Sexta, 02 Outubro 2026 15:57

*Atualizada às 14h20 do dia 06/10 para mudança no texto sobre gratuidade para crianças. 
 

A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso inicia, na próxima terça-feira, 06/10, a distribuição dos convites para o Baile dos Professores e Professoras 2026. 

Esse ano, a festa será no dia 23/10 (sexta-feira), a partir das 21h, novamente no Hotel Fazenda Mato Grosso. 

Os convites serão distribuídos na sede do sindicato (oca), no horário normal de expediente: das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30. 

Conforme os anos anteriores, os convites são limitados, nominais e instransferíveis, e cada docente sindicalizado terá direito a um convite gratuito, sendo permitida a compra de outros convites pelo valor de R$ 100,00 cada. 

Convites para crianças de até 12 anos serão gratuitos. 

Para garantir que o maior número possível de sindicalizados participe, até o dia 21/10, cada associado, no ato da retirada, poderá comprar apenas um convite de acompanhante. Após o dia 21/10, a quantidade de compra de convites será ilimitada. 

Sexta, 25 Setembro 2026 15:29

 

 

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Espaço Aberto é um canal disponibilizado pelo sindicato
para que os docentes manifestem suas posições pessoais, por meio de artigos de opinião.
Os textos publicados nessa seção, portanto, não são análises da Adufmat-Ssind.
 
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Publicamos a pedido da professora Juliana Rosa
Profa. Dra. Dep. História da UFMT


 

 

Entre os dias 28 de setembro e 3 de outubro de 2026, o Instituto de Geografia, História e Documentação (IGHD) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realizará a segunda edição do projeto de extensão “Expansão do Agronegócio e Conflitos Socioambientais”.

Essa edição foi construída a partir de parceria com pesquisadores do Grupo de Estudos em Geografia Agrária e Conservação da Biodiversidade (GECA), do Núcleo de Estudos Rurais e Urbanos (NERU), do Núcleo de Pesquisas em História (NPH), do Núcleo de Estudos Ambientais e Saúde do Trabalhador (NEAST/ISC), bem como pelo Projeto Ação Saberes Indígenas na Escola (ASIE), da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR). O projeto também promoveu a articulação com diferentes coletivos, movimentos sociais e lideranças da sociedade civil mato-grossense, destacando-se a colaboração da Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária (JURA/2026) e o apoio do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato (OPI) e da Operação Amazônia Nativa (OPAN).

A segunda edição conta ainda com a participação de pesquisadores, docentes e discentes, vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Geografia (POSGEO) e ao Mestrado e Doutorado Profissional em Ensino de História (ProfHistória) do IGHD. Integrou também o Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA), da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), por meio do Grupo de Estudos sobre Mudanças Sociais, Agronegócio e Políticas Públicas (GEMAT). Outros alinhamentos com a comunidade externa à UFMT possibilitaram a participação da Defensoria Pública da União (DPU) e com o programa Brazil Initiative (
Universidade de Miami).

Ao longo de sua programação, o evento conta com mesas redondas, sessões temáticas, lançamentos de livros e relatórios, bem com apresentações artísticas. No dia 28 de setembro, às 19:00h, no Auditório do IGHD, ocorrerá a abertura do evento com a apresentação artística da professora, cantora e musicista Gê Lacerda, seguida pela mesa de abertura composta pelos organizadores do evento: Prof. Dr. Cleberson Ribeiro de Jesuz, Dra. Juliana Cristina da Rosa, Dr. Renan Vinicius Sotto Mayor de Oliveira, representante da Defensoria Pública da União e presidente Conselho Nacional de Direitos Humanos, Vanderley Scarabelli, integrante da Via Campesina e Dr. Aldi Nestor de Souza, da JURA/2026.


Após a abertura, a mesa “Discursos do agronegócio” tem a participação do Dr. Armando Wilson Tafner Junior (UNIFESSPA/NERU), do Dr. Henrique Duarte (SEDUC /NERU) e da doutoranda Luana Souza Santos (NERU) para um debate sobre o tema, com mediação da Dr.ª Juliana Cristina da Rosa (NERU/NPH).


No segundo dia do evento, 29 de setembro, no período da noite, a mesa redonda intitulada “A expansão do agronegócio e os efeitos na saúde” mediada pelo Dr. Maelison Silva Neves (NEAST) na qual o Dr. Emerson Soares dos Santos (POSGEO/UFMT) e a Dr.ª Marcia Leopoldina Montanari Correa (NEAST) apresentam reflexões e análises realizadas a partir de suas pesquisas.


A mesa “Bioeconomias e Agroecologia como resistência” ocorre no dia 30 de setembro, também no período noturno, e conta com a participação da Dr.ª Marcia Teixeira Falcão (UERR), Dr.ª Onelia Carmem Rossetto (GECA) e do Dr. Ricardo Gilson (UNIR), sob a mediação da Dr.ª Giseli Gomes Dalla Nora (GECA/JURA/NERU).


A última mesa realizada no dia 1º de outubro, às 19h, discute tema “Conflitos Socioambientais e Povos Indígenas”, contando com a participação dos pesquisadores Dr. Flávio Conche do Nascimento (Arquivo Público MT/NERU), Ms. Mariel Mariscot Bento Kujiboekureu (USP/SEDUC-MT/ ASIE), Dr.ª Tracy Devine Guzmán
(University of Miami), tendo como mediadora a Dr.ª Beatriz dos Santos de Oliveira Feitosa (NERU/ASIE).

Vale destacar que, a partir do segundo dia do evento, ocorreram, entre 13:30h e 18:00h, sessões temáticas realizadas em sala do Bloco Didático do IGHD/ICHS, nas quais estudantes que atualmente desenvolvem pesquisas terão tempo de apresentação e debate de suas análises.


Na tarde de terça-feira, dia 29 de setembro, ocorre a sessão temática “Conflitos Socioambientais e impactos psicossociais”. No dia seguinte, no mesmo local e horário, acontece a sessão intitulada “Resistências aos conflitos socioambientais” no último dia do evento, em 1º de outubro, intitulada “Impactos dos agrotóxicos na saúde e ambiente”.


Umas das principais atividades envolvendo as parcerias do evento é o lançamento de livros, dentre os quais “Direito ao espaço memorial Bóe-Bororo” de Adriano Boro Makuda (ASIE) e “Refúgios. Demarcação de terras de povos indígenas isolados no Brasil” Organizado por Lilian Parra; Luísa Girardi e Maria Emília Coelho (OPI/COIAB). No dia 1º de outubro será lançado o “Relatório de violência contra os povos indígenas 2025”, do CIMI, sendo eu ambos as ações ocorrem às 19:00h, no auditório do IGHD.


Todas as ações foram fundamentais para que o evento continue a cumprir seu principal objetivo, que é o de envolver as comunidades acadêmica e externa nos debates sobre a expansão do agronegócio em Mato Grosso. Evidenciaram-se a incompatibilidade entre o modelo de desenvolvimento econômico global que transforma a Terra em mercadoria, e a salvaguarda dos modos de vida de povos e populações tradicionais historicamente vinculados a ecossistemas locais, inclusas suas sociocosmologias.


Confira a programação e demais informações no Instagram: e_a_c_s_2026

Terça, 15 Setembro 2026 15:27

 

O ANDES-SN realiza, entre os dias 18 e 22 de setembro, em Brasília (DF), o X Seminário Nacional de Saúde do(a) Trabalhador(a) Docente e a IV Jornada de Assuntos de Aposentadoria. A programação também inclui a reunião do Grupo de Trabalho Seguridade Social e Assuntos de Aposentadoria (GTSSA), que acontece no dia 18, na sede do Sindicato Nacional.


A programação foi divulgada por meio da Circular 374/2026, em complementação à Circular 278/2026. As atividades vão abordar temas relacionados às condições de trabalho, saúde e adoecimento da categoria docente, além de questões previdenciárias e os desafios enfrentados por professoras e professores aposentados.


A reunião do GTSSA será realizada na sexta-feira (18), das 14h às 21h, com informes, discussão das deliberações do 69º Conad e elaboração de propostas para o 45º Congresso do ANDES-SN, que ocorrerá em janeiro do próximo ano.


No sábado (19), terá início o X Seminário Nacional de Saúde do(a) Trabalhador(a) Docente, com a primeira mesa “A defesa do SUS e o compromisso com a determinação social da Saúde”. No período da tarde, serão apresentados e debatidos alguns resultados da Enquete Nacional do ANDES-SN. Encerrando o dia, a mesa “Intensificação do trabalho e direito à desconexão” discutirá os impactos da organização e das condições de trabalho sobre a saúde da categoria.


No domingo (20), o seminário terá uma roda de conversa sobre experiências de luta da categoria docente. À tarde, a mesa “Relação entre tempo de carreira, adoecimento e qualidade de vida na aposentadoria” tratará dos impactos das condições de trabalho ao longo da trajetória profissional e de suas repercussões na aposentadoria.


Na segunda-feira (21), será realizada a IV Jornada de Assuntos de Aposentadoria. A programação começa com a mesa “Idadismo no contexto do trabalho docente”, seguida de um painel sobre o diagnóstico do acolhimento e suporte a docentes aposentados e aposentadas. À tarde, a mesa “Fim da contribuição previdenciária: necessidades e desafios da luta sindical” discutirá a pauta e os desafios para a organização e mobilização sindical.


As atividades serão encerradas na terça-feira (22), com um ato em defesa da revogação das contrarreformas da Previdência e pelo fim da contribuição previdenciária de docentes aposentados e aposentadas. O ato será realizado das 10h às 12h.


Confira a programação das atividades:

Sexta-feira (18)
14h às 21h - Reunião do GTSSA.

Sábado (19)
X Seminário Nacional de Saúde do(a) Trabalhador(a) Docente

9h às 10h – Mesa de abertura;

10h às 12h – Mesa 1: “A defesa do SUS e o compromisso com a determinação social da Saúde”;

12h às 14h – Almoço;

14h às 16h – Mesa 2: “Enquete Nacional do ANDES-SN: debatendo alguns resultados”;

16h30 às 18h – Mesa 3: “Intensificação do trabalho e direito à desconexão”.

Domingo (20)
X Seminário Nacional de Saúde do(a) Trabalhador(a) Docente

9h às 12h – Roda de conversa sobre as experiências de luta da categoria docente;

12h às 14h – Almoço;

14h às 16h – Mesa 4: “Relação entre tempo de carreira, adoecimento e qualidade de vida na aposentadoria”;

16h às 18h – Confraternização.

Segunda-feira (21)
IV Jornada de Assuntos de Aposentadoria

9h às 10h30 – Mesa 1: “Idadismo no contexto do trabalho docente”;

10h30 às 12h – Painel: “Diagnóstico sobre o acolhimento e suporte aos docentes aposentadas(os)”;

12h às 14h – Almoço;

14h às 17h – Mesa 2: “Fim da contribuição previdenciária: necessidades e desafios da luta sindical”.

Terça-feira (22)
IV Jornada de Assuntos de Aposentadoria

10h às 12h – Ato em defesa da revogação das contrarreformas da Previdência e pelo fim da contribuição previdenciária das(os) aposentadas(os).

 

Fonte: Andes-SN 

Quarta, 03 Dezembro 2025 10:58

 

O Seminário Nacional de Questões Organizativas, Administrativas, Financeiras e Políticas do ANDES-SN foi concluído neste domingo (30), em São Paulo (SP). O evento, que começou na sexta-feira (28) e reuniu 120 participantes de 47 seções sindicais, foi reconhecido, nas intervenções de diversos e diversas participantes, como um espaço fundamental para a reflexão interna sobre a entidade e uma conquista coletiva para a categoria docente.

 

 

Durante os três dias de intensos debates, foram abordados temas cruciais para a organização interna, financiamento e funcionamento do Sindicato Nacional. Entre as discussões centrais, destacaram-se a crise do movimento sindical e a organização da classe trabalhadora, a concepção de Sindicato Nacional versus Federação, os princípios que orientam as resoluções financeiras - como rateio e fundo único -, o debate sobre proporcionalidade versus majoritariedade na composição da diretoria, e a metodologia para funcionamento dos espaços deliberativos - como Congressos e Conads - e a necessidade de atualizá-los.

A ampla participação e a franqueza dos debates permitiram que as diferentes forças políticas que compõem a base da entidade apontassem suas percepções sobre as diferentes temáticas e propusessem caminhos para que o ANDES-SN continue cumprindo seu papel histórico como importante instrumento de luta da categoria docente e de toda a classe trabalhadora.

Avaliações


Representantes das seções sindicais e da diretoria do Sindicato Nacional, presentes no seminário, destacaram a importância dos debates realizados para o aprimoramento da atuação da entidade.

 

 

Helga Martins, docente da Universidade Federal de Jataí (UFJ), pontuou a necessidade de massificação do sindicato e da ampliação da democracia interna, vinculando a organização interna à luta de classes externa e ao internacionalismo. A docente destacou a relevância do espaço de debate proporcionado pelo Seminário.

“Importante espaço para refletirmos sobre a necessidade - na conjuntura internacional e nacional na qual nos encontramos -, de massificarmos o ANDES-SN enquanto instrumento da nossa classe, ampliando nossa democracia operária no interior do sindicato e rompendo com tendências ao hegemonismo. Pensarmos e agirmos o ANDES-SN para dentro e também para fora, fortalecendo os espaços de articulação do campo classista, fincando, mais firmemente, nossos pés no chão da luta de classes, com horizonte da unidade para enfrentar os desafios da conjuntura, incluindo uma firme e sólida solidariedade internacional na luta anti-imperialista na América Latina e no fortalecimento de uma Universidade e educação efetivamente populares”, analisou Helga.

 

 

Nicole Pontes, docente da Universidade Federal Rural de Pernambuco (Uferpe), enfatizou a importância do seminário e destacou que o evento atendeu a um pedido antigo da categoria e das seções sindicais e destacou a necessidade de aprofundamento nas questões financeiras e democráticas. Ela parabenizou a diretoria do ANDES-SN pela construção desse processo, mas ressaltou a necessidade de seguir aprofundando as discussões para reorganizar algumas questões fundamentais no sindicato.

“Acho que a gente atinge um momento importante de reorganização das nossas lutas, da forma de construir as lutas e de organizar o sindicato. Como eu disse em uma das minhas falas, é importante também a gente fazer a gestão dos nossos recursos para maximizar a luta e a nossa atuação. Eu acho que foi importantíssimo a gente fazer esse início de discussão das questões financeiras. Acho que a gente vai precisar ainda de mais aprofundamento nesse processo, mas também de pensar essas formas sobre proporcionalidade, de aprofundar a discussão da forma e participação de grupos minoritários, em termos políticos, dentro do Sindicato Nacional e amadurecer uma ideia de participação maior, de forças distintas, dentro do nosso espaço, refletiu Nicole.

 

 

O presidente do ANDES-SN, Cláudio Mendonça, afirmou que o seminário cumpriu o objetivo de ouvir as demandas da base. Ele ressaltou que, durante o evento, diversas mesas de debate abordaram temas fundamentais para a organização da luta da categoria. 

“O Seminário Nacional sobre Questões Organizativas, Administrativas, Financeiras e Políticas do ANDES-SN proporcionou um espaço para ouvir as demandas da categoria, com o objetivo de fortalecer nosso Sindicato Nacional, além de refletir sobre os desafios financeiros que enfrentamos. Durante o evento, diversas mesas de debate abordaram temas como a situação da classe trabalhadora no mundo, a campanha de sindicalização, as razões pelas quais somos um sindicato nacional e não uma federação, o debate sobre proporcionalidade x majoritariedade, e os espaços deliberativos e o funcionamento do sindicato. Saímos desse seminário mais fortalecidos enquanto Sindicato Nacional, renovados no compromisso de aprimorar nossas instâncias e intensificar nossas lutas”, avaliou Cláudio.

