Quinta, 16 Julho 2015 07:17

Biblioteca central da UFMT

Benedito Pedro Dorileo 

O destino muitas vezes centenário das bibliotecas na humanidade foi sempre o de compor a base educacional do povo, fecundando a sabedoria para a liberdade e a cultura para o avanço do conhecimento. Destinam elas, ademais neste século XXI, com ofertas de mídias digitais e redes sociais com meios compartilhados, compor o arsenal de afinação da inteligência, do avigoramento da ciência e da tecnologia.

Temos, em Cuiabá, a biblioteca pública estadual, criada em 26 de março de 1912, encimando o nome de Estêvão de Mendonça, com 120 mil títulos, organizada no Palácio da Instrução, que ali deve permanecer sempre. Ainda, a biblioteca municipal Manoel Cavalcante Proença; outra na Universidade de Cuiabá, tantas no Estado, como na Universidade Estadual, com sede em Cáceres, a do Centro Universitário de Várzea Grande, bibliotecas das Faculdades regionais, das particulares, e ainda as dos Colégios. A Academia Mato-Grossense de Letras e o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso estabeleceram dever a Casa Barão de Melgaço abrir permanentemente as portas da sua biblioteca.

Por razão memorativa, neste ano de 2015, há de ser considerada a Biblioteca Central da Universidade Federal de Mato Grosso, em seus 35 anos de organização, em 1980, no campus-sede, em Cuiabá. Suas raízes estão fincadas, ora na antiga Faculdade Federal de Direito, que, em 2014, completou 80 anos, quando das primeiras clarinadas jurídicas na Praça da República, em 1934; ora no Instituto de Ciências e Letras, criado em 1966, com cursos de graduação distribuídos em diversos prédios públicos cedidos provisoriamente na capital mato-grossense, para onde acorriam estudantes e professores. Todos eles embalados na campanha pela Universidade Federal.

Na iniciante UFMT, em 1971, sacrificamos salas de aula para reunirmos os acervos, participando os estudantes, até que, em 5 de março de 1980, houve a instalação definitiva da biblioteca central com sede própria, em ampla área construída. Nesse ano, regulamentou-se a biblioteca regional do campus de Rondonópolis. Foi a primeira diretora, Dinalva Gomes de Paiva, que programou e difundiu a Feira do Livro Universitário Latino-Americano – Flula.

No dia em que o edifício da administração superior for levantado, com previsão ‘ab ovo’ na vertical, a biblioteca central retomará o espaço de ocupação. Devem ser lembradas as aquisições e doações de acervos bibliográficos particulares, como a doação da biblioteca do professor Cesário Neto, com 2.800 obras de Linguística e de Literatura, inaugurando a sala especial em memória do poliglota, filósofo e filólogo; como também a sala Rubens de Mendonça, com obras do historiador.

Nos dias que correm, a biblioteca central tem as portas cerradas com vedação imposta pela greve, a provocar clamor da população cuiabana. O movimento paredista, reincidente para conquista de meios e recursos, desenvolve sua programação à procura de resultados; todavia, pode logo devolver o funcionamento do universo dos livros – abrir as três portas para ingresso dos consulentes, universitários ou não.

No alvorecer do campus em Cuiabá, em 1970, sementes foram lançadas, brotaram árvores, nasceram jardins, precedendo à biblioteca. Marco Túlio Cícero, filósofo, tribuno e estadista romano (106-43 a.C.) proclamou: ‘se tiveres uma biblioteca com jardim, terás tudo’. Manda a inteligência que a barricada seja afastada dos portais da biblioteca central. Facultem o retorno para o encantado namoro da mocidade com os livros, já enfadonha pelo amor da distância. Livro aberto é cérebro que fala. Professor também é estudante um grau a mais. Que a esperança não morra nas praças infames da droga e da criminalidade.

Também é inteligente comemorar os 35 anos da biblioteca central da UFMT, revitalizando o campus desolado pelo silêncio, o qual pode ser interrompido pelo canto entoado por Castro Alves: ‘ Oh! bendito o que semeia / Livros à mão cheia / E manda o povo pensar’...                                                         

                                                                            Benedito Pedro Dorileo é

                                                                            Advogado e foi reitor da UFMT

Sexta, 10 Julho 2015 13:20

DILMA E SUAS BRAVATAS

JUACY DA SILVA 

Seguindo a mesma  “escola”  e formas de mistificar  a  realidade que seu criador  e antecessor ex-presidente Lula, a atual presidente Dilma, sempre que acuada pelas notícias, pelos meios de comunicação  e pela opinião púbblica  tenta desqualificar tanto as acusações quanto seus acusadores.

