ANDES-SN participa do IX Encontro Continental de Solidariedade com Cuba
Uma delegação do ANDES-SN participou, entre 9 e 12 de outubro, do IX Encontro Continental de Solidariedade com Cuba. A atividade aconteceu na Cidade do México (MX) e reuniu 556 delegados e delegadas de 35 países da América Latina e do Caribe. Participaram também representações dos Estados Unidos, Canadá, Espanha, França, Escócia, Irã e Polônia.

De acordo com a organização do evento, os quatro dias de debates proporcionaram novos caminhos e iniciativas para promover o fortalecimento, a expansão e a coordenação de ações em apoio à ilha, que é alvo de uma política criminosa de cerco econômico e de guerra midiática por parte dos Estados Unidos e seus aliados.
"Foram dias intensos de reflexão, compromisso e fraternidade; dias de trabalho frutífero que reafirmaram que Cuba não está sozinha”, declarou Marcos Rodríguez Costa, embaixador cubano no México, no encerramento do Encontro.
Caroline Lima, 1ª vice-presidenta do ANDES-SN e encarregada de Relações Internacionais da entidade, contou que a atividade no México foi um momento de articulação internacional de diversas entidades sindicais, coletivos e movimentos sociais. Segundo ela, além do Sindicato Nacional, houve a presença de outras entidades e movimentos brasileiros, como o MST.
“Houve também uma presença muito grande de entidades sindicais e dos movimentos sociais mexicanos no encontro, o que demonstrou, inclusive para nós do ANDES-SN, um espaço importante de articulação política, pensando a luta da educação. E foi também um espaço para nós, do ANDES-SN, convidar os educadores e as educadoras para a construção e participação do IV Congresso Mundial contra o Neoliberalismo na Educação”, comentou.
Alguns encaminhamentos aprovados foram: aprofundar a denúncia ao bloqueio econômico a Cuba; incentivar o turismo à ilha; criar mais comitês de solidariedade à Cuba; usar a criatividade nas formas de defesa de Cuba e das conquistas da revolução; conquistar mais pessoas que possam defender Cuba e o povo cubano; ampliar a presença nas universidades, sugerindo cátedras como a José Martí; e participar, em 2026 em Cuba, das atividades que marcarão o centenário de nascimento de Fidel Castro.
De acordo com a 1ª vice-presidenta do Sindicato Nacional, o Encontro teve um papel importante para denunciar como o bloqueio contra Cuba vem inviabilizando a sobrevivência da população cubana, impedindo a chegada de medicamentos e o desenvolvimento de qualquer tecnologia.

“Para nós, do ANDES-SN, foi um espaço importante para divulgarmos as últimas políticas internacionais que aprovamos em nossas instituições deliberativas, como, por exemplo, a nossa parceria com o MST para o envio de medicamentos para Cuba”, avaliou. “Foi um evento muito positivo e a presença do ANDES-SN aqui contribuiu para que pudéssemos acessar e ter contatos com outras entidades sindicais, para que a gente avance ainda mais para uma política internacionalista de defesa da educação pública gratuita, laica e de qualidade”, acrescentou Lima.
Marcos Soares, 1º vice-presidente da Regional São Paulo e encarregado de Relações Sindicais do ANDES-SN, que também esteve no IX Encontro Continental de Solidariedade com Cuba, classificou o evento como muito significativo. Conforme o diretor, a atividade referendou posições que o ANDES-SN já tem em relação à defesa da Revolução Cubana, um processo histórico muito importante, fundamental para a luta dos trabalhadores e trabalhadoras na América Latina, e que impactou também outros movimentos sociais pelo mundo.
“A defesa inconteste do povo cubano, que sofre com um bloqueio imposto pelo imperialismo estadunidense, que tem produzido muitas dificuldades da reprodução social da população cubana. A denúncia também muito enfática do bloqueio e a discussão de mecanismos possíveis para furar esse bloqueio econômico”, elencou.
Segundo Soares, no segundo dia do evento, os participantes foram divididos em quatro grupos de trabalho temáticos. “Nos três grupos que nós [delegação do ANDES-SN] conseguimos participar, nós apresentamos as exposições do ANDES-SN, e falamos também do IV Congresso Mundial contra o Neoliberalismo na Educação, inclusive convidando companheiros e companheiras que queiram se somar a nós do ANDES-SN na construção.