 

Encaminhamentos

O debate sobre as questões organizativas e financeiras não é novidade no ANDES-SN, e as contribuições no Seminário reforçaram a importância de princípios como a solidariedade, a arrecadação única e a autonomia financeira. No entanto, foram apontadas necessidades de avaliação e possíveis ajustes em aspectos financeiros, como a composição do fundo único e o rateio do custeio dos espaços deliberativos, além de ampliação ou revisão da política de apoio para a participação de seções sindicais menores, bem como atualização da estrutura e funcionamento de espaços deliberativos da categoria.

Os encaminhamentos resultantes do seminário serão sistematizados em um relatório, que será avaliado pelas seções sindicais presentes. O conteúdo completo dos debates e propostas irá compor o texto de apoio e propostas de resolução que o Grupo de Trabalho de Política de Formação Sindical (GTPFS) apresentará no 44º Congresso do ANDES-SN, que acontecerá em Salvador (BA), em março de 2026.

 

Fonte: Andes-SN | Fotos: Eline Luz 

Sexta, 04 Julho 2025 16:12

 

A Adufmat-Ssind e o Andes-Sindicato Nacional convidam, ainda, toda a comunidade acadêmica da UFMT para o debate "Que autonomia queremos? Conselhos democráticos ou burocráticos?", que será realizado na terça-feira, 08/07, às 14h, presencialmente, no auditório do Instituto de Educação (IE).

Novamente, a convidada para provocar reflexões sobre o tema será a professora da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Ana Luisa A. de Oliveira. Graduada em Agronomia e doutora em Desenvolviento Rural, em abril deste ano foi a primeira docente negra aprovada pelo sistema de cotas da instituição.

Na ocasião, a docente partilhará das experiências na Univasf e de outras universidades, para que os presentes possam localizar os desafios que a própria UFMT ainda deve enfrentar e superar em sua democracia interna para o cumprimento efetivo dos direitos da comunidade.

 

Data: 08/07 (terça-feira)

Horário: 14h

Local: Auditório do IE e também online no Facebook da Adufmat-Ssind (clique aqui).

Quarta, 16 Abril 2025 08:00

2º Seminário de Povos Tradicionais, Quilombolas e Indígenas de Mato Grosso será realizado de 24 a 26 de abril, em Poconé

 

O Quilombo São Benedito, em Poconé (MT), já está se preparando para receber estudantes, professores e pesquisadores para o "2º Seminário de Povos Tradicionais, Quilombolas e Indígenas de Mato Grosso: memórias afetivas dos quintas mato-grossenses", um evento que irá discutir, de 24 a 26 de abril, a valorização de saberes ancestrais, a produção de alimentos saudáveis, a popularização da ciência, com acesso a novas tecnologias, a cultura, a arte e a valorização do conhecimento local. Esta é uma iniciativa da UNEMAT e tem a coordenação da professora doutora Lisanil da Conceição Patrocínio Pereira, com financiamento do CNPq.

"O que propomos é o acesso de nosso povo ao ensino e à pesquisa, dando à juventude a oportunidade de tomar conhecimento da própria realidade, para que assim possa transformá-la", explica a professora que coordena diversos projetos de interface, entre o ensino, pesquisa e extensão na UNEMAT, tais como este e outros seminários, a Olimpíada e a Mostra Científica de saberes populares, e o Mais Ciência na Escola em Mato Grosso. Todos eles de iniciação científica e popularização da ciência.

Inclusive, estas experiências estão virando livros. O último deles ficou pronto este mês, com o título Iniciação Científica Decolonial: Educação, Transversalidade da Ciência e Inovações para o Planeta.

 

 

É neste contexto de fomentar a cultura de valorização da ciência que está sendo implementado mais um projeto de iniciação científica em Mato Grosso. Trata-se de um projeto do programa Mais Ciência na Escola, uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI), com bolsas do CNPq.

"Nosso projeto envolve uma rede com 15 escolas públicas do Estado de Mato Grosso. Temos, ao longo dos anos, incentivado jovens quilombolas, indígenas e de comunidades tradicionais a serem cientistas, pesquisadores, protagonistas de sua história. Temos feito visitas às unidades escolas para selecionar bolsistas de iniciação científica e também para verificar o espaço para a implantação do Laboratório Maker, em que os bolsistas poderão estudar temas como o plantio tradicional, a história de personalidades locais e até mesmo produzir itens para venda, já que um dos objetivos é abrir caminho de melhoria de vida a esses jovens estudantes, muitos deles em situação de vulnerabilidade social", explica a professora.

O evento é uma realização da UNEMAT, com uma série de apoios, entre eles do Governo Federal, o MEC e o MICT e o CNPq.

 

 

Fonte: Assessoria

Quarta, 19 Março 2025 12:13

 

O II Seminário de Multicampia e Fronteira do ANDES-SN encerrou suas atividades no sábado (15) com uma visita à Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol, em Roraima, e ao país vizinho, Guiana. O evento foi organizado pelo Grupo de Trabalho de Multicampia e Fronteira (GT Multi-Front) do Sindicato Nacional, em parceria com a Seção Sindical dos Docentes da Universidade Federal de Roraima (Sesduf-RR SSind.).

As e os docentes de diversas instituições de ensino do país tiveram a oportunidade de vivenciar a realidade dos povos originários. Uma viagem de cerca de quatro horas separa a capital Boa Vista da Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol, é uma das maiores terras indígenas demarcadas no Brasil, com 1,7 milhão de hectares, e abriga uma população de 27 mil indígenas dos povos Macuxi, Wapichana, Taurepang, Patamona e Ingarikó. 

 

Foto: Eline Luz/Imprensa ANDES-SN

 

O grupo de docentes foi recepcionado com a defumação, um ritual de cura e de proteção, seguido por um canto de boas-vindas. Durante a visita, as professoras e os professores puderam conhecer saberes ancestrais preservados pelo povo indígena Macuxi, como a pintura com jenipapo - técnica que utiliza o fruto para criar uma tinta preta na pintura corporal e em utensílios. Também acompanharam a produção de panelas de barro pelas mulheres da comunidade, além da confecção de cestos e de arco e flecha.

 

Foto: Eline Luz/Imprensa do ANDES-SN

 

A indígena Joana destacou a importância da transmissão dos conhecimentos tradicionais. “Estamos fazendo uma pequena exposição das panelas de barro e outros artefatos como forma de preservar a cultura ancestral dos povos indígenas. É um trabalho que aprendi desde cedo e hoje repasso para meus filhos, netos e para aqueles que vêm compartilhar esse momento”, disse.

As e os docentes também acompanharam o preparo de um prato típico da região, a damurida - um caldo quente e picante feito com peixe, tucupi, pimentas, verduras e beiju de mandioca. A programação incluiu um passeio pela comunidade, onde as e os participantes puderam conhecer mais da estrutura do local, que conta com a Escola Estadual Indígena José Viriato, fundada em 1970, e um almoço com comidas típicas. 

 

Foto: Eline Luz/Imprensa ANDES-SN
 

De lá, o grupo seguiu para a fronteira entre as cidades de Bonfim (RR) e Lethem, na Guiana. Durante o trajeto, o professor Antônio Carlos Araújo, presidente da Sesduf-RR SSind., compartilhou experiências sobre a vivência em uma região fronteiriça e os desafios enfrentados nas atividades de extensão e pesquisa.

Segundo o presidente da seção sindical, a experiência proporcionou um importante intercâmbio de saberes e reforçou a necessidade de fortalecer as lutas em defesa da educação pública e dos direitos dos povos indígenas. 

"Enfrentamos diversas dificuldades, mas conseguimos superá-las com o apoio da base e da direção do Sindicato Nacional que sempre estiveram dispostos a colaborar na organização do seminário. Nestes dias, discutimos a multicampia, os desafios das fronteiras e os impactos das políticas de ensino sobre quem depende da estrutura pública das universidades federais e estaduais. Além disso, reforçamos o debate sobre o modelo de universidade que queremos, considerando as particularidades das regiões de fronteira”, afirmou o docente, que destacou uma mesa específica do seminário em que todas as seções sindicais puderam relatar suas realidades e desafios.

 

Foto: Eline Luz/Imprensa ANDES-SN
 

Araújo também agradeceu o esforço das e dos docentes, que vieram de diferentes partes do país, enfrentando deslocamentos longos e complexos. “Essa participação expressiva foi fundamental para o sucesso do evento e deve servir de exemplo para futuras edições”, ressaltou. 

Para José Sávio Maia, 2º vice-presidente da Regional Norte II do ANDES-SN e da coordenação do GT Multi-Front, o evento foi uma experiência riquíssima para as e os participantes.

“As atividades foram organizadas de forma que pudéssemos conhecer o funcionamento dos três campi da UFRR, mas, principalmente, por termos participado de uma atividade que permitiu uma imersão durante um dia inteiro em uma comunidade indígena na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, com direito a várias oficinas e almoço com traços de sua cultura oferecidas por membros da comunidade (Makuxi e Wapixana), seguida por uma visita à cidade de Lethem, na Guiana, onde pudemos experienciar algumas das modalidades de deslocamentos pela Amazônia: estradas de terra, balsas e ‘trancas’ de portões nas regiões de fronteiras, locais onde pode acontecer, tudo, menos a regularidades dos relógios”, avaliou. 

 

Foto: Eline Luz/Imprensa ANDES-SN

 

Seminário

O II Seminário de Multicampia e Fronteira do ANDES-SN ocorreu de 13 a 15 de março em Boa Vista (RR) e contou com a participação de mais de 70 docentes vindos de diversas regiões do país. O evento é uma deliberação do 67º Conad, realizado no ano passado em Belo Horizonte (MG). 

 

Fonte: Andes-SN

Quarta, 12 Março 2025 16:29

Atualizada às 17h50 do dia 26/03/25 para inclusão do link da gravação do evento*

O modelo produtivo do agronegócio representa riscos para o surgimento de novas pandemias? 

Na próxima terça-feira, 18/03, às 19h, o auditório do Instituto de Saúde Coletiva (ISC/UFMT) recebe o professor Allan Campos Silva (USP) para um debate essencial sobre o tema. Ele é tradutor e prefaciador do livro "Pandemia e Agronegócio: Doenças Infecciosas, Capitalismo e Ciência", do biólogo e epidemiologista norte-americano, Rob Wallace. 

A obra explora uma relação analisada por Wallace há cerca de 20 anos: o aumento desenfreado do confinamento de animais para produção de alimentos em locais onde compartilham raça, idade e sistema biológico, cenário de total desequilíbrio e, consequentemente, perfeito para o desenvolvimento de microrganismos, contágios e mutações.

Geógrafo, doutor em Geografia Humana com ênfase em Geografia da População, do Trabalho e da Saúde, o professor Allan Campos Silva, que também é membro da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), se dedica á pesquisas relacionadas aos temas saúde pública, agronegócio, modernização brasileira, doenças ocupacionais infecciosas, migrações e refúgio.

Com apoio da Pós-Graduação em Geografia, Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Instituto de Saúde Coletiva e Aufmat-Ssind, este evento presencial busca ampliar o debate sobre as conexões entre modelos produtivos e a emergência de pandemias, como a COVID-19.

O evento será gratuito e aberto a todos os interessados. Acompanhe online aqui

Segunda, 02 Setembro 2024 15:13

 

A Adufmat-Ssind convida toda a comunidade acadêmica para o debate “Então tá, vamos conversar sobre assédio na UFMT?”, que será realizado na próxima quarta-feira, 04/09, a partir das 14h. O encontro será híbrido, presencialmente no auditório da Adufmat-Ssind e também pelo GoogleMeet (assista aqui).

As convidadas para debater o tema são a advogada, mestranda em Política Social da UFMT e presidenta da Associação de Pós-graduandos da instituição (APG-UFMT), Priscila Stella, a professora da UFMT e diretora da Adufmat-Ssind, Clarianna Martins da Silva, e também a professora Thiélide Pavanelli, diretoria da Associação dos Docentes da Unemat (Adunemat- Seção Sindical do Andes-Sindicato Nacional).

O debate abordará as propostas que estão sendo debatidas no âmbito da construção de uma política para combater todos os tipos de assédio dentro da universidade. Também serão ponto de pauta da próxima assembleia do sindicato, já convocada para a quinta-feira, 05/09.

Não perca, participe e contribua!