Segunda, 26 Junho 2017 16:19

Semana decisiva: Temer denunciado, reforma trabalhista, Greve Geral neles!

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A quatro dias da Greve Geral, esta semana começa sob o impacto da mais recente pesquisa sobre a popularidade do governo Temer. Segundo o Datafolha, o presidente tem atualmente o nível mais baixo de aprovação dos últimos 28 anos. É considerado ótimo ou bom por apenas 7% dos entrevistados, 69% consideram o presidente péssimo e ruim e 63% como regular.

 

O índice é menor que o de Dilma Rousseff (PT) às vésperas do impeachment. Só não é menor que o de José Sarney que, em setembro de 1989, sob uma crise de hiperinflação, tinha aprovação de 5%.

 

Para os brasileiros, o presidente corrupto tem de sair, por bem ou por mal: 76% consideram que Temer deveria renunciar e 81% veem o impeachment como outra opção.

 

Na semana passada, outra pesquisa, do DataPoder360, observou índices semelhantes. Segundo o levantamento, Temer é rejeitado por 75% dos brasileiros e apenas 2% consideram o governo positivo.

 

Um presidente impopular e denunciado

Mas não é só a baixa popularidade que demonstra a continuidade da crise do governo. Nesta semana, a PGR (Procuradoria Geral da República) apresenta denúncia contra Temer, por corrupção passiva, obstrução da Justiça e organização criminosa.

 

A denúncia, que poderá ser fatiada em três processos, criará um fato inédito na política nacional, com um presidente da República sendo denunciado pela PGR por vários crimes.

 

Os processos serão apresentados com base na delação e no áudio gravado pelo empresário corrupto da JBS Joesley Batista. Na gravação, que teve a autenticidade comprovada pela Polícia Federal, entre outros fatos, Temer mostra acordo com o pagamento de propina por Joesley em troca do silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e faz elogios ao empresário quando este informa da compra de juízes.

 

Greve Geral neles! Derrotar as reformas e por para fora Temer e todos os corruptos

É em meio a este cenário que acontecerá a Greve Geral marcada por todas as centrais sindicais na próxima sexta-feira, dia 30.

 

Por todo o Brasil, as mais diversas categorias já aprovaram a adesão à paralisação que promete parar o país, assim como fizemos em abril. Assembleias nas bases, plenárias conjuntas de entidades e reuniões dos comitês populares estão preparando e organizando a paralisação.

 

A CSP-Conlutas defende que somente uma forte Greve Geral pode dar um salto qualitativo na luta para derrotar as reformas Trabalhista e da Previdência e a lei da terceirização irrestrita, bem como botar pra fora Temer e todos os corruptos, virando o jogo de vez a favor dos trabalhadores.

 

“Apesar de impopular e denunciado, Temer aposta tudo na fidelidade de uma base no Congresso tão corrupta quanto ele para se salvar e continuar na tramitação das reformas. Duas das principais estratégias do governo são evitar que Câmara dos Deputados aceite o pedido de abertura do processo feito pela PGR e avançar na tramitação da Reforma Trabalhista”, avalia a integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Rita de Souza.

 

De fato, o governo já começou o vale-tudo, com a compra de deputados, com cargos e distribuição de verbas, para obter os 172 votos necessários para rejeitar a abertura do processo.  E essa semana, tentará reverter a derrota que teve na CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado, aprovando a reforma Trabalhista na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

 

“Só a luta direta da classe trabalhadora, em unidade com a juventude e os movimentos sociais, através da Greve Geral, poderá barrar todos os ataques e dar um basta nesse governo corrupto. A CSP-Conlutas jogará todas suas forças para construir uma mobilização que pare as fábricas, o transporte, o comércio, os bancos, as estradas, que pare o país. Chamamos todos e todas à Greve Geral do dia 3o”, disse Rita.

 

 

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