Parece  que ambos  são mestres na arte de dissimulação  e enrolação  através  de muitas lorotas e bravatas  como a que a mesma  acaba de proferir  em entrevistas durante sua atual viagem  aos EUA. Indagada  e bombarbeada pelos jornalistas brasileiros e alguns estrangeiros quanto `as denúncias feitas no andamento da operação LAVA-JATO, que apura o maior escândalo  de corrupção  na  história  brasileira, Dilma não se fez de rogada e disse “não  respeitar  delatores”.

Na  sequência  tentou comparar  as denúncias do Presidente  da UTC , uma  das grandes empreiteirias, que  é  acusado de ser o ‘presidente do clube das empreiteiras”  que até pouco tempo tinha livre acesso a gabinetes palacianos  e  ministeriais,  com  as  tentativas que os  agentes dos governos militares  no DOI/CODI tentavam  transformar presos políticos em delatores de “companheiros” que  lutavam contra o governo e o Estado naquela época.

Ninguém ignora que após deixar a presidência da República Lula  viajou algumas vezes em jatinhos da empreiteira Oldebrecht  a  outros paises onde a referida empreteira  e outras mais tinham atividades e recebiam financiamentos do BNDES, os quais ainda estão encombertos por um manto de sigilo ,  verdadeiras operações secretas, que Dilma  vetou para que não se tornssem públicas  e transparentes.

Tal comparação não tem nenhuma relação e representa  uma distorção da história poítica e institucional brasileira e,  ao  mesmo tempo, é uma  agressão ao ordenamento jurídico estabelecido democraticamente, que oferece aos criminosos  tanto de colarinho branco quanto os bandidos cujos colarinhos são de outras cores, a colaborarem  com a justica, mediante um acordo livre  e assistido por seus advogados, apresentando dados e informações que facilitem a justicça chegar a atos  praticados por outros criminosos que ainda não prestaram contas `a justiça.

Com  certeza a OPERAÇÃO LAVA-JATO,  presidida pelo Juiz Federal Sergio Moro, tendo o apoio  do Ministério Público Federal e as ações  investigativas da Polícia Federal  deverão ir a fundo nessas  denúncias, doa a quem doer, como costuma dizer a Presidente Dilma,  e a verdade deverá vir a tona.

As  denuncias feitas pelo Presidente da UTC  e de outros presos pela operação LAVA-JATO,  não foram  feitas  sob tortura ou qualquer constrangimento, mas amparadas pela  legislação e princípios legais, constitucionais, não precisando a Presidente diga que caberá  a Justiça, ao  Ministério Público  e a Polícia Federal fazer, pois cabe a essas instituições apenas cumprirem  suas missões, investigarem e punirem os culpados.

Se houve dinheiro sujo nas campanhas de Lula, de Dilma e de outros políticos, isso é crime  e como tal  deverá  ser tratado  e os  responsáveis punidos com  os rigores da Lei, afinal vivemos em um Estado de direito e democrático , em uma República, onde todos devem ser tratados de forma igual, sem privilégios.  Está mais do que na hora de o Brasil acabar com a imunidade, o foro privilegiado, os privilégios dos governantes e portentados.  Só  assim o combate `a corrupção  será algo verdadeiro e não apenas para  “inglês  ver”. A denúncia  foi feita formalmente pelo presidente da UTC, cabe agora essas entidades irem a fundo nas investigações.

Desde a década de noventa, portanto há quase vinte anos, o Brasil é signatário de vários tratados internacionais aprovados pela ONU, OEA, OECD e outros mais, para que o combate `a corrupção seja  uma prática efetiva por parte dos governos nacionais.

Apesar disso, diversos casos escabrosos de corrupção, onde o MENSALÃO  e o PETROLÃO – LAVA JATO são os símbolos maiores, ocorreram e continuam a ocorrer durante  os mandatos  de Lula  e Dilma, atignindo figuras importantes de seus governos e do PT e outros partidos aliados no Congresso.

Com  certeza não será com bravatas e lorotas que os atuais donos de poder irão intimidar o Ministério Público, a Polícia Federal e muito menos juizes íntegros como o ex-Ministro Joaquim Barbosa e o Juiz  Federal Sérgio Moro. Estamos em plena  fase da operação “mãos limpas” tupiniquim. Praza  Deus que possamos passar nossso país a limpo e banir os corruptos e as práticas  de corrupção no Governo e meio empresarial como aconteceu na Itália há algumas décadas.

JUACY DA SILVA, professor universitário, fundador, titular e aposentado UFMT, mestre  em sociologia, articulista de A Gazeta, Email O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. Blog www.professorjuacy.blogspot.com Twitter@profjuacy

Pagina 484 de 497