Além de Caroline Lima e Marcos Soares, também esteve presente no IX Encontro Continental de Solidariedade com Cuba a 1ª vice-presidenta da Regional Pantanal do Sindicato Nacional, Luciana Henrique da Silva, representando a coordenação do Grupo de Trabalho de Política Educacional (GTPE) do ANDES-SN.
IV Congresso Mundial contra o Neoliberalismo na Educação
A delegação do ANDES-SN seguiu com agenda na Cidade do México para tratar da organização do IV Congresso Mundial contra o Neoliberalismo na Educação, que ocorrerá na capital mexicana em 2026. No dia 13, as diretoras e o diretor do Sindicato Nacional se reuniram com representantes da Coordenação de Trabalhadores da Educação Básica (CNTE) do México.
“Os companheiros também demonstraram bastante interesse e animação na construção coletiva desse evento para o ano que vem. Hoje, dia 14, nós fizemos uma reunião, pela manhã, com professores e professoras palestinos de uma universidade palestina. Nessa reunião, nós também, cumprindo uma tarefa aprovada nas instâncias deliberativas do ANDES-SN, falamos do apoio à Palestina, da denúncia do genocídio impetrado pelo Estado de Israel, também falamos de uma política aprovada pela nossa categoria que é a possibilidade de um número específico da revista Universidade Sociedade reproduzir artigos de companheiros e companheiras palestinos e palestinas, ou seja, a produção teórica, acadêmica de colegas da Palestina. Eles ficaram bastante animados com isso”, relatou Marcos Soares.

Além da delegação que se encontra no México, também participaram da reunião online com docentes da Palestina, a 2ª vice-presidenta da regional Planalto do ANDES-SN, Muna Muhammad Odeh, e o 1º tesoureiro do Sindicato Nacional, Sérgio Barroso.
“[Nessa reunião] Nós também falamos do IV Congresso Mundial contra o Neoliberalismo na Educação, dentro de uma concepção de que o combate ao neoliberalismo é o combate ao imperialismo, uma vez que o imperialismo tem utilizado desse mecanismo, dessa forma de organização do capitalismo, para impor suas políticas de precarização da vida como um todo e de morte, como foi o caso de Israel na Palestina. Nós fizemos um chamado a esses companheiros para se somarem a nós na construção e participação deste IV Congresso”, explicou o 1 vice-presidente da Regional SP do ANDES-SN.
“Foi uma conversa muito boa e eu penso que a gente cumpriu a tarefa para a qual fomos designados aqui no México: a participação no encontro de solidariedade à Cuba e as reuniões bilaterais para a construção do IV Congresso Mundial contra o Neoliberalismo na Educação”, concluiu Soares.
Confira a declaração final do IX Encontro Continental de Solidariedade com Cuba
Fonte: Andes-SN| Fotos: arquivo pessoal
Ulysses X Ulysses
Em meados da década de 1980, quando a população brasileira amargava 21 anos de uma ditadura empresarial-militar que matou, torturou e calou centenas de pessoas, além de estabelecer políticas que impactaram concretamente a vida de milhões, um nome se destacou em meio às ações em defesa da reabertura democrática: Ulysses Guimarães.
O então deputado federal presidiu a Assembleia Nacional Constituinte, estabelecida pela luta coletiva dos trabalhadores organizados que dedicaram suas vidas à construção do que ficou conhecida mundialmente como “Constituição Cidadã” – muito embora já estivesse, naquela época, muito aquém do que os trabalhadores, de fato, desejavam.
Como todos sabem – ou deveriam saber – nada nesta vida é dado. Assim, mesmo não sendo a ideal, a Constituição Federal de 1988 foi resultado de muito trabalho e suor; em outras palavras, de muitas disputas entre classes. Mas em 2025, com apenas 37 anos, a mesma Constituição Federal já está quase irreconhecível pela ação sistemática de grupos políticos que trabalham contra a população, representando notadamente o setor privado, e atuando pela derrubada de qualquer tipo de direito.
Permanece na Carta Magna, no entanto, o Art. 5º, que versa sobre as liberdades fundamentais. Entre elas estão as democráticas: de livre manifestação e expressão de pensamento, atividade intelectual, científica, de comunicação. Oficialmente, ainda é permitida a livre manifestação política no Brasil, desde que não seja anônima, racista e que não atente contra as próprias liberdades democráticas.
