Sexta, 23 Outubro 2020 14:06

 

A pandemia do novo coronavírus impôs a necessidade de evitar ao máximo as atividades presenciais e manter o isolamento e distanciamento social sempre que possível. Diante dessa nova realidade, a votação presencial para eleger a nova diretoria do ANDES-SN, que estava prevista para maio, foi suspensa. Após deliberarem pela necessidade de realização do processo eleitoral ainda esse ano, representantes dos docentes de 70 seções sindicais votaram, no 9º Conad Extraordinário, pelo pleito em formato telepresencial.

Com base nas deliberações desse Conad extraordinário, a Comissão Eleitoral Central (CEC) definiu as datas da votação – entre 3 e 6 de novembro – e contratou uma empresa especializada para executar as eleições. Podem votar todos aqueles que tenham se sindicalizado até 3 de agosto deste ano e estejam em dia com a entidade. As salas virtuais de votação funcionarão das 09 horas às 21 horas, nos quatro dias de eleição.

Segundo Raquel Dias, presidente da CEC, a computação dos votos será no dia 6 de novembro, a partir das 22 horas. O resultado preliminar será divulgado assim que concluído o processo de apuração, pois as chapas poderão apresentar recursos até 24 horas após a divulgação do resultado, a contar do momento em que for concluída a computação dos votos. A divulgação oficial dos resultados será feita no dia 10 de novembro. A chapa eleita será empossada em dezembro, durante o 10º Conad Extraordinário, que ainda será convocado.

"Para que a gente possa pensar melhor os desafios e expectativas para as eleições do ANDES-SN, é preciso situá-las no contexto que estamos vivendo. Logo após a primeira reunião da CEC, tivemos que decidir pela suspenção da eleição e de toda a campanha, porque nos deparamos com o avanço da pandemia no Brasil, que nos impôs o isolamento social. E essa situação teve reflexo tanto no Sindicato Nacional como nas seções sindicais", destaca Raquel.

A presidente da CEC ressalta que a expectativa é de que possa ser realizada uma grande eleição, com participação ampla e efetiva dos professores e professoras. Para isso, a Comissão Eleitoral Central tem orientado as seções sindicais e as CEL por meio de várias circulares. Também serão fornecidas orientações pela empresa contratada, como tutoriais, vídeo explicativo e treinamento com os mesários.

"Esperamos uma grande participação para que a gente saia desse processo eleitoral com um sindicato cada vez mais fortalecido, para continuar na luta em defesa da Educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada, para fazer a defesa do ensino presencial como a única modalidade de educação. Queremos ser uma entidade representativa de toda a categoria e de toda a classe trabalhadora, independente da chapa que venha a ganhar o pleito", pontua.

A docente acrescenta ainda que espera que, até o último dia de campanha - 2 de novembro às 23h59 -, o processo se dê com muitos debates, ainda que exclusivamente por meio virtual. "Que seja respeitoso por parte de ambas as chapas e que os laços de solidariedade entre as chapas e entre todas e todos também possam se fortalecer a partir dessa experiência", conclui.

Como será a votação?
A CEC solicitou, a todas as seções sindicais, os dados das fichas de filiações dos docentes. Com essas informações, serão criadas as mesas virtuais de identificação, que contarão com dois mesários – presidente e secretário – indicados pelas comissões eleitorais locais de cada seção sindical e mais dois fiscais, um de cada chapa.

Aqueles(as) docentes que são sindicalizados(as) e aptos(as) a votar, mas que as seções sindicais não tenham enviado os dados ou que, em processos anteriores, votaram pelas secretarias regionais, também poderão participar da votação.

Os(as) votantes cadastrados(as) no sistema devem acessar a página das eleições do ANDES-SN, cujo link será amplamente divulgado pelo Sindicato Nacional e pelas seções sindicais. Ao digitar o seu CPF no campo solicitado, serão direcionados(as) para a mesa virtual telepresencial de identificação na qual estão cadastrados(as). Deverão então se apresentar através da câmara e do microfone do seu equipamento (computador, celular ou notebook) com um documento de identidade com foto, para verificação.

O presidente da mesa irá confirmar os dados e o email do(a) eleitor(a), para o(a) qual será enviado o link para votação. Caso prefira receber pelo celular, é possível fornecer o número nesse momento e o link será enviado por mensagem de texto.

Após o envio do link, o(a) docente terá 10 minutos para acessar o sistema de votação e registrar seu voto. Ao concluir o processo, será enviado um comprovante de votação.

Segundo Raquel Dias, caso o(a) docente tenha alguma dificuldade e não consiga registrar seu voto nesse período de 10 minutos, poderá acessar novamente a mesa virtual e solicitar um novo link. Isso pode ser feito no mesmo dia, ou em outro, desde que durante os dias de eleição. "O CPF e o email ou celular dos aptos a votar só serão bloqueados no sistema quando o voto for computado", explica.

Para aqueles(as) cujas seções sindicais não enviaram as informações para a CEC ou que votam pelas Secretarias Regionais, o processo é semelhante. No entanto, ao acessar o hotsite da eleição, além do CPF, precisarão preencher um formulário com as demais informações. E, na mesa virtual telepresencial de identificação, deverão apresentar um comprovante de sindicalização como, por exemplo, o contracheque com o desconto da mensalidade sindical.

Após a confirmação da identidade e da sindicalização, esses(as) votantes receberão o link para registrar o voto da mesma forma que os demais. A lista de votos em separado será remetida, ao final de cada dia, para as Comissões Eleitorais Locais (CEL) de cada seção sindical para validarem ou não, a depender da situação. Caso o voto seja validado, será imediatamente computado após confirmação da CEL.

"A empresa Pandora irá oferecer suporte tecnológico, através de robôs, para auxiliar os votantes com dificuldades. Algumas seções sindicais também contratarão técnicos para dar esse suporte. O docente poderá também entrar em contato com representantes da sua comissão eleitoral local ou da sua seção sindical", explica a presidente da CEC.

 

Fonte: ANDES-SN

Quarta, 21 Outubro 2020 22:36

 

Docentes devem deliberar sobre temas importantes já na próxima semana

 

Nessa quarta-feira, 21/10, os professores da Universidade Federal de Mato Grosso, base da Associação dos Docentes (Adufmat-Ssind), se reuniram em plenária e decidiram retomar a realização de assembleias gerais por meio de plataformas digitais. O ponto de pauta foi incluído na Plenária convocada para debater informes, análise de conjuntura, e duas propostas para a Comunicação da entidade: expedição ao Pantanal e campanha contra a Reforma Administrativa.

 

O debate sobre a retomada das assembleias se deu porque, de acordo com o Regimento da Adufmat-Ssind, a maior instância deliberativa da entidade só pode ser realizada presencialmente, na sede. Por esse motivo, durante toda a quarentena, o sindicato realizou apenas duas assembleias para eleição de delegados para os Conselhos Extraordinários do ANDES-Sindicato Nacional. No entanto, nessa quarta-feira, respaldados pela legislação que versa sobre atividades online somente durante a pandemia – como a Lei 14010/2020, a categoria decidiu realizar assembleias online com maior frequência, para debater todos os temas de interesse.

 

Já na próxima semana, a diretoria deve convocar uma assembleia para debater dois pontos de pauta que constavam na pauta dessa quarta-feira - expedição ao Pantanal e campanha contra a Reforma Administrativa. A diretora de Imprensa, Lélica Lacerda, chegou a fazer informes, mas a plenária decidiu discuti-las após a retomada formal das assembleias. Com relação à Expedição Pantanal, ficou decidido aprofundar o debate com o Grupo de Trabalho Política Agrária, Urbana e Ambiental da Adufmat-Ssind (GTPAUA) antes da apresentação da proposta à base.

   

Na análise de conjuntura, o diretor geral da Adufmat-Ssind, Aldi Nestor de Souza, iniciou o debate destacando que a fome voltou a mobilizar o mundo. Em outras palavras, a desigualdade social aumentou ainda mais. O diretor chamou a atenção para o fato de, nos últimos dias, o trabalho de combate à fome ter recebido o Nobel da Paz e, no Brasil, a ONG Ação Cidadania ter anunciado a retomada da campanha “Natal Sem Fome”, iniciada pelo sociólogo Herbert de Souza (Betinho) na década de 1990, e suspensa há três anos. “Enquanto isso o governo zerou os impostos para exportação de grãos. Ou seja, as pessoas passam fome, e o Estado brinca com isso”, lamentou o docente.

 

Agravando o quadro, as queimadas num estado repleto de outdoors em apoio a Bolsonaro, simbolizando as contradições de uma sociedade que reivindica melhorias, mas fomenta políticas que só beneficiam a destruição, do ambiente e de direitos.

 

Diante disso, a resposta da Bolívia ao golpe arquitetado pelos neoliberais conservadores, em apenas um ano, suscita questionamentos sobre os motivos que impedem o Brasil de reagir da mesma forma. De acordo com o professor Leonardo Santos, isso se deve à autonomia de organização e atuação dos grupos populares bolivianos, diferentemente dos brasileiros.

 

A nomeação do professor Evandro Soares à Reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso também foi destaque na análise de conjuntura. Os docentes iniciaram uma discussão sobre como deve ser o diálogo entre o interventor – considerando que a entidade não reconhece a eleição não paritária – e o sindicato, debate que também deve continuar nas próximas assembleias.

 

Durante os informes, a diretoria informou que, aparentemente, uma das primeiras ações da nova administração foi enviar um servidor à Adufmat-Ssind para fotografar o quadro de luz, para iniciar a cobrança de energia.

 

Nesse processo de enfrentamento aos ataques nas esferas micro e macro, a comunicação será uma ferramenta central, concluíram os docentes. No entanto, a luta tem de ser feita nos espaços presenciais, na rua e nos espaços como os Conselhos Universitários.

 

Os alertas emitidos pelo sindicato, como os problemas de aderir à Flexibilização do ensino, entre outros, já se comprovam e causam dificuldades para a categoria. O encaminhamento foi mobilizar ações do Grupo de Trabalho Política e Formação Sindical (GTPFS) e da Comunicação do sindicato, produzindo material de denúncia.  

 

Informes

 

Os informes repassados pela diretoria do sindicato nessa quarta-feira foram: sindicatos do estado continuam se reunindo para elaborar ações contra a Reforma Administrativa, e pretendem realizar uma grande carreata no dia 28/20; o sindicato decidiu rescindir o contrato com a atual Assessoria Jurídica e fará um processo seletivo para a substituição; uma cartilha sobre a Reforma Administrativa foi elaborada e deverá ser disponibilizada aos sindicalizados nos próximos dias; a diretoria está visitando Faculdades e Institutos para falar de assuntos de interesse da categoria.

 

O professor Aldi Nestor informou ainda que iniciará um projeto de alfabetização no bairro Terra Prometida, onde o sindicato realizou distribuição de alimentos durante a pandemia. Um edital do Ação Cidadania garantiu recursos para compra das apostilas e, ao final, os estudantes realizarão as provas para obter os certificados de conclusão das etapas escolares. Outros professores se dispuseram a ajudar voluntariamente com as aulas.  

 

O professor Leonardo Santos fez informe qualificado do 9º Conselho Extraordinário do ANDES-SN (Conad), do qual foi delegado.

 

O professor Breno Guimarães falou sobre as dificuldades de garantir a discussão acerca do relatório dos docentes em estágio probatório durante a pandemia no Conselho de Ensino e Extensão da universidade (Consepe). O ponto de pauta já foi protelado duas vezes, e aparece novamente como último ponto de pauta na reunião convocada para a próxima semana.

A professora Graziele Pena, representante sindical em Barra do Garças informou que a Caixa Econômica Federal fez um investimento com os recursos da conta da Subseção da Adufmat-Ssind durante quase 4 meses. Após contestação, informou que esse tipo de transação está prevista no contrato, mas não fará novamente, apedido da entidade. A professora também informou que as entidades do Araguaia decidiram realizar o processo de consulta para Pró-reitores, e que também há movimentação no campus para cobrança de aluguel da subsede do sindicato. Por fim, falou sobre a distribuição de lembrancinhas para marcar o Dia dos Professores, com um cartãozinho ironizando o descaso do Governo Federal para com a categoria. “Professor, você poderia ser o que quisesse, mas escolheu uma das profissões mais dignas: a docência!”, diz o cartão distribuído.

 

A professora Lélica Lacerda acrescentou que não é só isso. Esse ano, o Dia dos Professores será lembrado junto ao Dia do Servidor Público - 28/10. Na data, próxima quarta-feira, haverá mobilização durante o dia e a Live Cultural “Nem cálice, nem cale-se” durante a noite. Além disso, os docentes vão receber em casa uma edição especial do Jornal da Adufmat-Ssind, sobre a Reforma Administrativa, e uma caneta e um calendário personalizados.

 

O professor Reginaldo Araújo informou que a Frente Popular pela Vida já distribuiu cerca de 50 toneladas de alimentos, material de limpeza, fraldas e cobertores. No entanto, a campanha continua. Por isso, professores estão gravando pequenos vídeos para incentivar as doações. Os interessados em ajudar com vídeos poderão solicitar as instruções diretamente ao docente.

 

Dialogando com o informe sobre a discussão no Consepe sobre os relatórios de professores em estágio probatório, a professora Raquel Brito informou que há diversos questionamentos à última Resolução do Conselho, pois o texto traz exigências que não constavam na anterior, além de questões muito subjetivas e foco na exoneração. A professora também lembrou que haverá eleição para diretoria do ANDES Sindicato Nacional entre os dias 03 e 06/11.

 

O professor Vinícius Souza fez um destaque sobre a questão da autonomia universitária. No Departamento de Matemática, os docentes decidiram prorrogar o mandato do chefe de departamento por seis meses para, ao final, fazer o debate necessário para nova indicação. A direção do Instituto respondeu que não faria isso não seria possível, e levou a questão à Congregação, que orientou a realização da eleição em 45 dias. Com esse exemplo, o professor sugeriu que o sindicato volte a debater autonomia universitária.  

 

Encerrando os informes, a professora Marluce Silva, que compõe a Comissão Mista de Orçamento formada por representantes do Consepe e Cosuni, disse que o trabalho está seguindo conforme planejado e, se quiserem, as entidades que representam a comunidade docente podem apresentar propostas. O resultado deverá ser apresentado até a última reunião do Consuni de 2020. Além disso, a docente falou das atividades realizadas pelo ICHS, como o Seminário da Dívida, e agradeceu às contribuições da Adufmat-Ssind.

 

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Quarta, 21 Outubro 2020 12:37

Na imagem, as duas candidatas à Presidência do ANDES-SN: pela chapa 1, a professora Rivânia Moura (UERN); pela chapa 2, a professora Celi Taffarel (UFBA) 

 

Confira os novos materiais divulgados pelas chapas, por ordem numérica. 

 

Contrarreforma Administrativa e Ensino Remoto: implicações na nossa carreira

 

Este ano de 2020 tem sido intenso e difícil para a docência. De um lado, uma contrarreforma administrativa que pretende destruir o serviço público. De outro, fomos obrigados ao distanciamento social e, de forma emergencial, exercer a docência remotamente. Para além da emergência, não devemos perder a noção de que essas questões se articulam com um processo de fragmentação e aceleração do tempo e de precarização das condições de trabalho e a destruição do tripé ensino, pesquisa e extensão.

Nós da chapa 1 defendemos que o EaD não pode substituir o ensino presencial, embora reconheçamos a sua necessidade em determinadas situações e contextos, como neste momento de pandemia. Porém, nós somos contra sua regulamentação, porque é a oficialização da precarização e flexibilização do trabalho docente e, nesse momento, a luta é para que o ônus material e demais necessidades impostas pelo trabalho remoto sejam garantidas pelas instituições de ensino.

Nosso compromisso é com a valorização de nosso trabalho. Defendemos a carreira docente única, com ingresso por concurso público como garantia da transparência ao acesso, regime prioritário de dedicação exclusiva que permita ao/à docente não depender de trabalhos complementares, estabilidade no emprego que assegure que os/as servidores/as trabalhem pautados/as por projetos imunes à pressão e flutuações administrativas e aposentadoria integral que garanta um futuro menos inseguro.

A reforma administrativa quer destruir nossa carreira. Ela é continuidade da política de redução do tamanho e função do Estado Social, precedida pelas Contrarreformas da Previdência e Trabalhista, Lei de terceirização e, principalmente, a Emenda Constitucional 95. Derrotar a Contrarreforma Administrativa é nossa tarefa central.

Somos Chapa 1 UNIDADE PARA LUTAR

Em defesa da educação pública e das liberdades democráticas

 

Siga a CHAPA 1 nas redes sociais

FACEBOOK INSTAGRAM PÁGINA YOUTUBE

 

 

 

UMA NOVA DIREÇÃO PARA ENFRENTAR NOVOS DESAFIOS

 

Esta eleição para o ANDES-SN não é uma eleição qualquer. Ela irá eleger a diretoria que enfrentará os maiores ataques que a educação, a ciência, a tecnologia e a democracia têm sofrido. Por isso, não basta repetir o de sempre, é preciso RENOVAR nosso sindicato.

É preciso RENOVAR porque não podemos ficar satisfeitos em participar de um fórum que reúne apenas as entidades que a atual diretoria classifica como “classistas”, virando as costas para o Fórum Nacional Popular de Educação, que reúne 54 entidades deste setor, com a única exceção do ANDES-SN. Defendemos a unidade, na prática, em torno de quem luta pela educação!

É preciso RENOVAR porque não vamos conseguir derrotar a Reforma Administrativa, que ameaça nossa carreira e o futuro do serviço público de qualidade, sem tornar nosso sindicato um espaço aberto para cada colega que queira participar. Defendemos um sindicato voltado para o conjunto da categoria docente!

É preciso RENOVAR porque precisamos garantir a autonomia e a democracia nas universidades federais, estaduais e municipais, nos IFs e CEFETs e isso será possível apenas com uma direção que defenda a autonomia e a independência, mas que não se negue ao diálogo com as forças vivas da comunidade acadêmica. Defendemos que reitor eleito é reitor empossado e não tergiversaremos na defesa da posse dos reitores ou reitoras mais votados(as) nas consultas e processos eletivos!

Enfim, é preciso RENOVAR para termos um ANDES-SN que priorize a luta pela nossa carreira, pelos nossos salários e pelo financiamento público do ensino, da pesquisa e da extensão. A luta sindical deve dialogar com o nosso cotidiano de profissionais que dão aulas, pesquisam, publicam, orientam e fazem extensão. Sabemos da importância de nossa profissão para a sociedade brasileira. Somos docentes e queremos o ANDES-SN de volta para o conjunto da categoria!

renovaandes.org | facebook.com/RenovaAndes/ | instagram.com/renovaandes/

Segunda, 19 Outubro 2020 14:43

 

A diretoria da Adufmat-Ssind vem por meio deste convocar sua base para plenária online.


Data: 21/10/2020 - quarta-feira
Horário: 14 horas (Cuiabá)


PAUTA:
 

1 - Informes;

2 - análise de conjuntura;

3 - expedição Pantanal;

4 - campanha de comunicação contra a reforma administrativa.

 
 
A Plenária será online, e o link poderá ser solicitado, mediante identificação, pelo whatsapp (65) 99661-7890 com o Sérvulo.

Sexta, 02 Outubro 2020 16:31

 

O Tema 3 - Questões Organizativas e Financeiras foi discutido durante a quarta-feira (30), no último dia do 9º Conad Extraordinário

 

Os delegados e as delegadas participantes do 9º Conad extraordinário do ANDES-SN definiram que o processo eleitoral para escolha da próxima diretoria do Sindicato Nacional ocorrerá no formato telepresencial, em novembro deste ano, antes das eleições municipais. A deliberação ocorreu durante as plenárias do Tema 3 – Questões Organizativas e Financeiras e de Encerramento, realizadas nessa quarta-feira (30).

De acordo com a metodologia apresentada pela coordenação da plenária, os participantes definiram, inicialmente, em que ano se dará a eleição, com maioria de votos para 2020. Na sequência, discutiram o formato de votação – remota ou presencial – sendo escolhido o formato remoto, uma vez que, conforme avaliado, não é possível realizar eleições presenciais esse ano, devido à pandemia da Covid-19.

Os docentes passaram, então, a discutir o formato da eleição: se virtual – com votação através de link enviado por email para todos os sindicalizados aptos a votar -, ou o chamado de telepresencial – modelo em que o sindicalizado se apresenta, via câmera, em uma sala eleitoral virtual com um documento de identidade e recebe, então, um link com limite de tempo para acesso e registro do voto. As salas virtuais contarão com a presença de fiscais de ambas as chapas.

O segundo método foi definido, pela maioria dos delegados e das delegadas, como o mais apropriado e seguro para a realização das eleições do Sindicato Nacional. Conforme relatos de alguns participantes, modelo telepresencial já foi experimentado por outras entidades sindicais e garante a identificação do eleitor, o sigilo do voto e possibilidade de auditoria do processo.

O fato de integrantes das duas chapas homologadas para o processo de campanha para as eleições do ANDES-SN estarem, eventualmente, participando como candidatos do processo eleitoral nos municípios, para prefeitos e vereadores, também foi uma preocupação levantada nos debates, e levou à votação pela recomposição ou não das chapas. Devido à suspensão do processo eleitoral no Sindicato Nacional, as datas dos pleitos acabaram coincidindo.

A maioria dos delegados e delegadas definiu que não é necessária fazer alterações para recomposição das chapas. A avaliação é que as chapas foram homologadas pela Comissão Eleitoral Central (CEC) do ANDES-SN anteriormente ao início da descompatibilização por conta do processo eleitoral. Foi votado, então, que as pessoas que compõem as chapas não precisam sair das mesmas para participar do processo eleitoral municipal, apenas pedir licença durante o período de campanha.

A plenária aprovou, ainda, um novo calendário eleitoral com a retomada do processo eleitoral e da campanha das chapas, a partir de 1 de outubro até 2 de novembro. O processo eleitoral será realizado na primeira semana de novembro, antes das eleições municipais. As datas de votação ainda serão definidas pela CEC. A posse da diretoria eleita está prevista para dezembro, na Plenária de Abertura do 10º Conad extraordinário.

A campanha será realizada toda de forma virtual e irá incluir debates entre as chapas com ampla divulgação pelo Sindicato Nacional e as seções sindicais. E será garantido aos sindicalizados o acesso ao material de campanha das chapas, de forma virtual e isonômica, através dos meios de contato online que as seções sindicais possuem e também no site do ANDES-SN. Importante ressaltar que será contratada uma empresa especializada para a realização do pleito bem como uma empresa de auditoria para acompanhar o processo.

Questões Financeiras
Também foram aprovadas durante a plenária de encerramento, a prestação de contas da entidade referente ao exercício de 2019, a prestação de contas do 39º Congresso do ANDES-SN e a previsão orçamentária para 2021.

Avaliação
Para Rodrigo Medina, diretor do ANDES-SN que presidiu a mesa dessa plenária, os debates foram muito proveitosos e permitiram uma construção coletiva de como se dará o processo eleitoral para a nova diretoria do Sindicato Nacional.

“Considero positivas e mais do que necessárias as deliberações que foram tomadas na Plenária do Tema 3, sobretudo aquelas que nos possibilitam recolocar o ANDES-SN frente às mudanças conjunturais das últimas semanas, principalmente aquelas que foram interrompidos com o advento da crise sanitária. O ANDES-SN é um sindicato que, historicamente, elabora as linhas da sua atuação a partir da base, a partir de um princípio democrático e é daí que provém a sua legitimidade. Por este motivo, consideramos um ganho a realização das eleições ainda este ano, uma vez que a atual diretoria já teve seu mandato prorrogado e não seria legitimo prorrogar a sua duração ainda mais’’, pontua.

Além de Medina, compuseram a coordenação da plenária o diretor Maurício Alves da Silva e as diretoras Kátia Valina e Cristine Hirsch, como vice-presidente, 1ª e 2ª secretárias, respectivamente.

Leia também:

Plano de Luta dos Setores é atualizado no 9º Conad Extraordinário do ANDES-SN

Plenária sobre Movimento Docente e Conjuntura abre os debates do 9º Conad extraordinário

9º Conad Extraordinário do ANDES-SN começa nesta segunda, 28

 

Fonte: ANDES-SN

Terça, 29 Setembro 2020 12:19

 

Circular nº 332/2020

 

Brasília (DF), 28 de setembro de 2020

 

 

 

 

 

Às seções sindicais, secretarias regionais e à(o)s diretore(a)s do ANDES-SN

 

Companheiro(a)s,

 

 

A Diretoria do ANDES-SN convoca  o VI  Seminário Estado e Educação, com o tema “A contrarreforma da educação brasileira nos tempos de pandemia”.

O seminário ocorrerá em três dias não consecutivos, nos dias 05, 12 e 19 de novembro de 2020, em espaço virtual. Informamos que posteriormente serão encaminhadas as orientações sobre as inscrições e o acesso ao evento.

Na oportunidade, encaminhamos anexa a programação do seminário.

Sendo o que tínhamos para o momento, enviamos nossas cordiais saudações sindicais e universitárias.

 

Prof. Roberto Camargos Malcher Kanitz

3º Secretário

 

 

Terça, 29 Setembro 2020 12:10

 

 

 

Teve início na manhã desta segunda- feira, (28), o 9º Conad Extraordinário do ANDES-SN, que tem como tema "A vida acima dos lucros: Em defesa das instituições de ensino, dos serviços públicos e da autonomia sindical!" e ocorre até o dia 30 de setembro. Este será o segundo Conad extraordinário realizado pela internet, em decorrência da pandemia da Covid-19. O último encontro ocorreu nos dias 30 e 31 de julho. 

Antonio Gonçalves, presidente do ANDES-SN, conduziu a mesa de abertura do 9º Conad Extraordinário com Eblin Farage e Raquel Dias, secretária-geral e 1ª tesoureira do Sindicato Nacional, respectivamente. A plenária contou com a participação de 224 participantes, entre eles, 67 delegados, 124 observadores, 7 convidados, 26 diretores. Representantes de 70 seções sindicais do ANDES-SN participam do evento. 

Atnágoras Lopes, da CSP-Conlutas, saudou os presentes do 9º Conad Extraordinário e desejou proveitosas discussões e nas decisões que orientarão a direção da entidade. Lopes lembrou que neste dia, além do Conad, é o Dia Internacional de Luta pela Legalização do Aborto.  “Neste momento, vivemos uma ofensiva ultraliberal brutal frente a uma das maiores crises do sistema capitalista desde 1929 e, também, uma polarização da classe com uma disputa ideológica muito forte. Além disso, estamos cercados pelas chamas do nosso Pantanal, mais da metade da nossa população não tem acesso a emprego, com uma cesta básica que no Sudeste atinge um valor acima de R$ 500,00 e no Nordeste se aproxima de R$400,00. E, ainda, um governo que reduz o auxílio emergencial”. O dirigente da CSP-Conlutas comentou sobre a importância de apoiar a resistência da classe e as campanhas pelo Fora Bolsonaro, pela manutenção do auxílio emergencial em R$600, a não reabertura das escolas e em defesa da vida.  Atnágoras reforçou o chamado ao ANDES-SN, na luta por uma educação pública de qualidade e na luta de classes, para participar da reunião ampliada da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas no próximo dia 3 de outubro. Na ocasião, será a elaborado um programa para enfrentar a crise capitalista que tem causado desemprego, a miséria e a fome no país. 

Já para Sirlene Maciel, integrante do Fórum Sindical, Popular e de Juventudes de Luta por Direitos e Liberdades Democráticas, é fundamental que diante da atual conjuntura, cada trabalhador se coloque contra o governo Bolsonaro. “Estamos em um momento de organizar a resistência e nos fortalecer contra esse governo de extrema direita, negacionista e anticiência. Esse Conad e as discussões são importantes para nos organizar. Esse governo, das fake news e das milícias, foi leito atacando as escolas e as universidades públicas, que são espaços de resistência. Dessa forma, precisamos nos organizar e continuar defendendo a luta das mulheres, LGBTTIs, negros e povos originários que, neste momento, são as principais vítimas desse governo”. Sirlene Maciel ressaltou que a articulação na unidade de luta é fundamental no contexto da Covid-19, em que há intenção do governo em passar a “boiada” com a agenda neoliberal. Ela citou também a luta em defesa da Educação e contra o sucateamento que governos estaduais e municipais tentam impor com o ensino remoto e as suas plataformas ofertadas pelos tubarões da Educação. Sirlene também ponderou sobre o calendário de lutas contra a reforma Administrativa, que poderá extinguir serviços públicos como Saúde e Educação, no dia 30 de setembro; e no dia 3 de outubro a luta contra a privatização de empresas estatais como Correios e Petrobras. 

Eleições 

Ainda na mesa de abertura foi concedido um espaço para as representantes da Chapa 1 e 2, que concorrem à diretoria do ANDES-SN, se manifestarem. Diante da impossibilidade de realizar o processo eleitoral, suspenso por indicação da Comissão Eleitoral Central (CEC), em acordo com as chapas inscritas e o mandato da atual Diretoria Nacional (biênio 2018-2020) foi prorrogado pelo prazo de até 90 (noventa) dias, prorrogáveis por mais até 90 dias.

Para Rivânia Moura, da Chapa 1 – Unidade de Lutar, a unidade de luta é fundamental neste momento com o agravamento da conjuntura devido à Covid-19 e a falta de um plano efetivo de combate por parte do governo federal. Além disso, universidades, institutos e Cefet têm sido atacadas tanto na sua essência, quanto no seu significado de Educação. Segundo ela, é necessária uma ação efetiva para combater as formas de ataques aos docentes. 

“A construção da nossa chapa e atuação perpassa por uma diversidade de professores e professoras que já militam há muitos anos na história desse sindicato, professores que tem uma história mais recente, mas que também se construíram nesse sindicato e na luta. Temos condições de fazer uma ampla frente de unidade com a classe trabalhadora desse país e fazer com que o nosso sindicato continue a ser esse grande instrumento de luta e representatividade", disse. 

Celi Taffarel, da Chapa 2 – Renova ANDES, também criticou a polícia genocida do presidente da República Jair Bolsonaro e fez um histórico dos ataques aos direitos dos trabalhadores nos últimos períodos desde a Emenda Constitucional (EC) 95/16, Teto dos Gastos, passando pelas reformas Trabalhista e da Previdência, até os novos ataques com a reforma Administrativa e Tributária do governo atual.

“Que deliberemos nesse Conad o apoio, em todas as formas, e a nossa presença nas ruas nas mobilizações do dia 30 de setembro, em defesa dos serviços públicos, e 3 de outubro, em defesa das Estatais. Almejo e faço em nome do Renova ANDES-SN que este momento seja importante para as nossas decisões políticas e que oriente a nossa categoria que está em sofrimento e sendo atacada, não só com as medidas aprovadas no Legislativo, com cortes no Orçamento, mas porque esta sendo judicializada como no caso da Unilab. Estão atacando nossos espaços de trabalho”, alertou.

Após a abertura, foi realizada a plenária de instalação, com aprovação do regimento, e do cronograma e pauta. O 9º Conad Extraordinário do ANDES-SN ocorre até o dia 30 de setembro.

Saiba Mais
9º Conad Extraordinário do ANDES-SN começa segunda-feira (28)
 

Fonte: ANDES-SN

Segunda, 21 Setembro 2020 19:42

 

Em assembleia geral realizada nessa segunda-feira, 21/09, a Adufmat-Ssind elegeu os representantes do sindicato para o 9º Conselho Extraordinário do ANDES-SN (Conad), que será realizado virtualmente entre os dias 28 e 30/09 com o tema "A vida acima dos lucros: Em defesa das instituições de ensino, dos serviços públicos e da autonomia sindical!" Além disso, a partir do ponto de pauta incluído no início da plenária, a categoria indicou docentes para o Congresso Mundial da Educação.

 

Antes de eleger a delegação para o evento do Andes-SN, os docentes encaminharam a posição da delegação da Adufmat-Ssind sobre a eleição para a nova diretoria do Sindicato Nacional, que deverá ser pela realização presencial do pleito quando houver condições sanitárias adequadas para tal. Em seguida, se colocaram à disposição para participar do evento e foram endossados os nomes dos docentes Waldir Bertúlio (observador) e Leonardo Santos (delegado), além de referendado o nome indicado pela diretoria, professor Armando Wilson Tafner Júnior.

 

O Caderno de Textos com as propostas que serão debatidas estão disponíveis aqui.

 

Informes

 

Os informes repassados no início da assembleia pela diretoria foram: os dados solicitados à Assessoria Jurídica do Andes-SN e outras entidades com sede dentro dos campi sobre a situação dos contratos de comodato ainda estão sendo aguardados; o ato contra a Reforma Administrativa que está sendo organizado por diversos sindicatos para o dia 30/09 – haverá panfletagem em agências bancárias e campanha publicitária; o ato na Arena Pantanal realizado no domingo, 20/09, em parceria com o Sintep, em defesa do Pantanal reuniu cerca de 200 pessoas e os resultados foram positivos; a greve dos Correios completa um mês com ocupação em Brasília; a Greve pelo Clima terá a adesão da Adufmat-Ssind, que fará uma Live com vários artistas regionais no dia 25/09.

 

Análise de Conjuntura

 

As discussões sobre a conjuntura começaram com a presença de Bolsonaro em Sinop na última semana. Apesar de uma pequena manifestação contra as políticas ambientais do atual governo, da qual a Subseção da Adufmat-Ssind participou, o apoio da população sinopense, também imersa na fumaça provocada pelas políticas estaduais e federais, chamou a atenção.

 

Junto a isso, a violência e intolerância dos apoiadores do governo para com a oposição continuam. Na manifestação em Sinop, por exemplo, mesmo com todos os cuidados para evitar qualquer ataque, uma faixa chegou a ser arrancada.

 

Também foi motivo de debate e preocupação da categoria o número de candidatos não escolhidos pelas comunidades acadêmicas nomeados para as Reitorias. Ou seja, persiste o desrespeito à autonomia das universidades. Já são mais de 11 nomeações de não indicados, o que pode refletir na organização interna das instituições com relação ao Estágio Probatório, entre outros.

 

Congresso Mundial da Educação

 

Foram escolhidos nomes para representar a Adufmat-Ssind no Congresso Mundial da Educação. O evento será online, nos dias 26 e 27/09. Convocado por mais de 80 entidades, o tema do evento que pretende mobilizar trabalhadores da Educação em todo o mundo é Em defesa da Educação pública e contra o neoliberalismo na Educação.”

 

Gerdine Sanson, Waldir Bertúlio, José Domingues de Godoi Filho e Aldi Nestor de Souza foram os indicados pela plenária.

 

Clique aqui para ler mais informações sobre o evento.

 

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Sexta, 18 Setembro 2020 20:04

 

Diversas entidades do movimento estudantil realizaram, nessa quinta-feira (17), protestos por todo o país para marcar o dia de luta contra os cortes e intervenções do governo Bolsonaro na Educação. As manifestações reuniram poucos representantes devido em respeito às medidas de segurança sanitária e de não aglomeração.

Estudantes protestam na UFRJ. Foto: Fenet

No Rio de Janeiro, um ato simbólico ocorreu na Ponte do Saber, no campus da Ilha do Fundão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na Federal do Pará (UFPA), um grupo de estudantes se reuniu em frente à reitoria com cartazes e faixas contra os cortes no orçamento da Educação e intervenções nas universidades e institutos federais. 

No Rio Grande do Norte, estudantes também foram às ruas em protesto contra os cortes no orçamento da Educação e contra a intervenção no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa). 

Estudantes foram às ruas em Natal (RN). Foto: Fenet.

No IFRN, o presidente Jair Bolsonaro desrespeitou o processo de escolha interna e nomeou como reitor pró tempore, em abril desse ano, Josué Moreira, que sequer participou do processo eleitoral. Já na Ufersa, também atropelando o processo de escolha da comunidade acadêmica, Bolsonaro nomeou como reitora a terceira colocada no pleito interno.

Ato na UFPA. Foto: Adufpa SSind.

Ato no MEC


Em Brasília, os representantes de diversas entidades do movimento estudantil realizaram um ato em frente ao Ministério da Educação (MEC). Os estudantes fizeram falas e levantaram cartazes contra os cortes previstos para o orçamento da educação no Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) 2021 e a intervenção do governo federal na escolha de gestores das universidades e instutos federais. Também protocolaram no MEC o "Manifesto em Defesa da educação como direito público" construído em conjunto com dezenas de entidades e frentes parlamentares. Confira aqui.

Ato em frente ao MEC, na capital federal. Foto: Fenet

No final dessa quinta-feira ocorreu, ainda, o ato virtual "Orçamento Justo para a Educação em 2021", organizado por entidades da educação, sociedade civil e frentes parlamentares.

Intervenções
Desde que assumiu o governo, Jair Bolsonaro já interferiu, além da Ufersa e IFRN, na escolha de dirigentes de outras 14 instituições federais de ensino - universidades e institutos e Cefet.

Nessa semana, ele nomeou como reitores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), dois nomes que ficaram em terceiro na lista tríplice apresentada após consulta interna às comunidades acadêmicas das universidades. Somam-se a essa lista outras instituições como Cefet RJ, Unirio, UFC, IFSC, UFRB, UFVJM, UFTM e Ufes

Na UFGD, UFFS, Univasf e Unilab, o presidente indicou nomes que não constavam da lista tríplice e nem participaram do processo de escolha interno às universidades.

 

Fonte: ANDES-SN (com informações da Fenet, Une, Coletivo Juntos e Sul 21).

Quarta, 16 Setembro 2020 19:50

 

Campanha da Central para a categoria e a população foi ponto de pauta na discussão

 

No sábado (12), ao menos 50 servidores, de cerca de 20 entidades e sindicatos do funcionalismo público, se reuniram para discutir os ataques previstos na Reforma Administrativa de Paulo Guedes, além de articular as ações de mobilização na base e na sociedade em geral, para enfrentar mais esta dura ofensiva do governo de Bolsonaro e Mourão.

 

Desta reunião, saiu um calendário de luta como parte dos encaminhamentos, bem como planejamento de ampla campanha de comunicação para informar a população sobre o desastre previsto nesta reforma além de chamar aos servidores para ações diretas e de base para defender direitos e os serviços públicos.

 

 

Para este enfrentamento, plenárias estaduais já estão agendadas, com a participação de trabalhadoras e trabalhadores do funcionalismo das três esferas – municipais, estaduais e federais -, bem como de estatais e movimentos sociais. São Paulo, Bahia, Paraná, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais e Santa Catarina são estados em que já estão marcadas plenárias, que serão realizadas até o dia 19/9.

 

 

A articulação nacional e unificada se dará em defesa dos serviços públicos, mostrando os ataques aos serviços públicos e aos trabalhadores da categoria, buscando desconstruir os argumentos falsos do governo que tenta viabilizar a privatização do setor e retirar direitos.

 

Comitês contra a reforma administrativa também serão criados, para fortalecer o trabalho de base de mobilização. Este também será um espaço para construir a organização de greve unificada dos servidores públicos das três esferas do funcionalismo.

 

Em breve, a CSP-Conlutas divulgará material de comunicação da Campanha contra a Reforma Administrativa, que poderá ser amplamente divulgada entre as regionais e estaduais da Central bem como pelas entidades e por movimentos sociais que apoiam a iniciativa em defesa dos serviços e dos servidores públicos.

 

A pandemia demonstrou como é urgente ter garantias de investimento em saúde, educação, assistência social, habitação, transporte público, entre outros setores públicos, de acesso gratuitos e de qualidade. Como a Reforma Administrativa vai contra todas essas demandas e segue a lógica do Estado mínimo, é mais do que urgente organizar a classe trabalhadora para enfrentar esses ataques, unificando as categorias em defesa do funcionalismo e dos serviços públicos básicos.

 

Fonte: CSP-Conlutas