NOTA DE REPÚDIO DA DIRETORIA DO ANDES-SN AOS CORTES ORÇAMENTÁRIOS NAS UNIVERSIDADES, INSTITUTOS FEDERAIS E CEFETs
As Universidades, os Institutos Federais e os CEFETs não são apenas espaços de excelência na produção de conhecimento público, que contribuem diretamente para o desenvolvimento humano e social da classe trabalhadora. São também loci de resistência diante das arbitrariedades e do autoritarismo. Por isso, durante a ditadura empresarial-militar, essas instituições foram alvos diretos da repressão, com docentes, técnicas(os) e estudantes perseguidas(os), torturadas(os) e mortas(os). Na conjuntura mais recente, têm sido espaços fundamentais de enfrentamento à extrema direita e aos movimentos neofascistas.
Enfrentar o negacionismo científico e a intolerância social intensificados pelo bolsonarismo não significa apenas repudiar as intervenções realizadas em nossas instituições durante o desgoverno de Jair Bolsonaro ou comemorar, corretamente, o fim da lista tríplice. Significa, mais do que nunca, fortalecer essas instituições, e isso é indissociável da recomposição de seus orçamentos.
Nossas instituições passam por um processo de estrangulamento financeiro que leva a um quadro de sucateamento e precarização das políticas de permanência estudantil, das condições para estudo, ensino, pesquisa e extensão, afetando a comunidade acadêmica e toda a sociedade.
Temos denunciado a redução sistemática dos recursos discricionários em custeio e investimentos das IFES desde 2015. Os recursos de 16,1 bi de reais em 2015 (em valores corrigidos pelo IPCA), caíram em 2025 para R$ 7,6 bi, resultando na deterioração da manutenção e dos investimentos necessários para manter, em patamares mínimos, as principais funções das IFES.
Na aprovação da LOA/2026, em 19 de dezembro de 2025, o Congresso cortou aproximadamente R$ 500 milhões do valor inicialmente proposto para o MEC (R$ 6,43 bi), No início de janeiro de 2026, o governo federal realizou remanejamento e adicionou R$ 977 milhões para suplementar o orçamento, ainda assim, mantendo os recursos das IFES em situação de penúria.
Recentemente o governo federal publicou o Decreto nº 12.990/2026, produto do Arcabouço Fiscal (LC 200/2023), que contingenciou R$ 1,6 bi do Ministério de Educação, o que gerou o cancelamento do repasse financeiro semanal na primeira quinzena de junho e que está sendo retomado nesta semana, embora em níveis inferiores às demandas cotidianas das IFES.
O ANDES-SN repudia os cortes orçamentários e exige o imediato desbloqueio dos recursos contingenciados, bem como a implementação de uma política efetiva de recomposição orçamentária, capaz de reverter as perdas acumuladas desde 2015 de forma a garantir o pleno funcionamento das Universidades, Institutos Federais e CEFETs.
Brasília, 16 de junho de 2026.
Diretoria do ANDES - Sindicato Nacional
O ANDES-SN manifesta seu mais veemente e contundente repúdio ao Projeto de Lei nº 1424/2026, de autoria da deputada Tabata Amaral (PSB), que busca criminalizar, como antissemitismo, críticas dirigidas ao Estado de Israel.
Trata-se de uma proposição grave, que, ao ampliar de forma aberta e imprecisa o conceito de antissemitismo, abre caminho para a criminalização de posicionamentos políticos que denunciam os crimes cometidos pelo Estado de Israel contra o povo palestino.
É necessário afirmar com absoluta nitidez: o combate ao antissemitismo, expressão histórica do racismo e da perseguição ao povo judeu, é uma luta legítima e necessária, já reconhecida e devidamente tipificada na legislação brasileira. O que este projeto pretende fazer, no entanto, é outra coisa: confundir deliberadamente o combate ao racismo com a proteção política a um Estado e a um projeto ideológico específico, o sionismo, blindando-o de críticas.
Repudiar a política de ocupação, apartheid, guerra e extermínio levada a cabo pelo Estado de Israel, especialmente no contexto atual, em que se acumulam denúncias internacionais de crimes contra a humanidade, não é antissemitismo. É um posicionamento político, ético e humanitário.
Ao propor silenciar críticas a esse cenário, o PL 1424/2026 se coloca na contramão do direito internacional, inclusive, das posições diplomáticas do próprio Estado brasileiro.
O ANDES-SN reafirma seu posicionamento histórico, consolidado em suas deliberações congressuais: defesa intransigente da autodeterminação do povo palestino, denúncia do apartheid e das práticas de limpeza étnica e exigência de cessar-fogo imediato.
O PL 1424/2026, além de desnecessário, uma vez que a legislação brasileira já tipifica e pune o racismo e o antissemitismo, cumpre uma função política nítida: tentar silenciar críticas ao Estado de Israel e à sua máquina de guerra e extermínio, em consonância com o avanço de uma agenda imperialista que se articula, inclusive, com setores da política internacional ligados ao governo de Donald Trump.
Não aceitaremos a criminalização da denúncia.
Não aceitaremos o silenciamento diante do genocídio.
Toda solidariedade ao povo palestino!
Brasília, 8 de abril de 2026.
Diretoria do ANDES - Sindicato Nacional
Nota de repúdio às ações truculentas dentro da UFMT e de solidariedade ao povo palestino
Há 726 dias o mundo assiste, em boa parte indiferente, ao massacre de um povo inteiro pelas mãos de um projeto racista e fascista: o sionismo de Israel, apoiado pelo imperialismo dos Estados Unidos e pela conivência de boa parte dos países da Europa.
Há 726 dias o povo palestino amarga a fase mais violenta do genocídio que não começou em 2023, mas que se manifesta na ocupação de Israel sobre as terras palestinas desde 1947.
Diante do martírio cotidiano de mais de 70 mil pessoas (em número oficiais, mas certamente muito mais do que isso), muitas dessas crianças e mulheres, não há outra atitude aceitável do que a de prestar imediata e irrestrita solidariedade ao povo palestino e repúdio ao projeto sionista e genocida de Israel.
E isso é que as entidades representativas dos e das discentes, docentes e técnicos(as) da UFMT têm feito desde o primeiro dia dessa fase do genocídio. É nossa responsabilidade política e nossa obrigação diante de tamanha barbárie.
Mas uma simples faixa de solidariedade ao povo palestino e de repúdio às tentativas de interferência do governo Trump contra a soberania popular no Brasil é suficiente para atiçar a ira autoritária daqueles que dizem defender a vida, mas que defendem um Estado que mata cruelmente crianças, mulheres, inocentes de todo o tipo, num massacre desenfreado. É a ira autoritária de quem pretende provocar a universidade, seus espaços democráticos e sua comunidade - para ganhar likes, ganhar votos e ganhar mídia. O que essas pessoas ganham, no entanto, é apenas o desprezo dessa comunidade, e a certeza, dessa mesma coletividade, de que esses estão do lado da barbárie, da violência, contra a educação pública e a paz para os trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo.
O DCE, a APG, a Adufmat-Ssind e o Sintuf-MT - entidades representativas das três categorias, discentes, docentes e técnicos-administrativos em educação (TAEs), da UFMT - repudiam veementemente a invasão ao espaço democrático e de livre expressão política que é a UFMT, repudiam as agressões fascistas que sempre acompanham esse tipo de ato, mascaradas pela performance midiática de “rasgar uma faixa”, e reafirmam sua defesa e solidariedade irrestrita ao povo palestino e contra as ameaças autoritárias dos fascistas do Brasil dos EUA. Por fim, reivindicamos, por parte da Reitoria da UFMT, a adoção de medidas judiciais e administrativas cabíveis e necessárias para combater a ocorrência de atos autoritários como este dentro dos seus espaços.
Viva a luta do povo palestino!
Trump, tire suas mãos do Brasil e da América Latina!
Fascistas não passarão!
Cuiabá, 03 de outubro de 2025
Diretório Central dos Estudantes da UFMT de Cuiabá (DCE)
Associação dos Pós-graduandos/as/es da UFMT (APG)
Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado de Mato Grosso (Sintuf-MT)
Associação dos Docentes da UFMT- Seção Sindical do Andes - Sindicato Nacional (Adufmat-Ssind)
A Diretoria da Adufmat - Ssind vem a público, mais uma vez, repudiar e denunciar as declarações do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), que, sem a sabedoria necessária para calar-se quando não sabe o que fala, ofendeu a comunidade universitária da Universidade Federal de Mato Grosso, em declarações realizadas no dia 19 de agosto de 2025.