Ulysses Guimarães não foi nenhum revolucionário, mas morreu em 1992 levando consigo o reconhecimento histórico de ter sido um homem que atuou contra o autoritarismo e pela democracia.
Nos dias atuais, faz parte do grupo que trabalha pelo esvaziamento dos direitos um outro Ulysses: o Moraes. Ele se orgulha em dizer que foi o deputado estadual mais jovem do Brasil, quando ocupou uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, entre 2019 e 2023. Este Ulysses não tinha nem nascido quando o outro Ulysses fez história. Aparentemente, desconhece este processo e não estabelece qualquer analogia entre seu nome e do Ulysses da Constituição.
Talvez seus pais tenham se inspirado no primeiro Ulysses para nomeá-lo. Seria uma grande ironia, porque, apesar de ser advogado de formação (mais uma coincidência com o outro Ulysses), Moraes parece ignorar o Art. 5º da Constituição, citado acima. Esta semana, ele entrou na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e arrancou uma faixa de solidariedade ao povo palestino assinada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), pela Associação dos pós-graduandos/as/es (APG), pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnicos-administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado de Mato Grosso (Sintuf-MT) e pela Associação dos Docentes (Adufmat-Ssind). E mais: cometeu este atentado às liberdades democráticas registrando o ato com uma câmera, como se fosse algo digno e aceitável para ser divulgado.
Moraes também ignora completamente o fato de que os conflitos entre Israel e Palestina não tiveram início com o ataque do Hamas em 2023. Ele demonstra isso no vídeo, deixando claro que desconhece a origem dessa longa guerra, anterior até à formação do próprio Estado de Israel, em 1948. Com a criação do Estado de Israel, no entanto, os conflitos já existentes se agravaram, porque Israel se esparramou pelo território palestino, ocupando 78% dele.
Se não houvesse história no ensino regular, poderíamos atribuir o equívoco à pouca idade, mas Ulysses Guimarães foi deputado estadual pela primeira vez, em São Paulo, aos 30 anos; o Moraes assumiu aos 29, já bastante seguro com relação à defesa de setores empresariais na Casa de Leis, mas hoje, ao censurar uma comunidade acadêmica inteira, poderia ser considerado um homem maduro, de 35 anos de idade. Quem sabe ao alcançar os 70, idade que o primeiro Ulysses tinha ao presidir a Assembleia Nacional Constituinte, algo tenha mudado em Moraes. Mas até agora, todas essas coincidências colocaram os dois Ulysses em campos opostos: um atuou pela democracia, o outro contra ela.
Em meio a tantas atrocidades, alguns parecem, de fato, ter perdido o senso de humanidade. O mundo, no entanto, reconhece o terror que Israel promove sobre o povo palestino. A solidariedade se manifesta na força do coletivo. São milhares nas ruas e nos mares, por todo o mundo. Embora o Ulysses da atualidade acredite que o interesse individual se sobrepõe aos coletivos, sua atitude apenas expõe sua intolerância com os que pensam diferente e seu distanciamento do Ulysses que promulgou a Constituição Cidadã.
A máxima que afirma “quem não conhece sua história está fadado a cometer os mesmos erros” é verdadeira. Por isso, a atitude lamentável de Moraes evidencia a importância de conhecer a história do Guimarães, da Palestina, das disputas entre trabalhadores e patrões, do Brasil, além do conteúdo da própria Constituição Federal. No Inciso XLI do mesmo Art. 5º encontramos: "A lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais". Sendo a liberdade de manifestação e expressão uma das liberdades fundamentais, esse é o mínimo que a comunidade da UFMT espera que aconteça agora.
Luana Soutos
Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind
Nota de repúdio às ações truculentas dentro da UFMT e de solidariedade ao povo palestino
Há 726 dias o mundo assiste, em boa parte indiferente, ao massacre de um povo inteiro pelas mãos de um projeto racista e fascista: o sionismo de Israel, apoiado pelo imperialismo dos Estados Unidos e pela conivência de boa parte dos países da Europa.
Há 726 dias o povo palestino amarga a fase mais violenta do genocídio que não começou em 2023, mas que se manifesta na ocupação de Israel sobre as terras palestinas desde 1947.
Diante do martírio cotidiano de mais de 70 mil pessoas (em número oficiais, mas certamente muito mais do que isso), muitas dessas crianças e mulheres, não há outra atitude aceitável do que a de prestar imediata e irrestrita solidariedade ao povo palestino e repúdio ao projeto sionista e genocida de Israel.
E isso é que as entidades representativas dos e das discentes, docentes e técnicos(as) da UFMT têm feito desde o primeiro dia dessa fase do genocídio. É nossa responsabilidade política e nossa obrigação diante de tamanha barbárie.
Mas uma simples faixa de solidariedade ao povo palestino e de repúdio às tentativas de interferência do governo Trump contra a soberania popular no Brasil é suficiente para atiçar a ira autoritária daqueles que dizem defender a vida, mas que defendem um Estado que mata cruelmente crianças, mulheres, inocentes de todo o tipo, num massacre desenfreado. É a ira autoritária de quem pretende provocar a universidade, seus espaços democráticos e sua comunidade - para ganhar likes, ganhar votos e ganhar mídia. O que essas pessoas ganham, no entanto, é apenas o desprezo dessa comunidade, e a certeza, dessa mesma coletividade, de que esses estão do lado da barbárie, da violência, contra a educação pública e a paz para os trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo.
O DCE, a APG, a Adufmat-Ssind e o Sintuf-MT - entidades representativas das três categorias, discentes, docentes e técnicos-administrativos em educação (TAEs), da UFMT - repudiam veementemente a invasão ao espaço democrático e de livre expressão política que é a UFMT, repudiam as agressões fascistas que sempre acompanham esse tipo de ato, mascaradas pela performance midiática de “rasgar uma faixa”, e reafirmam sua defesa e solidariedade irrestrita ao povo palestino e contra as ameaças autoritárias dos fascistas do Brasil dos EUA. Por fim, reivindicamos, por parte da Reitoria da UFMT, a adoção de medidas judiciais e administrativas cabíveis e necessárias para combater a ocorrência de atos autoritários como este dentro dos seus espaços.
Viva a luta do povo palestino!
Trump, tire suas mãos do Brasil e da América Latina!
Fascistas não passarão!
Cuiabá, 03 de outubro de 2025
Diretório Central dos Estudantes da UFMT de Cuiabá (DCE)
Associação dos Pós-graduandos/as/es da UFMT (APG)
Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado de Mato Grosso (Sintuf-MT)
Associação dos Docentes da UFMT- Seção Sindical do Andes - Sindicato Nacional (Adufmat-Ssind)
ANDES-SN vai à Embaixada da Palestina reafirmar solidariedade e apresentar resoluções do 68º Conad
Empossada em 11 de julho passado, a nova diretoria do ANDES-SN esteve, na manhã da última quinta-feira (14), na Embaixada da Palestina para reafirmar o compromisso de solidariedade com o povo palestino e se apresentar, formalmente, ao Embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben. Também foram levadas ao embaixador as resoluções mais recentes da categoria docente relativas à causa palestina, aprovadas no 68º Conad realizado no mês passado, em Manaus (AM).
Fotos: Eline Luz / Imprensa ANDES-SN
O Sindicato Nacional foi representado pela encarregada de Relações Internacionais e 1ª vice-presidenta, Caroline Lima, pelo encarregado de Imprensa e 2º tesoureiro, Diego Marques, pelo 2º secretário, Herrmann Muller, pela 2ª vice-presidenta da Regional Planalto, Muna Muhammad Odeh, e pela 1ª vice-presidenta da Regional Rio de Janeiro, Raquel Vega.
“Nós apresentamos as resoluções que aprovamos nesse último Conad, principalmente aquelas relacionadas aos estudantes refugiados que estão vindo para o Brasil. O debate foi muito importante porque o embaixador trouxe elementos políticos sobre o acolhimento a esses e essas estudantes, e como o Brasil não tem uma política de imigração, não tem uma política de Estado para atender refugiados e refugiadas”, disse Caroline Lima.
Conforme a encarregada de Relações Internacionais, o representante da Palestina afirmou que o governo brasileiro tem disposição de acolher as e os imigrantes, mas não tem uma política de Estado que garanta a permanência, principalmente para estudantes que virão para as universidades públicas. “Esse elemento foi importante porque nós colocamos, inclusive, para o embaixador Ibrahim Alzeben, o papel das universidades, IFs e cefets no debate sobre a construção de uma política de Estado para receber refugiados e refugiadas. Um outro elemento que nós debatemos é a construção, em diálogo com a embaixada e com o povo palestino, de políticas sindicais para que possamos avançar, no setor da Educação, pensando a luta contra o genocídio do povo palestino”, explicou.

Caroline avaliou que a reunião foi muito importante para abrir um canal de diálogo formal com a embaixada para diversas articulações, inclusive no Legislativo e Executivo, bem como para espaços formativos. “Nós findamos com uma solicitação do embaixador de levarmos para o MEC, e para os espaços deliberativos do ANDES-SN, uma discussão de intercâmbio entre docentes brasileiras e brasileiros e professores e professoras palestinos e palestinas, considerando a história da América Latina e da sua resistência, como também da resistência do povo palestino, a partir de uma perspectiva decolonial, reafirmando a necessidade do debate classista”, contou a docente.
A embaixada da Palestina também confirmou participação na reunião do Grupo de Trabalho de Política de Formação Sindical (GPFS) do ANDES-SN, que será realizada nos dias 5 e 6 de setembro. “No dia 5, nós vamos conversar sobre a rede de pesquisadores palestinos, tanto brasileiros e brasileiras que estudam Oriente Médio e o povo palestino, quanto professores e professoras palestinas que estão aqui no Brasil. Ficamos muito felizes com essa possibilidade. A embaixada informou que vai se fazer presente nessa atividade, para contribuir não só com a discussão, mas para fortalecer esse elo com o movimento sindical no Brasil e com o ANDES-SN”, acrescentou a 1ª vice-presidenta do Sindicato Nacional.

68º Conad
Além de buscar mecanismos de solidariedade e apoio a estudantes palestinos no Brasil, o 68º Conad também aprovou que o Sindicato Nacional incentive as Seções Sindicais a adotarem iniciativas para concretizar as deliberações em relação ao Boicote, Desenvolvimento e Sanções (BDS).
Para intensificar a denúncia da guerra contra a Palestina, foi indicado, ainda, às seções sindicais que, junto à campanha BDS, realizem manifestações, palestras e debates que possam ajudar na propaganda em defesa do povo palestino. Também reafirmaram a luta para fazer das Instituições de Ensino Superior (IES), dos institutos federais e cefets territórios livres de apartheid.

Fonte: Andes-SN
Sindicato Nacional demonstra apoio a pesquisadoras e pesquisadores na Argentina
O ANDES-SN manifestou apoio às trabalhadoras e aos trabalhadores do sistema científico e tecnológico da Argentina, em especial às pesquisadoras e aos pesquisadores do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet), diante dos graves ataques à ciência pública perpetrados pelo governo do presidente Javier Milei. O Conicet é uma autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação da Argentina, destinada a promover o desenvolvimento da ciência e da tecnologia no país.
De acordo com a nota divulgada nessa quarta-feira (14), por meio da Circular 213/2025, o recente Relatório nº 142 da Chefia de Gabinete do governo argentino, apresentado ao Congresso Nacional em abril, confirma o descumprimento deliberado da Lei 27.614, que estabelece o financiamento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. O documento aponta uma drástica redução dos recursos destinados à área: de 0,302% do PIB em 2023 para apenas 0,157% em 2025.
O Sindicato Nacional denunciou ainda a paralisação da contratação de pesquisadoras e pesquisadores aprovados nas últimas chamadas do Conicet, o congelamento de bolsas de formação científica e os cortes em programas estratégicos, medidas que comprometem seriamente o presente e o futuro da produção de conhecimento no país.
Segundo o ANDES-SN, as universidades públicas também têm sido afetadas, o que ameaça a articulação entre pesquisa, ensino e sociedade. O sindicato alertou que o desmonte da ciência e da educação integra um projeto mais amplo de destruição do Estado, alinhado à política ultraliberal do governo Milei, com impactos profundos no ambiente acadêmico, científico e universitário.
“Reafirmamos que não há soberania científica sem investimento público, comprometido com as necessidades do povo. A destruição da pesquisa científica e da educação superior é parte de um projeto mais amplo de desmonte do Estado e do projeto ultraliberal de Milei, com consequências estruturais profundas no ambiente acadêmico, científico e universitário”, afirmou o Sindicato Nacional.
Leia aqui a nota na íntegra
Fonte: Andes-SN
Nota da Adufmat-Ssind de Solidariedade ao professor Adriano Gomes da Silva
A Adufmat-Ssind vem, por meio desta nota, lançada no dia dos professores e professoras, expressar solidariedade ao professor Adriano Gomes da Silva, preso pelo Governo do Estado de São Paulo durante uma ação truculenta da polícia em ação de despejo, no ano de 2018.
O professor foi preso em regime semiaberto, porque intercedeu contra uma violência policial. Desde então, tem sido perseguido e acusado por desacato e desobediência, apenas porque ousou lutar ao lado dos e das trabalhadoras da periferia pelo direito à moradia digna.
Para calar sua voz dissidente, o docente foi julgado e condenado sem o direito democrático fundamental de se defender, simplesmente porque não foi notificado sobre o processo.
Há anos o Governo do Estado de São Paulo vem perseguindo o professor, que chegou a ser demitido em 2020, em decorrência de um Processo Administrativo.
Lutar não é crime! Em defesa da democracia que vem retrocedendo ao autoritarismo, defendemos Adriano e todos e todas aquelas que ousam lutar!
Cuiabá, 15 de outubro de 2024
Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat-Ssind)
Gestão Lutar e Mudar as Coisas nos Interessa Mais
Na quarta-feira (21), representantes da diretoria do ANDES-SN, da Associação de Docentes da Universidade de Brasília (Adunb Seção Sindical) e docentes da UnB participaram de uma reunião na Embaixada da Palestina, em Brasília (DF). O grupo foi recebido pelo Embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, para dialogar sobre ações em apoio ao povo palestino.
Foto: Eline Luz / Imprensa ANDES-SN
O ANDES-SN entregou um documento com uma seleção das principais deliberações do Sindicato Nacional, em solidariedade com a luta do povo da Palestina pela terra, o território, e o direito à autodeterminação. A perseguição política enfrentada por docentes, que manifestaram solidariedade à luta do povo palestino, também foi discutida com o embaixador, além do suporte jurídico ofertado, pelo ANDES-SN e suas seções sindicais, às professoras e professores vítimas desses ataques.
“Fizemos um ato, junto com professores da Universidade de Brasília, de solidariedade com a luta do povo da Palestina pela autodeterminação e repudiar o genocídio que está acontecendo neste momento, em cumprimento com as deliberações do nosso [42º] Congresso e do nosso [67º] Conad”, afirma Luis Acosta, encarregado de Relações Internacionais do ANDES-SN.
Para fortalecer as ações de solidariedade, a Embaixada da Palestina irá traduzir o documento entregue pelo ANDES-SN, para que seja enviado às trabalhadoras e aos trabalhadores palestinos. Também foi solicitado que o ANDES-SN reúna as publicações da entidade sobre a Palestina, para ser traduzido e divulgado junto à classe trabalhadora daquele país.
O Sindicato Nacional também produziu um vídeo de 30 segundos, para ser veiculado curtos em emissoras palestinas. Todos os materiais serão traduzidos pela Embaixada da Palestina.
Clique aqui e confira vídeo com mais informações sobre esta ação.
Fonte: Andes-SN
COMANDO NACIONAL DE GREVE
COMUNICADO Nº 20/2024/CNG/ANDES-SN
Brasília (DF), 7 de maio de 2024.
Às seções sindicais, secretarias regionais e aos Comandos Locais de Greve do ANDES- SN.
Assunto: Greve Solidária - Estado de Emergência Climática
Companheiro(a)s,
Diante da difícil situação enfrentada pelo Estado do Rio Grande do Sul, o CNG emitiu uma nota de solidariedade por meio do Comunicado nº 19/2024/CNG/ANDES-SN. No entanto, compreendemos que é essencial e urgente realizarmos ações de solidariedade em benefício das vítimas que, neste momento, necessitam de diversos tipos de auxílio, como mantimentos, água, roupas, etc.
Por isso, na noite do dia 06 de maio, o ANDES-SN e as entidades da educação em greve nos reunirmos com representantes dos movimentos sociais MAB, MPA e MST para definir melhores formas de atuar neste momento.
Avaliamos que devemos direcionar nossos esforços para doações financeiras aos movimentos sociais que estão no território, atuando diretamente, sendo eles:
Movimento dos Atingidos por Barragens - MAB
PIX (CNPJ): 73.316.457/0001-83
Banco do Brasil: 001 Associação Nacional dos Atingidos por Barragens (ANAB)
Agência: 1230-0
Conta Corrente: 118.806-2
Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA
PIX: 33.654.419/0010-07
Banco do Brasil
Agência 1248 - 3
Conta corrente: 55450-2
Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra - MST
PIX: 09.352.141/0001-48
Banco: 350
Agência: 3001
Conta: 30253-8
Contamos com a sensibilidade e colaboração dos CLGs e das seções sindicais para contribuir com essas campanhas de solidariedade dos referidos movimentos sociais.
Convidamos ainda para que todas, todes e todos acompanhem a atividade conjunta que será realizada amanhã (08 de maio), de forma online:
Live: Greve Solidária: Estado de Emergência Climática
Dia: 08/05/2024
Horário: 19h
Local: Youtube do ANDES-SN
Com a participação de representantes do MAB, MPA e do MST, apresentando ao debate sobre a situação da emergência climática.
Orientamos, ainda, onde for possível, que no dia 09 de maio durante os atos e mobilizações possamos manifestar nossa solidariedade, realizar campanhas e colocar em debate a situação climática e a relação com a Universidade, os Institutos e CEFETs.
Destacamos que essa atividade é uma ação conjunta com o SINASEFE e a FASUBRA
Seguimos na luta!
EDUCAÇÃO FEDERAL EM GREVE
Comando Nacional de Greve do ANDES-SN
ANDES-SN se solidariza com estudantes e docentes presos nos EUA em protestos pró-Palestina
Segundo a ONU, mais de 35 mil palestinos já foram mortos por Israel desde outubro de 2023, sendo a maioria crianças e mulheres
Mais de 800 estudantes e docentes já foram detidos e detidas nos Estados Unidos, em protestos em solidariedade ao povo palestino. Os atos, protagonizados principalmente por estudantes, repudiam o genocídio praticado por Israel na Faixa de Gaza e cobram o fim das relações das universidades com empresas e institutos que apoiam o apartheid contra palestinos e palestinas, o genocídio e a ocupação militar da Palestina.
Os protestos têm sido reprimidos pelas forças policiais, com a prisão de várias pessoas, o que também contribuiu para ampliar a adesão aos atos. As manifestações tiveram início na Universidade de Columbia, na cidade de Nova Iorque, onde estudantes organizaram um acampamento no gramado em um dos campi da instituição. A polícia foi chamada pela reitoria e deteve mais de 100 estudantes. Essa foi a primeira vez em mais de 50 anos que detenções em massa ocorreram na universidade.
A indignação se espalhou, resultando em um movimento nacional nem diversas universidades do país. A violenta resposta policial às manifestações fez aumentar o apoio das comunidades universitárias ao protesto. “Divulgar! Desinvestir! Não vamos parar, não vamos descansar!”, lia-se em um dos cartazes de manifestantes na Universidade de Harvard.
“Saudamos esta crescente mobilização estudantil e universitária nos EUA, que denuncia a política colonialista do Estado de Israel e a prática de genocídio que, como aprovado no nosso último congresso, luta por fazer dos campi universitários ‘territórios livres do apartheid, não estabelecendo relações acadêmicas com instituições vinculadas ao Estado de Israel e rompendo com as já existentes’”, afirma em nota a diretoria do Sindicato Nacional.
Para a entidade, o caminho da luta pelo cessar-fogo e pela autodeterminação do povo palestino precisa ser reforçado e ampliado. As ações dos e das estudantes nas universidades dos EUA são um exemplo a ser seguido para denunciar a prática de genocídio e o apartheid cometidos pelo Estado de Israel, sob o governo reacionário de Benjamin Netanyahu.
“Redobramos a exigência do imediato cessar-fogo e o ingresso de ajuda humanitária para a população da Faixa de Gaza. Reafirmamos a defesa do povo palestino, da luta pela sua autodeterminação e reconhecimento internacional, e reiteramos NÃO É GUERRA, É GENOCÍDIO!”, conclui a nota.
Acesse o documento aqui.
Fonte: Andes-SN (com informação do Mídia Ninja e BBC)
Ato em Solidariedade à Palestina é realizado durante o 42º Congresso do ANDES-SN
Pelo fim do genocídio do povo palestino e por sua autodeterminação, pelo cessar-fogo imediato, pelo desbloqueio de Gaza e pela ruptura das relações diplomáticas com Israel foram algumas das demandas apresentadas no Ato em Solidariedade à Palestina, que ocorreu no início da tarde de quarta-feira (28), durante o 42º Congresso do ANDES-SN.

A mobilização reuniu participantes do evento, representantes de entidades locais e da comunidade acadêmica em frente ao Centro de Convivências, localizado no campus Pici da Universidade Federal do Ceará (UFC).
O ataque à Faixa de Gaza, segundo Francirosy Campos Barbosa, docente da Universidade de São Paulo (USP), é uma barbárie que se iniciou antes do dia 7 de outubro de 2023. “Se a gente for contabilizar, de fato, esses ataques começaram no início do século XX, mais precisamente em 1948, com a Nakba (que em árabe significa “catástrofe” ou “desastre”) com a expulsão de mais de 750 mil palestinos. Aconteceu em 1967, e vem acontecendo ao longo da história da Palestina, e com ela vem um termo que muita gente desconhece, que é a Islamofobia, que é o medo de países da Europa e, principalmente, dos Estados Unidos imperialista, da religião Islã. São países que invadem terras árabes, terras muçulmanas, que tentam colonizar com os sionistas, e fazem muito bem feito, e ninguém se rebela”, criticou.

Ela também reforçou que 45% dos mortos em Gaza são crianças. “Como eu posso dormir na minha casa, se eu sei que tem criança morrendo?”, questionou a docente, que enfatizou que é preciso combater a islamofobia e o antissemitismo.
A palestina Muna Muhammad Odeh, docente da Universidade de Brasília (UnB), reside no Brasil desde 1992. Ela é uma das sobreviventes do genocídio contra o povo palestino. Aos cinco anos, perdeu seu irmão de nove meses e o seu pai, além de ter sofrido mutilações pelo corpo.

“O povo palestino está lutando há mais de 100 anos pela sua libertação. É uma relação de colonizador e colonizado e não uma relação de briga entre duas regiões. É uma relação clássica de colonialismo, de roubo de terra, de controle da vida, de tortura, de matança. São 17 mil crianças sem família nenhuma. Isto é uma clássica situação de genocídio”, disse Muna.
A docente da UnB aproveitou para denunciar as fake news publicadas em jornais de renome. Ela citou a informação que circula de 40 crianças israelenses que foram degoladas e de supostas mulheres israelenses estupradas. “Quando você esconde, não fala, é neutro, você é cúmplice do genocídio. Então, é uma responsabilidade ética e histórica se manifestar”, acrescentou.
Irenísia Torres de Oliveira, presidenta da Associação de Docentes da Universidade Federal do Ceará (Adufc - Seção Sindical do ANDES-SN), organizadora do 42º Congresso, contou que na UFC, a Reitoria cancelou uma parceria com Israel diante da gravidade da situação.
A docente conclamou as pessoas presentes no ato a chamar atenção da sociedade, das comunidades de suas universidades e exigir o fim do genocídio do povo palestino.

Luís Acosta, 2º vice-presidente do ANDES-SN e encarregado de Assuntos Internacionais da entidade, avaliou o ato em solidariedade à Palestina como anti-imperialista e de solidariedade internacional. “Esse foi um ato de afirmação do compromisso do nosso sindicato e dos diversos coletivos com a causa da Palestina, dos povos oprimidos e explorados pelo imperialismo. Toda a nossa solidariedade ao povo palestino. Este é um primeiro passo de uma agenda importante de luta. No nosso congresso, vamos debater e votar um texto de resolução que defenda as universidades, que sejam territórios livres do apartheid, para fazer com que as universidades sejam setores verdadeiramente importantes no que diz respeito ao avanço da consciência pública, democrática e antifascista”, acrescentou.
ANDES-SN em defesa do povo palestino
Há anos, o ANDES-SN tem se posicionado em defesa da liberdade e autodeterminação do povo palestino. Em 2018, docentes aprovaram em congresso a adesão à campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra o Estado de Israel e incentivou as suas bases a prestar solidariedade internacional à luta palestina. Durante o 42º Congresso, na plenária do Tema I, foi aprovada, por unanimidade, a moção de repúdio “Não é guerra, é genocídio!”.
Leia o InformANDES de Novembro de 2023 (acesse o hiperlink), para entender mais sobre as raízes do conflito na região de Gaza
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Fonte: Andes-SN












