Quarta, 12 Dezembro 2018 10:54

 

A emoção tomou conta dos sindicalizados da Adufmat-Ssind no último sábado, 08/12. Em uma cerimônia para comemorar os 40 anos da entidade, os atores dessa história de luta e resistência lembraram de vários momentos, desde a fundação do sindicato, em plena Ditadura Militar, passando pelas inúmeras conquistas da categoria, e pela contribuição de companheiros cuja presença, hoje, se faz apenas em memória.

 

O atual presidente, Reginaldo Araújo, iniciou o ato agradecendo a presença de todos, e destacando a importância do momento. Em  seguida, leu a carta aos docentes da Universidade Federal de Mato Grosso, registrando alguns dos fatos mais marcantes dessas quatro décadas.

 

“Foram as grandes mobilizações, realizadas a partir da década de 1980 até os dias atuais, que nos possibilitaram conquistar, dentre outros avanços, o Plano de Carreira do Magistério Superior das IFES, o Reenquadramento Funcional, a Dedicação Exclusiva, Licença Capacitação, concurso público como única forma para atuação no magistério superior, o Regime Jurídico Único, Carreira Única, isonomia salarial, reajustes lineares, garantia de pagamento de Retribuição por Titulação também para docentes substitutos e, mais recentemente, a implementação dos 28,86% para todos os docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)”, disse o presidente.

 

Em seguida, antes das homenagens, a diretoria apresentou o teaser do documentário sobre a entidade, que ficará pronto nos próximos dias. Coordenado pela cineasta Danielle Bertolini, o filme abordará a trajetória política do sindicato a partir de diversos relatos, imagens e outros registros.   

 

Já no início das homenagens, o primeiro presidente da Adufmat-Ssind, no ano de 1978, Waldir Bertúlio, lembrou que os docentes que se dispunham a se organizar, à época, eram perseguidos pela Ditadura Militar e contou, muito emocionado, que chegou a ser preso e torturado no período, além de demitido pela instituição. Sua situação só foi revertida a partir da edição da Lei da Anistia, conquistada pelos trabalhadores em 1979. “A história desse sindicato é a nossa história. É com muita alegria que reencontro as pessoas que enfrentaram tantas situações adversas para construir essa luta tão importante para a democracia, e saúdo este trabalho magnífico da atual diretoria. Nesse momento, o caráter público da universidade está ameaçado, mas nós continuaremos lutando e a universidade sobreviverá. Nós sobreviveremos a mais essa luta”, relatou o professor aposentado.

 

Também membro da primeira diretoria, o professor Vicente Ávila fez questão de destacar que a força provém da unidade da classe trabalhadora. “A grande força é a nossa força”, disse.

 

A primeira gestão do sindicato foi destituída em 1979, e substituída por uma Junta Governativa, o que é considerado pela categoria uma ruptura. A retomada veio pela gestão Renascer, em 1980, da qual a professora aposentada, Enelinda Scala, fez parte. “Foi uma gestão muito difícil. O presidente, professor Eudson Castro, chegou a ser ameaçado e renunciou, junto com alguns membros da diretoria. Mas nós brigamos muito e a democracia foi conquistada. Nós não devemos esquecer nunca que liberdade é vida, é criatividade, é felicidade”, afirmou a docente.

 

O professor George Profeta, também aposentado, foi um dos dirigentes do sindicato na gestão que esteve à frente da entidade entre 1985 e 1986. Em suas palavras, também demonstrando grande emoção, “a reunião dos ex-diretores para realização da homenagem é mais um momento histórico” do sindicato.

 

Carlos Sanches, que presidiu a entidade pela primeira vez em 1987, mas voltou à direção em 2012, enfatizou as perseguições e demissões de diretores por motivos políticos no início da história do sindicato.  

 

Para a professora Marilza Matsubara, primeira mulher a presidir a Adufmat-Ssind, em 1988, a homenagem, relembrando a história da Adufmat-Ssind, demonstrou que o sindicato é, realmente, o lugar da categoria. “Foi aqui que eu aprendi a construir. Aqui é o nosso lugar, onde a gente tem de continuar resistindo”, disse.

 

 

 

O docente aposentado Sérgio Scala, que participou da mesma gestão, falou sobre as assembleias cheias, as discussões acirradas, e as inúmeras lutas que a categoria enfrentou coletivamente entre 1980 e 1990.

 

A professora Vera Lúcia Bertoline lembrou da ex-presidente Liliah Galetti, e chorou ao relatar grandes debates em defesa dos direitos dos trabalhadores e da categoria.

 

Na avaliação do professor Roberto Boaventura, que presidiu o sindicato entre 1993 e 1994, o início dos anos 1990 demarcou, de certa forma, um distanciamento da categoria da organização sindical. “A partir dos anos 1990, a luta ficou cada vez mais difícil. Alguns colegas priorizaram a disputa por cargos e a militância em partidos políticos”, revelou. O docente destacou, no entanto, que a conjuntura atual exige novos esforços. “Esse é um momento que exige de todos nós. O combate é necessário”.

 

Seguindo a dinâmica da homenagem, em que os próprios ex-diretores entregaram a placa com símbolo da Adufmat-Ssind às gestões que os sucederam, Boaventura entregou a placa com símbolo da oca ao idealizador da sede administrativa, o professor da UFMT e arquiteto, José Portocarrero. A obra foi inaugurada entre 1992 e 1993, período marcado, também, pelo início da luta pelos 28,86%. “Diante da nossa história, o que eu posso dizer é que esse não é o espaço que eu projetei, mas o espaço que vocês construíram em meio a tantas dificuldades”, disse Portocarrero.

 

 

Os professores Gerson da Silva e Lúrnio Ferreira, respectivamente presidente e vice-presidente do sindicato entre 1994 e 1995, relembraram a unidade entre professores, estudantes e técnicos administrativos, e as participações conjuntas nas assembleias e espaços de discussão em geral. “Nós discutíamos no sindicato, não nos corredores”, afirmou Ferreira, que presidiu o sindicato na gestão seguinte.

 

Foi na gestão de Ferreira, entre 1995 e 1996, que o então secretário de Assuntos Sócio Culturais, Elson Figueiredo, elaborou a inconfundível marca da entidade. “Eu era um jovem docente, apaixonado pela universidade e pela biologia. A morfologia da oca era o que melhor representava a nossa categoria”, afirmou Figueiredo.  

 

Já na passagem para os anos 2000, o professor José Domingues de Godoi esteve à frente do sindicato em duas gestões, e falou sobre alguns conflitos internos, por vezes levados à Justiça. O docente também destacou lutas mais recentes, e afirmou que a categoria precisa ter coragem e força para o enfrentamento. 

 

Em seguida, a professora Maria Adenir Peraro, atual diretora da Adufmat-Ssind, leu uma mensagem enviada pelo ex-presidente (2002-2004) Luis Galetti, agradecendo a homenagem, assim como os colegas da universidade que caminharam lado a lado nas lutas e os funcionários do sindicato, em seu nome e da esposa. Antes de falecer, em junho deste ano, Liliah Galetti pediu à família para que parte das suas cinzas fossem enterradas na área verde da entidade.

 

A professora Iva Ferreira Gonçalves, uma das professoras que mais participou de diretorias, relatou a importância da Adufmat-Ssind em sua vida e garantiu: “se eu tivesse que voltar agora para viver todos esses momentos, eu voltaria”, declarou. 

 

Para encerrar, a atual diretoria, representada pelo vice-presidente, Maelison Neves, agradeceu a todos. “A luta de vocês é, certamente, uma inspiração para a nossa. Daqui a alguns anos também vamos poder contar nossas experiências à frente do sindicato. A luta continua!”, disse o docente.

 

 

Após as homenagens, a professora Maria Adenir Peraro apresentou ainda o Caderno de Memórias dos docentes aposentados que fizeram parte da construção do sindicato nesses 40 anos. O material foi pensado pelo Grupo de Trabalho de Assuntos de Aposentadoria e Seguridade Social (GTSSA) da Adufmat-Ssind. Em seguida, os presentes desfrutaram de um jantar com show ao vivo de Carol Brandalise e músicos, em edição especial do Lusco Fusco, e puderam observar outros materiais organizados pela diretoria para a data, como a linha do tempo da Adufmat-Ssind e uma exposição de fotos.      

 

 

VEJA AQUI A GALERIA DE IMAGENS

 

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Terça, 11 Dezembro 2018 09:27

 

A Adufmat-Seção Sindical do ANDES Sindicato Nacional, compreendendo a importância da unidade e solidariedade entre as entidades organizadas de trabalhadores, também nos momentos de confraternização, adquiriu dez convites para a Festa do Sindicato dos Servidores Técnicos da UFMT (Sintuf/MT), que será realizada no próximo sábado, 15/12, a partir das 10h, na sede administrativa do próprio Sintuf/MT.

 

Os primeiros dez docentes sindicalizados que demonstrarem interesse poderão adquirir um convite gratuitamente, cada um, e deverão retirá-los na Adufmat-Ssind no decorrer desta semana.

 

A Festa de Final de Ano do Sintuf/MT será animada pela banda Gil Baiano. Mais informações e detalhes sobre o evento estão disponíveis no site do Sintuf/MT (clique aqui).

 

Adufmat-Ssind   

Sexta, 23 Novembro 2018 17:55

 

A diretoria da Associação dos Docentes da UFMT – Seção Sindical do ANDES Sindicato Nacional convida todas e todos para comemorar os 40 anos de luta do nosso sindicato.

A cerimônia será no sábado, dia 08/12, a partir das 18h, no auditório da Adufmat-Ssind.

Confira a programação:

18h - Abertura

18h30 - Homenagem aos ex-diretores do sindicato

19h - Exibição do vídeo documentário em comemoração aos 40 anos da Adufmat-Ssind

20h - Lusco Fusco 40 anos de luta!

Comida & bebidas

Apresentação musical

Exposição de 40 anos de história.

 

Venham, há muitos motivos para comemorar!

Quinta, 18 Outubro 2018 11:05

Atualizada às 18h09 do dia 19/10/18. 

