Segunda, 07 Outubro 2013 10:44

A crise no Oriente Médio

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Juacy da Silva*

O Oriente Médio está em crise há mais de setenta anos desde a partilha da região pelas potências ocidentais no decorrer da segunda Guerra mundial e a criação do Estado de Israel no final da década de quarenta e a diápora dos palestinos pela  região.

Diversos conflitos localizados e guerras generalizadas tem levado destruição e muito sofrimento principalmente `a população civil e as minorias étnicas como os Kurdos e os Palestinos. No decorrer deste processo milhões de vidas foram ceifadas e  milhões ainda vivem expatriadas em campos de refugiados. Gerações inteiras se perderam e continuam se perdendo  ante a falta de perspectiva de uma paz duradoura.

Países outrora pujantes como Iraque, Irã, Egito, Síria, Líbia e outros mais estão `a beira do colpaso total, com infra-estrurura destruida, conflitos internos sangrentos e com poucas esperanças de poderem construiir instituições democráticas, solídas e duradouras.

Ao longo dessas últimas três décadas a ONU tem feito um grande esforço para tentar mediar tais conflitos e buscar uma solução pacífica mas sempre tem esbarrado na intransigência dos lados em conflito, que não cedem um milímetro em suas posições e continuam alimentando o ódio, a violência e o terrorismo.

Parece que na atual 68a. Assembléia Geral da ONU que está acontecendo nesta semana em New York, uma luz está sendo acessa no final do tunel. Em seu discurso na segunda feira o Presidente Obama acenou com a possibilidade de um diálogo com o Irã e determinou que seu Secretário de Estado buscasse entendimentos com o  colega iraniano. Outra porta aberta foi o reconhecimento público de Obama  em relação `a existência de um Estado independente e soberano na Palestina, sem impor maiores condições, a não ser o reconhecimento da existência do Estado de Israel  por parte de alguns grupos radicais palestinos e também por parte do Irã,  que até  bem pouco tempo não reconhecia sequer que tenha havido o holocausto.  Outra condição estabelecida foi em relação ao programa nuclear iraniano que não pode ser utilizado para a produção de armas de destruição em massa  e a aceitação dos termos do tratado de não proliferação de armas nucleares.

Quem parece não ter gostado muito do que está acontecendo foi a representação de Israel na Assembléia Geral da ONU, que se retirou do recinto quando o Presidente do irã iniciou seu discurso, alegando que o pronunciamento do mesmo era apenas uma forma de manipulação e não correspondia `as reais intenções do regime dos aiatolás.

Em seu discurso e posteriormente em uma entrevista exclusiva  concedida, em inglês, `a CNN e dirigida  ao povo Americano, Hassan Rouhani, o novo presidente do Irã, afirmou  que trazia paz e amizade ao povo americano em nome do povo iraniano, um gesto que agradou bastante a opinião pública dos EUA.

Invocando o nome de Deus como  a fonte suprema da compaixão e de misericórdia, por pouco mais de meia hora Rouhani disse que o munndo vive emu ma encruzilhada entre  ameaças e esperanças. Ameaças de mais guerras, mais conflitos e mais miséria e esperança de que o diálogo de  paz e  de entendimento possa representar um novo momento tanto para aquela região tão conturbada quanto para o mundo. Apresentou seu projeto para desatar este nó em que se encontra a região denominado de WAVE, em ingles (onda) que significa uma cruzada mundial contra a violência e o extremism e disse que o Irã, em seu governo irão procurar ser parte da solução e não parte do agravamento da crise em que vive o oriente médio e o mundo.

Resta apenas aguardar e conferir para ver se tanto o país proponente  quanto os demais atores  regionais e internaionais venham a aderir e dar uma chance verdadeira para a paz.

JUACY DA SILVA, professor universitário, mestre em sociologia, Email  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  Blogwww.professorjuacy.blogspot.com Twitter@profjuacy

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