Quinta, 21 Março 2019 16:54

 

Os docentes da Universidade Federal de Mato Grosso, sindicalizados da Adufmat – Seção Sindical do ANDES-SN, elegeram, nessa quarta-feira, 20/03/19, os membros da 25ª diretoria da entidade, além dos representantes locais das subseções sindicais em Sinop e Araguaia.

 

A gestão “Luto pela Universidade Pública!”, única candidata inscrita, dirigirá o sindicato pelos próximos dois anos, numa conjuntura política bastante adversa. Por esse motivo, o grande desafio colocado pelo grupo desde o início será mobilizar a base para que a categoria construa ações, em conjunto com a diretoria, garantindo um sindicato cada vez mais atuante e forte para enfrentar esses ataques.

 

Para o coordenador geral eleito, Aldi Nestor de Souza, o resultado da eleição já indica o duro trabalho a ser realizado pelo grupo. “Esse resultado reforça a proposta que a nossa chapa estabeleceu como uma das prioridades do plano de lutas, que é de fazer um intenso trabalho de base e muita formação política. Foi um resultado paradoxal e bastante preocupante. Tivemos 317 votantes num universo de cerca de 1700 aptos a votar, num momento muito crítico para a classe trabalhadora e, em particular, para os professores; num momento em que o governo eleito ataca diretamente a educação e ataca fundamentalmente a universidade pública. É um resultado que nos deixa muito preocupados e redobra nossa tarefa de fazer do sindicato um espaço fundamental de luta para esse enfrentamento”, afirmou o docente.

 

De acordo com o professor, ainda não há uma análise dos membros da chapa sobre a eleição, mas algumas reflexões “clássicas” para os motivos da participação de cerca de 20% da categoria no pleito, que incluem a ausência de disputada numa eleição de chapa única, o esvaziamento histórico do sindicato e dos espaços políticos, em geral, e o desgaste do próprio processo eleitoral, também observado nas eleições presidenciais de 2018, em que mais de 30 milhões de pessoas não foram às urnas.

 

Para a diretora de Seguridade e Assuntos de Aposentadoria eleita, Maria Luzinete Vanzeler, a participação na eleição demonstra um paradoxo, pelo fato de o sindicato ter um número expressivo de docentes sindicalizados. “Essa participação não é nenhuma novidade. Isso vem se dando há muito tempo. Temos, de um lado, uma boa proporção de filiados, e parece paradoxal muitos associados e pouca participação. Mas as lutas estão aí e serão realizadas pelos representantes. Sabemos que vivemos um período crítico, de muitos ataques aos trabalhadores e, em especial, à categoria docente. Então, temos muitas tarefas pela frente e isso exige militância. Agora vamos ser otimistas no sentido de buscar mais militantes entre tantos associados. Sei que será uma tarefa difícil, mas não impossível”, afirmou Vanzeler.

 

Na avaliação da coordenadora adjunta eleita, Quélen Barcelos, a participação reflete o desânimo dos colegas frente a tantos ataques. “É como se um triste destino estivesse traçado e não houvesse o que fazer. Mas acho, também, que é uma fase. Muitas vezes é na crise que a criatividade vem à tona e retomamos a força. Vamos nos reunir, organizar, resgatar o entusiasmo e seguir em frente defendendo o nosso trabalho”, afirmou a docente da UFMT no campus de Sinop.

 

A gestão “Luto pela Universidade Pública!” será formada pelos docentes Aldi Nestor de Souza, do Departamento de Matemática (diretor geral), Quellen de Lima Barcelos, do Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais de Sinop (diretora geral adjunta), Elvis Lira da Silva, do Departamento de Física (diretor secretário), Maelison Neves, do Departamento de Psicologia/NEAD (segundo diretor secretário), Maria Luzinete Vanzeler, do Departamento de Medicina (diretora para assuntos de aposentadoria e seguridade social), Djeison Benetti, também da Matemática (diretor tesoureiro), Liliane Capilé Charbel Novais, do Departamento de Serviço Social (segunda diretora tesoureira), Lélica Elis Lacerda, também do Departamento de Serviço Social (diretora de comunicação) e Armando Wilson Tafner Junior, do Departamento de Economia (diretor de assuntos socioculturais).

 

Nas subseções de Sinop e Araguaia foram eleitos, respectivamente, os docentes Arlindo de Paula Machado Neto, Fábio Renato Borges, Gerdine Ferreira de Oliveira Sanson e Gustavo Rodrigues Canale, da chapa “Coletivo Sinopense”, e os professores Graziele Borges de O. Pena, Frederico Jorge Saad Guirra e Eliel Ferreira da Silva, da chapa “Nenhum direito a menos – Educação em primeiro lugar”.

 

A cerimônia de posse será no dia 09/04/19, em horário ainda não definido.      

 

Confira, abaixo, os número da eleição para diretoria da Adufmat-Ssind 2019:

 

Total de votantes:

317

Chapa 1:

292

Brancos:

8

Nulos:

10

Cédula inválida:

7


Campus Sinop

Total de votantes: 67

Chapa 1:        64

Branco:          02

Nulo:              01

Cédula inválida: 00

 

Campus Araguaia (Pontal do Araguaia e Barra do Garças)

Total de votantes: 46

Chapa 1:        43

Branco:          01

Nulo:              02

Cédula inválida: 00

 

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

 

Quinta, 21 Março 2019 10:06

 

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Espaço Aberto é um canal disponibilizado pelo sindicato
para que os docentes manifestem suas posições pessoais, por meio de artigos de opinião.
Os textos publicados nessa seção, portanto, não são análises da Adufmat-Ssind.
 
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Por Roberto de Barros Freire*
 

Ao acompanhar a ida de Bolsonaro para os Estados Unidos, percebe-se uma criança encantada com o mundo avançado, grande, forte dos parques de diversões norte-americanos. O homem submisso, subalterno, foi conceder privilégios ao Sr. Trump, sem nada pedir em troca. De agora em diante, enquanto somos tratados como capachos nas alfândegas dos Estados Unidos, os norte-americanos são tratados como pessoas acima de qualquer suspeita nas alfândegas brasileiras, sem precisar de visto.


Aliás, para Bolsonaro, os emigrantes são todos bandidos, e os brasileiros que fogem da violência social e econômica do Brasil envergonham as “autoridades” governamentais. Enfim, Bolsonaro e o seu ministro das relações exteriores nos fizeram de capacho de Trump, encantados com vagas promessas que em nada nos beneficiam, achando que fizemos grandes conquistas ajoelhados diante dos EUA. Ora, entrar para a OCDE pode parecer um grande passo para alguém minúsculo como nosso presidente e seu ministro, mas na verdade é algo mais simbólico do que efetivo, e já fomos convidados antes e recusamos o convite; não é por mérito do governante, mas pela solidez do país que se adentra nessa organização.


Ah! Sim! Vamos ganhar uns trocos com o lançamento de foguetes de nossas terras. Se é que ocorrerão, pois é bem provável que o congresso mele esse “acordo”, como já fez no passado, inclusive com voto do Sr. Bolsonaro. De qualquer modo, com certeza não ficaremos nem mais ricos nem mais pobres com esse evento, e, digamos, não precisaríamos gastar tanto numa viagem presidencial para conseguir tão pouco.


Por fim , fomos convidados para fazer parte da OTAN, o que para mim é um atraso, pois as guerras por anexação se encerraram com o fim da segunda guerra mundial. E se essa aliança militar fez sentido até os anos oitenta do século passado, de noventa para cá, é mais uma estrutura onerosa do que útil, mais garante emprego para militares do que nos protege de ameaças.


O rude, o bronco e o grosseiro presidente Bolsonaro ofendeu os brasileiros diante das autoridades norte-americanas, falando mal de governantes passados, falando mal de nossas relações com a China e com o continente americano, enfim, querendo afirmar que só depois dele nos tornamos “civilizados”, e que antes dele só haviam animais. Ele parecia mais encantado em realizar um velho sonho – ficar entre os grandes sendo alguém pequeno – do que preocupado em fazer o melhor para o país.


O mais triste é ter que suportar os chatos dos filhos do presidente, em todo lugar, custando caro ao país e sempre presentes em todas as circunstâncias, sem nenhum desconfiômetro. Um presidente fraco, pequeno, precisa de outros para se sentir forte. Elegemos um presidente e temos que carregar três tranqueiras juntos.


 
*Roberto de Barros Freire
Professor do Departamento de Filosofia/UFMT
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Quarta, 20 Março 2019 14:44

 

Na última Assembleia Geral, realizada no dia 14/03, os presentes decidiram que a Adufmat-Ssind deverá fortalecer as mobilizações 22/03, unindo-se aos movimentos sociais e a população em geral pela garantia do direito à aposentadoria.

A contrarreforma proposta pelo governo Bolsonaro esfacelará um direito essencial aos trabalhadores brasileiros, transformando a aposentadoria num grande jogo de apostas, sem garantias mínimas, no qual a grande probabilidade é perder. Isso é a capitalização, é o que nós já observamos em vários países do mundo.   

A defesa da Previdência Social pública, com direito à aposentadoria integral e por repartição, é uma deliberação congressual do ANDES-Sindicato Nacional, além de uma bandeira histórica do Movimento Docente. Por isso a Adufmat-Ssind estará nas ruas e, além disso, distribuirá material informativo dentro do campus da UFMT no período da manhã. 

Em Cuiabá, o ato unificado em defesa da Previdência Pública será na Praça Ipiranga, às 16h.

O sindicato reitera que a participação de todos nas mobilizações é essencial neste momento.   

 

Quarta, 20 Março 2019 13:07

 

 

A Seção Judiciária da Justiça Federal do Estado de Mato Grosso reconheceu o direito da Adufmat - Seção Sindical do ANDES – SN de receber as contribuições dos sindicalizados por meio de desconto em folha. Na noite dessa terça-feira, 19/03, o juiz federal Cesar Augusto Bearsi deferiu o pedido de tutela de urgência feito pelo sindicato para suspender os efeitos da Medida Provisória (MP) 873/2019.

 

A MP 873/19 foi editada pelo presidente da República na surdina. Publicada no dia primeiro de março - durante o período de carnaval, tem como objetivo principal enfraquecer os sindicatos na luta contra a proposta de Reforma da Previdência, entre outras.

 

Por ser reconhecidamente inconstitucional, juízes de todo o país têm concedido liminares favoráveis aos trabalhadores organizados, garantindo o direito à livre organização sindical.

 

Jair Bolsonaro disse durante a sua campanha - e está colocando em prática depois de eleito – que orquestraria uma ofensiva aos movimentos de trabalhadores organizados, visando “acabar com todos os tipos de ativismo”.

 

O sindicato recebeu, no dia 18/03, um ofício do Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO) informando a suspensão do desconto em folha das contribuições sindicais mensais a partir do mês de abril. Antes disso, na assembleia geral do dia 14/03, a diretoria já havia apontado os riscos que a MP representa à sobrevivência da entidade, com base, inclusive, na experiência que a Adufmat-Ssind teve durante a greve de 2015, quando o Ministério do Planejamento suspendeu o repasse alegando problemas na documentação.

 

A partir da decisão dessa terça-feira, em que Bearsi determina “às rés [Fundação Universidade Federal de Mato Grosso – FUFMT, União Federal e SERPRO] que mantenham os descontos em folha das mensalidades/contribuições dos filiados do Sindicato autor, sem ônus para a entidade sindical; ou, caso já haja procedida tal supressão, que restabeleça imediatamente estes descontos, mantendo-os nos mesmos moldes em que praticados na folha de pagamento do mês de fevereiro de 2019”, fica assegurado à Adufmat-Ssind o procedimento normal de arrecadação mensal.

 

A própria Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) impetrou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), que deverá ter o ANDES-SN como ‘Amicus curiae’, para derrubar a MP 873 no Supremo Tribunal Federal.  

 

Confira abaixo a decisão de Bearsi na íntegra.

 

 

 

 

 

 

 

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Quarta, 20 Março 2019 12:52

 

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Roberto Boaventura da Silva Sá

Prof. de Literatura/UFMT; Dr. em Jornalismo/USP

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Ainda que possa parecer que já vivemos coisas demais em 2019, não terminamos, sequer, o seu primeiro trimestre.

É claro que cada ano, ao contrário do que gostaríamos, traz consigo suas tragédias. Todavia, o início deste ano parece já ter superado – em quantidade e intensidade – tragédias de outrora, que não foram poucas. Pior é a sensação de que há infortúnios (objetivos e/ou subjetivos) que poderiam ter sido evitados. Cito dois: a) sem considerar os incalculáveis danos ambientais, provocados pela Vale do Rio Doce, em Brumadinho-MG, até agora, além dos que literalmente perderam o chão, 207 são os mortos e 101 os desaparecidos; b) o incêndio que matou dez adolescentes na Toca do Urubu, um dos alojamentos do Flamengo.

Mais distante das previsões, mas não das precauções necessárias e possíveis, está o massacre da Escola Estadual Prof. Raul Brasil de Suzano-SP; além dos feridos, foram dez adolescentes mortos, incluindo os dois assassinos, ex-alunos daquele colégio.

E o que dizer dos crimes contra as mulheres em nosso país?

Tragédias em mosaico. Por aqui, uma mulher, vítima da violência, incluindo o feminicídio, é morta a cada duas horas. De 2016 a 18, o aumento foi de 34%.

Pois bem. Até agora, tratei das tragédias vistas como tais; por isso, podem ser consideradas como ocorridos perceptíveis a olho nu. Contudo, há outros acontecimentos, inscritos no plano do subjetivo, que podem e devem ser compreendidos como trágicos.

Nesse sentido, mesmo sabendo que há controvérsias, a primeira das tragédias de 2019 foi a chegada de Bolsonaro como presidente. Essa tragédia será insuperável; Pior: ela ainda mal começou a mostrar sua verdadeira face. 

Mais: ela tende a durar o tempo que os militares – trazidos democraticamente a espaços importantíssimos do poder – quiserem. Aliás, Bolsonaro, “sem querer”, meio que já cantou essa bola. Assim, quando se “precisar” interromper a presença de civis no Palácio do Planalto, a probabilidade de isso ocorrer é enorme, e será apenas mais um lance de desdobramento da tragédia em pauta; aí, sim, poderemos fazer o redimensionamento de seu significado de forma mais ampla. Por ora, “...é viver um dia de cada vez...”.

Mas por que a vitória de Bolsonaro é tragédia, se ele foi eleito por quase 58 milhões de brasileiros, ou seja, 39,2% dos eleitores?

Por isso mesmo, pois 89 milhões (61,8%) não votaram no atual presidente. Nesse contingente, estão os que sequer foram às urnas, os que votaram em branco e os que optaram pelo nulo, que é voto legítimo quando os opostos se atraem, mesmo quando se consideram diferentes.

Pergunto: essa tragédia poderia ter sido evitada?

Sim. Bastava o PT não ter insistido na derrota anunciada de Haddad. Bastava uma aposta política com travessia menos intranquila, fosse com Ciro, Marina... Tudo, menos aquela polarização.

E por que o governo Bolsonaro é trágico para o país, incluindo os seus eleitores?

Porque veio do baixo clero, e a altura do cargo não o tornará maior, ou melhor. Porque – além de ser o patriarca que já viu um dos filhos condecorar milicianos – é um moralista a serviço do projeto neoliberal; por isso, tentará privatizar e aprisionar até nossos pensamentos.

Enquanto isso estiver em processo, principalmente por meio de intervenções reacionárias na educação, o governo tentará fazer profundas modificações na Previdência, que atingirão principalmente os trabalhadores, independentemente se optam pelo vermelho ou se deitam no berço em nada esplêndido do verde e amarelo.

Terça, 19 Março 2019 10:21

 

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Publicamos a pedido do prof. Aldi Nestor de Souza.

 

Lembramos que a eleição para a diretoria da Adufmat-Ssind, biênio 2019-2021, será na próxima quarta-feira, 20/03/19. 

 

Terça, 19 Março 2019 10:15

 

A Comissão Eleitoral da Adufmat-Ssind, responsável pelo pleito de 2019, convida todas e todos para o debate com a chapa "Luto pela Universidade Pública", nessa terça-feira, 19/03, às 17h, no auditório da sede do sindicato em Cuiabá. 
 
Haverá transmissão via videoconferência para as subsedes de Sinop e Araguaia.
 
A chapa Luto pela Universidade Pública é a candidata para dirigir o sindicato pelos próximos dois anos (2019-2021).   

 

 
 
 
Segunda, 18 Março 2019 14:08

 

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Publicamos a pedido do prof. Aldi Nestor de Souza.

 

Lembramos que a eleição para a diretoria da Adufmat-Ssind, biênio 2019-2021, será na próxima quarta-feira, 20/03/19. 

  

Segunda, 18 Março 2019 09:27

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Segunda, 18 Março 2019 09:25

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