as reflexões, de acordo com Tonet, não devem se limitar aos impactos. “Eu vejo muitas contribuições interessantes, mas nenhuma delas no sentido de questionar os porquês disso tudo. Por que os trabalhadores não se revoltam? Por que não conseguem avançar? Por que governos que dizem nos representar contribuem com o avanço do Capital?”, questiona. 

As respostas, segundo ele, vêm a partir da observação do processo histórico em que os movimentos sociais se afastam da perspectiva revolucionária e dão lugar às reformistas. A classe operária deixou de ser protagonista e deixou nas mãos do Estado a responsabilidade de transformação social. Mas o Estado, numa sociedade burguesa, representa os interesses do Capital.        

Sendo assim, se a intenção é retomar a luta em busca da emancipação humana, onde as relações de trabalho não sejam de exploração, ou seja, a ruptura com o modo de produção capitalista, as primeiras ações, segundo ele, seriam: resgatar, na perspectiva teórica, o caráter revolucionário da classe trabalhadora e colocá-la, novamente, como dirigente do processo de transformação social.  

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa do Comando Local de Greve

Ler 538 vezes Última modificação em Quarta, 24 Junho 2015 17:43