O prefeito desferiu ofensas à UFMT e a todos/as que a constroem há 55 anos, a todos que estudam, trabalham e se formaram nela e que acreditam no caminho da educação pública, gratuita e de qualidade, desmerecendo, de forma grosseira, todo o trabalho de profissionais de educação, técnicos e docentes, discentes e toda a comunidade que integra e participa das atividades acadêmicas, científicas e culturais da UFMT.
A UFMT é uma instituição reconhecida, nacionalmente e internacionalmente, por sua produção nas mais diversas áreas do saber, no ensino, pesquisa e extensão. Tem uma grande comunidade comprometida com a ciência, com o ensino, com a produção de tecnologia, com o atendimento às necessidades sociais.
Embora saibamos que tais declarações são parte de um esforço de se manter em evidência na mídia, não podemos deixar sem resposta tamanha ignorância contra nossa comunidade. Caberia ao prefeito, enquanto autoridade pública, conhecer a universidade que forma uma grande parcela dos trabalhadores e trabalhadoras da cidade que ele governa.
Defendemos a UFMT porque acreditamos na educação pública como caminho de emancipação, e não toleraremos quaisquer ataques à nossa comunidade, aos/às docentes, TAEs e discentes da UFMT!
Viva a UFMT!
Cuiabá, 20 de agosto de 2025
Diretoria da Adufmat-Ssind
Gestão Adufmat é pra Lutar!
NOTA DE REPÚDIO
A ADUFMAT - Seção Sindical do ANDES-SN manifesta seu mais firme repúdio à truculência do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), que, em uma tentativa de censura e de violação da liberdade acadêmica e de expressão, tentou constranger a professora Maria Inês da Silva Barbosa, docente do ISC, durante a 15ª Conferência Municipal de Saúde, realizada em 30 de julho de 2025.
A professora Maria Inês é referência nacional em Saúde Pública e estava como conferencista do evento, quando foi interrompida pelo prefeito em razão do uso de linguagem inclusiva na saudação ao público. A professora Maria Inês, de modo firme, e sem se dobrar à intervenção anti-democrática e LGBTQIA+fóbica do prefeito, defendeu sua fala e se retirou do espaço.
Repudiamos também a nota oficial emitida pela Prefeitura de Cuiabá, que, longe de corrigir o abuso de autoridade do prefeito, reafirma o cerceamento à liberdade de expressão e à liberdade científica de uma professora negra, sob o pretexto de defesa da "neutralidade ideológica". A imposição de uma suposta “neutralidade” é, na verdade, censura.
Exigimos respeito à professora Maria Inês, a todas, todes e todos que lutam pela Saúde Pública, pelo SUS e em defesa da Universidade Pública!
Diretoria da ADUFMAT – Seção Sindical do ANDES-SN
Gestão Adufmat é pra lutar!
Nota de repúdio à violência política praticada, e de solidariedade às mulheres de Sinop participantes do ato 8M
A Diretoria da Adufmat-Sssind vem, por meio desta nota, repudiar veementemente a violência política de gênero praticada contra as mulheres de Sinop, participantes do ato do Dia Internacional da Mulher.
O 8 de Março é dia de luta internacional das mulheres por direitos e igualdade de gênero. Não a toa: vivemos no quinto país que mais matou mulheres no mundo em 2024 e, além disso, Mato Grosso foi o estado que mais matou mulheres no Brasil.
Uma condição fundamental para a transformação desta inaceitável realidade é a participação das mulheres na vida política do Estado, denunciando publicamente suas questões e apresentando suas demandas à sociedade.
A interdição de um ato político que reivindicava escola em tempo integral, com a violenta explosão de uma bomba, configura-se num crime político que não prejudica apenas as mulheres presentes no ato, mas toda a sociedade mato-grossense, já que perpetua a violência que afeta mulheres e meninas, mas também homens que perdem suas esposas, irmãs, mães, filhas, como vimos no caso do deputado Cattani, o principal inimigo público das mulheres, com sucessivos ataques ao segmento.
Além disso, quando as mulheres são impedidas de pautar suas questões em público, a democracia também é fragilizada ao não contemplar suas pautas na vida pública.
Por uma sociedade mais justa, por igualdade de gênero, pela democracia e pela vida das mulheres, a Adufmat-Ssind manifesta sua solidariedade às mulheres de Sinop e exige que as autoridades descubram os violadores deste ato, punindo-os exemplarmente.
Mato Grosso, 12 de Março de 2025
Diretoria da Adufmat-Ssind
Gestão Lutar e Mudar as Coisas nos Interessa Mais
Nota de repúdio ao PL 1904/24
A Adufmat-Ssind repudia veementemente o PL 1904/24 que propõe que o aborto a partir de 22 semanas de gestação seja considerado homicídio com pena de 20 anos de prisão, maior do que a pena do crime de estupro (14 anos).
O Brasil é um país extremamente violento com as mulheres! Uma mulher morre de feminicídio a cada 6 horas; uma mulher é estuprada a cada 8 minutos; 62% das mulheres estupradas têm até 13 anos.
Quem mais tem propensão em solicitar aborto após as 22 semanas de gestão são justamente as crianças e adolescentes estupradas, que não conhecem seus corpos, não entendem que estão sendo violentadas e só vão se dar conta da gravidez em estágio já avançado da gestação.
O mesmo fundamentalismo religioso que insufla a ultradireita fascista no mundo é esta que, em ano eleitoral, coloca na cena política brasileira a possibilidade das adolescentes estupradas terem penas maiores que seus estupradores para moralizar uma questão que é de saúde pública.
Estamos em greve pelo direito democrático do povo brasileiro de acesso à educação pública, gratuita e de qualidade. Consoantes com esta luta, defendemos a laicidade do Estado e o direito da mulher autodeterminar seu próprio corpo no exercício dos seus direitos reprodutivos.
Quem é a favor da vida prioriza livros em detrimento de armas e acolhimento, assistência e orientação a pessoas gestantes com anseio ao aborto e não à cadeia. Qualquer medida de criminalização do aborto é um passo ao fechamento do regime democrático e um ataque às mulheres e crianças.
Quem precisa ser controlado pelo Estado são os setores estratégicos da nossa economia, como setor financeiro, de energia, telecomunicação, as redes sociais, bem como as políticas sociais, educação, saúde, aposentadoria, assistência social, etc.
O útero da mulher é assunto privado e diz respeito a cada uma delas!
Mato Grosso, 17 de junho de 2024
DIRETORIA DA ADUFMAT-SSIND
GESTÃO LUTAR E MUDAR AS COISAS NOS INTERESSA MAIS
Nota de Repúdio
As entidades representativas da comunidade universitária da UFMT vêm a público manifestar repúdio a qualquer tentativa de deslegitimar a consulta informal para a reitoria e vice-reitoria da UFMT. Produto histórico de resistência às medidas antidemocráticas da ditadura civil-militar, por meio desse procedimento sempre garantimos que a vontade da maioria fosse respeitada, em um processo consolidado ao longo de mais de 30 anos, com exceção do triste golpe implementado em 2020.
Não aceitaremos que isso se repita! Qualquer tentativa de deslegitimação do resultado da consulta informal será um terrível golpe à democracia interna, signatário dos golpismos que tentam destruir a democracia brasileira.
Ademais, as entidades signatárias desta nota tem plena ciência de que manifestações contrárias ao sólido processo democrático e isonômico da escolha dos ocupantes da reitoria e vice-reitoria nada mais são do que elocubrações isoladas, que não representam a posição oficial dos candidatos ao pleito que, a todo momento, agiram em conformidade com as regras inicialmente estabelecidas e aceitas em caráter oficial por todos os participantes.
Diante disso, temos convicção de que o colégio eleitoral será instaurado e que seus trabalhos serão desenvolvidos nos termos do Regimento que será apresentado e apreciado pelo colégio eleitoral, e que seus trabalhos sejam realizados respeitando a autonomia Universitária e seus processos democráticos.
Também não aceitaremos que o direito de greve seja atacado nem que qualquer das entidades seja responsabilizada por qualquer tipo de boicote à normalidade democrática.
Por fim, reivindicamos que os membros do Colégio Eleitoral votem para que suas reuniões sejam presenciais ou hibridas e com transmissão para acompanhamento da comunidade acadêmica, inclusive com a presença de intérpretes de libras.
Associação dos Docentes da UFMT - ADUFMAT
Diretório Central dos Estudantes da UFMT - Cuiabá - DCE
Sindicato dos Trabalhadores nas Instituições Públicas de Ensino Superior no Estado de Mato Grosso – SINTUF-MT


Nota de repúdio à abordagem truculenta da Polícia Militar de Mato Grosso
A Adufmat-Ssind vem a público manifestar seu repúdio à abordagem policial truculenta feita contra Pâmila Naiana, no dia 04/05/2024.
O Andes-Sindicato Nacional e a própria Adufmat-Ssind foram fundados no bojo da ditadura militar de 1964; lutaram e seguem lutando por democracia.
Manter o sistema de Segurança Pública e a polícia militarizados mostra os traços coloniais de autoritarismo mantidos. Uma elite que tritura seu povo enquanto é servil à elite internacional.
A conquista da democracia no Brasil passa, portanto, por deixar de servir aos interesses da burguesia internacional para superarmos seu braço repressivo: o aparato militar de um Estado a ela subordinado.
A abordagem feita contra a servidora técnica-administrativa, bem como a cotidiana truculência contra a população negra e indígena, nos faz compartilhar da compreensão de que a desmilitarização da Segurança Pública é um pressuposto para que as polícias garantam a segurança dos cidadãos brasileiros em vez de nos tratarem como inimigos. Por isso, ecoamos junto com as ruas: " Não acabou, tem que acabar. Eu quero o fim da polícia militar".
Cuiabá, 13 de maio de 2024
Diretoria da Adufmat-Ssind
Gestão Lutar e Mudar as Coisas nos Interessa Mais
NOTA DA DIRETORIA DO ANDES-SN DE REPÚDIO À INDICAÇÃO DO DEPUTADO NIKOLAS FERREIRA À PRESIDÊNCIA DA COMISSÃO DE EDUCAÇÃO DA CÂMARA
O ANDES-SN repudia a confirmação do Deputado Federal Nikolas Ferreira (PL-MG) como presidente da Comissão de Educação da Câmara. A educação, tema prioritário e estratégico para o nosso país, não pode ficar nas mãos de um deputado federal, base do bolsonarismo e apoiador de pautas extremistas, misóginas, reacionárias e obscurantistas, e que desconhece o significado da política educacional para a afirmação da soberania de uma nação.
A indicação do parlamentar bolsonarista e negacionista para a presidência da Comissão de Educação é um acinte a pensadores como Anísio Teixeira e Paulo Freire, nomes referenciais para a história da educação brasileira. Compete ao presidente de uma Comissão dessa magnitude pautar e debater as grandes e inadiáveis questões de nosso, já há muito debilitado e preterido, sistema educativo, do fundamental ao superior. O eleito, neste caso, além de desconhecer nossos desafios educacionais, faz deboche e agride o bom senso de quem tem compromisso com a educação. Debates importantes precisam ser travados no campo da educação, como as mudanças e os retrocessos decorrentes da implementação do Novo Ensino Médio (NEM) e da expansão da militarização nas escolas.
O Brasil precisa avançar na conquista e manutenção dos direitos fundamentais assegurados pela Constituição de 1988. É preciso ampliar as políticas afirmativas e de equidade social nas universidades, institutos federais e CEFETs. É urgente o impedimento da posse na comissão de educação do Deputado Nikolas Ferreira, pois ele representa um retrocesso político e educacional para a afirmação da democracia no Brasil. Sua permanência à frente de tão estratégica Comissão achincalha o parlamento e fere o sagrado direito do povo brasileiro à educação pública, laica, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada.
Em defesa da sanidade política, da ética e do direito à educação. Em respeito à democracia, Nikolas, não!
Brasília(DF), 12 de março de 2024.
Diretoria do ANDES-Sindicato Nacional