 

A Adufmat-Seção Sindical do ANDES-SN informa que estará aberta neste sábado, 20/10, entre 8h e 12h, para entregar os últimos convites para o Baile dos Professores 2018. 

A festa será no mesmo dia, a partir das 20h, na AABB (Rua Alexandre de Barros, 67, Chácara dos Pinheiros - Coxipó). 

Cada docente sindicalizado tem direito a um convite gratuito. Para não sindicalizados, a Adufmat-Ssind garantirá a mesma política dos anos anteriores, cobrando o valor de R$ 50,00 para ajudar nos custos.

Esse ano, além do momento de confraternização da categoria, o Baile dos Professores também será espaço de comemoração dos 40 anos de história e de luta do sindicato. 

 

 

Adufmat-Ssind

 

    

Quinta, 11 Outubro 2018 19:22

 

A partir de segunda-feira, 15/10, os docentes sindicalizados à Adufmat-Seção Sindical poderão retirar, na sede do sindicato, em Cuiabá, os convites para o Baile dos Professores 2018. Os convites serão distribuídos até o dia 19/10, mas vale destacar que o número é limitado.

 

Esse ano, o evento será realizado no dia 20/10 (sábado), no salão da AABB, a partir das 20h.

 

Os sindicalizados poderão retirar gratuitamente o seu convite. Aos não sindicalizados, a Adufmat-Ssind garantirá a mesma política dos anos anteriores, cobrando o valor de R$ 50,00 para ajudar nos custos.    

 

Além do momento de confraternização da categoria, o Baile dos Professores 2018 também será espaço de comemoração dos 40 anos de história e de luta da entidade.

 

O horário de funcionamento da Adufmat-Ssind para a retirada dos convites é das 7h30 às 11h30, e das 13h30 às 17h30.

Quarta, 03 Outubro 2018 16:18

*Atualizada às 15h12 do dia 05/10/18. 

 

A diretoria da Adufmat-Seção Sindical do ANDES-SN, gestão Adufmat de Luta, Autônoma e Democrática, está organizando o Baile dos Professores 2018 para o dia 20/10, que cairá no sábado imediatamente após a data que homenageia a categoria (15 de outubro).

 

Esse ano, o baile também fará menção aos 40 anos de história e de luta da entidade.

 

A festa será no salão da AABB, a partir das 20h. 

 

Outras informações sobre o evento serão divulgados nos próximos dias.

 

Aguardem!

 

 

 

 

Adufmat-Ssind  

Quarta, 16 Maio 2018 09:12

 

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O Espaço Aberto é um canal disponibilizado pelo sindicato
para que os docentes manifestem suas posições pessoais, por meio de artigos de opinião.
Os textos publicados nessa seção, portanto, não são análises da Adufmat-Ssind.
 
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Tenho lido algumas colocações de professores referente à postura que vem sendo adotada pela adufmat  não apenas dessa como também de outras administrações.

Como professor aposentado encontro quase sempre as terças feiras pela manhã com outros colegas que lá vão e sempre discutimos o papel que a adufmat vem tendo como associação dos professores.

Se a adufmat existe é porque a sua essência é o professor que lhe paga mensalmente para sua manutenção devendo ser o professor a sua principal atenção mas o que vemos ao longo dos anos é  o professor que dá existência a essa adufmat não ter vez.

A adufmat enxerga o professor como um número apenas para arrecadar e atender atividade sindical.

O professor é um ser humano que deve chegar em sua associação e ser abraçado recebido com carinho ter um ambiente aconchegante e espaço para encontrar seus colegas e poder conversar jogar conversa fora xadrez dama bilhar e outros que lhe tragam satisfação e lazer.

No entanto tanto o que vemos é  s essência que é o professor ser deixado em último plano sem a mínima atenção do social.

É preciso uma mudança radical na forma administrar a adufmat.

É preciso transformar essa adufmat sindicalista em uma voltada com o objetivo de atender o professor e seus interesse devendo fornecer um leque de opções em termos de qualidade de vida e lazer aos associados o que em nenhuma administração foi feito.

Não e preciso ir muito longe pois dentro ufmt temos o sintuf como exemplo fazendo mais pelo social com são João natal carnaval e inclusive segundo me disseram com salão de festa.

Participei do comissão para aquisição de chácara para os associados mas na assembleia choveu adversários à  ideia. Disseram que a luta iria ser grande e que era necessário guardar dinheiro para greve mesmo tendo o Reginaldo nessa assembléia dito que havia em caixa R$ 150.000 reservado para a greve e R$ 350.000 para comprar a chácara e nesse ato um professor pediu a palavra e disse que diária uma parte da sua terra para isso desde que houvesse compromisso de edificar no local.

Tudo isso ficou parado e não se teve mais notícia desfazendo a comissão escolhida para isso.

Pergunto o que foi feito com esse dinheiro. Em que foi aplicado.

Em vez de atender o professor já até colocaram em pauta dar dinheiro nosso para o MST.

Para não alongar fica aqui o meu protesto e que possa servir de reflexão aos demais


Grande abraço
Prof. Marco Aurélio de Carvalho