Assembleia da Adufmat-Ssind discute conjuntura, Unimed e encaminhamentos para o 69º Conad
A Adufmat-Ssind realizou, nesta sexta-feira, 26/06, assembleia geral ordinária para debater, conforme convocação, além os informes e da análise de conjuntura, comissão da Unimed, campanha de sindicalização 2026, comissão para o Baile 2026 em Sinop e caderno de textos do 69º CONAD. A pedido dos docentes sindicalizados lotados em Sinop, foi incluído o ponto de pauta sobre informes e leitura da Carta do II Territórios Amazônicos, realizado entre os dias 18 e 21/05.
Durante os informes da diretoria, o professor Breno Santos falou sobre a preparação da festa julina da resistência e da sindicalização, que simbolicamente fechará o semestre e deverá ser realizada no 17/07. O docente também falou sobre a participação no Grupo de Trabalho Política Educacional (GTPE), em Brasília.
Comissão Unimed
Sobre o ponto de pauta que debateu a questão dos planos da Unimed, referentes aos contratos coletivos 6890 a 6893, 6900 a 6903 e 6910 a 6912, o professor Carlos Emílio explicou que a sinistralidade (o uso) da categoria é alta, mas o lucro para a Unimed também tem sido muito grande. A ideia é formar uma comissão que trabalhe para conseguir reduzir o valor das mensalidades, em conjunto com trabalhadores técnicos administrativos (por meio do Sintuf-MT) e também do Tribunal de Justiça (TJMT), que também têm grande número de usuários nestes contratos.
Os presentes concordaram que precisam fazer um estudo amplo e para além do financeiro, incluindo docentes da base e da diretoria, para conseguir fazer uma negociação que não prejudique os trabalhadores.
Após o debate, se disponibilizaram para compor a comissão, além do professor Carlos Emílio, o professor Claudio Vieira (de Sinop) e dois membros da diretoria - a serem definidos conforme agenda.
Análise de conjuntura
O imperialismo que sustenta a extrema direita ao redor do mundo voltou a abrir a análise de conjuntura desta sexta-feira. “Talvez no que diz respeito aos índices eleitorais, o avanço da extrema direita não pareça tão evidente, mas nas sociabilidades ele ainda é muito presente, especialmente a partir do aumento das violências contra imigrantes, contra as mulheres e contra a classe como um todo”, apontou o professor Breno Santos.
A professora Lélica Lacerda afirmou que o momento é de barbárie explicita. “Não é apenas uma avaliação da esquerda, é discurso oficial. Os Estados Unidos defendem publicamente os absurdos que fazem. O Trump falou com todas as letras que o Brasil será o próximo teste. Eu estou muito preocupada. O fascismo destrói os instrumentos da classe trabalhadora para implementar ditadura sem resistência e nós estamos vendo esse processo”, afirmou.
Outras intervenções trouxeram críticas a inação do sindicato nacional, que não vai para a rua denunciar, por exemplo, o não cumprimento do acordo de greve assinado em 2024, mas propõe campanha de apoio à reeleição de Lula já no primeiro turno.
Os presentes destacaram que o governo Lula 3 pode até ter tido ações tímidas na política internacional, em apoio a Cuba e à Palestina, mas internamente tem assumido políticas neoliberais, como a de transferência de riqueza da população (como o Desenrola), não realizou a recomposição do orçamento das universidades e, recentemente, congelou parte desses recursos ainda escassos e falou abertamente, acordando com Fundo Monetário Internacional (FMI) de que nunca teve posição de “esquerdista”.
Diante disso, os presentes destacaram que aqueles que deveriam orientar a classe trabalhadora, boa parte das entidades de trabalhadores organizados, têm falhado nesse sentido.
Também houve críticas a intervenção direta de parlamentares na UFMT, por meio de promessas de emendas parlamentares para o seu funcionamento, que deveria estar sendo garantido por recursos públicos via Ministério da Educação, e não ações de políticos.
Campanha de sindicalização
Neste ponto de pauta, a Diretoria da Adufmat-Ssind afirmou que há uma campanha de sindicalização elaborada pelo Andes-SN, mas a Adufmat-Ssind sentiu necessidade de imprimir a própria identidade ao material. A ideia central e o conceito da campanha foram apresentados com auxílio da equipe de Comunicação.
Em seguida, a diretor geral, Breno dos Santos, complementou: “não queremos atrair novos sindicalizados por vaidade, mas porque a análise de conjuntura que acabamos de fazer indica que é fundamental fortalecer o sindicato para atuar contra esse cenário de retirada de direitos e avanço da extrema direita.”
A Diretoria seguiu afirmando que para manter um sindicato forte é preciso levar o sindicato para o cotidiano dos trabalhadores – neste caso, professores. A ideia foi apresentar a parte visual e já algumas ações, como participação nas agendas de reuniões de colegiados, fazer uma campanha que abarque o conjunto da universidade, com artes em Sinop, Cuiabá e Araguaia, montar uma banquinha da Adufmat-Ssind, demonstrando as lutas em defesa da recomposição orçamentária, contra as opressões, por salário e carreira dignos, além de participação em reuniões e espaços diversos da universidade e construir debates com grandes nomes nacionais. Entre os primeiros produtos pensados estão panfleto, camisetas, botons, faixas e banners.
O professor José Domingues de Godoi Filho sugeriu que a campanha faça, também denúncias públicas dos ataques sofridos pelas universidades, utilizando outdoors, por exemplo.
Os presentes reivindicaram também cores mais vivas nas artes, com as imagens das lutas e pessoas reais (e não geradas por IA).
Comissão do Baile Docente em Sinop
Para a comissão do Baile Docente em Sinop, se colocaram à disposição e foram aprovados pela assembleia os nomes dos professores Mauro Dresch, Daniel Simoes e Jhonny Maciel.
Caderno de textos do 69º Conselho do Andes-SN
Sobre o Caderno de Textos do 69º Conselho do Andes, que será realizado entre os dias 03 e 05/07 em São Luiz do Maranhão, os docentes que representarão o sindicato, indicados na assembleia do dia 06/05 (leia aqui), apresentaram os textos resolução (TRs), isto é, as propostas que serão debatidas no evento, destacaram pontos que consideraram polêmicos de alguma forma – como as já citadas defesas pela reeleição de Lula no primeiro turno -, e afinaram quais serão os encaminhamentos e votos da Adufmat-Ssind no evento.
Nesse sentido, os representantes devem atuar no sentido de não deixar o sindicato nacional estreitar o conceito de democracia a mera participação eleitoral. “Uma coisa é decidir, de forma crítica, votar no Lula para defender a permanência do regime democrático. Outra coisa é trazer a ideia acrítica, de que este é um governo que defende a pauta dos trabalhadores. Isso é absurdo, deseduca a classe”, afirmou a professora Alair Silveira.
A participação do Andes-SN no Fórum Nacional da Educação (FNE) também é um ponto polêmico, já que o fórum defende os interesses governamentais. Dessa forma, a presença do Andes-SN neste espaço só se justifica se for para garantir a presença das lutas históricas da categoria de forma muito firme.
Além disso, também foram problematizadas propostas que podem reduzir as dinâmicas de debate e tomada de decisões dentro do Andes-SN, como o de número 38, que propõe a formação de uma comissão para pensar alteração na metodologia atual.
O Caderno de textos do 69º Conselho do Andes-SN (Conad) tem 40 propostas (textos resolução) e está disponível para leitura aqui.
Informe qualificado e leitura da Carta do II Territórios Amazônicos
Devido ao avanço do horário, este ponto de pauta foi remetido para a próxima assembleia.
Luana Soutos
Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind
Em assembleia geral, Adufmat-Ssind delibera sobre delegados do 40º Congresso do ANDES-SN, 8M entre outros assuntos de interesse docente
Nessa quinta-feira, 24/02, a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso-Seção Sindical do ANDES Sindicato Nacional (Adufmat-Ssind) realizou a segunda assembleia do ano para debater e encaminhar, conforme convocação, ações sobre a conjuntura, construção do Dia Internacional de Luta das Mulheres (8de Março) e escolha dos delegados para o 40º Congresso do ANDES-SN, que será realizado presencialmente entre os dias 27/03 e 01/04, em Porto Alegre.
No início da plenária, sindicalizados sugeriram a inclusão de outros pontos de pauta: ressarcimento de conserto de carro de docentes sindicalizados em atividade do sindicato, contratação de dois estagiários para a comunicação da subseção do Araguaia e, novamente, condições de trabalho e segurança na UFMT. Todas as sugestões de inclusão foram aceitas pelos presentes.
Começando a assembleia pelos informes, a professora Maria Luzinete, diretora tesoureira da Adufmat-Ssind, falou sobre a participação na reunião de setor das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), na qual os debates centrais foram a campanha salarial e retorno às atividades presenciais. Os participantes pensaram uma proposta de calendário de luta, que também foi debatido na plenária dos servidores federais realizada no dia 23/02. Também foram debatidas atividades para o 8M, orientações para que os comandos nacional e locais trabalhem pela construção da greve dos servidores federais, indicações para rodadas de assembleias regionais e a realização de um dia nacional de paralisação e manifestações em todo o Brasil, proposto para 16/03.
O professor Aldi Nestor fez um informe sobre o início da organização da 9ª Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária (JURA) na UFMT. Os interessados em contribuir podem procurar o professor. O grupo pretende fazer o lançamento do evento no final de março e realizar atividades diversas até outubro.
O professor Breno Santos informou que a comunidade acadêmica conseguiu aprovar, no Conselho Universitário da UFMT, a obrigatoriedade de exigência de passaporte vacinal para o retoro às atividades presenciais. Formou-se, assim, uma comissão, com docentes, estudantes e técnicos, para estabelecer os critérios para operacionalização dessa exigência.
Em nome de alguns professores aposentados, a docente Irenilda Santos sugeriu a realização de reunião para debater algumas questões, especialmente salariais. O diretor geral da Adufmat-Ssind, Reginaldo Araújo, afirmou que o sindicato tem feito cafés da manhã com a categoria e planeja fazer mais um no dia 08/03, onde os interessados poderão se reunir e dialogar.
Com relação à conjuntura, o debate da assembleia dessa quinta-feira girou em torno da necessária construção de uma greve nacional dos servidores federais. Os docentes avaliaram que são inúmeros os motivos para fortalecer a luta, que vão desde a retirada histórica de direitos dos trabalhadores e de recursos dos serviços públicos, até os ataques ao meio ambiente, com destaque para o Pantanal (saiba mais aqui), e a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial, a partir da invasão da Rússia à Ucrânia – uma investida capitalista que põe em risco a própria existência humana, pelas ameaças de uso de material nuclear.
O professor José Domingues de Godoi Filho fez um panorama geopolítico e econômico dos fatores que envolvem a questão entre Rússia e Ucrânia, e falou sobre como o Brasil poderá ser atingido neste processo. Já há algumas estimativas com relação às exportações.
A professora Lélica Lacerda também analisou o cenário e destacou que é preciso enxergar os atores políticos, aliados e opositores. A Reitoria da UFMT, por exemplo, que sempre trabalhou conforme as políticas neoliberais dos governos, para a docente, não pode ser considerada uma aliada. “Essa Reitoria não é e nunca foi nossa aliada. Por isso nós precisamos construir, nas ruas, uma greve forte, e que o 8M seja a antessala”, afirmou.
As atividades que serão desenvolvidas em Cáceres em referência ao dia 22/03, Dia Mundial da Água, foram avaliadas pela categoria como possibilidades de diálogos com a população. Serão atividades em defesa do Pantanal, maior planície alagável do mundo, reconhecida internacionalmente e ameaçada pelas investidas do Agronegócio, que pressiona pela construção de uma Estação Portuária no município. Se construído, o empreendimento vai alterar o fluxo natural do rio Paraguai, ameaçando a existência de todo o bioma.
A professora Paula Gonçalves lembrou que a unidade dos servidores públicos será essencial para uma greve exitosa. “Precisamos ampliar nosso leque para mobilizar a sociedade, costurar com os movimentos populares e categorias que estão chamando greve, e mobilizar as ruas. Só assim nós vamos conseguir parar de reagir e passar a agir”, pontuou.
Ao final do debate foram aprovados os seguintes encaminhamentos: construir a manifestação em referência ao Dia Mundial da Água em Cáceres; realizar um ciclo de debates sobre questões políticas, econômicas, ambientais, entre outras de interesse da sociedade; e organizar a campanha de construção de greve nacional dos servidores federais.
A importância do 8 de Março, Dia Internacional de Luta das Mulheres, também foi destaque na análise de conjuntura. Por isso, o terceiro ponto de pauta começou com um repasse da professora Lélica Lacerda acerca da organização do evento em nível estadual.
Já foram aprovadas atividades para o dia 05/03, que será uma plenária estadual unificada, e 08/03, atos em formato de marcha fúnebre na capital e outros municípios, levando 85 cruzes para simbolizar os casos de feminicídios em Mato Grosso. Os locais ainda estão sendo estudados. Também será lançado do documento conjunto das entidades envolvidas.
A professora Paula Gonçalves falou sobre a construção do movimento no interior do estado e sobre o diálogo, inclusive, com mulheres indígenas, que participarão pela primeira vez do 8M em Mato Grosso.
Ao final do debate, foi aprovado que a Adufmat-Ssind construirá as atividades junto aos coletivos de mulheres envolvidos.
Depois de algumas informações sobre o 40º Congresso do ANDES-SN, que será realizado em Porto Alegre entre 27/03 e 01/04, fornecidas pela diretora da VPR Pantanal do ANDES-SN, Raquel Brito, foram indicados para representar a Adufmat-Ssind no evento os professores Leonardo Santos (indicado pela diretoria), Breno Santos, Haya Del Bel, Leonardo Almeida, Paula Gonçalves, Maelison Neves, Maria Luzinete Vanzeler, Magno Silvestri, Márcia Montanari e Marlene Menezes como delegados, e Qelli Rocha, Waldir Bertúlio, José Domingues de Godoi Filho, Euziclei Almeida e Irenilda Santos, como observadores.
O caderno de textos contendo as proposições que serão debatidas durante todo o evento e, se aprovadas, servirão para orientar a luta docente pelo próximo período, já está disponível no site da Adufmat-Ssind e do ANDES-SN (clique aqui para acessar).
A assembleia autorizou, ainda, que a Adufmat-Ssind contribua solidariamente com a participação de professores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) no Congresso, e que a diretoria acordará com os docentes organizados na instituição a melhor forma para essa contribuição.
Com relação ao ponto de pauta inserido no início da assembleia sobre o ressarcimento para o conserto de veículo de sindicalizados, em atividade do sindicato, a diretoria explicou que incentivou a participação da categoria nas atividades contra a PEC 32 em Brasília e, no retorno de uma dessas atividades, os professores Haya Del Bel e Leonardo Almeida sofreram um acidente. O carro em que estavam, de uso pessoal, foi atingido por uma peça que soltou do carro da frente, provocando alguns estragos. O valor solicitado para o ressarcimento foi de R$ 780.
A assembleia compreendeu a solicitação, se mostrou solidária e aprovou a reivindicação por unanimidade, com a sugestão, da professora Marlene Menezes, de que o sindicato estabeleça uma norma para eventualidades como essas.
Também inserido no início da assembleia, no ponto de pauta sobre a contratação de dois estagiários para trabalharem a comunicação da subseção do Araguaia, o professor Magno Silvestri explicou a reivindicação da categoria, que já é antiga. Após debate, ficou decidido que a subseção poderá contratar um estagiário e, posteriormente, avaliar a necessidade de mais um ou mesmo de um profissional. A sugestão da plenária, que será avaliada pela diretoria em conjunto com a representação da subseção, é que o estagiário tenha supervisão de profissionais e sua atuação seja vinculada ao setor de Comunicação da sede, em Cuiabá.
Mais uma tentativa de arrombamento na Faculdade de Medicina e o registro de outras ocorrências do tipo por parte de vários institutos e faculdades voltaram a fazer os docentes da UFMT sentirem a necessidade de debaterem em assembleia geral, pela segunda vez este ano, as condições de trabalho e segurança na UFMT. O ponto de pauta foi inserido no início da reunião, mas pelo adiantado da hora, foi suspenso.
Recentemente a Adufmat-Ssind fez uma matéria sobre a questão (leia aqui). A diretoria do sindicato informou, no final da assembleia, que está tentando agendar uma reunião com a Reitoria para tratar do assunto nos próximos dias.
Luana Soutos
Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind
Deliberações da reunião do Conselho Político da Auditoria Cidadã da Dívida do dia 01/09/16
Circular nº 276/16
Brasília, 2 de setembro de 2016
Às seções sindicais, secretarias regionais e aos diretores do ANDES-SN
Companheiro(a)s,
Encaminhamos anexas, as deliberações da reunião do Conselho Politico da Auditoria Cidadã da Dívida, realizada no dia 1º de setembro de 2016, em Brasília (DF).
Sem mais para o momento, renovamos nossas cordiais saudações sindicais e universitárias.
Prof. Alexandre Galvão Carvalho
Secretário-Geral
Deliberações da reunião do Grupo de Estudos da Auditoria Cidadã da Dívida e outros
Circular nº 228/16
Brasília, 2 de agosto de 2016
Às seções sindicais, secretarias regionais e aos diretores do ANDES-SN
Companheiro(a)s
Encaminhamos, anexo, o Resumo das deliberações da Reunião do Grupo de Estudos da Auditoria Cidadã da Dívida, realizada em Brasília, no dia 26 de julho do corrente ano.
Aproveitamos a oportunidade para solicitar às seções sindicais que envidem esforços no sentido de enviar representante para o lançamento da “Frente Parlamentar Mista pela Auditoria da Dívida Pública com Participação Popular” que será realizada no dia 9 de agosto, terça-feira, às 16 horas, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados. O convite para o lançamento da Frente e o modelo de carta de adesão seguem anexos.
Sem mais para o momento, renovamos nossas cordiais saudações sindicais e universitárias.
Prof. Giovanni Frizzo
2º Secretário
*****Disponível para download nos arquivos anexos abaixo:
- Resumo das Deliberações Reunião de Estudos da Auditoria Cidadã da Dívida
- Material utilizado na REUNIÃO DE ESTUDOS dia 26/07/16
- CONVITE PARA O LANÇAMENTO DA “Frente Parlamentar Mista pela Auditoria da Dívida Pública com Participação Popular”
Nova AG decidirá sobre honorários dos 28%, posição política e critérios para participação em eventos nacionais pela Adufmat-Ssind
Em assembleia geral realizada nessa quinta-feira, 12/05, os docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) deliberaram, apenas, sobre o ponto de pauta número três do edital de convocação, acerca da recomposição do Conselho Fiscal da Adufmat-Ssind. A professora Célia Alves Borges foi eleita pela categoria, e assumirá o posto no Conselho em decorrência da renúncia da professora Alair Silveira.
Depois da exposição dos advogados sobre o pagamento dos honorários advocatícios e periciais referentes ao processo dos 28, 86%, os professores debateram longamente e entenderam que não havia elementos suficientes para encaminhar a questão. Assim, decidiram suspender a discussão e formar uma comissão para estudar os contratos existentes, os percentuais propostos e a metodologia de pagamento. Numa próxima assembleia, a comissão deve apresentar sua avaliação para fundamentar novo debate e viabilizar as deliberações. Fazem parte da comissão os docentes: Fernando Nogueira, José Airton de Paula, Sirlei Silveira e Carlos Emílio.
Com relação à posição política diante da conjuntura, os docentes concordaram sobre o crescente cenário de repressão e violência aos movimentos sociais organizados, sobre a censura nos espaços de discussão e manifestação registrada em vários locais do país nos últimos meses, e sobre os ataques aos direitos trabalhistas, em especial, com as Reformas Fiscais. Também concordaram sobre a parcialidade da Imprensa e da Justiça na condução do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, de maneira que os partidos que atuaram junto ao PT ficaram isentos em todo o processo.
No entanto, a categoria divergiu sobre a redação de um documento proposto e decidiu amadurecer a ideia por meio de outros canais, como o Espaço Aberto. Ficou decidido, então, que a posição política da Adufmat-Ssind sobre a conjuntura será o primeiro ponto de pauta de uma próxima assembeia geral da categoria.
Por conta do avançado da hora, também ficou para a próxima assembleia, na condição de segundo ponto de pauta, a definição de critérios sobre a participação de docentes representando o sindicato em eventos nacionais.
Luana Soutos
Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind












