Sexta, 17 Setembro 2021 09:10
 Atualizada às 11h52 do dia 18/09/21. 

 
A Diretoria da Adufmat-Ssind, no uso de suas atribuições regimentais, convoca todos os sindicalizados para Assembleia Geral Extraordinária a se realizar:

 
Data: 20 de setembro de 2021 (segunda-feira)
Horário: 13h30h (Cuiabá) com a presença mínima de 10% dos sindicalizados e às 14h, em segunda chamada, com os presentes.


Pontos de Pauta:
 

1) Informes;

2) Análise de Conjuntura e a Construção de Mobilizações para o Impedimento da Aprovação da PEC 32/2020 no Congresso Nacional;

3) Aprovação da Ação Judicial Ajuizada - processo 1006158-55.2020.4.01. 3600 (Advogado Responsável José Carlos Formiga Junior);

4) Proposta de Mudanças pela Reitoria UFMT nas Resoluções CONSEPE 158/2010 e 041/2016, que estabelecerão novas normas para distribuição, registro e acompanhamento de encargos docentes, segundo o regime de trabalho dos docentes.

5) Escolha de delegada(o), observadora(e)s e observadora(e)s suplentes da(o) delegada(o) para o 13º CONAD Extraordinário - período de 06 de setembro a 08 de outubro de 2021 (via plataforma virtual).


A Assembleia será online, e o link poderá ser solicitado, mediante identificação, pelo whatsapp (65) 99661-7890 com o Sérvulo.
 
  



Cuiabá, 16 de setembro de 2021.


 
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Reginaldo Silva de Araujo
Diretor Geral da ADUFMAT-Ssind
Terça, 14 Setembro 2021 12:06

Clique no arquivo anexo para ler o documento. 

Quarta, 08 Setembro 2021 08:40

 


A Diretoria da Adufmat-Ssind, no uso de suas atribuições regimentais, convoca todos os sindicalizados para Assembleia Geral Extraordinária a se realizar:


Data: 08 de setembro de 2021 (quarta-feira)
Horário: 14h (Cuiabá) com a presença mínima de 10% dos sindicalizados e às 14:30h, em segunda chamada, com os presentes.

Pontos de Pauta:


1) Informes;

2) Análise de Conjuntura;

3) Proposta de Mudanças pela Reitoria UFMT nas Resoluções CONSEPE 158/2010 e 041/2016, que estabelecerão novas normas para distribuição, registro e acompanhamento de encargos docentes, segundo o regime de trabalho dos docentes.


A Assembleia será online, e o link poderá ser solicitado, mediante identificação, pelo whatsapp da ADUFMAT (65) 99696-9293 com o Heitor.

 

Cuiabá, 06 de setembro de 2021.

Reginaldo Silva de Araujo
Diretor Geral da ADUFMAT-Ssind

Segunda, 06 Setembro 2021 17:13

Clique no arquivo anexo abaixo para visualizar o documento. 

Segunda, 06 Setembro 2021 17:11

Clique no arquivo anexo abaixo para visualizar o documento. 

Sexta, 13 Agosto 2021 19:12

 

Direto da subsede de Sinop, a diretoria da Adufmat-Ssind iniciou a assembleia geral convocada para esta sexta-feira, 13/08, com os pontos de pauta: informes; análise de conjuntura; retorno da reunião com a Reitoria sobre os espaços físicos dos sindicatos e Greve Nacional dos Servidores do Setor Público no dia 18 de agosto.

 

Entre outras decisões, os presentes aprovaram a adesão à Greve Nacional dos Servidores no dia 18/08 e a manutenção da decisão anterior sobre a sede: não haverá nem a desistência do prédio, nem o pagamento de qualquer valor de aluguel.  

 

Durante os informes, o diretor geral do sindicato, Reginaldo Araújo, disse que “Frente Popular pela Vida: em Defesa dos Serviços Públicos e de Solidariedade ao Enfrentamento à Covid-19”, coletivo do qual a Adufmat-Ssind faz parte, recebeu mais 25 mil quilos de alimentos da parceria com a ONG Ação Cidadania. Parte da doação foi recebida em Paranatinga, por comunidades indígenas, algumas foram levadas para distribuição em bairros periféricos de Sinop, e a outra parte está sendo distribuída em Cuiabá. “Com essa doação atingimos a incrível marca de 150 toneladas de alimentos distribuídos pela Frente, além de combustível para barcos das comunidades indígenas, ferramentas, fraldas, leite, cobertores e outros materiais que pudessem dar condições mínimas de sobrevivência para essa população”, afirmou Araújo, convidado os sindicalizados a contribuírem com alimentos ou qualquer valor (clique aqui para saber como).  

 

Em seguida, o docente informou que a categoria dos Correios, que está mobilizada contra a privatização da instituição e os ataques aos serviços públicos, aprovou indicativo de greve para o dia 17/08. A decisão já provocou retaliação aos trabalhadores, que foram avisados que não receberão, este mês, o benefício de alimentação concedido todos os meses pela empresa pública.

 

Análise de Conjuntura

 

O professor Leonardo Santos abriu o ponto de pauta “análise de conjuntura” com elementos apontados na Nota Política da Diretoria, publicada pelo sindicato para marcar o primeiro mês da gestão (clique aqui para ler).

 

A nota destaca a dura conjuntura de ataques, agravados pela pandemia de Covid-19, em âmbito nacional e também no estado de Mato Grosso, o primeiro em número de mortes e um dos últimos no ranking de vacinação do país. Além da PEC 32, o documento aponta as perdas provocadas pelas políticas de privatização, voltadas para a Eletrobrás e os Correios, o esforço neoliberal para provocar desemprego, que já alcançou mais de 14 milhões de pessoas, além da fome, do Marco Temporal contra a população indígena, e a Educação em meio a este cenário.

 

O documento termina com a necessidade de centrar esforços na reorganização da luta dos trabalhadores, e reforçando o caráter classista da Adufmat-Ssind na atuação, inclusive, nas frentes de solidariedade e enfrentamento a essas dificuldades.

 

O professor Reginaldo Araújo destacou que, nos últimos dias, enquanto a população era distraída pela discussão do voto impresso, o Congresso Nacional aprovou a minirreforma Trabalhista, o distritão, privatizações e já se prepara para tramitar o texto da Reforma Administrativa.

 

A professora Maria Luzinete Vanzeler se disse contemplada pela nota da diretoria, mas registrou que a declaração do ministro da Educação, Milton Ribeiro, em entrevista recente, também deve estar no foco do debate. “Ele defendeu que a universidade deve ser para poucos, porque não são tão úteis. O discurso do ministro deixou evidente a intenção de formar mão de obra, tirando o sujeito pensante da sociedade. Esse deve ser o pior momento em toda a nossa curta história de vida, e tudo isso em meio a pandemia”, ressaltou Vanzeler.

 

Os tanques para intimidar os adversários também foram citados como uma forma de distração utilizada pelo Governo Federal, pois os docentes avaliam que a centralidade das discussões, nesse momento, deve ser as privatizações e a Reforma Administrativa. Não houve nenhum encaminhamento neste ponto de pauta.  

 

Retorno da reunião com a Reitoria sobre os espaços físicos do sindicato

 

A reunião sobre a cobrança de aluguel da Adufmat-Ssind e do Sintuf-MT não foi menos dura do que a conjuntura.

 

Embora os advogados do sindicato demonstrem que não há nenhuma razoabilidade na proposta da Reitoria, estando o contrato de comodato em vigência e sem nenhuma legislação que comprometa o acordo - assinado, inclusive, pelo Conselho Diretor da universidade à época – a Reitoria insiste que a única forma de permanecer nas sedes é pagando o aluguel.

 

A vice-reitora, Rosaline Lunardi, que participou da assembleia anterior e disse que havia disposição para dialogar, foi quem recebeu as categorias nessa quarta-feira, 11/08. Numa postura bastante diferenciada da utilizada na assembleia, antes mesmo de apresentar os presentes na reunião, iniciou o encontro dizendo que há um único caminho para as entidades: pagar.

 

De acordo com os relatos da reunião, os representantes da Adufmat-Ssind e do Sintuf-MT falaram das orientações legais, das contribuições históricas das categorias com a universidade, mas nada pareceu modificar a intenção da administração. Haverá uma nova reunião em cerca de 20 dias, na qual as entidades e Reitoria se comprometeram a apresentar informações sobre como outras universidades e sindicatos estão encaminhando essa questão.

 

“Não podemos nos deixar convencer de que essa é uma ação protocolar. Trata-se de um ataque político direto aos sindicatos, às ferramentas de luta dos trabalhadores. Não haverá recuo”, disse o professor José Domingues de Godoi.

 

Por unanimidade, a categoria reafirmou que não deixará a sede e não pagará nenhum centavo de aluguel.

 

Durante o debate, os docentes destacaram que a conhecida “Oca” representa a luta do sindicato, mas também um marco arquitetônico dos povos originários. A professora Maria Adenir Peraro, historiadora e ex-diretora do sindicato, sugeriu que o prédio seja usado para além de sede administrativa e política, também como um centro de documentação, diante do grande acervo histórico pertencente ao sindicato que ela mesma está organizando.       

 

O professor José Domingues lembrou que a construção da oca também está ligada ao início do curso de Arquitetura da UFMT, onde o professor José Afonso Portocarrero, idealizador da obra, leciona até os dias de hoje.

 

Considerando que o prédio da Adufmat-Ssind é um patrimônio histórico, cultural e arquitetônico, o presentes decidiram que a diretoria fará um documento divulgando todo esse processo, desde o estabelecimento da sede, no início da década de 1990, até o ataque atual.

 

Além disso, a Adufmat-Ssind deverá levantar a situação em outros sindicatos do país, se reunir novamente com a Reitoria na data combinada, e iniciar uma campanha explicando a situação, com textos e vídeos, em conjunto com o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos (Sintuf-MT). Também foi encaminhado que os espaços da Adufmat-Ssind devem continuar sendo ocupados com atividades culturais, que a diretoria deve pensar formas de denunciar o que está acontecendo a outras instituições e entrar em contato com pessoas ligadas à história da sede do sindicato.

 

Um dos primeiros passos dessa retomada histórica é divulgar o documentário produzido em 2019, sobre os 40 anos da Adufmat-Ssind (clique aqui para assistir), que também faz referência a este processo.

 

Greve Nacional dos Servidores Públicos no dia 18/08

 

Após todo o debate realizado nos pontos de pauta anteriores, os docentes decidiram aderir à Greve Nacional dos Servidores Públicos convocada para o dia 18/08, traçando estratégias de mobilização e divulgação.

 

O sindicato divulgará o calendário das atividades que, até o momento, só tem a mobilização do Fórum Sindical, prevista para às 9h na Praça Ulisses Guimarães, e a construção dos trabalhadores dos Correios, a partir do indicativo de greve aprovado para o dia 17/08.

 

O sindicato deverá utilizar novamente a estratégia das faixas em torno da universidade, além de desenvolver um material de agitação voltado para a categoria, sobre a necessidade de parar e como parar.

 

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Quarta, 11 Agosto 2021 10:56


 

 
A Diretoria da Adufmat-Ssind, no uso de suas atribuições regimentais, convoca todos os sindicalizados para Assembleia Geral Ordinária a se realizar:

 
Data: 13 de agosto de 2021 (sexta-feira)
Horário: 13h30h (Cuiabá) com a presença mínima de 10% dos sindicalizados e às 14h, em segunda chamada, com os presentes.


Pontos de Pauta:

1. Informes;
2. Análise de Conjuntura;
3. Retorno da reunião com a Reitoria sobre os espaços físicos dos Sindicatos;
4. Greve Nacional dos Servidores e Servidoras Público(a)s para 18 de agosto de 2021.

A Assembleia será online, e o link poderá ser solicitado, mediante identificação, pelo whatsapp (65) 99661-7890 com o Sérvulo.
 
  



Cuiabá, 10 de agosto de 2021.


 

Reginaldo Silva de Araujo
Diretor Geral da ADUFMAT-Ssind

 

Quinta, 22 Julho 2021 22:24

 

A primeira assembleia geral da gestão “Pedro Casaldáliga” à frente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat-Ssind), realizada nessa quinta-feira, 22/07, representará, também, mais um marco político na história da categoria. Foram quatro horas de debate, analisando os ataques de um Governo que, além de neoliberal, ameaça cotidianamente a própria democracia burguesa. Ao final, a certeza de uma defesa intransigente: a sede do sindicato também é uma conquista política, e a categoria não abrirá mão dela.

 

A plenária foi convocada com apenas três pontos de pauta: Informes, Análise de Conjuntura, e Ataques da Reitoria/CGU à organização sindical na UFMT: a questão dos espaços físicos  e as sedes das organizações sindicais. Isso porque, na segunda-feira, 19/07, a diretoria recebeu um ofício da Reitoria dizendo que a entidade deverá escolher entre sair da sede ou ficar, mediante o pagamento de um aluguel em torno de R$ 8 mil.

 

A análise de conjuntura, exercício regular realizado pela categoria para orientar as ações posteriores, já indicava que o debate sobre a permanência na sede seria duro. Não apenas pela vontade já anunciada pelo Governo Bolsonaro de enfraquecer ou extinguir movimentos coletivos, mas pelo fato de esses ataques serem viabilizados pela ação de colegas. Nesta questão, os pontos de pauta se confundem.

 

Durante o debate sobre a análise de conjuntura, o processo de privatização de instituições públicas importantes e as ameaças aos direitos democráticos – especialmente em resposta às crescentes mobilizações nas ruas – deram o tom das intervenções. “A constante retórica de ameaça é preocupante e inaceitável. A disposição popular de ir às ruas tem incomodado, e a cada momento que vamos às ruas, o Governo faz uma ameaça de golpe”, disse o professor Roberto Boaventura, defendendo que o sindicato faça uma defesa permanente da democracia. Na mesma linha, o professor Vicente Ávila afirmou, minutos antes, que a democracia “corre um risco anunciado. Não é provável, é anunciado”.

 

E essa mesma lógica neoliberal está nos governos estadual e municipal, e até mesmo dentro das salas de aulas. O professor Aldi Nestor exemplificou, estabelecendo uma correlação com as políticas excludentes praticadas pelo Governo Estadual. “Eu sou professor de matemática, dou aula de cálculo e de álgebra. E hoje eu vou resolver o seguinte problema com meus alunos: uma imobiliária tem 100 apartamentos. Ao preço de R$ 800, aluga todos. Para cada R$ 100 que aumentar no valor do aluguel, um apartamento fica vazio. Qual o preço que a imobiliária deve cobrar para que a sua receita seja máxima? Curiosamente a melhor resposta para esse problema é deixar 36 apartamentos vazios. Eu fico com a preocupação de qual deles não vai sair um Mauro Mendes aprimorado. Nós temos uma forma de construir esse tipo de mentalidade, que não vê nenhum problema em deixar os indígenas de fora, porque isso é problema de outra pessoa. Não vê nenhum problema em deixar 6 milhões de pessoas sem casas, enquanto tem 6 milhões de casas desocupadas”, reclamou.  

 

Repercutiu também a declaração do Ministro da Educação, Milton Ribeiro, feita em rede nacional na quarta-feira, 21/07, apelando ao retorno imediato das escolas. Os docentes avaliam que não deve demorar a ordem para a retomada das atividades presenciais nas universidades, sem as devidas precauções contra a Covid-19, que continua matando mais de mil pessoas diariamente no país.

  

Diante de todas essas questões os docentes encaminharam a realização de uma articulação entre as entidades de trabalhadores para a realização de um ato em Brasília, com docentes já vacinados; a elaboração de um posicionamento em defesa da não privatização da Eletrobrás, dos Correios e outros órgãos nacionais, com a reivindicação de que 100% dessas empresas estejam sob controle popular; articulação com parlamentares para a defesa da democracia; e fortalecimento da comunicação do sindicato no sentido de denunciar as violências no campo, para que tenham mais repercussão na mídia.

 

Com relação ao debate sobre os ataques da Reitoria, após apresentar o documento encaminhado ao sindicato apresentando a proposta de aluguel de R$ 8 mil, o diretor geral, Reginaldo Araújo, fez um histórico da construção da sede da Adufmat-Ssind, no início na década de 1990. À época, sindicato e Administração assinaram um contrato de comodato com validade de 50 anos, debatido e aprovado em todas as instâncias da universidade. Assim, em 2041, sindicato e Reitoria devem dialogar novamente sobre as condições de permanência. O dirigente concluiu sua exposição informando, ainda, que as assessorias jurídicas do ANDES - Sindicato Nacional e da Adufmat-Ssind fizeram pareceres afirmando que, conforme a legislação vigente, não há nenhuma ilegalidade na presença do sindicato no campus da universidade, nas condições atuais.

 

Vale destacar que a mesma proposta foi encaminhada ao Sindicato dos Técnicos (Sintuf/MT), com diferença no valor do aluguel: R$ 12 mil. O prazo dado pela Reitoria para resposta das entidades que construíram a universidade foi sexta-feira, 23/07.

 

O debate foi intenso. Todas as intervenções, no entanto, convergiram para o fato de se tratar de uma proposta absurda, de um ataque.  “É uma ofensiva, uma agressão da Reitoria à categoria”, disse o professor Breno Santos. Para Maelison Neves, o anúncio de agressões futuras. “É preciso ter a consciência coletiva de que esse ataque à Adufmat é um ataque a toda categoria, e uma vitória nesse sentido simbolizaria a vinda de ataques piores. Por isso, essa proposta requer uma resposta dura”, defendeu o docente.

 

As avaliações foram unanimes no sentido de que não é lastro jurídico para a expulsão do sindicato da universidade, e que a instituição não poderia realizar esta “quebra jurídica”, ou eventual alteração da legislação não poderia retroagir. De toda forma, a categoria entendeu que se trata de um debate político, que demanda resposta política. “Não haverá nem R$ 1 de aluguel, porque o espaço é um direito da categoria. No entanto, nós precisamos decidir como será a nossa resposta”, destacou o diretor Leonardo Santos.  

 

A vice-reitora da universidade, Rosaline Lunardi, que acompanhou o debate acerca do ponto de pauta, se inscreveu para falar e apelou para o diálogo. “Mandar um documento é uma questão jurídica. Separem bem aquilo que é um documento, precisa ser registrado, tramitado, e as soluções políticas possíveis. Se há uma questão política já identificada pelo sindicato, a gente pode tentar resolver. Eu estou me manifestando aqui como professora, que vê como principal saída o diálogo. O Sintuf aceitou debater porque reconhece a Reitoria. A Adufmat, aceitando dialogar, também reconheceria e isso seria um benefício a todos, nos auxiliaria a encontrar saídas”, afirmou.  

 

Imediatamente após a fala da vice-reitora, os docentes voltaram a debater as possibilidades de resposta, questionando a disposição da Reitoria para o diálogo, já que a gestão anterior da Adufmat-Ssind tentou dialogar diversas vezes e não obteve nenhuma resposta da Administração. “Nós tentamos marcar audiência, convidamos para o debate público em live, e não obtivemos nenhuma resposta da Reitoria”, afirmou a professora Lélica Lacerda, ex-diretora de Comunicação da Adufmat-Ssind.   

 

A professora Graziele Borges, representante da subseção da Adufmat-Ssind no campus do Araguaia, expôs a questão da sala da Adufmat-Ssind no campus, onde a Administração também quer cobrar aluguel, embora o espaço ainda esteja desativado. A docente apontou algumas incoerências nas negociações locais, considerando que há abertura para seção de espaço para outras instituições locais.

 

Por fim, após várias propostas, a categoria aprovou que não aceitará sair da sede e nem pagar aluguel; que responderá formalmente o ofício, com base também na fundamentação jurídica; que aceitará dialogar com a Reitoria, mas não aceitará nenhum tipo de acordo sem debater com a categoria antes; caso a Reitoria não retire a cobraça dentro de um prazo de 20 dias, a Adufmat-Ssind iniciará uma campanha de reafirmação da conquista da sede – incluindo as subsedes.   

 

Informes

 

No início da assembleia, a Diretoria realizou informes sobre os atos que serão realizados no sábado, 24/07 (saiba mais aqui). Em Cuiabá, a concentração será às 15h, na Praça Alencastro. Em Sinop haverá um carro de som, que já está circulando desde o início da semana. No Araguaia a concentração será às 8h30, na Praça Sebastião Alves Júnior. Além disso, a categoria se prepara também para o Encontro Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Serviço Público, nos dias 29 e 30/07.

 

A diretoria informou, ainda, que a “Frente Popular pela Vida: em Defesa dos Serviços Públicos e de Solidariedade ao Enfrentamento à Covid-19”, que já distribuiu por volta de 124 mil kg de alimentos, além de produtos de higiene, combustível, leite, fraldas, e material de trabalho no campo, se prepara para receber mais uma colaboração do Grupo Ação Cidadania, de cerca de 13 mil kg de alimentos.

 

A Diretoria de Assuntos de Aposentadoria informou que os docentes aposentados querem retomar as reuniões no Largo da Adufmat-Ssind, e que a diretoria fará uma programação para os próximos dias.  

 

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Terça, 20 Julho 2021 19:30



 
 

A Diretoria da Adufmat-Ssind, no uso de suas atribuições regimentais, convoca todos os sindicalizados para Assembleia Geral Extraordinária a se realizar:
 
Data: 22 de julho de 2021 (quinta-feira)
Horário: às 13h30 com a presença mínima de 10% dos sindicalizados e às 14h, em segunda chamada, com os presentes.
 


Pontos de Pauta:
 
1) Informes;
 
2) Análise de Conjuntura;
 
3) Ataques da Reitoria/CGU a organização sindical na UFMT: a questão dos espaços físicos  e as sedes das organizações sindicais.
 

A Assembleia será online, e o link poderá ser solicitado, mediante identificação, pelo whatsapp (65) 99661-7890 com o Sérvulo.
 
 
 

Cuiabá, 19 de julho de 2021.

 

 

Reginaldo Silva de Araujo
Diretor Geral da ADUFMAT-Ssind

 

Sexta, 09 Julho 2021 20:36

 

A assembleia geral da Adufmat-Ssind convocada para essa sexta-feira, 09/07, marcou a despedida da gestão “Luto Pela Universidade Pública”, e o início da gestão “Dom Pedro Casaldáliga: por uma Adufmat de luta, autônoma, democrática”, que assumirá o sindicato durante o biênio 2021-2023. Também tomou posse a representação da subseção do Araguaia, “Resistir e Esperançar”, eleita para o mesmo biênio.

 

O professor Aldi Nestor de Souza começou a assembleia agradecendo aos docentes e funcionários da Adufmat-Ssind. “Foram 2 anos e 3 meses mais do que excepcionais, e vocês ajudaram a atravessar esse momento. Para mim, pessoalmente, foi um período de muita aprendizagem que vou guardar com muita alegria, satisfação, e certa honra”, disse o ainda diretor geral naquele momento, afirmando seguir na luta, novamente como base.  

 

Após a aprovação da pauta, a diretoria fez informes sobre o 12º Conad Extraordinário, ainda em andamento, Festival Contra Atacar, que premiou os vencedores na última quarta-feira, 07/07 (assista aqui), e o envio do Jornal da Adufmat-Ssind, balanço da gestão. A diretora de Comunicação até aquele momento, Lélica Lacerda, aproveitou para desejar boa sorte à nova diretoria.

 

As professoras Gerdine Sanson e Clarianna Silva fizeram informe sobre o debates acerca da emancipação do campus, e chamaram a atenção para informações de alterações nas políticas de assistência estudantil da universidade. O professor Leonardo Santos, ainda pela base, falou sobre a rearticulação do Fórum Popular da Juventude em Mato Grosso.

 

No ponto de pauta “Prestação de Contas”, a diretoria esclareceu que, nesta sexta-feira, o motivo do debate foi apenas anunciar o ato da entrega dos Relatórios da gestão, disponíveis no site do sindicato (veja aqui). Não se tratou de uma assembleia de aprovação de contas. Nesse sentido, o tesoureiro Djeison Benetti explicou que o Conselho Fiscal fará a análise dos documentos e apresentará um parecer que, só então, será submetido a análise da categoria em assembleia específica.   

 

Posse

 

Para empossar a nova diretoria, o professor Aldi Nestor de Souza, marcando a despedida da gestão Luto pela Universidade Pública, relembrou algumas lutas travadas dentro e fora da universidade. Além da luta contra o Future-se, o corte de energia na UFMT, que significou um marco político, e a pandemia, o diretor lembrou da batalha das trabalhadoras terceirizadas da limpeza. A Adufmat-Ssind acompanhou a mobilização para garantir o pagamento dos salários, e também as demissões durante a pandemia. “Algumas foram demitidas simplesmente porque são velhas. Essa é uma situação para a qual a UFMT resolveu fechar os olhos. Mas a Adufmat acompanha até hoje”, disse Souza, relatando, em seguida, que o sindicato recebeu, diariamente, pedidos de ajuda de pessoas que passam fome. Nesse sentido, o trabalho da “Frente Popular pela Vida: em defesa dos Serviços Públicos e de Solidariedade ao Enfrentamento à Covid-19” fez a diferença, entregando dezenas de toneladas de cestas básicas e materiais de higiene.

 

A professora Liliane Capilé, vice-tesoureira que assumiu o setor após o afastamento de Benetti, falou sobre as reformas ainda necessárias na sede do sindicato, e de algumas que já avançaram.

 

Benetti destacou alguns detalhes que precisam ser ajustados na Tesouraria, pagamentos sendo efetuados, alguns ainda não compensados, e se colocou à disposição para fazer a transição com a próxima gestão.    

 

A professora Clarianna Silva, representando a Comissão Eleitoral do pleito de 2021, relatou os dados da eleição (disponíveis aqui) e, logo em seguida, Aldi Nestor oficializou a entrega da diretoria ao novo diretor geral, Reginaldo Araújo.

Em sua primeira manifestação à frente do sindicato, Araújo registrou o desejo de compartilhar da presença dos colegas. “Eu gostaria de estar na nossa arena, nossa oca, espaço em que a gente dialoga, disputa, vota, ri, chora. Um espaço que nos traz realizações enquanto sujeitos militantes”, afirmou.

 

O professor Leonardo Santos, agora diretor de Comunicação da Adufmat-Ssind, fez uma homenagem a Dom Pedro Casaldáliga, cujo nome inspirará a gestão. “Um homem de luta, forte, de posições firmes e coragem de manter suas posições diante daqueles que tentaram lhe expulsar do país e da sua igreja. Será inspiração para o que a gente acredita da luta social e da construção de uma sociedade. Essa homenagem será mais voltada para mostrar a síntese do que nos inspira o que a gente gostaria de construir”, afirmou, destacando três elementos que marcaram a vida e luta de Casaldáliga: a práxis (fazer o prega e pregar que faz), o pertencimento ao povo (escolher sempre os pobres), e o viver coletivo.

 

O novo diretor encerrou sua intervenção com a leitura do poema de Casaldáliga, “Canção da foice e do feixe” (leia aqui).

 

A nova tesoureira do sindicato, Maria Luzinete Vanzeler, também brincou com o distanciamento. “Espero que não fiquemos por muito tempo nesse corre-corre, estou aqui, mas estou atrasada para o Conad, tudo aqui dentro da minha casa. Esse foi um período duro, mas que nos ensinou muito. Nós temos capacidade de aprender a cada momento, capacidade de lutar a todo momento”, disse a professora.

 

A segunda diretora secretária, Márcia Corrêa, se disse contemplada pelas intervenções anteriores, mas registrou as expectativas da primeira experiência numa diretoria sindical. “Eu aceitei o convite porque acredito nos colegas e no Pedro Casaldáliga, sua história, por isso me coloque à disposição, e acredito que será uma grande oportunidade de aprendizado”, afirmou.

 

Para a professora Gerdine Sanson, essa também será a primeira experiência na diretoria do sindicato, e não na representação local. Ela agradeceu a chapa Luto Pela Universidade Pública, e falou da admiração pelo trabalho realizado. “Não sei nem dar nome ao que esse mandato teve que passar. Vocês resistiram, apesar de não conseguia reunir a categoria, tatearam no escuto para tentar resolver, manter o sindicato evoluindo. Acompanhei bem de perto, e agradeço especialmente por vocês trazerem trazido poesia, arte, como estratégia de comunicação, nesse momento tão difícil. Sou apaixonada pelo programa Pulso Cerrado”, disse a, agora, diretora geral adjunta da Adufmat-Ssind.  

 

O professor Magno Silvestri, diretor secretário, ressaltou a carga simbólica de diferentes lembranças de lutas, desafios, e o papel da comunicação na última gestão. “Manter avanços será um grande êxito desse grupo que está iniciando. Nós temos vários desafios conjunturais e estruturais, são escalas de ação política distintas, da sede e da subsede, que apresentam questionamentos e desafios diferenciados. A questão da presença física do sindicato dentro da universidade é um desses desafios”, lembrou o docente.  

 

A diretora de assuntos de Aposentadoria e Seguridade Social, Marlene Menezes se mostrou animada com a reaproximação dos debates de interesse da universidade. “Eu agradeço o convite para participar da chapa. Foi motivo de alegria e volta à luta, ao compromisso, à universidade. Eu tenho muita disposição em contribuir e trabalhar com a chapa e com a base. Nesse momento em que as adversidades são tão grandes, nós vamos conseguir fazer muita coisa. Contem comigo”, afirmou.

 

A professora Loanda Cheim, diretora de assuntos socioculturais, também agradeceu a oportunidade de contribuir com a categoria. “Toda etapa, todo desafio, é aprendizado, e a gente sai mais sábio. Trabalhar numa equipe com pessoas diferentes, com conhecimentos diferentes, com certeza me trará bastante aprendizado. E eu quero um sindicato cada vez mais atuante, sempre mais forte. Enquanto diretora de assuntos culturais possa contribuir com isso, resgatar o orgulho de ser professor, pertencer à instituição”, destacou.

 

O diretor geral, Reginaldo Araújo, agradeceu a diretoria anterior, e também falou um pouco sobre os desafios futuros. “Eu sei que essa é uma tarefa árdua, que a gente tem que se doar para a luta coletiva, e vocês pegaram uma conjuntura das mais duras depois da redemocratização. Vocês cumpriram tarefas, deixaram legado. Nós temos a clareza de que esse sindicato será forte se as pessoas compreenderem que devem estar perto da direção, e esse será nosso desafio diante de uma Educação absolutamente precarizada. Se nós estivéssemos frequentando a universidade, ela não estaria funcionando, por falta de recursos. É essa a conjuntura que nós vamos enfrentar. Um Governo Federal e também o Estadual genocidas, que diz que economizou R$ 3 bilhões no estado no qual as pessoas passam fome”.  

 

A nova diretoria já planeja um ato político e cultural de posse para a próxima semana.

 

Pela subseção do Araguaia, falou a professora Graziele Borges, que fez parte da representação local anterior e continuará no próximo biênio. “Eu sei das dificuldades das mulheres de fazer luta, e também dos homens. Gostaria de agradecer a professora Adriana Nascimento, que me trouxe para a luta após o doutorado, aos professores Eliel e Fred que estavam na gestão anterior, à Vanessa Tavares, funcionária da subseção, e à nova gestão do Araguaia, que será feita por um coletivo de sete: Ana Paula Sacco, Magno Silvestri, Gilson Costa, Ayane Paiva, Robson Lopes, Paula Alves e eu”.  

       

Ela explicou ainda que o nome “Resistir e Esperançar” também é uma homenagem ao educador Paulo Freire. “Esperançar é não sucumbir, barrar toda a forma de opressão, ir atrás, construir, não desistir, levar a diante, juntar com os outros para construir outro modo. Venha o que vier, acredito que nós vamos construir um bom trabalho”, concluiu.

 

A professora Ana Paula Sacco disse que se sentiu silenciada durante a pandemia, pelo distanciamento entre os colegas. “Ficamos cada um no seu quadradinho virtual, tivemos dificuldades de diálogos com os companheiros com relação a tantas mudanças que surgiram, a flexibilização do ensino. Nesse contexto achei importante voltar ao sindicato para ter essas discussões”, afirmou, pontuando também algumas questões locais da região do Médio Araguaia.

 

O professor Gilson Costa, formado e pós-graduado pela UFMT, falou com orgulho da relação de longa data com a instituição. “Esse é um momento desafiador e nós temos a certeza de que não da para ficar esperando as coisas acontecerem. Estamos sendo atacados cotidianamente, há um clima de fascismo nos espaços. Fortalecer a categoria e, mais do que isso, a classe trabalhadora, contribuindo como trabalhadores da educação. Esse é o nosso desafio. Queremos fortalecer nossa aliança com movimentos sociais, indígenas, entre outras demandas pontuais que diferem da capital”, disse.

 

Pela base, a professora Clarianna Silva falou que espera, neste biênio, debater a natureza da profissão e a serviço de quem a categoria está. Além disso, lembrou das dificuldades das lutas e contradições dentro do movimento no cotidiano.

 

O professor Breno Santos, diretor da Vice-presidência Regional do ANDES (VPR Pantanal) parabenizou a nova diretoria pela vitória e pela disposição para assumir uma entidade que enfrenta dificuldades ainda duras nesta conjuntura.

O professor José Airton saudou a chapa que saiu, e a que entrou. Se disse feliz escolha dos nomes e gostou do que o material de campanha propôs com relação aos aposentados.

 

A professora Maria Adenir Peraro também parabenizou o trabalho da gestão “Luto Pela Universidade Pública”, diante da conjuntura dificílima, e solicitou atenção da nova gestão ao arquivo da Adufmat-Ssind, que ajudou a construir durante a gestão da qual fez parte, entre 2017 e 2019.

 

Por fim, os presentes elegeram para o Conselho Fiscal do próximo biênio os professores José Ricardo de Souza, Adriana Queiroz e José Airton de Paula, como titulares, e Marluce Souza e Silva e Djeison Benetti como suplentes.

 

 

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind