Segunda, 06 Junho 2016 11:01

Servidores públicos do Mato Grosso paralisam estado com greve

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Os servidores públicos estaduais do Mato Grosso estão realizando, desde 24 de maio, um das maiores greves de sua história, contra o desrespeito do governo estadual à Constituição Estadual, que prevê o pagamento da Recomposição Geral Anual (RGA). 28 categorias, entre elas a dos docentes da Universidade do Estado do Mato Grosso (Unemat), entraram em greve para cobrar a recomposição salarial de 11,28%.

 

Edna Sampaio, diretora da Associação dos Docentes da Unemat (Adunemat – Seção Sindical do ANDES-SN), ressalta que o governo tinha se negado a pagar a recomposição salarial, o que motivou a greve. Segundo a docente, após o início do movimento paredista, o governo mato-grossense já recuou, apresentando duas propostas de reajuste também rejeitadas pelos servidores. Primeiro, o governo ofereceu 5% em duas parcelas, depois 6% em três parcelas.

 

“O estado está paralisado, nunca houve uma greve desse tamanho no Mato Grosso. Estão paradas 28 categorias, desde os professores da educação básica, até os trabalhadores da segurança pública. Diante das propostas do governo, vamos seguir intensificando a greve e as mobilizações”, afirma a diretora da Adunemat-SSind.

 

A luta unificada tem sido organizada pelo Fórum Sindical, um espaço de articulação de 32 entidades sindicais de servidores públicos estaduais, que funciona desde a década de 1990. A categoria dos docentes universitários foi uma das primeiras a entrar em greve, no dia 24 de maio. Outras categorias começaram suas greves durante a última semana de maio e a primeira de junho. Os docentes lutam, também, contra a extinção da licença prêmio e por melhores condições de trabalho na Unemat.

 

Fonte: ANDES-SN (com informações da Adunemat-SSind)

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