Terça, 08 Dezembro 2020 12:50

 

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) decidiu, nessa segunda-feira, 07/12, voltar a debater a Resolução sobre a distribuição dos encargos docentes (158/10) em abril de 2021. A demanda foi defendida pelo sindicato da categoria, Adufmat-Ssind, que pauta o debate desde 2016, e apresentou ao Consepe a proposta de suspender a discussão durante a pandemia.

 

“Nós participamos da sessão do Consepe, levando as deliberações da nossa assembleia e demonstrando a incompreensão sobre fazer essa discussão neste momento. Discutir a contagem de ponto, carga horária dos professores, de suas atividades, nós até temos um calendário aprovado, mas não sabemos como as atividades docentes vão se dar. Como discutir regras para contagem de pontos sem ter noção do dado de realidade de como isso vai se dar? A nossa assembleia entendeu como uma precipitação fazer esse debate nesse momento, e nós levamos pra reunião do Consepe o encaminhamento de suspender o debate, e voltar quando houve alguma normalidade. Apontamos que várias disciplinas são impossíveis de ministrar de forma remota, as pesquisas de campo estão comprometidas, a extensão, portanto o trabalho docente está comprometido, e não faz sentido discutir contagem de ponto se as atividades estão prejudicadas pelos efeitos da pandemia”, explicou o diretor geral do sindicato, Aldi Nestor de Souza.

 

O diretor afirmou ainda que, apesar de algumas poucas manifestações contrárias, a grande maioria dos conselheiros - incluindo o relator do processo e a própria Reitoria - se mostrou sensível aos argumentos do sindicato. “A leitura do relator, que colheu informações nas unidades acadêmicas, demonstra o quanto a comunidade universitária está perdida com relação à Resolução 158/10. Há muitas posições divergentes, muitas unidades dizendo que precisam de esclarecimento, outras na linha do sindicato, pedindo a suspensão, e a própria posição do relator dizia que seria uma temeridade votar aquilo naquele momento. A ampla maioria foi sensível”, destacou.  

 

Por fim, a decisão de reavaliar as condições para debate em abril foi considerada uma avanço pelo sindicalista. “Acho que avançamos. Foi um amadurecimento do Conselho compreender os argumentos que o sindicato levou para essa reunião. A discussão ainda será feita pelas unidades, mas o debate virtual também fica prejudicado nesses espaços. É preciso ter calma, essa não é uma resolução qualquer, ela é estrutural, por isso será preciso aborda-la, tanto nas unidades quanto no Conselho, quando houver condições para debates presenciais”, concluiu Souza.

  

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Terça, 24 Novembro 2020 13:07

 

A Resolução CONSEPE nº 158 trata das atividades acadêmicas de docentes da Universidade Federal de Mato Grosso e quantifica cargas horárias para cada uma de tais atividades: ensino, pesquisa, extensão, encargos administrativos, participação em bancas, orientações, participação em colegiados, em comissões e em conselhos, regência de orquestra etc.

É, portanto, uma resolução imprescindível para o trabalho dos docentes da UFMT.

Nas últimas semanas, uma comissão do CONSEPE encaminhou questionário sobre tal resolução para que as Unidades se posicionem sobre o chamado “regime híbrido”, mecanismo que considera, para o preenchimento da carga horária de trabalho docente, horas e pontos (sendo pontos o mesmo que horas, mas sendo chamados de pontos apenas em determinadas condições, por exemplo, quando estas/estes ultrapassarem 40 horas).

A Resolução 158 resolução é do ano de 2010 e, evidentemente, reconhecemos que algum debate e ajuste precise ser feito, para uma melhor organização dos encargos docentes da UFMT.

Contudo,

Considerando o momento dramático que estamos atravessando, de pandemia que já dura quase um ano, com possível segunda onda já em curso, de atividades remotas repletas de problemas e com todas as atividades que exigem presença física absolutamente comprometidas;

Considerando a situação confusa que viveremos em 2021, com um calendário acadêmico incerto e superlotado, com semestres letivos de 2020 ainda a serem realizados, com muitos cursos que não aderiram à flexibilização esperando pelas aulas presenciais;

Considerando que não há urgência que justifique a retomada, nesse momento de tantas incertezas, da discussão da Resolução 158;

Considerando que tal discussão necessariamente é obrigada a ignorar a realidade, posto que trata das atividades acadêmicas em abstrato, sem poder levar em conta a singularidade que estamos atravessando;

Considerando, por fim, bastante prejudicial a todos da Universidade que uma resolução da envergadura da 158 seja levada a debate e deliberação num momento tão inoportuno como o que estamos vivemos;   

A ADUFMAT, em assembleia realizada em 19 de novembro de 2020, entendeu que não há sentido pra essa discussão ser feita neste momento, orienta os seus sindicalizados e propõe ao CONSEPE que retire essa discussão de pauta e retorne com a mesma apenas quando alguma normalidade das atividades acadêmicas seja reestabelecida.

Quinta, 16 Fevereiro 2017 15:12

 

 

A reformulação do documento que regulamenta a distribuição dos encargos docentes na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) deve voltar à pauta de discussão do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) já na primeira reunião do ano. Nessa perspectiva, representantes da Adufmat – Seção Sindical do ANDES e da Reitoria da universidade retomaram o diálogo nessa quinta-feira, 16/02.

 

O reitor em exercício, Evandro Silva, lembrou que a intenção, a priori, era levar a discussão ao Conselho em fevereiro. “Nós tínhamos a intenção de debater a aprovar essas alterações em fevereiro. Mas devido a uma série de questões, a primeira reunião do ano do Consepe deve ser realizada na primeira semana de março. De qualquer maneira, se a comunidade entender que podemos aprovar a nova Resolução até o mês de abril, poderemos aplicá-la ao calendário do primeiro semestre letivo de 2017”, afirmou o reitor.

 

O presidente da Adufmat-Ssind, Reginaldo Araújo, e as professoras Alair Silveira e Marluce Silva, que acompanharam a reunião como membros do Comando Local de Mobilização do Sindicato, concordaram em levar a discussão ao Consepe de imediato, mas avaliaram que não há necessidade de apressar o processo de aprovação.

 

“Esse é um documento importante para a nossa categoria. Nós tivemos espaços de ampla discussão, organizados tanto pelo Sindicato quanto pela Comissão do Consepe que estava responsável pela elaboração da minuta. Então, agora que vamos avaliar o resultado desses dois trabalhos para aprovar a nova resolução, nós teremos a oportunidade de elaborar um documento completo, com maturidade, que atenda realmente as necessidades da universidade, e que não precise ser revisado e alterado o tempo todo”, destacou o Araújo.

 

O presidente também demonstrou expectativa de que a reitora Myrian Serra retorne aos trabalhos em breve e possa contribuir nesse sentido, visto que ela fez parte da comissão que elaborou a minuta.

 

Outras demandas

 

Os representantes da Adufmat-Ssind aproveitaram a oportunidade para marcar posição, solicitando outras ações à Reitoria.

 

A participação de uma atividade da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais do Ensino Superior (Andifes) em apoio ao reitor da Federal do Rio de Janeiro, Roberto Leher, foi uma delas.

 

No dia 20/02, a Andifes realizará um ato de desagravo ao reitor da UFRJ, Roberto Leher, e à estudante Thais Zacharia, ex-presidente do Centro Acadêmico de Engenharia da Universidade, no Rio de Janeiro. Eles são alvos de ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF/RJ) devido à participação e divulgação do evento “UFRJ em defesa dos direitos sociais, políticos e conquistas democráticas”.

 

O reitor em exercício garantiu sua participação no evento, que antecederá a reunião do Conselho Pleno da entidade, marcada para o dia 21/02.

 

O Sindicato solicitou ainda que a Reitoria da UFMT manifeste sua posição em defesa dos serviços públicos e da educação pública, posicionando-se publicamente sobre a situação de sucateamento da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Além disso, o presidente destacou a necessidade de realizar, com urgência, um grande debate sobre a situação do campus da UFMT/Várzea Grande, trazendo informações sobre a construção da sede, número de servidores e condições de recepção dos estudantes.

 

Sobre as questões pendentes aos 28,86%, haverá nova reunião para tratar especificamente do tema, ainda sem data definida.

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind